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  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
  • Despertai! — 1977
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  • Estrutura e autoridade governamentais
  • Designação e duração do cargo
  • “DIGNOS DE DUPLA HONRA”
  • “VINTE E QUATRO [ANCIÃOS”]
  • SUPERINTENDENTES NAS ESCRITURAS HEBRAICAS
  • SUPERINTENDENTES NA CONGREGAÇÃO CRISTÃ
  • “Superintendentes” e “anciãos”
  • Número em cada congregação
  • “Superintendentes” e “servos ministeriais”
Despertai! — 1977
g77 8/8 pp. 24-27

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

(Matéria selecionada de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.)

ANCIÃO [Continuação]

Estrutura e autoridade governamentais

Após a morte de Jesus, os apóstolos permaneceram em Jerusalém como possivelmente o fizeram muitos (se não todos; dos setenta discípulos escolhidos por Jesus. Sem dúvida, todos eles estavam ali em Pentecostes, quando o espírito santo foi derramado sobre cerca de 120 (tal número incluindo algumas mulheres). (Atos 1:1-4, 14, 15; 2:1-4) Já antes desse evento, tomaram-se medidas para substituir o infiel Judas, de modo que o número dos doze apóstolos foi restaurado, o substituto saindo provavelmente de entre os setenta discípulos escolhidos por Jesus. (Atos 1:21, 22) Assim, a nova nação do Israel espiritual começou com certa semelhança com o Israel carnal e seus doze cabeças tribais.

No dia de Pentecostes, os apóstolos atuaram como um corpo, Pedro servindo qual porta-voz pela operação do espírito derramado de Deus. (Atos 2:14, 37-42) Eram claramente “anciãos” em sentido espiritual, em virtude de sua associação inicial e íntima com Jesus, e como sendo os comissionados a ensinar. (Mat. 28:18-20, compare com Atos 2:42; 5:18-21, 40-42.) A atitude dos que se tornavam crentes indica que reconheciam os apóstolos como dispondo de autoridade governante na nova nação sob Cristo (Atos 2:42; 4:32-37; 5:1-11) e como tendo autoridade de fazer designações para o serviço, quer diretamente como corpo quer por meio de representantes, sendo notável exemplo o apóstolo Paulo. (Atos 6:1-6; 14:19-23) Até que ponto outros partilhavam com os apóstolos em servir qual corpo governante de “anciãos” durante este período inicial não é conhecido. No entanto, por volta do tempo em que a questão da circuncisão veio a lume, reuniram-se em assembléia “anciãos” junto com os apóstolos para considerar o assunto. Sua decisão foi transmitida às congregações em todos os lugares e foi aceita como tendo autoridade. (Atos 15:1-31; 16:1-5) Assim, da mesma forma como alguns “anciãos” serviram a Israel em base nacional, assim também é patente que tais “anciãos”, junto com os apóstolos, formavam um corpo governante para a inteira congregação cristã, em todos os países. Numa data posterior, Paulo foi a Jerusalém e reuniu-se com Tiago e “todos os [anciãos]”, relatando-lhes os resultados do seu trabalho e recebendo seus conselhos sobre certos assuntos. — Atos 21:15-26.

Paulo e Pedro, quais “anciãos”, dispondo de autoridade apostólica, às vezes exerciam a supervisão para com outros “anciãos” em certas congregações (compare com 1 Coríntios 4:18-21; 5:1-5, 9-13; Filipenses 1:1; 2:12; 1 Ped. 1:1; 5:1-5) como o fizeram o apóstolo João e os discípulos Tiago e Judas — todos sendo escritores de cartas às congregações. Paulo designou Timóteo e Tito para representá-lo em certos lugares. (1 Cor. 4:17; Fil. 2.19, 20; 1 Tim. 1:3, 4; 5:1-21; Tito 1:5) Em muitos casos, estes homens lidavam com congregações recém-estabelecidas de crentes; a comissão de Tito era ‘corrigir as coisas defeituosas’ [ou, “que careciam”, “que faltavam”] nas congregações de Creta.

Da mesma forma como cada cidade de Israel possuía seus “anciãos”, que a guiavam e julgavam, assim também cada congregação-cidade do Israel espiritual possuía seu corpo de “anciãos” ou “superintendentes”, estes sendo regularmente mencionados no plural, como se dava em Jerusalém (Atos 11:30; 15:4, 6; 21:18), em Éfeso (Atos 20:17, 28), em Filipos (Fil. 1:1), e com respeito à ‘imposição de mãos’ sobre Timóteo. (1 Tim. 4:14) Sobre esse ponto, comenta a Cyclopaedia supracitada: “Alguns . . . imaginaram que o arranjo nas cidades maiores incluía várias congregações, ao passo que cada uma delas, contudo, só possuía um ancião ou bispo; que assim o princípio de governo [forma governamental ou constituição] desde o início era . . . monárquico. Mas, tal conceito é refutado por trechos [tais como os citados acima], em que os presbíteros [”anciãos”] aparecem como um colégio, . . . Quer plena paridade reinasse entre estes presbíteros colegiados, quer um deles, digamos o mais velho, presidisse constantemente os demais, ou se, por fim, um seguia o outro em tal presidência, como primus inter pares [o primeiro entre iguais], por meio de algum rodízio, não pode ser determinado de forma decisiva pelo N. T. A analogia da sinagoga judaica leva-nos aqui a um resultado não inteiramente seguro, visto ser questionável se determinada presidência existia entre seus anciãos já no tempo de Cristo.” Faz-se então referência aos escritos cristãos dos primeiros séculos para confirmar este ponto. — Vol. III, p. 117.

Os “anciãos”, como os superintendentes da congregação, ‘presidiam’ a seus irmãos. (Rom. 12:8; 1 Tes. 5:12-15; 1 Tim. 3:4, 5; 5:17) Sem dúvida, em cada reunião congregacional, um ou mais dentre eles presidiam, de modo que tudo pudesse ‘ocorrer decentemente e por arranjo’, com boa ordem. (1 Cor. 14:26-32, 39, 40) Tal presidência individual, quer permanente quer rotativa, talvez também tivesse sido utilizada nas reuniões do corpo de superintendentes da congregação para garantir a boa ordem e a palestra eficaz.

Designação e duração do cargo

Paulo, Barnabé, Tito, e evidentemente Timóteo, acham-se registrados como tomando parte na nomeação de pessoas para a posição de “anciãos” nas congregações. (Atos 14:21-23; 1 Tim. 5:22; Tito 1:5) Não existe nenhum registro de tais designações serem feitas pelas congregações, de forma independente. Ao relatar a revisita de Paulo e Barnabé a Listra, Icônio e Antioquia, Atos 14:21-23 declara que “designaram-lhes [anciãos] para cargos [kheirotonésantes] na congregação” (“designaram anciãos em cada Igreja”, A Bíblia de Jerusalém, “em cada igreja eles designavam presbíteros”, Com. Taizé, Edições Loyola, deve-se observar que, neste texto, o original grego não inclui qualquer termo separado para “cargo”). Outras traduções, tais como as de Rotherham, Young (em inglês) e Almeida, atualizada, traduzem kheirotonésantes como se referindo a uma ‘nomeação por voto’ ou ‘eleição’. O verbo grego kheirotonéo (de kheir, “a mão”, e teíno, “estender”) significa ‘eleger ou nomear por estender a mão’, e, ao passo que a idéia de votação possa ser transmitida, este não é um sentido exigido nem inerente da palavra. A Greek-English Lexicon (Léxico Grego-Inglês) de Liddell e Scott (Nona ed. 1968, p. 1986), depois de ter dado as definições comuns a kheirotonéo, afirma: “mais tarde, em geral, designar, . . . designar para um cargo na Igreja”. Semelhantemente, A Greek and English Lexicon to the New Testament (Léxico Grego e Inglês Para o Novo Testamento), de John Parkhurst (Ed. de 1845, p. 673) afirma sob a definição número IV: “Com um predicado acusativo, designar ou constituir para um cargo embora sem sufrágios ou votos.” O cargo para o qual esses homens cristãos foram designados era o de “anciãos”. Não se indica nenhum outro cargo. Isto não elimina a possibilidade de que, caso surja ou exista alguma necessidade especial, sejam feitas designações para cuidar de cargos específicos ou de determinados deveres. Isto se dava no antigo Israel, onde certas pessoas dentre os “anciãos” serviam como “chefes” ou “oficiais” em diversas posições, dependendo do que a situação exigisse.

A idéia de a congregação votar na designação destes “anciãos”, conforme mencionada em Atos 14:21-23 choca-se com a estrutura gramatical do grego usado no texto, que mostra que foram Paulo e Barnabé, e não a congregação ou a assembléia, que os designaram por estenderem as mãos. Poder-se-ia observar que o historiador judeu (escrevendo em grego), refere-se ao Rei Saul como sendo ordenado (kheirotonéo) por Deus. (Antiguidades Judaicas, em inglês, Livro VI, cap. IV, par. 2; cap. XIII, par. 9), e é evidente que nenhuma votação foi convocada antes de Deus fazer tal designação. Assim, na congregação cristã este verbo grego era evidentemente usado para referir-se à designação de pessoas para o cargo pela autoridade adequada, sem quaisquer votos apoiadores por meio de outros estenderem suas mãos. — Compare com Atos 10:41, onde a forma composta prokheirotonéo (designar de antemão) é usada.

Nada se diz de qualquer termo ou período ser designado àquele que detém a posição de “ancião”. Visto que a designação era um reconhecimento das habilitações espirituais duma pessoa, parece que os “anciãos” continuaram a merecer crédito como tais enquanto não se provavam infiéis.

“DIGNOS DE DUPLA HONRA”

Paulo escreveu a Timóteo: “Os [anciãos], que presidem de modo excelente, sejam contados dignos de dupla honra [”dupla recompensa”, NM, nota marginal, ed. 1950; “trato duplamente honroso”, H. Rohden], especialmente os que trabalham arduamente no falar e no ensinar.” (1 Tim. 5:17) Em vista do versículo seguinte (1 Tim. 5:18) e também da consideração anterior sobre honrar as viúvas mediante auxílio material (1 Tim. 5, versículos 3-16), esta “dupla honra” incluía evidentemente a consideração e a recompensa em sentido material.

“VINTE E QUATRO [ANCIÃOS”]

No livro de Revelação, o termo presby’teroi é aplicado (cerca de doze vezes) a criaturas espirituais. Seu ambiente, sua roupa e suas ações fornecem um indício quanto à sua identidade.

O apóstolo João teve uma visão do trono de Jeová no céu, cercado de vinte e quatro tronos menores, nos quais se sentavam vinte e quatro anciãos, trajados de vestes exteriores brancas e tendo coroas de ouro sobre suas cabeças. (Rev. 4:1-4) A medida que a visão continuou, João viu os vinte e quatro não só repetidas vezes curvando-se em adoração perante o trono de Jeová, mas também os observou tomando parte ativa nas várias modalidades da visão, à medida que ela progredia. (Rev. 4:9-11; 5:4-14; 7:9-17; 14:3; 19:4) Foram especialmente observados participando da proclamação do reino, no sentido de que Jeová assumira seu grande poder e começara a reger como rei. — Rev. 11:15-18.

Sendo judeu, João estava a par de que os “anciãos” de Israel representavam toda a nação e falavam por ela. (Êxo. 3:16, 18; 19:7) Do mesmo modo, os “anciãos” cristãos podem simbolizar ou representar a inteira congregação do Israel espiritual. Segundo esta regra as vinte e quatro pessoas mais velhas, sentadas em tronos perto de Deus poderiam bem representar o corpo inteiro de cristãos ungidos que, provando-se fieis até à morte, recebem a prometida recompensa duma ressurreição celeste e de tronos perto do de Jeová. (Compare com Revelação 3:21.) O número vinte e quatro também é significativo, pois este era o número das divisões, feitas pelo Rei Davi, dos sacerdotes que serviriam no templo de Jerusalém. A congregação cristã deverá ser um “sacerdócio real”. — 1 Crô. 24:1-19; Luc. 1:5-23, 57-66; 1 Ped. 2:9; Rev. 20:6 veja SUPERINTENDENTE.

SUPERINTENDENTE [Heb., paqídh; Gr., epískopos]. O termo hebraico provém da palavra paqádh, que significa “visitar, voltar à atenção para, inspecionar” (Gên. 21:1; Isa. 23:17), também “designar ou comissionar”. (Gên. 39:5; Esd. 1:2) Similarmente, o termo grego se relaciona a episkopéo, que significa “tomar conta ou observar”. (Heb. 12:15) Assim, a tradução grega dos Setenta às vezes traduz a palavra hebraica paqídh como epískopos. (Nee. 11:9, 14, 22) Em ambas as línguas, então, o superintendente era alguém que dava atenção a certos assuntos ou pessoas, visitando, inspecionando e designando.

SUPERINTENDENTES NAS ESCRITURAS HEBRAICAS

José aconselhou Faraó a nomear superintendentes sobre a terra para estabelecer reservas durante os anos de abundância, precavendo-se da vindoura fome. (Gên. 41:34-36) Sob seus respectivos maiorais, cada linhagem familiar dos levitas tinha sua responsabilidade específica com respeito à supervisão dos deveres do tabernáculo. (Núm. 3:24-26, 30, 31, 35-37, compare com Ezequiel 44:10, 11.) Eleazar, filho do Sumo Sacerdote Arão, tornou-se o “maioral dos maiorais dos levitas” e tinha a supervisão geral da estrutura do tabernáculo e de seus utensílios. (Núm. 3:32; 4:16: compare com Jeremias 29:26.) O sumo sacerdote também podia designar superintendentes para certos serviços do santuário. (2 Reis 11:18b) Primeiro Crônicas, capítulos 23 a 27, mostra as numerosas e variadas posições e arranjos para a supervisão que estavam em — vigor durante o reinado de Davi com respeito tanto ao sacerdócio como à corte real, inclusive questões econômicas e militares. (Compare com 2 Crônicas 17:12-19; 24:8-14; Neemias 11:9, 14, 22; 12:42.) Os termos sar, que significa “príncipe”, “chefe” ou “alguém que é cabeça de outros”, e saris, que significa “oficial da corte” (bem como “eunuco”), também são usados para tais homens que têm a supervisão. (1 Crô. 28:1, 2; 2 Reis 24:12, 15; veja OFICIAL DA CORTE.) O rei e o sumo sacerdote eram, naturalmente, os superintendentes principais da nação.

A profecia de Isaías (60:17) coloca os “superintendentes” como paralelos de “feitores” (distribuidores de tarefas), visto que os superintendentes podem designar trabalho a outros, bem como supervisionar e cuidar dos interesses de tais pessoas ou coisas confiadas a seus cuidados. Nessa profecia, Jeová prediz o tempo em que ele iria “designar a paz como teus superintendentes e a justiça como teus feitores”, profecia inicialmente cumprida na restauração de Israel do exílio, porém realizada mais plenamente no Israel espiritual, a congregação cristã.

SUPERINTENDENTES NA CONGREGAÇÃO CRISTÃ

Liddell e Scott em seu A Greek-English Lexicon (Léxico Grego-Inglês, Nona ed., 1968, p. 657) definem epískopos como “alguém que cuida, superintendente, guardião . . . inspeciona, vigia . . . supervisor, inspetor . . . superintendente eclesiástico” O termo relacionado episkopé significa “inspeção” (Luc. 19:44; 1 Ped. 2:12) ou “superintendência”, como o apostólico “cargo de superintendência” que Judas perdeu. (Atos 1:20) Este último termo pode aplicar-se a qualquer exame, inclusive o dum médico. A idéia básica, inerente em epískopos é de cuidado protetor.

Assim o Theological Dictionary of the New Testament (Dicionário Teológico do Novo Testamento) editado por G. Kittel, mostra que as formas verbais (episkopéo e episképtomai) eram usadas no sentido secular básico de “encarar, considerar, ter consideração por, algo ou alguém”, “cuidar”, “refletir sobre algo, examiná-lo, submetê-lo à investigação” e “visitar” sendo usadas neste último sentido especialmente de visitas aos doentes, quer por amigos que lhes ministravam quer por um médico. O mesmo dicionário mostra que a Versão dos Setenta usa esses termos em sentido mais profundo de “preocupar-se com algo”, “cuidar de algo”, e o aplica desta forma a um pastor e suas ovelhas. Um sentido adicional na Versão dos Setenta é o de “passar em revista”, e ligado a tal uso “há a idéia de detectar quem está ausente, e este nos fornece o sentido . . . ‘sentir falta’”. Termos relacionados são usados no sentido de “sentar-se em julgamento” ou examinar judicialmente. — Vol. II, págs. 600, 602, 606.

“Superintendentes” e “anciãos”

Os “superintendentes” (epískopoi) cristãos correspondem aos reconhecidos como “anciãos” (presby’teroi) da congregação. Que ambas são denominações da mesma posição na congregação pode ser visto do caso de Paulo chamar os “[anciãos] da congregação” de Éfeso a Mileto, para encontrar-se com ele ali. Ao exortar a tais “anciãos”, ele declara: “Prestei atenção a vós mesmos e a todo o rebanho entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes [forma de epískopoi] para pastorear a congregação de Deus.” (Atos 20:17-28) O apóstolo torna ainda mais claro esta identidade ao escrever a Tito. Aqui, fala de Tito fazer nomeações de “[anciãos] numa cidade após outra” e, em evidente referência a tais, prossegue descrevendo suas habilitações, mas usa o termo “superintendente” (epískopos) ao fazê-lo, como faz também ao delinear similares requisitos quando escreveu a Timóteo. — Tito 1:5-9; 1 Tim. 3:1-7; veja ANCIÃOS.

“Ancião” (presby’teros) é a denominação mais básica (e muito mais freqüente) dos designados para exercer a direção congregacional, ao passo que “superintendente” (epískopos) descreve uma responsabilidade fundamental que tal posição envolve. Por isso, o Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo das Palavras do Novo Testamento) de Vine (Vol. 1, págs. 128, 129) comenta: “Presbuteros um ancião, é outro termo para a mesma pessoa que bispo ou superintendente . . . O termo ‘ancião’ indica a experiência e o entendimento espirituais maduros dos que são assim descritos; o termo ‘bispo’, ou ‘superintendente’, indica o caráter da obra empreendida.” A obra já mencionada antes editada por G. Kittel afirma: “São anciãos em posição (não em virtude de sua idade, mas em virtude de sua posição e do crédito de que gozam), e são bispos [superintendentes] em responsabilidade.” — Vol. II, p. 616.

Número em cada congregação

O número de superintendentes em qualquer congregação, por conseguinte, dependia do número dos que se habilitassem e que fossem reconhecidos como “anciãos” naquela congregação. É evidente que havia vários de tais “superintendentes” na única congregação de Éfeso. Semelhantemente, Paulo, ao escrever aos cristãos filipenses refere-se aos “superintendentes” que havia ali (Fil. 1:1), indicando que serviam, não de per si, mas como um corpo, em posição coletiva, superintendendo os assuntos daquela congregação.

“Superintendentes” e “servos ministeriais”

Além dos superintendentes ou anciãos, um outro grupo é especialmente indicado na estrutura da congregação cristã o dos diákonoi ou servos ministeriais (“diáconos”, Almeida). Uma comparação das instruções apostólicas nos ajuda a entender um pouco da constituição dos dois grupos, a seguinte tabela alistando certos requisitos correspondentes e também alguns que são distintivos.

Os requisitos adicionais para os superintendentes incluem: ser moderado nos hábitos, ordeiro, ter excelente testemunho das pessoas de fora (1 Tim. 3:2, 7) ser amante da bondade, justo, leal e ter autodomínio. (Tito 1:8) Outros requisitos para os servos ministeriais fornecidos são: sério, não ser de língua dobre, manter o segredo sagrado da fé em consciência limpa. — 1 Tim. 3:8, 9.

Uma notável diferença nos requisitos para superintendentes ou “anciãos”, em comparação com os servos ministeriais, é a das habilitações de ensinar, a capacidade de exortar e repreender, só exigidas dos superintendentes. Adicionalmente, outras exigências distintivas dão ênfase à atitude considerada dos superintendentes e seus tratos com outros, e sua perspectiva mental e seu equilíbrio, qualidades que provam que são “anciãos” em sentido espiritual. Disso transpira que os que servem como “anciãos”, exercendo a supervisão da congregação, eram os que tinham a responsabilidade e as habilitações de ensinar, e também de exercer a disciplina. Os que serviam quais “servos ministeriais” cuidavam de outros assuntos e deveres congregacionais necessários, que não exigiam a mesma medida de conhecimento bíblico, de entendimento, de juízo e de capacidade de ensino, necessários à posição de superintendente ou “ancião”. — Compare com 1 Coríntios 6:1-6; 1 Timóteo 5:17; Hebreus 13:17; veja MINISTRO (Servos ministeriais na congregação).

Conforme considerado no artigo sobre ANCIÃO, a posição destes superintendentes cristãos assemelha-se de perto à dos “anciãos” que serviam na nação carnal de Israel. Por isso, é razoável que seus deveres fossem de natureza similar, embora alterados pelo fato de a nação espiritual de Israel não possuir determinada terra, e nem estar sob os termos do pacto da Lei.

(Continua)

[Quadro na página 26]

Superintendentes ou anciãos Servos Ministeriais

(1 Tim. 3:1-7) (Tito 1:5-9) (1 Tim. 3:8-10, 12, 13)

irrepreensível livre de acusação livre de acusação

marido de uma marido de uma marido de uma

só esposa só esposa só esposa

não brigão não brigão não dado a muito vinho

bêbedo bêbedo

não amante do não ávido de não ávido de ganho

dinheiro ganho desonesto desonesto

presida de tendo filhos presidindo de maneira

maneira crentes, não excelente aos filhos

excelente à sua acusados de e às suas próprias

própria família, devassidão nem famílias

tendo os filhos indisciplinados

em sujeição

não recém- _________________ examinado quanto à

convertido aptidão

ajuizado ajuizado ___________________

hospitaleiro hospitaleiro __________________

qualificado apegando-se à ___________________

para ensinar palavra na arte

de ensino, capaz

de exortar e

repreender

não espancador não espancador _______________________

razoável não obstinado _______________________

não beligerante não irascível ______________________

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