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  • g76 8/10 pp. 23-27
  • Conheça o morcego — o único mamífero voador

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  • Conheça o morcego — o único mamífero voador
  • Despertai! — 1976
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  • Conhecer-nos Melhor
  • Como Voamos
  • Onde Vivemos
  • O Que Comemos
  • O Detestável Vampiro
  • Sempre Prejudiciais?
  • Somos Realmente Ímpares!
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Despertai! — 1976
g76 8/10 pp. 23-27

Conheça o morcego — o único mamífero voador

‘OS MORCEGOS são bichos feios que vivem em cavernas escuras e tenebrosas. Seus covis favoritos são os cemitérios, onde voam entre as lápides nas noites enevoadas. Eles transportam carrapatos. E, o que é mais, eles são cegos, sujos e constituem uma ameaça para o homem.’

Em poucas palavras, é isso que muita gente pensa de nós. Mas, como velho morcego, deixe-me contar-lhe algo em nossa defesa. Incidentalmente, chamar-me de “velho” quer dizer que estou chegando aos treze anos, embora conheça morcegos que viveram por mais de vinte anos.

Oh, sim! Esse sou eu — esse grande morcego pardo que está na página seguinte. Estou pousando sobre um vidro, com uma lâmpada brilhante por baixo, de modo que possa ver tudo. Dê uma boa espiada enquanto lhe falo de mim mesmo e de meus parentes.

Conhecer-nos Melhor

Somos mamíferos da ordem dos quirópteros. Há várias centenas de espécies nossas em todas as regiões temperadas e tropicais da terra; de modo que não poderá conhecer todos os parentes.

Basicamente, somos criaturas pequenas, aladas, cujo corpo se assemelha ao dum camundongo. Com efeito, os alemães chamam o morcego de Fledermaus, que significa “camundongo voador”.

Entre os mamíferos, apenas nós podemos voar. “Oh, será mesmo?”, pergunta. “Que dizer dos esquilos voadores?’’ Bem, tudo que podem fazer é planar. Nós somos diferentes. Como se expressa o Volume I de Mammals of the World (Mamíferos do Mundo): “Os morcegos são os únicos mamíferos que voam, embora vários mamíferos que planam sejam mencionados como ‘voando’.”

Dependendo da espécie, a cabeça e a cara de meus parentes podem assemelhar-se a um urso, a um cão, ou talvez a uma raposa. Um deles é chamado de morcego cabeça-de-cavalo, por motivos óbvios. Em alguns casos, o nariz possui uma expansão cutânea — talvez parecida a uma folha. As terminações dos nervos sensoriais se acham nessas expansões.

Os morcegos variam grandemente, e posso apenas imaginar alguém perguntando: ‘Qual é o mais bonito de todos?’ Bem, nem todos somos feios, isso é certo. Mas o morcego de cara enrugada jamais ganhará um concurso de beleza. Talvez a melhor palavra para suas caraterísticas faciais seja grotesca.

Que dizer da cor? Muitos de nós são pardos, cinzentos ou pretos. Mas, há variações. Por exemplo, o morcego ghost é branco, talvez com um pouco de cinza misturado. Há um morcego frugívoro com cabeça enegrecida e asas castanho-escuras com manchas amarelas. Naturalmente, estes são apenas alguns exemplos.

Sabe-se que temos enganado as pessoas. Pelo menos, acho que nem sempre sabem o que somos. Considere o pequeno morcego da América tropical e de Trinidad. Foi encontrado empoleirado certa noite, embaixo duma ponte, junto com baratas de 51 milímetros de comprimento. Sobre esses morcegos, escreveu Walter W. Dalquest: “A semelhança com uma barata era surpreendente. As ‘pernas’ aparentes eram as pontas das asas, viradas para fora e para trás do corpo, num ângulo de 30 graus. . . . Era completamente impossível, duma distância de 6 metros, diferençar as baratas dos morcegos, exceto que não vi os olhos vermelhos reluzentes das baratas.”

Bem, se der outra espiada na minha gravura, eu lhe contarei algo sobre . . .

Como Voamos

Na realidade, nossas asas consistem em pele. Ela se estende dos membros anteriores ao longo de cada lado de nosso corpo até os membros posteriores. A pele, ou membrana, passa entre nossos cinco dedos, isto é, os quatro dedos e um polegar.

Usualmente pousamos de cabeça para baixo, pendurados pelos pés. Em geral, ‘alçamos vôo’ apenas por soltar-nos da pousada. Simplesmente estendemos as asas e já estamos voando. Mas, não temos dificuldades em ‘alçar vôo’ dum lugar plano. Tudo que fazemos é saltar no ar, usando nossas pernas e braços na operação de lançamento.

Quando se trata de envergadura, certamente há grandes diferenças entre nós. Por exemplo, o pequeno morcego pardo, com um corpo de menos de 10 centímetros, pode estender suas asas por 35,5 centímetros. No entanto, o campeão entre nós é a “raposa-voadora”, assim chamada devido à sua aparência. Estes morcegos castanho-escuros que habitam a maior parte dos trópicos, menos na América do Sul, têm uma envergadura que pode passar de 1,50 metros!

Para mudar de direção no vôo, ou para parar, o pequeno morcego pardo movimenta seu rabo para baixo, fazendo-o atuar como freio. O morcego narigudo voa lentamente, mas também pode adejar sobre algo que lhe interesse.

Onde Vivemos

Agora, uma palavrinha sobre viver em cavernas escuras e tenebrosas. Tenho de admitir que milhões de nós empoleiram-se em cavernas profundas, escuras como breu. Mas, sabia que alguns de nós se dependuram em árvores, vários prédios, templos antigos — sim, em túmulos também? Ora, vários moram em certas pirâmides egípcias! Outros ocupam ninhos de aves e covas de animais que ficaram desocupados. Também vivemos em torres de sinos e campanários de igrejas. Eden Phillpotts certa vez escreveu: “A irmã de seu pai tinha macaquinhos no sótão [literalmente: morcegos no campanário] e foi levada embora.” (Peacock House) Sabe, naturalmente, que esse é um jeito humorístico de o escritor dizer que ela ficou maluca. Bem, somos responsáveis por tal ditado porque os morcegos às vezes fazem ninhos lá no alto, junto aos sinos, naquelas torres.

O Que Comemos

Deixe-me contar-lhe agora como nós, os morcegos, podemos ser agrupados, não por nomes científicos, mas por nossos hábitos alimentares e nossa fisiologia. Os comedores de insetos são os mais numerosos. Em geral, pegam suas presas no vôo. Os frugívoros são morcegos tropicais que dependem mormente de frutas silvestres, embora se saiba que provocam grandes danos aos pomares.

Alguns dentre nós se alimentam de pequenas flores, usando sua língua comprida. Seu passadio é o pólen e o néctar. Lagartixas, rãs, pequenos mamíferos e aves estão no cardápio dos morcegos carnívoros de tamanho moderado, embora também comam outras coisas. Daí, há os comedores de peixe. Seus poderosos pés dispõem de unhas em forma de garras capazes de capturar sua presa próximo da superfície da água.

Mas, deixei fora alguém que nos tem dado ma fama, isto é,

O Detestável Vampiro

Já por muito tempo, circulam lendas fictícias sobre mortos que, supostamente, se levantam de seus túmulos à noite, transformam-se em morcegos que sugam o sangue de infelizes humanos. Conhece a velha história dos vampiros. Bem, mormente nas regiões tropicais e subtropicais das Américas, há membros de minha “família” conhecidos como vampiros. Alimentam-se de sangue, às vezes de humanos adormecidos.

O vampiro possui incisivos afiados como navalhas. Com efeito, são tão afiados que a mordida quase não provoca dor e e o animal ou humano adormecido raramente desperta. Talvez, por cerca de vinte minutos, mais ou menos, este morcego se regala, ingerindo tanto sangue que seu corpinho se torna esférico antes de terminar a refeição.

Na realidade, a quantidade de sangue lambida (e não sugada) não é tão grande a ponto de pôr os humanos em perigo. Mas, há outro perigo. Os vampiros transmitem a raiva. Assim, se não forem controladas, suas mordidas podem resultar em hidrofobia e na morte. Os vampiros também transmitem outras doenças, tais como a murrina, que atinge o gado. Estes pequenos morcegos também são perigosos porque suas mordidas podem provocar infecções secundárias.

Sempre Prejudiciais?

Significa que todos nós sejamos vilões prejudiciais? Não. Alguns de nós têm propósito útil ao ajudarem a controlar a população dos insetos. Outros involuntariamente transportam pólen de uma flor para outra. Daí, também, o estrume de morcego, ou guano — abundante no chão das cavernas de morcegos — pode ser usado como fertilizante. Sabia que, durante duas décadas, o guano para fertilizante era adquirido em quantidades comerciais das famosas Cavernas de Carlsbad, no Novo México? Isso mesmo.

Ora, as pessoas nos têm considerado tão úteis que poderia dizer que fomos “convocados”. Durante a Guerra Civil Americana, o Exército Confederado retirava do guano o nitro (nitrato de sódio) para a pólvora. Aliás, enquanto se travava a Segunda Guerra Mundial, fez-se algum esforço de usar certos morcegos para transportar bombas incendiárias. Estou contente de que essa idéia foi abandonada!

Oh! outra coisa. Em alguns lugares, como o norte da Índia, comem-se os morcegos chamados de “raposas-voadoras”. As pessoas afirmam que sua carne se parece com a de galinha. Mas, certamente espero que esta idéia de humanos nos comerem não se espalhe. Já temos bastantes dificuldades em nos tentar livrar de cobras, aves de rapina e outras criaturas (até mesmo de outros morcegos) que nos consideram saborosos. Incidentalmente, as pessoas sob a lei mosaica não deveriam comer-nos. — Lev. 11:13-19.

Agora, que tal a idéia de que os morcegos são sujos? Bem, escute apenas o que foi dito por Ernest P. Walker, certa vez diretor-adjunto do Parque Nacional Zoológico dos Estados Unidos, em Washington, D. C. Ele comentou: “Os morcegos não são de forma alguma imundos. São tão limpos quanto os gatos — penteiam-se cada manhã e após cada refeição.” Para pentear-nos, usamos nossa língua e dedos dos pés. Simplesmente nos erguemos com um de nossos membros posteriores e esfregamos as costas, a cara e o alto da cabeça.

Alguns andam por aí dizendo que transportamos carrapatos. Ocasionalmente transportamos parasitas. Mas, carrapatos não, se isso lhe dá algum conforto!

Somos Realmente Ímpares!

Deixe-me contar-lhe algumas coisas que são algo especial no nosso caso. Alguns de nós hibernam. Escute o que James Poling disse: “O morcego tem sangue quente enquanto está ativo e sangue frio enquanto cochila. Consegue entrar em hibernação mais rápido e mais fácil do que qualquer outro mamífero — é por isso que pode ser tão rapidamente posto no refrigerador. [Alguns de nós são mantidos ali, em laboratórios de pesquisas.] Simplesmente reduz a temperatura do corpo e adormece; o coração reduz suas batidas de 180 por minuto para três, a respiração cai de oito movimentos por segundo para oito por minuto. Ao passo que o morcego dispõe de alguma gordura acumulada — como geralmente possui no início do outono, antes da hibernação no inverno — pode viver durante meses numa câmara frigorífica, sem receber alimentos nem cuidados, com o ‘motor parado’, enquanto espera sua vez de ser submetido a exame no laboratório.” — Marvels & Mysteries of Our Animal World (Maravilhas e Mistérios de Nosso Mundo Animal).

Aqueles, dentre nós, que não hibernam em cavernas nem em outras partes, durante o inverno, emigram para lugares onde possam encontrar alimento. Ademais, alguns de nós acham ser boa idéia passar os meses do inverno num clima mais quente.

Diga-me, sabia que algumas de nossas fêmeas grávidas se ajuntam em maternidades? Os morcegos nóctulas são um bom exemplo disso. As vezes, até quatrocentas de suas fêmeas grávidas se ajuntam e estabelecem “maternidades” em prédios ou árvores. Ademais, algumas fêmeas evidentemente estocam espermatozóides. Em muitos casos, acasalamo-nos no outono e hibernamos no inverno, mas, nossas fêmeas não ovulam senão na primavera seguinte, permitindo que a fecundação se dê nessa época. Não é extraordinário?

Nosso Sistema de Ecolocalização

Há pessoas que usam a expressão “cego como um morcego”. Mas, não somos cegos e alguns de nós enxergam muito bem. De qualquer modo, temos um modo mui especial de nos movimentar, um que deixa atônitos os homens da ciência. É chamado “ecolocalização”, e funciona do seguinte modo:

Ao voarmos, emitimos trissos, pios, cliques, assobios e coisas semelhantes, através de nossa boca ou nariz. Visto que tais sons variam de 25.000 a 70.000 vibrações por segundo, vocês, humanos — com uma adição que varia somente até cerca de 30.000 vibrações — não conseguem ouvir a maioria desses sons. Mas, como sabem, não ouvimos tampouco nossos próprios sons, porque, quando são enviados, nossos músculos auditivos se contraem, momentaneamente ‘desligando o som’. O que ouvimos é o eco que é refletido por qualquer objeto que por acaso esteja em nosso caminho. Dessa forma, até mesmo na escuridão total, podemos realizar manobras a fim de evitar os obstáculos.

Com todos esses trissos, zumbidos, etc., como evitamos as colisões de uns com outros, quando muitos de nós estamos juntos? “É possível”, escreveu Thomas R. Henry, “que cada animal tenha seu próprio padrão sonoro e só seja guiado por seus próprios ecos. De outra forma, parece que haveria completa confusão resultante dos ecos de centenas de morcegos que se movem num bando.”

Por que não ir um pouco mais adiante? Como é que os morcegos que comem insetos sabem a diferença entre os ecos que são refletidos pelos obstáculos e os que se desviam de jantares em potencial? Até agora vocês não sabem, e não sou eu quem vai revelar isso.

Então, para que serve essa conversa toda? Bem, eu só queria corrigir algumas idéias errôneas sobre eu mesmo e meus colegas de vôo. Outra coisa: Realmente desejo impressioná-lo com nossas habilidades ímpares. Por certo, nós as obtivemos naturalmente. Assim, o crédito realmente tem de ser dado ao Criador do único mamífero voador.

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