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Despertai! — 1979
g79 22/11 pp. 12-15

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[De Aid to Bible Understanding, Edição de 1971, extraímos a matéria que segue.]

PROVÉRBIOS, LIVRO DE. [Continuação]

Julgamento e orientação

Quem conhece a Jeová compreende, por meio do conhecimento e da experiência que, como afirma Provérbios 21:30, “não há sabedoria, nem discernimento, nem conselho em oposição a Jeová”. Por conseguinte, embora ouça outros planos ou os entretenha no seu próprio coração, a pessoa sensata orientará seu modo de vida em harmonia com o conselho de Jeová, sabendo que os conselhos contrários, não importa quão aparentemente sábios ou plausíveis, não podem prevalecer contra a palavra de Jeová. — 19:21; compare com Josué 23:14; Mateus 5:18.

Disse o inspirado Rei Salomão: “Confia em Jeová de todo o teu coração . . . Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.” (Pro. 3:5, 6) O coração dum homem escolhe o caminho que ele deseja seguir, mas, mesmo quando escolhe o caminho correto, para ter êxito, ele precisa voltar-se para Jeová, para que dirija seus passos. — 16:3, 9; 20:24; Jer. 10:23.

Tendo escolhido a vereda da vida, a pessoa deve reconhecer o vívido interesse de Jeová por ela. Provérbios nos lembra de que os olhos de Jeová “estão em todo lugar, vigiando os maus e os bons”. (Pro. 15:3) “Porque os caminhos do homem estão diante dos olhos de Jeová e ele contempla todos os seus trilhos.” (5:21) Não só o que ele parece ser exteriormente, mas também seu coração é examinado Por Jeová. (17:3) “Jeová faz a avaliação dos corações” (21:2), e ele pesa o verdadeiro valor da motivação e dos desejos mais íntimos da pessoa.

Mostra-se que os julgamentos de Jeová são sempre, em todo sentido, justos, e para o bem daqueles que buscam a retidão. No tempo devido, Deus eliminará os iníquos da terra, a morte destes sendo o preço da liberdade dos justos. Concordemente, declara o provérbio: “O iníquo é resgate para o justo; e quem age traiçoeiramente toma o lugar dos retos.” (Pro. 21:18) Entre tais iníquos acham-se os orgulhosos, que são detestáveis para Jeová. Eles ‘não ficarão impunes’. (16:5) “A casa dos que se enaltecem, Jeová a derrubará.” (Pro. 15:25) Ele “roubará a alma” dos que roubam dos humildes. — 22:22, 23.

Por observar estes tratos de Jeová, o homem de mentalidade justa tornará retas as suas veredas. (Compare com Provérbios 4:26.) Ele vê que permitir a parcialidade, através do suborno (17:23) ou influência da personalidade (18:5), faz com que a pessoa perverta o julgamento. ‘Declarar justo ao iníquo e iníquo ao justo’ o tornaria detestável aos olhos de Jeová. (17:15) Ele também aprende a não ter preconceitos, mas ouvir plenamente ambos os lados dum assunto antes de julgá-lo. — 18:13.

Segurança com felicidade

Àquele que resguarda a sabedoria prática e o raciocínio que obtém de Jeová, diz o livro de Provérbios: “O próprio Jeová, de fato, mostrará ser tua confiança e ele certamente guardará teu pé da captura.” (Pro. 3:21, 26; 10:29; 14:26) Se alguém teme a Jeová, “neste caso haverá futuro”. (23:17, 18) Ademais, não só existe uma esperança futura, mas há também felicidade e segurança no tempo atual. (3:25, 26) “Quando Jeová tem prazer nos caminhos de um homem, faz que até os seus próprios inimigos estejam em paz com ele.” (16:7) Deus não permitirá que o justo passe fome. (10:3) Se alguém honra a Deus com suas coisas valiosas, seus “depósitos de suprimentos se encherão de fartura”. (3:9, 10) Ele adiciona dias à vida de tal homem. — 10:27.

Quem ‘se refugia’ no nome de Jeová (entendendo e reconhecendo esse nome em tudo que ele representa) verificará que é como torre forte, para a qual, nos tempos antigos, as pessoas fugiam em busca de segurança diante do inimigo. — Pro. 18:10; 29:25.

A humildade perante Jeová traz “riquezas, e glória, e vida”. (Pro. 22:4) A misericórdia e a verdade são o que Ele deseja; estas são mais valiosas do que o sacrifício. Aqueles que se desviam do mal, temem a Jeová e o servem deste modo, não receberão seu julgamento adverso. (16:6; compare com 1 Samuel 15:22.) Por conhecer os modos de Jeová, pode-se seguir “o curso inteiro do que é bom”. — 2:9.

VISA O CORAÇÃO

Para conseguir seu propósito, o livro de Provérbios visa o coração. Mais de setenta e cinco vezes, refere-se ao coração como obtendo conhecimento, entendimento, sabedoria, discernimento, e como sendo responsável por palavras e ações, ou sendo afetado pelas circunstâncias e condições. Deve-se aplicar o coração ao discernimento (Pro. 2:2); o coração deve observar os mandamentos justos (3:1); estes devem estar escritos “na tábua do . . . coração”. (3:3) “Mais do que qualquer outra coisa a ser guardada, resguarda teu coração.” (Pro. 4:23) Não é apenas com os processos mentais de raciocínio, mas de todo o coração que se deve confiar em Jeová. — 3:5.

A disciplina e o coração

Provérbios atribui elevado valor à disciplina sob várias formas. (Pro. 3:11, 12) Afirma: “Quem se esquiva da disciplina rejeita a sua própria alma, mas aquele que escuta a repreensão adquire coração.” (15:32) Assim, a repreensão atinge e reajusta o coração, que é o que realmente influi na vida da pessoa, em todo o seu ser, à vista de Deus. “Os próprios tolos estão morrendo por serem faltos de coração.” (10:21) Visto ser o coração que se deve tocar ao treinar os filhos, somos informados: “A tolice está ligada ao coração do rapaz, a vara da disciplina é a que a removerá para longe dele.” — 22:15.

O ESPÍRITO E A ALMA

Provérbios não é um livro de declarações de simples sabedoria humana, de como agradar ou influenciar os homens. Antes, Provérbios vai mais fundo, até o coração, como influindo na motivação, até o espírito ou inclinação mental, e até a alma como abrangendo toda fibra do ser e personalidade da pessoa. (Compare com Hebreus 4:12.) Muito embora um homem talvez pense estar certo, ou se justifique em suas ações, ‘todos os caminhos dum homem sendo puros aos seus próprios olhos’, Provérbios 16:2 nos faz lembrar que “Jeová faz a avaliação dos espíritos”, e assim sabe qual é a disposição da pessoa. A força ou o poder são altamente prezados no mundo, porém, “melhor é o vagaroso em irar-se do que o homem poderoso, e aquele que controla seu espírito, do que aquele que captura uma cidade”. — Pro. 16:32.

Obter o conhecimento e a sabedoria deste livro divinamente provido ajudará grandemente a pessoa a obter felicidade na vida atual, e a colocará na trilha da vida eterna. Visto que “quem adquire coração ama a sua própria alma”, o conselho e a disciplina inspirados, ali contidos, se seguidos, acrescentarão “longura de dias e anos de vida”, e “mostrar-se-ão vida para a tua alma”. (Pro. 3:2; 19:8; 3:13-18, 21-26) “Jeová não fará que a alma do justo passe fome.” (10:3) “Quem guarda o mandamento guarda a sua alma”, admoesta Salomão. — 19:16.

RELAÇÕES COM OUTROS

Provérbios descreve o verdadeiro servo de Deus como alguém que usa sua língua para o bem (Pro. 10:20, 21, 31, 32), não falando falsamente, nem ferindo outros com palavras impensadas. (12:6, 8, 17-19; 18:6-8, 21) Caso provocado, ele desvia a raiva de seu oponente por meio duma resposta branda. (15:1; 25:15) Ele não aprecia disputas nem brigas, e exerce o autodomínio contra acessos de ira, sabendo que poderia cometer irreparável tolice. (14:17, 29; 15:18; compare com Colossenses 3:8.) Com efeito, evitará o companheirismo dos que permitem que a ira os controle e que demonstram acessos de ira, pois sabe que estes o levariam a um laço. — Pro. 22:24, 25; compare com 13:20; 14:7; 1 Coríntios 15:33.

Renda o bem, e não o mal

Os Provérbios inspirados instam com a pessoa a que tome a iniciativa de fazer o bem para os outros. Não só deve agir para o bem daqueles que ‘moram em segurança’ junto com ele, que não fizeram nenhum mal para ele (Pro. 3:17-30), mas se insta também que retribua o mal com o bem. (25:21, 22) Deve guardar de perto seu coração, para que não sinta regozijo íntimo diante da calamidade que sobrevêm a quem despreza, ou a quem o odeia. — 17:5; 24:17, 18.

Tagarelice e calúnia

Muito se diz, no livro de Provérbios, sobre as dificuldades, o pesar e os danos resultantes da tagarelice, e a gravidade da culpa que pesa sobre o mexeriqueiro. O ‘petisco’ dum caluniador é ‘engolido avidamente’ por seu ouvinte e não é encarado despreocupadamente, mas causa uma impressão duradoura, descendo “até as partes mais íntimas do ventre”. Por conseguinte, causa dificuldades, e quem o profere não pode ‘lavar as mãos’ da culpa. Embora tal pessoa possa parecer muito graciosa, e possa disfarçar sua verdadeira condição de coração, Deus se certificará de que o ódio e a maldade que realmente existem dentro dela sejam ‘descobertos na congregação’. Ela cairá na cova que escavou para outrem. — Pro. 26:22-28.

Relações familiares

A fidelidade marital é estritamente aconselhada em Provérbios. A pessoa deve deleitar se na ‘esposa de sua juventude’, e não ficar procurando a satisfação em outra parte. (Pro. 5:15-23) O adultério trará ruína e morte a seus praticantes. (5:3-14; 6:23-35) A boa esposa é uma “coroa” e uma bênção para seu marido. Mas, se a esposa agir vergonhosamente, ela é “como podridão nos . . . ossos [do marido dela]”. (12:4) E é uma desgraça para o homem até mesmo viver com uma esposa contenciosa. (25:24; 19:13; 21:19; 27:15, 16) Embora ela seja exteriormente linda e charmosa, é como “uma argola de ouro, para as narinas, no focinho dum porco”. (11:22; 31:30) A mulher tola realmente derruba sua própria casa. (14:1) O excelente valor da boa esposa — sua laboriosidade, fidedignidade e direção da casa com fidelidade e submissão ao seu marido — é plenamente descrito em Provérbios, capítulo 31.

Mostra-se que os pais são plenamente responsáveis pelos seus filhos, e destaca-se a disciplina como sendo essencial. (Pro. 19:18; 22:6, 15; 23:13, 14; 29:15, 17) A responsabilidade do pai é sublinhada, mas o filho tem de respeitar tanto ao pai como à mãe, caso deseje obter vida da parte de Jeová. — 19:26; 20:20; 23:22; 30:17.

Cuidado com animais

Até mesmo a consideração para com os animais domésticos é considerada nos Provérbios. “O justo importa-se com a alma do seu animal doméstico.” (12:10) “Devias conhecer positivamente a aparência do teu rebanho.” — 27:23.

Estabilidade e fidelidade governamentais

Os provérbios expressam princípios do bom governo. Os homens em alta posição, tais como os reis, devem pesquisar cabalmente os assuntos (25:2), manifestar benevolência e veracidade (20:28), e lidar de forma justa com seus súditos (29:4; 31:9), inclusive os humildes. (29:14) Seus conselheiros não podem ser homens iníquos, se a regência há de ser firmemente estabelecida pela justiça. (25:4, 5) Um líder tem de ser um homem de discernimento e um odiador do lucro injusto. — 28:16.

Embora ‘a justiça enalteça uma nação’ (14:34), a transgressão resulta num governo instável. (28:2) A revolução também traz grande instabilidade e, em Provérbios 24:21, 22, aconselha-se contra ela: “Filho meu, teme a Jeová e ao rei. Não te metas com os que estão a favor duma mudança. Porque o seu desastre surgirá tão repentinamente, que da extinção daqueles que estão a favor duma mudança quem se aperceberá?”

ÚTEIS PARA ACONSELHAR

Visto que os provérbios abrangem ampla variedade de esforços humanos, podem fornecer uma base para se dar muitos conselhos e admoestações práticas, como foi feito pelos escritores das Escrituras Gregas Cristãs. “O coração do justo medita a fim de responder.” (15:28) No entanto, não é sábio aconselhar os zombadores. “Quem corrige ao zombador toma para si desonra, e quem dá repreensão a um iníquo — defeito nele. Não repreendas ao zombador, para que não te odeie. Dá repreensão ao sábio e ele te amará.” (9:7, 8; 15:12; compare com Mateus 7:6.) Nem todas as pessoas são zombadoras e, por isso, os que estão em posição de dar conselhos a outros devem fazê-lo, conforme é destacado pelas palavras: “Os próprios lábios do justo estão apascentando a muitos.” — Pro. 10:21.

Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, págs. 102-107.

ECLESIASTES [Heb., Qohéleth, congregante, convocador dum congresso, duma assembléia]. O nome hebraico descreve apropriadamente o papel do rei num governo teocrático, tal como o usufruído por Israel. (Ecl. 1:1, 12) O regente era responsável de manter o povo dedicado de Deus agrupado em fidelidade a seu verdadeiro Rei e Deus. (1 Reis 8:1-5, 41-43, 66) Por esse motivo, ser o rei bom ou ruim para a nação era determinado por se ele conduzia ou não a nação para a adoração de Jeová. (2 Reis 16:1-4; 18:1-6) O congregante, que era Salomão, já havia congregado muito a Israel e seus companheiros, os residentes temporários, ao templo. Neste livro, procurou congregar o povo de Deus por afastá-lo das obras vãs e infrutíferas deste mundo para as obras dignas do Deus a quem, como nação, estava dedicado. O nome usado em nossas Bíblias em português é tirado da tradução errônea de Qohéleth na Septuaginta grega, a saber Ekklesiastés (Eclesiastes), significando “alguém que se senta ou fala numa eclésia; um membro dela”.

ESCRITOR

Só houve um “filho de Davi”, a saber, Salomão, que era “rei sobre Israel em Jerusalém” (Ecl. 1:1, 12), pois os reis depois de Salomão não reinaram sobre todo o Israel. Salomão era o rei bem-conhecido por sua eminente sabedoria. (Ecl. 1:16; 1 Reis 4:29-34) Era construtor. (Ecl. 2:4-6; 1 Reis 6:1; 7:1-8) Era um compositor de provérbios. (Ecl. 12:9; 1 Reis 4:32) Salomão era famoso por suas riquezas. (Ecl. 2:4-9; 1 Reis 9:17-19; 10:4-10, 14-29) Qohéleth está no gênero feminino por motivo de que Salomão, devido à sua sabedoria, dada por Deus, foi usado qual símbolo da sabedoria, como se ele fosse a sabedoria personificada; e a palavra hebraica para “sabedoria” é feminina. Por conseguinte, Salomão aplica o termo a si mesmo. Visto que o livro menciona o programa de construção de Salomão, deve ter sido escrito depois daquele tempo, mas antes que “começou a fazer o que era mau aos olhos de Jeová”. (1 Reis 11:6) Por conseguinte, o livro foi escrito antes de 1000 A.E.C., em Jerusalém. Que Salomão seria um dos homens mais aptos a escrever tal livro é apoiado pelo fato de que não só era o mais rico, como também era, provavelmente, um dos reis mais informados de seus dias, seus marujos e comerciantes, bem como dignitários visitantes, trazendo notícias e conhecimento sobre povos de outras terras. — 1 Reis 9:26-28; 10:23-25, 28, 29.

AUTENTICIDADE

Qohéleth, ou Eclesiastes, é aceito como canônico tanto pela igreja judaica como pela cristã. Está de acordo com outros trechos da Bíblia que tratam dos mesmos assuntos. Por exemplo, concorda com Gênesis sobre o homem ter sido feito de um corpo composto do pó da terra e tendo o espírito ou força de vida, e o fôlego que o sustenta, proveniente de Deus. (Ecl. 3:20, 21; 12:7; Gên. 2:7; 7:22; Isa. 42:5) Confirma o ensino bíblico de que o homem foi criado reto, mas preferiu deliberadamente desobedecer a Deus. (Ecl. 7:29; Gên. 1:31; 3:17; Deu. 32:4, 5) Reconhece a Deus como o Criador. (Ecl. 12:1; Gên. 1:1) Concorda com o restante da Bíblia quanto à condição dos mortos. (Ecl. 9:5, 10; Gên. 3:19; Sal. 6:5; 115:17; João 11:11-14; Rom. 6:23) Advoga fortemente a adoração e o temor de Deus. Usa a expressão ha-’Eloím, “o verdadeiro Deus”, mais de trinta vezes. O equivalente do nome Jeová é encontrado na Versão Siríaca e no Targum judaico do livro de Eclesiastes 2:24. Ao passo que alguns afirmam que o livro se contradiz, isto se dá somente porque não vêem que o livro muitas vezes expressa o conceito comum, em contraste com o conceito que reflete a sabedoria divina. (Coteje com Eclesiastes 1:18; 7:11, 12.) Assim, deve-se lê-lo visando entender o sentido, e ter presente o tema do livro.

CONTEÚDO

À base de seu conteúdo, o livro poderia ser chamado “O Congregante, Sobre as Obras Vãs e Dignas”. No primeiro capítulo, Salomão descreve a estabilidade e a continuidade dos ciclos do universo, coisas das quais o homem depende para ter constância, equilíbrio e significado na vida, e para a própria vida, conforme comparada com a transitoriedade do homem. Havendo tal infindável repetição dos processos naturais, e a vida curta do homem, a aparência, do ponto de vista do homem natural, é de que tudo é vaidade. Em sua busca, Salomão viu que a humanidade está empenhada numa ocupação calamitosa e que as coisas tortas neste sistema de coisas não podem ser endireitadas, e muitas são as coisas que estão faltando. O aumento de conhecimento das coisas, por parte de Salomão, simplesmente aumentou seu vexame e sua dor. — Ecl., cap. 1.

Salomão voltou se então para a busca da alegria e do regozijo, por usufruir coisas materiais, as quais possuía em abundância — possuindo casas, vinhedos, jardins e reservatórios de água, tendo servos de todas as espécies, junto com muita prata e ouro. Empregou cantores e provou de tudo que seu coração desejava, que lhe pudesse trazer regozijo. Daí, porém, viu que a mesma coisa que acontecia com o estúpido também lhe aconteceria, com toda a sua sabedoria. Com este ponto de vista, odiou a vida e o trabalho de natureza materialista que fazia, não as obras que tinha feito na construção do templo e na adoração de Deus. Resultou ser uma experiência entristecedora, “apoderar-me da estultícia, até que eu pudesse ver o que havia de bom para os filhos da humanidade naquilo que faziam”. Sentiu-se ferido por compreender que deixaria atrás de si todos os seus bens para um herdeiro que poderia utilizá-los tolamente. Salomão tinha usufruído o melhor de tudo, mas notou que a coisa que Deus deu ao homem é gozar a vida e os frutos de seu trabalho, e não o proceder que Salomão experimentou, a obra de buscar prazeres através do materialismo. Por outro lado, verificou que existe uma recompensa para aquele que é bom perante Deus, aquele que faz obras dignas, no sentido de que, por fim, ele recebe as próprias coisas que o pecador ajuntou. — Ecl., cap. 2.

Salomão vê que existe uma tabela de tempo para cada assunto debaixo dos céus, e que, no ínterim, Deus tem dado à humanidade um trabalho em que se ocupar. As próprias obras de Deus são boas e tudo tem seu tempo. O homem não pode jamais compreender inteiramente a sabedoria e os propósitos de Deus. Por conseguinte, o que o homem deve fazer é aceitar a dádiva de Deus, regozijar-se e fazer o bem, e ver o bem por todo o trabalho árduo que tem feito. (Compare com 1 Coríntios 15:58; Filipenses 4:4.) As obras de Deus permanecem para sempre e têm um objetivo; ninguém pode acrescentar-lhes ou subtrair-lhes algo. Por que Salomão elogia esta linha de raciocínio? Porque, neste sistema de coisas, amiúde não se ministram o juízo e a justiça, mas existe um Juiz Supremo que, em seu devido tempo, julgará tudo com justiça. (Compare com Romanos 2:6.) Isto é verdade, embora, atualmente, a humanidade morra da mesma forma que os animais, todos retornando ao pó, sem nenhuma prova de que exista qualquer diferença na condição em que estão na morte. — Ecl., cap. 3.

[Continua]

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