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  • Nosso tempo imprevisível
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Despertai! — 1981
g81 8/2 pp. 12-15

Nosso tempo imprevisível

Do correspondente de “Despertai!” nas Filipinas

ESTEVE alguma vez num piquenique ou numa festinha na praia, quando repentinamente pareceu como se o céu se abrisse, e sua tarde toda fosse estragada pela chuva torrencial? A maioria de nós já esteve, e talvez tenhamos dito algumas coisas indelicadas sobre o tempo, naquela ocasião. No entanto, tais inconveniências são pequenas quando comparadas com outros problemas que o mau tempo pode causar. Sem dúvida, para os parentes das centenas de pessoas mortas a cada ano nos Estados Unidos por relâmpagos, ou para os sobreviventes de tufões, que têm levado milhares à morte, o tempo pode parecer um inimigo.

Na realidade, porém, o tempo é bom amigo da humanidade. Com “tempo”, referimo-nos às condições da atmosfera, especialmente a parte dela mais próxima à terra em que vivemos.

Nossa atmosfera é semelhante a enorme coberta que pesa cinco quatrilhões de toneladas e envolve a terra. Ela nos protege das condições rigorosas do espaço exterior, bem como da potencialmente fatal radiação do sol. Regula o calor de nosso lar planetário e transporta água desde os enormes reservatórios dos mares até as áreas terrestres, tornando possível assim a vida humana. Por isso, podemos ser gratos pelo tempo, mesmo se ele às vezes nos causa inconveniência ou perigo.

Sistema Ordeiro

Embora o tempo pareça imprevisível, ele realmente funciona de maneira ordeira. O meteorologista Frederick G. Shuman comentou recentemente: “Um primeiro exame casual da atmosfera provavelmente impressionaria um observador leigo com o acaso das condições meteorológicas . . . Entretanto, uma observação cuidadosa e direta revela ordem em todos os graus.”

A maioria de nós somos, provavelmente, “observadores leigos”. Mas, um breve exame sobre como o tempo funciona — tanto quanto se consegue compreendê-lo — mostrará que realmente é ordeiro. De fato, é outra evidência de que a Terra foi muito bem projetada para a vida e o bem-estar dos humanos.

Dádiva do Sol

O sol é uma fonte surpreendente de energia, irradiando um milhão de calorias por minuto de cada centímetro quadrado de sua enorme superfície. Felizmente, apenas meio bilionésimo desta energia atinge a Terra, e deste, cerca de um terço é refletido diretamente de novo no espaço, não sendo utilizado de forma alguma pelo planeta. Os restantes dois terços, contudo, são a causa básica de todas as condições meteorológicas. Por isso, o tempo é uma dádiva do sol. Isto se dá de muitas maneiras.

Às vezes as crianças perguntam por que é que quanto mais alto subimos, faz mais frio, enquanto que, teoricamente, devia ser mais quente porque estamos chegando mais próximo do sol. Naturalmente, a resposta é que a atmosfera é muito pouco aquecida diretamente pelos raios solares. A maior parte da radiação solar atravessa a atmosfera e aquece a superfície da Terra. Assim, o aquecimento da atmosfera é, na maior parte, produzido de baixo para cima. Este fato assume conseqüências de grande alcance.

Mais de 70 por cento da superfície terrestre está coberta de água. Grande parte do calor do sol é gasta em aquecê-la e transformá-la em vapor d’água. Parte deste vapor, quando atinge maiores altitudes, converte-se novamente, devido ao frio, em gotículas d’água, as quais formam nuvens. Exige-se muito calor para transformar a água em vapor, e quando este vapor se condensa em nuvens, todo esse calor é liberado. Isto pode provocar um desequilíbrio nessas altitudes mais elevadas e frias. Talvez cause alguma turbulência. Mas tudo isto resulta em levar a água para onde ela é necessária, no solo.

Naturalmente, as nuvens influem grandemente no tempo. Não só transportam chuva ou neve, mas bloqueiam os raios solares, produzindo tempo frio durante o dia. À noite, contudo, evitam a dissipação do calor da terra pelo espaço exterior. Assim, uma noite nublada de inverno é geralmente mais quente do que uma noite clara e estrelada.

Grandes Sistemas de Ventos

Nos tempos antigos, quando os navios eram movidos a vela, os marinheiros dependiam muito do tempo. Descobriram que em certas latitudes sopravam fortes ventos, constantes e seguros, e estes os impeliam a longas distâncias sobre os oceanos do mundo. Estes ventos estão indicados no diagrama. Entretanto, havia outras regiões onde encontravam problemas. Em torno do equador, por exemplo, havia as calmarias, onde podiam retardar-se por semanas, aguardando um vento favorável. A cerca de 3.200 km de distância do equador havia uma região que em inglês chamavam de horse latitudes (literalmente “latitude dos cavalos”). De acordo com certa fonte, foi assim chamada porque os marinheiros eram às vezes retardados durante tanto tempo, que começavam a lançar ao mar os cavalos para preservar água!

Sem dúvida, os marinheiros que eram impelidos por fortes ventos amiúde bendiziam o tempo, ao passo que aqueles que ficavam retidos nas regiões incertas diziam coisas inamistosas sobre ele. Contudo, ambas as regiões são realmente vitais para o nosso sistema meteorológico, e ambas são produzidas pelo sol.

Nossa atmosfera é realmente um gigantesco sistema de convecção, movido pelo aquecimento do ar próximo à superfície nos trópicos. Este ar quente se eleva às altitudes superiores e mais frias, e é substituído pelo ar proveniente do norte e do sul. Os fortes ventos que observa no diagrama são resultantes dum complicado sistema de circulação produzido basicamente por meio dessa força e modificado pela rotação da terra. Tais ventos são uma bênção, visto soprarem as nuvens de chuva das regiões sobre os mares para as regiões terrestres.

Mas, olhe a região para onde os ventos alísios convergem. Sim, está próxima do equador, no cinturão equatorial de calmarias. Quando todos esses milhões de toneladas de ar precipitam-se juntos na mesma latitude, podem apenas subir. Ao ascenderem desde o calor do nível do mar para as altitudes elevadas e frias, têm que liberar parte de sua carga de vapor d’água. O resultado é uma região de ventos, nuvens e chuvas incertas.

Quando uma massa de ar ascende, a rotação da terra a faz girar, como um redemoinho, de cabeça para baixo. Por isso, em toda esta região estão sendo constituídas massas de ar, em alguns casos de milhares de quilômetros de um lado a outro, que circulam para cima, provocando baixa pressão ao nível do mar, nuvens e, às vezes, fortes ventos. Chamam-se ciclones e desempenham uma parte importante em deslocar as nuvens de chuva para as áreas terrestres. Portanto, mesmo que os marinheiros da antiguidade se queixassem, podemos ser gratos por este sistema meteorológico. Áreas de pressão baixa similares são formadas onde as massas orientais polares se encontram com as ocidentais predominantes, onde duas massas de ar de diferentes temperaturas reagem, ou até mesmo sobre regiões localmente aquecidas.

Ocorre exatamente o oposto a 3.200 quilômetros ao norte do equador. Aqui, grandes massas de ar se separam umas das outras — os ventos alísios e os ocidentais predominantes. O resultado é que o ar vem descendo em espiral. A pressão do ar aumenta, este aquece e se produz uma região de tempo bom e claro. Isto é um anticiclone. O conhecido bom tempo do Havaí e dos Açores é proveniente das regiões de alta pressão estável que geralmente domina por lá. Podem formar-se também anticiclones nas regiões polares. Vindos de lá, trarão tempo bom e claro, mas serão f-r-i-o-s!

Estas vastas massas de ar, por estarem girando, tendem a permanecer distintas da atmosfera circundante. Podem mover-se de seu lugar de origem e influir no tempo de outros locais. Às vezes aparecem também outros sistemas de circulação. Um ciclone sobre os mares tropicais pode intensificar-se e se tornar um tufão (furacão no ocidente). Este pode ter centenas de quilômetros de um lado a outro, com ventos centrais movendo-se em altas velocidades. Sistemas de circulação menores são as tempestades com trovões. Menores ainda são os tornados, que cortam o centro dos Estados Unidos todo ano.

Ninguém compreende plenamente os tufões, as tempestades com trovões ou os tornados. Parecem ser sistemas para aliviar desequilíbrios, ou, talvez, canalizar e liberar o calor excedente do nível do mar. Mas, apesar de seu aspecto amedrontador, desempenham, sem dúvida, um papel importante em nossa atmosfera.

Estes sistemas de ventos são responsáveis por grande parte do nosso tempo. Quando regiões de alta pressão se confrontam com regiões de baixa pressão, e quando ambas são influenciadas pelos ventos reinantes, pelas partes da superfície terrestre sobre as quais eles passam, e por outras coisas, trazem uma porção de variabilidades por que passamos nas condições de tempo todos os dias.

O Homem e o Tempo

Em anos recentes o homem tem tentado eliminar a imprevisibilidade do tempo. O tempo obedece a leis, mas estas leis são complicadas. No início deste século, o meteorologista inglês Lewis Fry Richardson, tentou utilizar fórmulas matemáticas, baseadas nas leis do calor e do movimento, para predizer o tempo. Não obstante, suas equações eram tão compridas que geralmente o tempo chegava antes que terminasse os cálculos. Os cientistas utilizam hoje computadores. Com satélites, balões, foguetes, etc., observam de perto a atmosfera, alimentam os computadores com informações sobre ela, e assim procuram prever o tempo. Suas previsões a curto prazo são amiúde bem-sucedidas, mas os mecanismos de padrões de tempo a longo prazo ainda os deixam frustrados.

O homem tem procurado também modificar o tempo por semear nuvens para produzir chuva, dissipar nevoeiros em aeroportos, tentar moderar tufões, reduzir as descargas de relâmpagos e conter o granizo. Até agora os resultados têm sido insignificantes e talvez seja melhor assim. Pode imaginar os processos jurídicos resultantes de inundações provocadas por tempestades de chuva provocadas pelo homem?

Mais problemática é a modificação desintencional do tempo pelo homem. Durante muitos anos, o dióxido de carbono de suas indústrias parece estar aquecendo a atmosfera, enquanto os fluorocarbonos e os óxidos nítricos podem estar destruindo a camada de ozônio que nos protege da perigosa radiação ultravioleta. Quais serão os resultados a longo prazo, ninguém pode dizer.

O smog ou nevoeiro de fumaça, que sufoca muitas cidades, foi também produzido pelo homem. É inquietante a chuva ácida — causada pelos poluentes do homem — que mata os peixes e destrói edifícios. Até mesmo a estiagem prolongada que trouxe fome devastadora ao norte da África, em 1972, ocorreu, de acordo com determinada fonte, devido ao “longo processo de mudança climática, à violação ecológica e à má administração política.”

O Tempo É um Amigo

Entretanto, apesar do abuso do homem o tempo ainda é seu bom amigo. É um maravilhoso sistema para moderar a temperatura e regar a terra. Lembre-se, a chuva que arruinou seu piquenique era essencial para o crescimento dos alimentos e para prover água potável. E o ciclone que a trouxe fazia parte do grande sistema atmosférico de convecção.

Até mesmo os furacões e os tornados desempenham, sem dúvida, sua parte, embora não se compreenda perfeitamente isto atualmente. E realmente, tais eventualidades não precisam custar vidas. O livro Disaster! (Desastre!; preparado pelos editores da Enciclopédia Britânica) salienta: “Grande parte das perdas de vida nas tempestades tropicais e tornados pode ser evitada.” Explica que o acatamento dos primeiros avisos e o uso do simples senso comum para achar proteção da tempestade poderiam evitar a maior parte das mortes. Com respeito às tempestades com trovões, ele diz: “A média de mais de 100 pessoas mortas cada ano nos Estados Unidos, contudo, está abaixo da média de mais de 400 por ano nas primeiras décadas deste século. Recente pesquisa indica que as perdas de vida podem ser reduzidas ainda mais.” Sem dúvida, se o homem tivesse obedecido a seu Criador desde o princípio e continuado a prestar atenção ao seu conselho, não teria sofrido absolutamente nenhuma morte devido a tais coisas. — Gên. 1:28.

Sim, o tempo é um amigo da humanidade. Sejamos gratos de que, apesar do que os homens fizeram à Terra, ela funciona tão bem, e por causa de nossa atmosfera a vida é tão confortável no nosso lar planetário.

“Jeová passou a responder a Jó: . . .

‘Quem abriu um canal para a inundação

E um caminho para a trovejante nuvem de temporal . . .

Acaso existe um pai para a chuva,

Ou quem deu à luz as gotas do orvalho? . . .

Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens

Ou deu compreensão ao fenômeno celeste?

Quem pode contar exatamente as nuvens em sabedoria,

Ou as talhas de água do céu — quem as pode entornar ?’”

— A Bíblia, em Jó 38:1-37.

[Diagramas na página 14]

(Para o texto formatado, veja publicação)

ORIENTAIS POLARES

SUBPOLARES DE BAIXA PRESSÃO

OCIDENTAIS PREDOMINANTES

“HORSE LATITUDES”

VENTOS ALÍSIOS

ZONA DE CALMARIAS

VENTOS ALÍSIOS

“HORSE LATITUDES”

OCIDENTAIS PREDOMINANTES

60°

30°

0°

30°

[Diagrama]

AR FRIO

BAIXA PRESSÃO

AR QUENTE

AR QUENTE ASCENDENTE

AR FRIO

AR QUENTE

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