BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • g78 22/12 pp. 9-12
  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
  • Despertai! — 1978
  • Subtítulos
  • USO FIGURADO
Despertai! — 1978
g78 22/12 pp. 9-12

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[De Aid to Bible Understanding, Edição de 1971, extraímos a matéria abaixo.]

ÁRVORES. [Continuação]

USO FIGURADO

No Jardim do Éden, Deus utilizou duas árvores com objetivos simbólicos: a “árvore da vida” e “a árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau”. Deixar de respeitar o decreto de Deus a respeito desta última árvore trouxe a queda do homem. — Gên. 2:9, 16, 17; 3:1-24.

O significado da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau” e da restrição baseada em seu fruto não raro tem sido incorretamente relacionado ao ato sexual entre o primeiro casal humano. Este conceito é contradito pela ordem expressa de Deus a eles, como macho e fêmea: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra.” (Gên. 1:28) Antes, por representar “o conhecimento do que é bom e do que é mau”, e pela declaração de Deus, decretando-a “fora dos limites” para o casal humano, a árvore tornou-se símbolo da correta dependência, por parte do homem, de Deus, como seu Regente Soberano, de tornar-lhe conhecido o que é “bom” (aprovado por Deus) e o que é “mau” (condenado por Deus). Constituía, assim, uma prova do respeito do homem pela posição de seu Criador e da disposição do homem de permanecer dentro da área de liberdade decretada por Deus, área que, de forma alguma, era apertada e que permitia o maior usufruto da vida humana. Por conseguinte, violar os limites da área proibida, por comer da “árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau” seria invasão ou revolta contra o domínio ou autoridade de Deus. — Veja SOBERANIA.

As árvores também eram usadas para simbolizar pessoas, regentes e reinos, como na profecia que assemelhava a queda de Faraó e sua massa de gente à queda da Assíria, em Ezequiel, capítulo 31, e na profecia de Daniel relativa à poderosa árvore que representava o domínio “no reino da humanidade” (Dan. 4:10-26) O homem justo é assemelhado a uma árvore plantada junto a correntes de água (Sal. 1:3), cuja folhagem é luxuriante e cujos frutos continuam a nascer até mesmo na seca. — Jer. 17:8.

A promessa de que os dias do povo restaurado de Deus serão como os duma árvore (Isa 65:22) torna-se mais significativa pelo fato de que algumas árvores da Palestina duram séculos, mesmo mil anos ou mais. Na visão de Ezequiel, uma corrente que fluía do templo visionário estava perfilada de árvores frutíferas de folhas curativas, e similar visão é apresentada no livro de Revelação. (Eze. 47:7, 12; Rev. 22:2, 14) A expressão “árvore da vida” é usada com respeito à verdadeira sabedoria, aos frutos do justo, à realização de uma coisa desejada, à calma da língua, e também é ligada à coroa da vida. (Pro. 3:18; 11:30; 13:12; 15:4; Rev. 2:7, 10) Mencionam-se árvores em relação com as condições frutíferas, pacíficas e jubilosas que resultam da realeza de Jeová, e da restauração de Seu povo. — 1 Crô. 16:33; Sal. 96:12; 148:9; Isa. 55:12; Eze. 34:27; 36:30.

Jesus usou árvores em algumas de suas ilustrações, sublinhando a necessidade de frutos em verdadeira justiça, como João Batista fizera antes dele. (Mat. 3:10; 7:15-20) Visto que as árvores frutíferas eram taxadas na Palestina, naquele tempo, uma árvore improdutiva (tão boa como se estivesse morta) era uma carga indesejável para o proprietário e, por isso, era uma árvore a ser cortada e destruída. (Luc. 13:6-9) Em Judas 12, as pessoas imorais que se infiltram na congregação cristã são comparadas a árvores infrutíferas no outono (setentrional), que já morreram duas vezes. Serem descritas como “duas vezes mortas” pode ser um meio enfático de expressar que elas estão completamente mortas. Ou, poderia significar que estão mortas quanto a dois pontos de vista. Estão (1) estéreis ou infrutíferas e (2) estão literalmente mortas, não possuindo nenhuma vitalidade.

A palavra hebraica para árvore é também usada com relação à estaca ou madeiro em que se pendurava um corpo. (Gên. 40:19, Deu. 21:22, 23; Jos. 8:29; Est. 2:23) Ao aplicar Deuteronômio 21:23, o apóstolo Paulo usou a palavra grega xy’lon. — Gál. 3:13, veja ESTACA DE TORTURA; árvores segundo seu nome específico.

ACÁCIA [Heb., shittáh, shittím]. As referências bíblicas a tal árvore se limitam quase que inteiramente ao período da peregrinação de Israel no deserto e ao seu uso como material de construção do tabernáculo portátil, construído na península do Sinai. Isto exigia que a árvore fosse uma das que crescessem bem no ermo, onde os israelitas peregrinaram, e fosse capaz de fornecer tábuas um tanto grandes (quase 4,60 metros de comprimento, segundo Êxodo 36:20, 21). Visto que esta árvore praticamente desaparece do registro bíblico após a entrada na Terra Prometida, isto poderia também indicar que tal árvore não é comumente encontrada por toda a Palestina. Tal descrição enquadra-se nos tipos de acácia conhecidos como Acacia seyal e Acacia tortilis muito mais do que qualquer outra vida vegetal daquela área. Tais acácias ainda são comuns no Negebe e na zona do Sinai, e encontram-se algumas ao longo do vale do Jordão, ao S do Mar da Galiléia, mas não na Palestina setentrional.

É interessante notar que seyal é a palavra árabe para “torrente”, e o habitat da acácia são os vales das torrentes ou uádis, pelos quais escorre a água na estação chuvosa e que ficam áridos em outras ocasiões, as regiões desérticas ao redor do Mar Morto e, em direção ao sul, para o Deserto da Arábia e a Península do Sinai. Assim, a profecia de Joel (3:18) afirma: “Da casa de Jeová procederá um manancial e terá de irrigar o vale da torrente das Acácias”, que é claramente um lugar que, de outro modo, seria usualmente seco. Em Isaías 41:19, Jeová diz: “Porei no ermo o cedro, a acácia e a murta, e o oleastro.” Aqui, profetiza-se que três árvores que normalmente crescem em solo rico e fértil se tornarão companheiras da acácia que gosta do deserto, em resultado da provisão divina de irrigação. — Isa. 41:17, 18.

O hebraico shittáh provém da raiz que significa “furar”, e, por isso, denota-se uma árvore picante ou espinhosa. Isto descreve bem a acácia, com seus muitos espinhos longos que saem de seus ramos que se estendem amplamente. Tais ramos usualmente se entrelaçam com os das acácias vizinhas, formando densos cerrados, o que explica, sem dúvida por que quase sempre se usa a forma plural shittím no registro bíblico. A acácia poderá atingir alturas de 6 a 7,60 metros, mas, amiúde tem aparência dum arbusto. Possui folhas macias e é coberta de flores amarelas agradavelmente fragrantes, que produzem vagens falciformes como fruto. A rija casca negra recobre uma madeira muito dura, de contextura fina e pesada, imune ao ataque dos insetos. Estas caraterísticas e sua disponibilidade no deserto tornaram a acácia especialmente apropriada como material de construção do tabernáculo e sua mobília. Foi empregada para construir a arca do pacto (Êxo. 25:10; 37:1), a mesa dos pães da apresentação (Êxo. 25:23; 37:10), altares (Êxo. 27:1; 37:25; 38:1) varais para transportar tais itens (Êxo. 25:13, 28; 27:6; 30:5; 37:4, 15, 28; 38:6), colunas para a cortina e o reposteiro (Êxo. 26:32, 37; 36:36) e as armações do painel (Êxo. 26:15 36:20), e seus encaixes (Êxo. 26:26; 36:31).

Ainda se preza a acácia para armários, por causa de sua contextura fina, forte cor castanho-alaranjado e durabilidade. Os antigos egípcios cerravam seus caixões de múmias com acácia, e usavam-na na construção de seus barcos. Certos tipos dessa árvore também produzem a goma-arábica comercial.

AÇAFRÃO. A palavra hebraica karkóhm, que só aparece em O Cântico de Salomão (4:14), usualmente tem sido identificada com o açafrão, Crocus sativus, planta bulbosa com folhas parecidas a gramíneas, e flores purpurinas, que são bem parecidas com o comum croco da primavera. Para produzir apenas cerca de 28 gramas (uma onça) de açafrão, substância de cor laranja forte, composta dos estilos e estigmas das flores, são necessários cerca de 4.000 flores. Quando as flores se abrem, ou pouco depois disso, os estigmas e a parte superior dos estilos são removidos e então secados. O açafrão é usado para colorir e dar sabor aos alimentos e, anteriormente, era empregado mais extensivamente do que agora, para tingir pano de uma coloração amarela. Era também usado em forma medicinal e como perfume.

O termo hebraico hhavatstséleth, traduzido diversamente “croco”, “narciso”, “rosa” e “açafrão” (compare Uma Tradução Americana, em inglês, versão do Pontifício Instituto Bíblico, Almeida, rev. e corrigida e Tradução do Novo Mundo), provavelmente se refere a uma planta bulbosa. (Cân. 2:1, Isa. 35:1) Segundo o lexicógrafo hebraico, Gesenius, hhavatstséleth provavelmente contêm uma raiz que significa “bulbo”, e ele considera o “açafrão das campinas” como sendo o equivalente mais exato para a palavra na língua original. Um léxico hebraico-aramaico de Koehler e Baumgartner associa a palavra hhavatstséleth com o termo acadiano que significa “caule”, e o define como “asfódelo”, planta da família dos lírios. — Veja também as notas marginais sobre O Cântico de Salomão 2:1 e Isaías 35:1 na Tradução do Novo Mundo, edições de 1957 e 1958, em inglês.

ALCAPARRA, FRUTO DA [Heb., ‘aviyohnáh]. Algumas traduções de Eclesiastes 12:5 vertem este termo hebraico como “desejo” (Almeida, Imprensa Bíblica Brasileira), “apetite” (Al., rev. e corrigida), de modo que tal trecho passa a rezar “e perecer o apetite” ou “falhar o desejo” (Al., rev. e corr. e IBB). No entanto, muitas traduções modernas (Pontifício Instituto Bíblico, Centro Bíblico Católico; Tradução do Novo Mundo; Nácar-Colunga, espanhol) consideram que o escritor de Eclesiastes, neste capítulo que descreve a condição do homem em sua velhice, usou uma metáfora, como se dá através de toda a descrição, e que ‘aviyohnáh refere-se à alcaparra (como estimulando o desejo ou apetite). Este último conceito encontra apoio nas traduções da Versão dos Setenta, Vulgata, Siríaca e traduções árabes.

A alcaparra (Capparis spinosa) pode atingir uma altura de cerca de 90 centímetros, mas usualmente, espalha-se pelo solo como uma vinha. Abunda em toda a região da Palestina amiúde crescendo em reentrâncias das rochas ou espalhando-se por muros ou ruínas, bem semelhante à hera. Os ramos espinhosos apresentam rica folhagem oval verde. A planta floresce em maio, com grandes flores brancas, com filamentos purpurinos, de pontas amarelas, estendendo-se de seu centro

Os frutos da planta não são tão usados quanto os pequeninos botões. Estes são colhidos e comidos como condimento, para estimular o apetite, qualidade pela qual são conhecidos desde priscas eras. Assim, o escritor de Eclesiastes parece estar afirmando que, quando o senso de paladar dum homem idoso diminui, e seu apetite se reduz, até mesmo o estímulo do fruto da alcaparra não consegue despertar seu desejo de comer.

ALMUGUE [Heb., ’almóg]. Árvore incluída por Salomão em sua solicitação a Hirão, de Tiro, de lhe prover madeiras para a construção do templo e, da qual, escadas e apoios foram construídos, bem como harpas e instrumentos de corda. — 2 Crô. 2:8, 9; 9:10, 11; 1 Reis 10:11, 12.

A árvore de almugue, neste relato, não pode ser identificada com certeza. Tradicionalmente se sugere que seja o sândalo-vermelho (Pterocarpus santalinus), agora encontrado na Índia e no Ceilão, embora alguns prefiram o sândalo-branco (Santalum album), talvez devido à declaração de Josefo, de que é como pinho, “porém . . . mais branco, e mais brilhante”. (Antiguidades Judaicas, em inglês, de Josefo, Livro VIII, cap. VII, par. 1) O sândalo-vermelho atinge a altura de cerca de 7,60 ou 9,10 metros, e tem uma madeira rígida, de contextura fina, castanho avermelhada que aceita muito polimento. Sugere-se que é apropriada para instrumentos musicais do tipo mencionado no relato bíblico. A madeira tem odor suave e é altamente resistente aos insetos. O sândalo-vermelho não cresce no Líbano, no tempo atual. No entanto, o registro não é definitivo quanto a se as árvores “almugues” eram ou não nativas do Líbano. De qualquer forma, Hirão mais tarde achou apropriado trazê-las de Ofir, e, novamente neste caso, as madeiras poderiam ter sido importadas até mesmo em Of ir, visto achar-se numa posição de servir como centro comercial que lidava com a Índia, o Egito e outros lugares da África. (1 Reis 10:22) A raridade e preciosidade da madeira entregue por Hirão são indicadas pela declaração de que “madeira de almugue semelhante a esta nunca mais entrou nem se viu até o dia de hoje”. — 1 Reis 10:12.

Em vista da incerteza envolvida, parece melhor simplesmente transliterar o nome hebraico como “almugue”, até o tempo em que se torne possível uma identificação mais segura.

ALOÉS, MADEIRA DE ALOÉS [Heb., ’ahalím (plural) e ’ahalóhth (plural), ’ahalóhth qetsi’ohth; Gr., aloé]. Nome aplicado a uma variedade duma árvore que contém uma substância fragrante ou aromática usada como perfume no período bíblico. (Sal. 45:8, Pro. 7:17, Cân. 4:14) A maioria dos comentaristas consideram a árvore aloés, da Bíblia, como sendo a Aquilaria agallocha, às vezes chamada de “agáloco” e agora encontrada mormente na Índia e regiões vizinhas. A árvore é grande e se espalha, às vezes atingindo uma altura de mais de 30,50 metros. O âmago do tronco e dos ramos está impregnado duma resina e de óleo odorífero, do qual provém o perfume altamente estimado. Pelo que parece, atingindo seu estado aromático quando em decomposição, a madeira é às vezes enterrada para apressar sua decomposição. Reduzida a pó fino, é então vendida comercialmente como “aloés”.

A comparação do profeta Balaão, das tendas de Israel com “aloés plantados por Jeová, como cedros junto às águas”, poderá referir-se ao formato disseminado destas majestosas árvores, um grupo de árvores aloés assemelhando-se a um acampamento de tendas. (Núm. 24:6) Este texto, contudo, motivou certas discussões, visto que as árvores Aquilaria agallocha, usualmente identificadas com o aloés da Bíblia, não são encontradas na Palestina. Sua ausência hoje, naturalmente, não provaria necessariamente que tais árvores não crescessem bem ali na área sobre a qual ele falava. Se os “cedros” mencionados logo depois no texto eram cedros-do-líbano, então seriam árvores que cresciam fora daquela área, e o mesmo poder-se-ia dar com o aloés. Balaão poderia estar familiarizado com elas no seu lugar de residência, próximo do rio Eufrates (Núm. 22:5), embora, evidentemente elas tampouco sejam agora nativas dessa região. Seja qual for o caso, os outros textos que tratam do aloés referem-se apenas às suas qualidades aromáticas e permitiriam tratar se de produtos estrangeiros importados.

Depois da morte de Cristo Jesus, Nicodemos trouxe “um rolo de mirra e aloés”, cerca de 45,5 quilos, para serem usados na preparação do corpo de Jesus para o enterro. (João 19:39) Visto que Heródoto, historiador grego, declara que a madeira de aloés certa vez valia seu peso em ouro, a contribuição de Nicodemos deveria representar considerável dispêndio de sua parte embora a proporção da mirra menos custosa incluída nos 45 quilos, não seja declarada. Ao passo que alguns aplicam o termo “aloés” neste texto à planta da família das liliáceas que agora leva o nome botânico de Aloe vera ou Aloe succotrina (babosa e babosa-de-espiga), o produto destas plantas (suco grosso das folhas) é empregado mormente como purgante, usado atualmente pelos veterinários para tratar cavalos. Assim, a maioria dos comentaristas modernos consideram o aloés trazido por Nicodemos como sendo o mesmo produto do aloés referi do nas Escrituras Hebraicas.

AMENDOEIRA [Heb., shaqédh]. A amendoeira ou Amygdalus communis é uma árvore nativa da Palestina, Líbano e de algumas áreas da Mesopotâmia. Parte da família dos pessegueiros, crescia não só como árvore nativa mas também como árvore frutífera cultivada. É interessante que o nome hebraico significa, literalmente, “o alerta” ou “alertador”, e isto é bem apropriado, visto que a amendoeira é uma das primeiras árvores a florescer, depois do descanso hibernal, florescendo logo em fins de janeiro ou princípios de fevereiro. Note o jogo de palavras em Jeremias 1:11, 12,a onde a palavra “amendoeira” [shaqédh] é seguida pela expressão “mantenho-me alerta” [shoqédh]. A árvore pode atingir até 4,87 metros de altura e, quando em flor, fica coberta de lindas flores rosas e, às vezes, brancas, dispostas em pares. Em Eclesiastes 12:5, a floração entre as amendoeiras é usada para representar os cabelos brancos da idade madura. As folhas têm formato oval e são serriformes nas pontas. O fruto da amendoeira tem formato oblongo, redondo em uma ponta e pontudo na outra. Sempre tem sido considerado como iguaria e foi usado por Jacó como parte dum presente enviado ao Egito, por meio de seus filhos que retornavam. (Gên. 43:1) O caroço é fonte de óleo desejável, 45,40 quilos de frutos produzindo cerca de 20,40 quilos de óleo.

Sem dúvida devido à sua delicada beleza, as flores da amendoeira eram usadas como padrão para os cálices das hastes do candelabro do tabernáculo. (Êxo. 25:33, 34; 37:19, 20) A vara de Arão também era um ramo de amendoeira e floresceu milagrosamente da noite para o dia, produzindo amêndoas maduras como prova da aprovação de Deus sobre ele como sumo sacerdote ungido. — Núm. 17:8.

Em Gênesis 30:37, ocorre o hebraico luz traduzido “amendoeira” em traduções posteriores. (A palavra em árabe significa “amendoeira”.)

BAGAS. A palavra hebraica paqqu‘óth, traduzida “bagas” (NM; coloquíntidas, PIB) só aparece na Bíblia com referência a um incidente ocorrido numa época de fome nos dias de Eliseu. Alguém ajuntara algumas bagas ou colocíntidas e as retalhou num cozido. Ao prová-lo, os “filhos dos profetas” recearam o envenenamento e pararam de comê-lo, mas Eliseu miraculosamente poupou o cozido. — 2 Reis 4:38-41.

Embora várias outras sugestões tenham sido feitas, a colocíntida (Citrullis colocynthus), planta relacionada à melancia, é geralmente preferida como a planta cujo fruto corresponde às “bagas” ou “coloquíntidas” do registro das Escrituras. A vinha da colocíntida se espalha como a abóbora, e também possui folhagem similar. O fruto semelhante à laranja possui casca grossa e macia, com manchinhas verdes e amarelas, e contém uma polpa esponjosa muito acre e venenosa, da qual se deriva a colocintina da medicina. As caraterísticas da colocíntida se enquadrariam na narrativa bíblica de uma cabacinha silvestre, aparentemente venenosa, conforme sugeri. da pelo seu próprio sabor. (2 Reis 4:40) Quando a maioria das outras plantas já secaram, ainda permanece verde, daí ser uma tentação para alguém não familiarizado com ela. Ao pisar sobre ela, o fruto seco se rompe ruidosamente. Esta caraterística se harmonizaria com o significado do hebraico paqá‘ (“dividir”, “romper”), da qual se pensa derivou a palavra paqqu‘óth.

Os ornamentos em forma de bagas (Heb. peqa‘ím) que adornavam o mar de fundição e os painéis de cedro, dentro do templo de Salomão, talvez fossem arredondados como o fruto da colocíntida. — 1 Reis 6:18; 7:24; 2 Crô. 4:3.

[Nota(s) de rodapé]

a Veja A Sentinela de 1.º de agosto de 1977. p. 478.

[Foto na página 10]

”Acacia seyal”, com seus longos espinhos e vagens.

[Foto na página 12]

Ramos de amendoeira — um em flor, outro com frutos.

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar