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Despertai! — 1979
g79 8/11 pp. 20-24

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Matéria escolhida de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

AUGUSTO [O Augusto; aplicado às coisas mais nobres, veneráveis, sagradas; latim, augere, “aumentar”; grega, Sebastós, “O Reverente”]. Este título, que subentende a divindade, foi dado a Caio Otávio. Posteriores imperadores romanos também assumiram tal título (Atos 25:21, 25), mas, por si mesmo, quando usado como nome, refere-se a Otávio, o primeiro imperador do Império Romano.

Otávio nasceu em 23 de setembro de 63 A. E. C., sendo filho de Otávio e de sua esposa Átia, ambos de famílias nobres. A morte de seu pai, quatro anos depois, levou à adoção secreta de Otávio por parte do tio de sua mãe, Júlio César. Após a morte de Júlio, a adoção se tornou pública e o jovem Otávio logo veio a participar dum triunvirato, junto com Marco Antônio e Lépido. Estes três agiram rapidamente de forma implacável para mandar assassinar 300 senadores e 2.000 cavaleiros. Eles então, com êxito, derrotaram os assassinos de César em Filipos, em 42 A. E. C., e Otávio concedeu a cidadania romana ao povo dessa cidade, onde Paulo pregou, cerca de um século mais tarde. (Atos 16:12) Lépido foi enviado à África, e Antônio fez uma aliança com Cleópatra, rainha do Egito. As relações tensas entre Otávio e Antônio atingiram uma demonstração de força na batalha de Actium, em setembro de 31 A. E. C., onde Antônio e Cleópatra foram derrotados. Otávio assim emergiu como o regente indisputável do Império Romano.

Otávio declinou dos títulos de “rei” e “ditador”, mas aceitou o título especial de “Augusto”, que lhe foi concedido pelo Senado, em 16 de janeiro de 27 A. E. C. Após a morte de Lépido, em 12 A. E. C., Augusto assumiu o título de “Pontifex Maximus” ou Sumo Pontífice. Com seu aumento de poder, fez reformas no governo, reorganizou o exército, estabeleceu a Guarda Pretoriana (Fil. 1:13), construiu e consertou muitos templos.

Em 2 A. E. C., “saiu um decreto da parte de César Augusto, para que toda a terra habitada se registrasse . . . e todos viajaram para se registrarem, cada um na sua própria cidade”. (Lucas 2:1, 3) Este decreto resultou em Jesus nascer em Belém, em cumprimento da profecia bíblica. (Dan. 11:20; Miq. 5:2) Além desse recenseamento do povo para fins de impostos e recrutamento para o exército, da nomeação de regentes como o rei Herodes, e a execução da pena de morte, Augusto interferia pouquíssimo nos governos locais. Suas diretrizes, que continuaram após sua morte, concediam ao Sinédrio judaico amplos poderes. (João 18:31) Esta tolerância imperial fornecia aos seus súditos menos motivos provocativos para rebelarem-se.

Augusto tinha poucas escolhas para seu sucessor. Seu sobrinho, dois netos, um genro e um enteado morreram todos, deixando apenas seu enteado Tibério, a quem fez co-regente um ano antes de sua morte. Augusto morreu em 19 de agosto de 14 E. C., calendário juliano (17 de agosto, calendário gregoriano), mês que ele denominou em honra a si mesmo. Este evento é tão universalmente reconhecido que é considerado uma data básica no cálculo da cronologia das Escrituras Gregas. Augusto reinou por quarenta e quatro anos e gozou duma popularidade não igualada por nenhum outro imperador romano. Um mês após sua morte, foi deificado pelo Senado.

AUGUSTO, DESTACAMENTO DE. Quando, em resultado de seu recurso a César, o apóstolo Paulo foi mandado para Roma, foi colocado sob a custódia dum oficial do exército (centurião) do “destacamento de Augusto” chamado Júlio. (Atos 27:1) A transferência de Paulo e outros presos à custódia do oficial do exército se deu em Cesaréia. — Atos 25:13; 26:30 a 27:1.

Não é possível identificar positivamente o “destacamento de Augusto” do qual Júlio provinha. Visto que a palavra “Augusto” aqui traduz a palavra grega Sebastós, alguns têm-se empenhado em identificar o destacamento com Samaria, que, naquele tempo, era chamada Sebaste, e, assim, afirmam que este era um grupo de soldados retirados dos recrutas samaritanos. Josefo deveras menciona uma “tropa de Sebaste” (Guerras Judaicas, em inglês, Livro II, cap. XII, par. 5; veja “cavalaria de Sebaste”, Vol. 7, p. 82, na tradução de V. Pedroso.) No entanto, não parece haver muita justificativa para se dar tal acepção ao termo, conforme usado pelo escritor de Atos.

Outro conceito é o de que o destacamento de Augusto se refere aos frumentarii, um grupo imperial, especial, de oficiais com o posto de centurião, e que servia como uma espécie de departamento de ligação de correios entre o imperador e os estabelecimentos militares nas províncias, e cujos membros, segundo se afirma, agiam na condução de presos. Este conceito, pelo menos em parte, busca apoio na tradução de Atos 28:16 feita pela Versão Autorizada, em inglês, que inclui um trecho duvidoso que declara que “o centurião entregou os presos ao capitão da guarda” (“ao general do exército”, Almeida, revista e corrigida). Os que propõem tal conceito presumem que este “capitão da guarda” fosse o chefe dos frumentarii. Esta frase, contudo, não aparece na maioria das traduções modernas deste versículo.

A versão do Pontifício Instituto Bíblico chama este destacamento de “coorte augusta”, como o fazem várias outras traduções. Os léxicos gregos (veja os de Vine; Liddell e Scott) mostram que a palavra speíra (“agrupamento”), quando usada no sentido militar, em geral representava um manipulus romano, um destacamento igual a três “centúrias”, ou até trezentos homens. No entanto, mostram que o termo é também usado para um grupo maior de homens e, conforme usado nas Escrituras Gregas, crê-se que representam uma “coorte” romana (a décima parte de uma legião, com de 400 até 1.000 homens). Em aditamento às legiões romanas regulares, compostas de cidadãos romanos e divididas em coortes, havia também tropas de segundo grau, ou auxilia, formadas de coortes recrutadas dentre os súditos (não cidadãos) romanos. Tratavam-se de unidades independentes de infantaria e geralmente serviam ao longo das fronteiras do império. Ao passo que as coortes dentro das legiões romanas regulares não recebiam nomes caraterísticos, estas coortes auxiliares amiúde tinham nomes. Encontraram-se inscrições de um Cohors I Augusta (latim) e Speíra Augouste (grego), embora não necessariamente se identifique com o destacamento aqui considerado. The Interpreterʹs Bible (A Bíblia do Intérprete, Vol. 9, p. 332), comentando Atos 27:1, afirma sobre o destacamento de Augusto: “Mui provavelmente é uma coorte auxiliar que sabemos ter estado sediada na Síria por volta dessa época.”

AUTODOMÍNIO. Várias palavras nas línguas originais transmitem a idéia de manter o domínio, restringir ou controlar a própria pessoa, suas ações ou sua linguagem. (Gên. 43:31; Est. 5:10; Sal. 119:101; Pro. 10:19; Jer. 14:10; Atos 24:25) O autodomínio é um ‘fruto do espírito de Deus’ (Gál. 5:22, 23), e Jeová, embora possuindo poderes ilimitados, o tem sempre exercido. Ao invés de agir de imediato contra os malfeitores, ele tem permitido que passe tempo, de modo que estes possam ter a oportunidade de desviar-se dos seus maus caminhos e, desta forma, obter Seu favor. — Jer. 18:7-10; 2 Ped. 3:9.

No entanto, uma vez firmemente comprovado que aqueles a quem se concedeu tempo para o arrependimento não desejavam tirar proveito de Sua misericórdia, Jeová corretamente deixou de refrear-se de executar seu julgamento. Um caso em pauta envolve os desoladores de Jerusalém. Deixando de reconhecer que Jeová lhes permitira obter controle dos israelitas a fim de discipliná-los pela infidelidade, estes desoladores trataram os israelitas sem misericórdia e levaram a disciplina além do que o julgamento de Deus requeria. (Compare com Isaías 47:6, 7; Zacarias 1:15.) Jeová tinha presciência disto e, por meio do profeta Isaías, indicara que viria o tempo em que ele não mais reteria a punição contra os desoladores: “Por muito tempo fiquei quieto. Fiquei calado. Continuei a exercer autodomínio. Igual à mulher que dá à luz, vou gemer, ofegar e arfar ao mesmo tempo. Devastarei montes e morros, e secarei toda a sua vegetação.” — Isa. 42:14, 15.

Cristo Jesus também exerceu autodomínio. O apóstolo Pedro, quando trazia à atenção dos servos domésticos a necessidade de estarem sujeitos a seus donos, escreveu: “De fato, fostes chamados para este proceder, porque até mesmo Cristo sofreu por vós, deixando-vos uma norma para seguirdes de perto os seus passos. . . . Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente.” — 1 Ped. 2:21-23.

Nos “últimos dias”, a falta de autodomínio seria uma das caraterísticas que assinalariam os que não praticavam o verdadeiro cristianismo. (2 Tim. 3:1-7) No entanto, visto que os cristãos devem ser imitadores de Deus e de seu Filho (1 Cor. 11:1; Efé. 5:1), devem esforçar-se em cultivar o autodomínio em todas as coisas. (1 Cor. 9:25) Declarou o apóstolo Pedro: “Supri à vossa fé a virtude, à vossa virtude, o conhecimento, ao vosso conhecimento, o autodomínio, ao vosso autodomínio, a perseverança, à vossa perseverança, a devoção piedosa, à vossa devoção piedosa, a afeição fraternal, à vossa afeição fraternal, o amor. Pois, se estas coisas existirem em vós e transbordarem, impedirão que sejais quer inativos quer infrutíferos no que se refere ao conhecimento exato de nosso Senhor Jesus Cristo.” — 2 Ped. 1:5-8.

A qualidade do autodomínio deve especialmente estar evidente entre os que servem quais superintendentes nas congregações cristãs. (Tito 1:8) Se os superintendentes hão de lidar eficazmente com problemas dentro da congregação, precisam manter autodomínio em palavras e em ações. O apóstolo Paulo aconselhou a Timóteo: “Outrossim, recusa questões tolas e ignorantes, sabendo que produzem lutas. Mas o escravo do Senhor não precisa lutar, porém, precisa ser meigo para com todos, qualificado para ensinar, restringindo-se sob o mal, instruindo com brandura os que não estiverem favoravelmente dispostos.” — 2 Tim. 2:23-25.

Deixar de exercer autodomínio em determinada situação pode manchar longa folha de serviços fiéis e mergulhar a pessoa em todos os tipos de dificuldades. O que aconteceu com o rei Davi ilustra isto. Embora leal à verdadeira adoração e tendo amor aos princípios justos da lei de Deus (compare com o Salmo 101), Davi cometeu adultério com Bate-Seba e isto levou a que mandasse colocar Urias, marido dela, numa posição de batalha em que a morte era quase uma certeza. Como conseqüência disso, durante anos após isso, Davi viu-se afligido de graves dificuldades no seio de sua família. (2 Sam. 12:8-12) O caso dele também demonstra a sabedoria de se evitarem situações que possam levar à perda do autodomínio. Ao passo que poderia ter deixado o terraço de seu palácio, Davi evidentemente continuou a contemplar Bate-Seba enquanto esta se banhava, e, assim, veio a sentir paixão por ela. — 2 Sam. 11:2-4.

Similarmente, não seria bom uma pessoa que não tenha autodomínio permanecer solteira quando poderia ter um casamento honroso e desta forma, proteger-se de cometer fornicação. Neste respeito, escreveu o apóstolo Paulo: “Se não tiverem autodomínio, casem-se, pois é melhor casar-se do que estar inflamado de paixão.” — 1 Cor. 7:9, 32-38.

PROVÉRBIOS, LIVRO DE. Livro que consiste em uma compilação de provérbios ou ditados sábios, provenientes de várias outras coleções. O próprio livro delineia seu objetivo: “Para se conhecer sabedoria e disciplina, para se discernirem as declarações de entendimento, para se receber a disciplina que dá perspicácia, justiça e juízo, e retidão, para se dar argúcia aos inexperientes conhecimento e raciocínio ao moço.” (Pro. 1:2-4) “O objetivo é que andes no caminho de gente boa e que guardes as veredas dos justos.” — Pro. 2:20.

As introduções das três das seções do livro atribuem os provérbios contidos nelas a Salomão. (Pro. 1:1; 10:1; 25:1) Isto concorda com o fato de que Salomão “podia falar três mil provérbios”. (1 Reis 4:32) Existe muito pouca dúvida de que muitos, se não todos, dos provérbios nestas seções foram registrados durante o reinado de Salomão. Com referência a si mesmo, Salomão declarou: “O congregante se tornara sábio, ele ensinou também ao povo continuamente o conhecimento, e ponderou e fez uma investigação cabal, a fim de pôr em ordem muitos provérbios. O congregante procurou achar palavras deleitosas e escrita de palavras corretas de verdade.” — Ecl. 12:9, 10.

No entanto, vários argumentos foram propostos contra se creditar a maioria dos provérbios a Salomão. Certos provérbios (Pro. 16:14; 19:12; 20:2; 25:3) têm sido citados como depreciativos dos monarcas, e, por conseguinte, como não sendo do tempo de Salomão. Em um exame mais de perto, porém, verifica-se que, ao invés de serem depreciativos, tais provérbios exaltam os reis, mostrando que se lhes deveria atribuir o devido temor, por causa do seu poder. (Compare com Provérbios 24:21.) Aqueles que afirmam que um polígamo como Salomão não teria falado de relacionamentos entre marido e esposa de tal forma a subentender a monogamia (Pro. 5:15-19; 18:22; 19:13, 14) perdem de vista que a poligamia não era recomendada, mas simplesmente tolerada e regulada pela Lei. E bem poderá ter-se dado que a maioria dos judeus, em geral, praticassem a monogamia. Semelhantemente, tais críticos olvidam que Provérbios é inspirado por Deus e não simplesmente as opiniões de Salomão. Todavia, à base de suas observações e de suas próprias experiências, Salomão bem poderia ter chegado a avaliar a sabedoria do padrão original de Deus para o casamento, a saber, a monogamia. — Coteje com Eclesiastes 2:8; 7:27-29.

A afirmada presença de palavras aramaicas tem sido apresentada qual prova para se atribuir uma data posterior ao livro de Provérbios. Se, deveras, existem aramaísmos, deve-se notar que Salomão poderia ter aprendido expressões aramaicas dos povos vizinhos, ou de suas esposas estrangeiras. Com efeito, o aramaico era a linguagem da Síria, que era parte do domínio de Salomão. — Confronte com 1 Reis 4:21, 24.

Os provérbios não atribuídos a Salomão tiveram sua origem nos dizeres de outros homens sábios e de uma mulher. (Pro. 22:17; 30:1; 31:1; veja AGUR; LEMUEL.) Exatamente quando todos estes provérbios foram colocados em sua forma final não é conhecido com precisão. O último indicador do tempo que aparece no próprio livro é uma referência ao reinado de Ezequias. (Pro. 25:1) Assim, existe base para se crer que os provérbios foram compilados em forma de livro antes da morte desse regente, em 716 A. E. C. A repetição de certos provérbios sugere que o livro foi compilado à base de várias coleções separadas. — Compare Provérbios 10:1 e; 15:20; 10:2 e; 11:4; 14:20 e; 19:4; 16:2 e; 21:2.

ESTILO E ARRANJO

O livro de Provérbios está escrito em estilo poético hebraico, que consiste em ritmo de pensamentos, utilizando paralelismos, cujas idéias são similares (Pro. 11:25; 16:18; 18:15) ou contrastantes. (Pro. 10:7, 30; 12:25; 13:25; 15:8) Sua primeira seção (Pro. 1:1 a 9:18) consiste em breves discursos dirigidos por um pai a um filho ou a filhos. Isto serve qual introdução para os dizeres breves, incisivos, encontrados nas demais seções do livro. Os últimos vinte e dois versículos do livro são escritos em estilo acróstico ou alfabético, uma forma de composição também é empregada por Davi para vários de seus salmos. — Sal. 9, 10, 25, 34, 37, 145.

INSPIRADO POR DEUS

Os escritores das Escrituras Gregas Cristãs testificam que o livro de Provérbios faz parte da Palavra inspirada de Deus. O apóstolo Pedro (1 Ped. 4:18; 2 Ped. 2:22; Pro. 11:31 [Septuaginta (LXX)]; Pro. 26:11) e o discípulo Tiago (4:6; Pro. 3:34, LXX) referiram-se a ele, assim como fez o apóstolo Paulo ao escrever aos coríntios (2 Cor. 8:21; Pro. 3:4, LXX), aos Romanos (12:16, 20; Pro. 3:7; 25:21, 22) e aos Hebreus. (12:5, 6; Pro. 3:11, 12) Adicionalmente, numerosas idéias paralelas podem ser encontradas nas Escrituras Gregas Cristãs. — Compare Provérbios 3:7 com Romanos 12:16; Provérbios 3:12 com Revelação 3:19; Provérbios 24:21 com 1 Pedro 2:17; Provérbios 25:6, 7 com Lucas 14:7-11.

CONHECER A JEOVÁ É O CAMINHO PARA A VIDA

O livro de Provérbios fala muito sobre o conhecimento em relação com o discernimento, a sabedoria, o entendimento (ou compreensão) e a faculdade de raciocínio. O conhecimento que tenta transmitir e incentiva, por conseguinte, é mais do que simples conhecimento mental, uma série de fatos ou erudição. Provérbios indica que todo conhecimento verdadeiro tem como ponto de partida o apreço pela relação da pessoa com Jeová. Efetivamente, no capítulo um, versículo sete, delineia-se o tema do livro: “O temor de Jeová é o princípio do conhecimento.”

Naturalmente, o conhecimento mais importante que se pode adquirir é sobre o próprio Deus. “O conhecimento do Santíssimo é o que é entendimento”, afirma Provérbios 9:10. Tal conhecimento vai além do simples fato da existência de Deus e de que é o Criador, até mesmo além do conhecimento de muitos fatos sobre seus tratos. “Conhecê-lo” indica profundo apreço por suas excelentes qualidades e seu grande nome, uma íntima relação com Ele.

Jesus Cristo disse aos judeus, que tinham conhecimento sobre Deus: “Ninguém conhece plenamente o Filho, exceto o Pai, tampouco há quem conheça plenamente o Pai, exceto o Filho e todo aquele a quem o Filho estiver disposto a revelá-lo.” (Mat. 11:27) O conhecimento das qualidades de Jeová aprofundará o temor correto a Deus, e nos fará conscientizar-nos de que Jeová merece toda nossa adoração e serviço, e que conhecê-lo e obedecer a ele é o caminho para a vida. “O temor de Jeová é fonte de vida para se desviar dos laços da morte”, e: “O temor de Jeová tende para a vida.” — Pro. 14:27; 19:23.

Jeová, o Criador

Jeová, em incomparável sabedoria, é o Criador de todas as coisas e o Promulgador de leis que governam tais coisas; assim, merece a adoração de todas as criaturas. (Pro. 3:19, 20) Fez o ouvido que ouve e o olho que vê, tanto literalmente como em sentido moral. Assim sendo, é preciso voltar-nos para Ele a fim de vermos e ouvirmos com real entendimento, e temos de compreender que havemos de prestar contas a Ele, que vê e ouve tudo. — Pro. 20:12.

Justiça

O livro exalta a Jeová como o centro de todas as coisas e Aquele em quem todos os princípios justos se originam. Por exemplo: “Fiel e balança justos pertencem a Jeová; todos os pesos de pedra da bolsa são seu trabalho.” (Pro. 16:11) Sua vontade como Legislador é que a honestidade e a justiça dominem todas as transações. (Pro. 11:1; 20:10) Por temê-lo, aprende-se a amar o que Ele ama e a odiar o que Ele odeia, e, desta forma, tornar reto o modo de vida da pessoa, pois “o temor de Jeová significa odiar o mal”. (Pro. 8:13) Provérbios revela que Jeová odeia especialmente olhos altaneiros, a língua falsa, as mãos que derramam sangue inocente, o coração que projeta ardis prejudiciais, os pés que se apressam a correr para a maldade, a testemunha falsa que profere mentiras e todo aquele que cria contendas entre irmãos. (Pro. 6:16-19; 12:22; 16:5) Quem verdadeiramente odeia tais coisas está indo bem no caminho para a vida.

Adicionalmente, o livro de Provérbios ilumina o caminho para o justo, por lhe mostrar o que Jeová aprova. “Os inculpes no seu caminho são um prazer para ele”, como também são as orações de tais pessoas. (Pro. 11:20; 15:8, 29) “O bom obtém a aprovação de Jeová.” (Pro. 12:2) “Ele ama aquele que se empenha pela justiça.” — Pro. 15:9.

[Continua]

[Foto na página 20]

Troféu naval mostrando a cabeça de Augusto.

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