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Despertai! — 1980
g80 8/2 pp. 12-15

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Matéria selecionada de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

EZEQUIEL, LIVRO DE. [Continuação]

DISPOSIÇÃO DA MATÉRIA

Na maior parte, as profecias e visões de Ezequiel são dispostas cronologicamente, bem como de forma tópica. Os quatro versículos do capítulo Eze. 29:17-20 são colocados fora de sua ordem cronológica (compare com Ezequiel 29:1; 30:20), mas, em sentido tópico, ajustam-se ali, na profecia contra o Egito. Até o décimo mês do nono ano do primeiro cativeiro, o ponto central em torno do qual giravam as profecias de Ezequiel era a completa queda e desolação de Jerusalém, com apenas breves referências à restauração. Este é o teor dos primeiros vinte e quatro capítulos. Durante o sítio de Jerusalém, o profeta voltou sua atenção principalmente para a declaração de ais sobre as nações pagãs, previstas por Jeová Deus como se regozijando quanto à queda de Jerusalém. Depois da chegada da notícia de que Jerusalém tinha caído, o profeta soa a gloriosa nota de restauração, que é o tema predominante em todo o restante do livro. — Eze. 33:20, 21.

O livro de Ezequiel revela que a religião falsa de Babilônia tinha sido introduzida nos recintos do templo de Jeová, especialmente na forma da adoração do deus babilônico Tamuz. (Eze. 8:13, 14) Além de tal detestável adoração falsa conduzida no próprio templo, os judeus apóstatas encheram a terra de Judá de violência. Não é nenhuma surpresa, portanto, que, em sua visão, Ezequiel ouça a chamada para que os executores da parte de Jeová venham com suas armas maçadoras, colocando-se de pé junto ao altar, no pátio interno do templo. Jeová então lhes dá ordens de passar pelo meio da Jerusalém infiel e matar todos os não marcados como adoradores de Jeová: “O idoso, o jovem, e a virgem, e a criancinha, e as mulheres — para a ruína. Mas não vos aproximeis de nenhum homem em quem haja o sinal, e deveis principiar desde o meu santuário.” (Eze. 9:6) Ezequiel relata que os executores da parte de Jeová começaram por matar primeiro os apóstatas adoradores do sol, no pórtico do templo. O templo foi também ensangüentado por eles matarem os setenta anciãos lá dentro que adoravam as idólatras esculturas na parede e todas aquelas mulheres sentadas à entrada do portão, chorando pelo deus babilônico Tamuz. (Eze. 8:7 a 9:8) A visão de Ezequiel não era senão uma antevisão do que estava prestes a sobrevir a Jerusalém quando Jeová a fizesse beber de Sua mão o cálice de vinho de Seu furor, por meio de seu servo executor, o Rei Nabucodonosor (Nabucodorosor), e seus exércitos. — Jer. 25:9, 15-18.

As profecias de restauração de Ezequiel de vem ter sido confortadoras para os judeus exilados. Em 593 A.E.C., no vigésimo quinto ano de seu exílio, Ezequiel teve sua notável visão de um novo templo de Jeová, cujo padrão veio do próprio Jeová, e da cidade adjacente chamada Jeová-Samá, significando “O Próprio Jeová Está Ali”. (Eze. 40:1 a 48:35) No meio duma terra de idolatria pagã, ela fortaleceu a esperança dos exilados judeus arrependidos de novamente adorarem o verdadeiro Deus, Jeová, em seu templo.

A profecia de Ezequiel sublinha o tema da Bíblia, a santificação do nome de Jeová por meio do Reino. Indica que, ao passo que Deus permitiria longo período de vacância do trono de Davi, Deus não abandonaria seu pacto com Davi para um reino. O Reino seria dado àquele que possuía o direito legal. Destarte, Ezequiel dirigia os judeus, como fizera Daniel, à esperança do Messias. (Eze. 21:27; 37:22, 24, 25) Jeová fez com que Ezequiel declarasse mais de sessenta vezes que as pessoas “terão de saber que eu sou Jeová”. Ezequiel magnifica o nome memorial de Deus por usar a expressão ‘Adonái Iehovíh, “Soberano Senhor Jeová”, 215 vezes.

ESBOÇO DO CONTEÚDO

I. Jeová comissiona Ezequiel como vigia (Eze. 1:1 a 3:27)

II. Profecias de aviso contra infiéis Judá e Jerusalém (Eze. 4:1 a 24:27)

A. Representando o sítio de Jerusalém (Eze. 4:1 a 7:27)

1. Ezequiel deita-se diante dum tijolo por 390 dias sobre seu lado esquerdo, 40 dias sobre o direito enquanto subsiste com dieta escassa (Eze. 4:1-17)

2. Ezequiel representa resultado do sítio por raspar cabelos e barba, queimando um terço, golpeando outro terço com a espada e espalhando ao vento um terço (Eze. 5:1-17)

3. Profecia contra os montes de Israel, de que seus altos serão arruinados e cessará sua idolatria (Eze. 6:1-14)

4. “Uma calamidade única” sobrevirá a Jerusalém, de modo que prata e ouro não conseguirão livrar ninguém (Eze. 7:1-27)

B. Visão de Ezequiel sobre a apóstata Judá (Eze. 8:1 a 11:25)

1. Em 612 A.E.C., Ezequiel é transportado por meio duma visão a Jerusalém, onde lhe é dado ver as coisas detestáveis que ocorrem no templo de Jeová (Eze. 8:1-18)

2. Homem vestido de linho, com tinteiro de secretário para marcar as testas dos homens que suspiravam devido às coisas detestáveis feitas na cidade; poupados os marcados, não-marcados mortos por ordem divina (Eze. 9:1-11)

3. Ezequiel vê de novo glória de Jeová, subindo sobre querubins, e brasas ardentes espalhadas sobre cidade de Jerusalém (Eze. 10:1-22)

4. Príncipes levarão Israel à ruína por desencaminharem povo; ilustração de Jerusalém como panela de cozinhar. Morre Pelatias; predita a restauração; Ezequiel retorna em visão à Caldéia (Eze. 11:1-25)

C. Mais profecias em Babilônia sobre Jerusalém (Eze. 12:1 a 19:14)

1. Exílio do Rei Zedequias e de Judá predito por ações simbólicas, não haverá adiamento do julgamento (Eze. 12:1-28)

2. Expostos profetas estúpidos que predisseram paz (Eze. 13:1-23)

3. Jerusalém é tão iníqua que nem mesmo presença de Noé, Daniel e Jó poderiam salvá-la, certa a ruína (Eze. 14:1-23)

4. Habitantes de Jerusalém são como videira imprestável, não suficientemente boa para ser usada qual lenha ou mesmo qual tarugo — apenas como combustível para fogueira (Eze. 15:1-8)

5. Alegoria da esposa infiel, como Jerusalém retribui o amor de Jeová por conceder seus favores aos deuses pagãos, prostituindo-se, sendo pior do que Sodoma e Samaria. Jerusalém será destruída por seus amantes ilícitos (Eze. 16:1-63)

6. Enigma da águia-videira, predizendo que Jerusalém se voltaria para o Egito em busca de ajuda, com desastrosas conseqüências; tenro rebento se tornará majestoso cedro (Eze. 17:1-24)

7. Repreendidos os exilados em Babilônia por dizerem: “Os pais é que comem as uvas verdes mas são os dentes dos filhos que ficam embotados”, Deus corrige assuntos por dizer: “A alma que pecar — ela é que morrerá” (Eze. 18:1-32)

8. Maiorais de Judá assemelhados a leões novos; enlaçados pelo Egito e Babilônia (Eze. 19:1-14)

D. Denúncias contra Israel (Eze. 20:1 a 23:49)

1. Recapitulação da longa história das atividades detestáveis de Israel; rebelião contínua apesar das misericórdias de Jeová, mas haverá restauração (Eze. 20:1-49)

2. Desembainhada a espada de Deus para arruinar Jerusalém; trono de Davi “não virá a ser de ninguém, até que venha aquele que tem o direito legal” (Eze. 21:1-32)

3. Recapitulação adicional dos pecados de Jerusalém, casa de Israel tornou-se como escória escumosa a ser fundida “com fogo” da fúria de Jeová (Eze. 22:1-31)

4. Parábola das duas irmãs, Oolá e Oolibá, que se prostituem; uma é Samaria, outra é Jerusalém. Jerusalém será destruída por amantes ilegítimos (Eze. 23:1-49)

E. Sítio final de Jerusalém começa (Eze. 24:1-27)

1. Em 609 A.E.C. Jeová anuncia a Ezequiel que Rei de Babilônia sitiou Jerusalém (Eze. 24:1, 2)

2. Jerusalém assemelhada a panela de boca larga; carne representa habitantes; cidade cheia de sangue derramado e imoralidade (Eze. 24:3-14)

3. Esposa de Ezequiel morre no dia que comece sítio de Jerusalém; Ezequiel não deve chorar, como sinal de que não devem chorar por causa da destruição de Jerusalém, visto que se trata dum julgamento da parte de Jeová (Eze. 24:15-27)

III. Profecias contra nações circunvizinhas que, como Jeová prevê, regozijar-se-ão com a queda de Jerusalém (Eze. 25:1 a 32:32)

A. Profecias contra Amom, Moabe, Edom e Filístia; sofrerão mesma sorte que Jerusalém (Eze. 25:1-17)

B. Profecias contra Tiro (Eze. 26:1 a 28:26)

1. Tiro será cercada pelo rei Nabucodorosor de Babilônia (Eze. 26:1-21)

2. Endecha sobre Tiro, representada como lindo navio, levando as mercadorias e os tesouros das nações; será afundado nas profundezas das águas (Eze. 27:1-36)

3. Derrubada do orgulhoso Rei de Tiro, e de Sídon; Israel será restaurado (Eze. 28:1-26)

C. Avisos contra Egito (Eze. 29:1 a 32:32)

1. Nabucodorosor invadirá e saqueará o Egito, como pagamento da parte de Jeová por destruir a cidade continental de Tiro; Egito tornar-se-á “mais humilde do que os outros reinos”, não mais se erguendo sobre outras nações (Eze. 29:1-21)

2. Apoiadores do Egito também aguardarão desolação; egípcios serão espalhados entre nações (Eze. 30:1-26)

3. Avisado Faraó por meio da queda da Assíria, semelhante a duma árvore (Eze. 31:1-18)

4. Endecha sobre Faraó ser silenciado; Egito desolado por Babilônia, lamento sobre enterro do Egito com incircuncisos (Eze. 32:1-32)

IV. Profecias da restauração e do livramento do povo de Deus (Eze. 33:1 a 48:35)

A. Vigia para exilados; predita a restauração (Eze. 33:1 a 37:28)

1. Deus recapitula deveres de Ezequiel como vigia para avisar iníquos, fugitivo de Jerusalém chega para dizer que “a cidade foi golpeada” (Eze. 33:1-33)

2. Censurados os maus pastores, Jeová ajuntará ovelhas espalhadas e suscitará sobre elas um só pastor, ‘sim, meu servo Davi’ (Eze. 34:1-31)

3. Edom tornar-se-á mero baldio desolado (Eze. 35:1-15)

4. Restauração de Israel; sua terra pululará de habitantes e tornar-se-á “como o jardim do Éden” (Eze. 36:1-38)

5. Representado Israel na visão do vale dos ossos secos, miraculosamente retornam à vida, tornando-se “uma força militar muitíssimo forte”. Deus unificará Seu povo sob um só pastor, no pacto de paz (Eze. 37:1-28)

B. Ataque de Gogue de Magogue sobre Israel restaurado

1. Prosperidade do povo de Deus induz Gogue de Magogue a atacar, antecipando grande despojo; resultado é guerra, à medida que Deus peleja por seu povo (Eze. 38:1-23)

2. Destruídas as hordas de Gogue de Magogue ossos sepultados em terra purificada (Eze. 39:1-20)

3. Israel suportará humilhação, daí será restaurada; espírito de Deus será derramado sobre eles (Eze. 39:21-29)

C. Templo e cidade visionários de Ezequiel (Eze. 40:1 a 48:35)

1. Exilados incentivados pela visão de Ezequiel do templo sobre monte elevadíssimo, um anjo mostra a Ezequiel pormenores do templo, medindo muralhas, portões, saletas da guarda, refeitórios e o próprio templo (Eze. 40:1 a 46:24)

2. Miraculosa corrente de água flui da casa de Jeová para o mar Morto, onde peixes vêm à vida e surge indústria pesqueira nas margens do mar Salgado, árvores fornecem alimento e cura para povo (Eze. 47:1-12)

3. Designações de terra e a cidade chamada “O Próprio Jeová Está Ali” (Eze. 47:13 a 48:35)

Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, págs. 127-132.

DANIEL, LIVRO DE.

CENÁRIO E TEMPO DA ESCRITA

O cenário do livro de Daniel é Babilônia, ocorrendo uma das suas visões em Susã, junto ao rio Ulai. Se Daniel estava mesmo em Susã ou apenas de forma visionária não é claro. A escrita foi concluída por volta de 536 A.E.C. e o livro abrange o período de 618 a cerca de 536 A.E.C. — Dan. 8:1, 2.

ESCRITOR

Que Daniel era o escritor se torna evidente pelo próprio livro. Ele relata: “No primeiro ano de Belsazar, Rei de Babilônia, o próprio Daniel teve um sonho e visões da sua cabeça, sobre a sua cama. Naquele tempo ele anotou o próprio sonho. Fez o relato completo dos assuntos.” (Dan. 7:1) Ser ele o escritor se evidencia também de que os Dan. capítulos sete a doze foram escritos na primeira pessoa.

Os Dan. capítulos um a seis foram escritos na terceira pessoa, mas isto não argumenta contra a autoria de Daniel. Ele assumiu a posição dum observador que relatava o que acontecia com ele mesmo e com outros. Outro escritor bíblico, Jeremias, faz isto com freqüência. (Veja Jeremias 20:1-6; 21:1-3 e Jer. capítulos 26 e 36.) De novo, Jeremias escreve na primeira pessoa. — Jer., caps. 1, 13, 15, 18.

LUGAR NO CÂNON

Na Bíblia em português, Daniel é colocado entre os profetas maiores, logo depois de Ezequiel. Esta é a ordem seguida na Septuaginta e na Vulgata latina. No cânon hebraico, Daniel é colocado nos “Escritos” ou “Hagiógrafo”.

AUTENTICIDADE

Alguns críticos questionam a autenticidade de Daniel, embora peritos de notório saber e capacidade tenham escrito refutações conclusivas sobre as teorias dos críticos, teorias que são todas elas baseadas em suposições. Os críticos da autenticidade do livro assumem a posição de certo filósofo pagão, e inimigo do cristianismo, Porfírio, do terceiro século, que contendia que o livro de Daniel fora forjado por um judeu palestino do tempo de Antíoco Epifânio. Este forjador, teorizava ele, tomou eventos passados e fez com que parecessem profecias. A genuinidade do livro de Daniel não foi seriamente questionada, porém, desde aquele tempo até a primeira parte do século dezoito. Embora o conhecimento dos críticos sobre os eventos históricos e pormenores da vida babilônia no sexto século A.E.C. seja escasso, presumem poder julgar a exatidão de Daniel. À medida que as descobertas arqueológicas aumentam o conhecimento do homem sobre esse período, o livro de Daniel é vindicado, e os críticos se provam errados. A aceitação, por parte do próprio Jesus Cristo, da profecia de Daniel, contudo, é uma evidência ainda mais significativa de sua autenticidade. — Mat. 24:15; Dan. 11:31.

HISTÓRICO

Três manuscritos de partes do livro de Daniel e muitos fragmentos dele foram encontrados nas cavernas do mar Morto. Tais rolos datam do primeiro ou segundo séculos A. E. C.; o livro de Daniel era parte aceita das Escrituras naquele tempo, e era tão bem conhecido pelos judeus que muitas cópias dele já haviam sido feitas. Que era reconhecido como livro canônico daquele tempo é apoiado pelo escritor do livro apócrifo, porém histórico, de Primeiro Macabeus (2:59, 60), que fazia referência à libertação de Daniel da cova dos leões, e à dos três hebreus da fornalha ardente.

Também dispomos do testemunho do historiador judeu, Josefo, que declara que as profecias de Daniel foram mostradas a Alexandre Magno quando ele entrou em Jerusalém. Isto ocorreu antes de 323 A.E.C., mais de 150 anos antes do período dos Macabeus. Josefo diz sobre tal evento: “Quando lhe foi mostrado o livro de Daniel, onde Daniel declarava que um dos gregos destruiria o império dos persas, ele supôs ser ele próprio a pessoa tencionada.” (Antigüidades Judaicas, Livro XI, cap. VIII, par. 5, em inglês; veja-se o Vol. 3, p. 381, da tradução de V. Pedroso) A história também recorta que Alexandre concedeu grandes favores aos judeus, e crê-se que isto se deu por causa do que Daniel disse sobre ele na profecia.

Os críticos, para apoiar a teoria supracitada de uma falsificação do segundo século, afirmam que o livro estava cheio de erros históricos. Mas entre os que possuíam bom número de cópias do livro e que o aceitavam como canônico achavam-se judeus instruídos do período dos macabeus, que tinham acesso aos escritos históricos de homens tais como Heródoto, Ctésias, Beroso e outros, e estavam assim familiarizados com a história. O Império Persa foi derrubado apenas cerca de 150 anos antes de seu tempo. Tais judeus, portanto, viviam bastante próximos do período persa de forma a estar familiarizados com os nomes dos regentes persas, todavia, não encontraram quaisquer erros históricos no livro, no que respeita a tais regentes, como afirmam existir os críticos hodiernos que vivem a mais de 2.200 anos desse período. Se o livro de Daniel estivesse cheio de erros históricos, os judeus do período macabeu o teriam, sem dúvida, rejeitado, como fizeram com os escritos apócrifos, tais como os Macabeus, Tobias e Judite

LINGUAGEM

À base das línguas usadas em Daniel foram feitas algumas críticas infundadas ao livro, mas existe forte argumento de apoio às declarações do livro de Daniel quanto ao tempo de sua escrita. The International Standard Bible Encyclopædia (Enciclopédia Bíblica Internacional Normal), Vol. II, p. 785, afirma: “Afirmamos, contudo, que o aramaico composto de Daniel concorda em quase todo aspecto de ortografia, etimologia e sintaxe, com o aramaico das inscrições semíticas do Norte do 9.º, 8.º e 7.º séculos AC e dos papiros egípcios do 5.º século AC, e que o vocabulário de Daniel contém uma mistura de palavras, hebraicas, babilônicas e persas, similar à do papiro do 5.º século AC; ao passo que difere em composição do aramaico dos nabateus, que não contém palavras persas, hebraicas e babilônicas, e está cheio de arabismos, e também ao dos palmirenos, que está cheio de palavras gregas, ao passo que só tem uma ou duas palavras persas, e nenhuma hebraica ou babilônica.”

Há algumas chamadas palavras persas em Daniel, mas, em vista dos freqüentes tratos que os gregos tiveram com os babilônios, medos, persas e outros, isto não é incomum. Ademais, a maioria dos nomes estrangeiros usados por Daniel são nomes de autoridades, peças de vestuário, termos legais, e termos para os quais o hebraico ou aramaico daquele tempo não possuía, aparentemente, equivalentes apropriados. Daniel escrevia para seu povo que estava, na maior parte, em Babilônia, e muitos estavam espalhados em outros lugares nessa época. Por conseguinte, escreveu numa linguagem que lhes era compreensível.

DOUTRINAL

Outra objeção é a de que Daniel alude à ressurreição. (Dan 12:13) Alguns presumem tratar-se de uma doutrina posteriormente desenvolvida ou obtida de uma crença pagã, mas as Escrituras Hebraicas abundam de declarações de crença numa ressurreição, por exemplo, em Jó 14:13, 15; Salmo 16:10. Também, há casos reais de ressurreição. (1 Reis 17:21, 22; 2 Reis 4:22-37; 13:20, 21) E com base numa autoridade do porte do apóstolo Paulo, temos a declaração de que Abraão tinha fé em que os mortos seriam levantados (Heb. 11:17-19), e também que outros fiéis servos de Deus dos tempos antigos aguardavam a ressurreição. (Heb. 11:13, 35-40; Rom. 4:16, 17) O próprio Jesus disse: “Mas, que os mortos são levantados, até mesmo Moisés expôs, no relato sobre o espinheiro, quando ele chama Jeová ‘o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó.” — Luc. 20:37

Aqueles que afirmam que o livro não é realmente profético, mas foi escrito depois de ocorridos os eventos, teriam de mudar o tempo da escrita para além dos dias do ministério de Jesus na terra, pois o nono capítulo admitidamente contém uma profecia a respeito do aparecimento e do sacrifício do Messias. (Dan. 9:25-27) Também, a profecia continua muito além disso, até um período de séculos depois de Antíoco Epifânio, e recorta a história dos reinos que regeriam bem até “o tempo do fim”, quando seriam destruídos pelo reino de Deus às mãos de seu Messias. — Dan. 7:9-14, 25-27; 2:44; 11:35, 40.

(Continua)

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