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g81 22/7 pp. 26-28

“Cidades-fantasmas” — monumentos que instruem

Do Correspondente de “Despertai!” no Canadá

ALI jaziam elas — lápides de madeira duma época que passou. Ainda era fácil ler aqueles epitáfios:

“Em memória de William Hugill, de Fullerton, Oeste do Canadá. Morreu em 31 de agosto de 1863 aos 23 anos.”

“Consagrado à memória de Peter Gibson de Vankleek Hill, Condado de Prescott, Oeste do Canadá. Morreu em 24 de julho de 1863 aos 31 anos.”

Havia outros como estes. Muitos dos falecidos morreram nos seus 20 ou 30 e poucos anos, alguns nos seus 40 anos. Morreram jovens, e, conforme os epitáfios amiúde testificam vieram para cá de muitas partes da terra.

É interessante que estas lápides estavam sob a sombra dum monumento muito maior, Barkerville, uma cidade que nasceu em 1862 e morreu em 1868 — bem, quase. Em 1868 Barkerville foi totalmente destruída num incêndio. Mas, foi “ressuscitada” quando, logo no dia seguinte, os habitantes iniciaram sua reconstrução. Depois, quase morreu novamente, esta vez devido ao êxodo da população. Tornou-se uma “cidade-fantasma”.a

Mas, no fim da década de 1950, o governo provincial da Colúmbia Britânica começou a restaurar Barkerville. Agora, milhares de visitantes podem recordar algumas das reminiscências desta cidade que certa vez jactava-se de ter a maior população do continente norte-americano, a oeste de Chicago e ao norte de São Francisco.

Mas, em primeiro lugar, como Barkeville veio à existência, e, além disso, quase que da noite para o dia? Por que prosperou e depois quase morreu? As respostas acham-se no solo sobre o qual ela se encontrava. Foi construída sobre ouro. Sim, esta era uma cidade resultante da corrida do ouro, uma das muitas no século 19.

Mas, o que podemos aprender de Barkerville? Que epitáfio poderia escrever nas lápides de tais cidades, que nasceram por causa duma implacável busca de ouro? Reviva brevemente o nascimento e a vida de Barkerville, e imagine o que poderia inscrever neste monumento do passado.

Nasce Barkerville

Barkerville está comodamente situada num deserto montanhoso da Colúmbia Britânica, a província mais ocidental do Canadá. Está a cerca de 800 quilômetros de onde o rio Fraser desemboca no mar, próximo da fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos, em Vancouver. Um pouco mais para oeste está a Ilha de Vancouver. Na extremidade sulina está Vitória, uma das comunidades mais antigas da Colúmbia Britânica.

Antes de Billy Barker (em cuja homenagem Barkerville recebeu seu nome) abandonar seu navio a vela e pegar a febre do ouro da década de 1860, Vitória possuía cerca de 400 habitantes. Imagine a surpresa deles, certo domingo, quando apareceu um navio no porto com 450 homens a bordo! Por que tal afluência?

Bem, espalhou-se a notícia de que havia ouro ao longo do rio Fraser. Um pequeno grupo de mineiros partiu de São Francisco para investigar. Encontraram ouro em quantidade suficiente para encorajá-los, e enviaram a notícia de volta a São Francisco. Em resultado, aquele navio, contendo 450 homens, aportou em Vitória, em abril de 1858. Nos três meses que se seguiram, cerca de 23.000 mais vieram por mar e outros 8.000 por terra! Mas, uns 25.000 desses voltaram para casa. Face às grandes dificuldades, apenas os fortes e os determinados permaneceram.

Durante o ano seguinte, os intrépidos restantes avançaram em direção ao norte, pelo rio Fraser acima e finalmente pelos seus afluentes, a uma região chamada Caribu. Descobriu-se ali ouro em grandes quantidades! Foi lá em 1862 que Billy Barker e seu grupo demarcaram terras de mineração bem ricas. Deu-se então o nome a Barkerville e seu crescimento foi rápido. Logo os mineiros e aqueles com coragem de se tornarem tais, procedentes de toda a América do Norte, de fato, de todo o mundo dirigiam-se ao Caribu.

Barkerville era apenas uma das cidades que então nasceram instantaneamente, antes pela necessidade do que pelo planejamento. Era uma série de cabanas de foras, armazéns e bares construídos sobre palafitas para protegê-los contra inundações repentinas. Em seu auge, a cidade atingiu uma população estimada em 10.000 pessoas. Entretanto, ao passo que a tentação do ouro atraia milhares, apenas alguns seriam recompensados. Sem dúvida, a maioria sucumbiu perante as inimagináveis adversidades.

Viagem Perigosa

O rio Fraser foi o mais tremendo obstáculo encontrado pelos mineiros na jornada para os campos auríferos. Certo relatório calculou que em 1858 cerca de um quarto das canoas que empreenderam a viagem foram perdidas. Um homem que conhecia os perigos era Simon Fraser, em homenagem a quem o rio é chamado. Ele e um punhado de viajantes aventuraram-se através de seus traiçoeiros desfiladeiros e corredeiras, em 1808.

Mas, por que não tomar o caminho por terra? Fraser escreveu: “Quanto ao caminho por terra, mal podíamos abrir caminho mesmo (só) com nossas espingardas. Estive durante longo período nas Montanhas Rochosas, mas nunca vi nada como esta região. É tão selvagem que não encontro palavras para descrever nossa situação às vezes.”

Os mineiros, que abriram caminho através do desfiladeiro do Fraser e mais adiante, ficavam amiúde completamente desanimados com as trilhas traiçoeiras que tinham de seguir. Além disso, os perigos incluíam lama, neve, enxames de mosquitos e moscas nocivas, frio rigoroso, pouca variedade de alimentos, preços elevados, e, durante os tempos primitivos, ataques de índios.

Uma vez nas terras de mineração, sempre estavam presentes fatores que causavam desânimo adicional. Longas e duras horas de trabalho estavam ligadas às condições inclementes do tempo. Eram comuns os acidentes de mina. A exposição às intempéries, o alcoolismo e a desnutrição também tomaram seu tributo.

As condições de viagem melhoraram quando finalmente foi construída uma estrada de ferro para os campos auríferos. Através do desfiladeiro do Fraser, a estrada era agarrada às paredes da montanha, e pairava sobre os penhascos do desfiladeiro. Foi uma realização tão colossal que alguns a chamaram de a oitava maravilha do mundo. Completou-se em 1863 um trecho de 480 quilômetros, e logo a estrada foi completada até Barkerville.

Que Espécies de Pessoas?

Corridas do ouro produzem e atraem toda espécie de pessoas — o ganancioso, o fora-da-lei, o temerário, o jogador, a mulher de moralidade duvidosa, o aventureiro, bem como o negociante honesto e o mineiro desejoso de melhorar sua sorte na vida.

Billy Barker foi uma das “lendas” do Caribu. Demarcou, com seu grupo, terras que o transformaram num homem rico. Entretanto, gastou seu dinheiro tão rápido quanto o produziu, e morreu pobre num asilo de velhos.

“Caribu” Cameron veio de Ontário. Viajou por mar os 19.000 quilômetros contornando a América do Sul, junto com sua esposa e filhinha. Infelizmente, o bebê adoeceu e morreu. Sua esposa também adoeceu e morreu. Ela não gostou da penúria do campo aurífero e pediu que, quando morresse, fosse enterrada em seu lar, em Ontário. De modo que Cameron sepultou-a temporariamente num esquife de lata dentro de uma caixa de madeira. Pouco depois, seu grupo descobriu ouro, a segunda terra de mineração mais rica no Caribu. Mas, sentia-se ainda mais angustiado, agora que a esposa e a filha estavam mortas. Cameron jurou realizar o desejo de sua esposa. Assim, em pleno inverno, sob uma temperatura abaixo de zero, com espessa camada de neve sobre o solo, partiu para Vitória com o corpo de sua esposa.

Depois duma viagem penosa através da região deserta, o grupo de Cameron chegou a Vitória, mais de um mês depois, onde sepultou temporariamente sua esposa mais uma vez. Depois, Cameron retornou aos campos auríferos e no outono daquele ano estava de volta a Vitória algumas centenas de milhares de dólares mais rico. Isso financiou facilmente sua passagem de navio a vela para a costa oriental. Seguiu viagem até Cornwall, em Ontário, onde pela terceira vez, sepultou sua esposa. Hoje, existe em Barkerville uma lápide para “Caribu” Cameron, que morreu ali homem pobre!

Nem todos os que se tornaram ricos no Caribu terminaram “quebrados”. Alguns administraram bem sua fortuna. Fizeram-na e deixaram o Caribu, voltando para casa ou indo a alguma parte para gozar dos frutos materiais de seus esforços. Outros permaneceram e ajudaram a estabilizar o futuro desenvolvimento da região.

Barkerville e as Lições Para Hoje

Barkerville ainda é um monumento. Para preservar sua história, pessoas interessadas agiram para restaurar Barkerville da condição de “cidade-fantasma”.

O que passa pela mente de alguns à medida que caminham atualmente pelas ruas de Barkerville? Ponderando sobre o passado, talvez visionem, com benefício, epitáfios com lições para hoje.

Um deles talvez interprete: “Ansiar Riquezas Materiais Pode Deturpar Seu Senso de Valores.” A ânsia de riqueza pode levar um homem a fazer coisas que destruam sua própria família. Será ele feliz? Lembre-se de “Caribu” Cameron, que ficou rico, mas a respeito de quem se diz: ‘O ouro pouco adiantou para aliviar a consciência de Cameron. Sentia mais profundamente a perda da esposa e da filha agora que tinha dinheiro mas não podia partilhá-lo com elas. Nunca se recobrou inteiramente de sua tragédia.’ — 1 Tim. 6:8-10.

E, outro epitáfio: “Tem de Esforçar-se Para Conseguir Algo Que É Realmente Compensador.” O que é mais importante para o leitor? Obter a aprovação de Deus? Não deveria ser? Ela possui a promessa duma recompensa muito mais preciosa do que o ouro — a vida eterna sob o governo do reino de Deus. — Luc. 13:24.

Deveras, quando pensamos a respeito, há lições para se aprender dos monumentos do passado, se estivermos desejosos de buscá-las.

[Nota(s) de rodapé]

a “Cidade-fantasma”: “Uma cidade, que já foi próspera, quase ou totalmente deserta, geral[mente] em resultado do esgotamento de algum recurso natural (como o ouro).” — Webster’s New Colleglate Dictionary.

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