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  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
  • Despertai! — 1980
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  • A IRA DE DEUS
  • Princípios que controlam a ira divina
  • Meios de expressar ira
  • A ira não é uma qualidade dominante
  • A IRA DO HOMEM
  • Necessidade vital de ser controlada
  • Evitar os seus efeitos prejudiciais
Despertai! — 1980
g80 8/7 pp. 25-28

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Matéria selecionada, condensada, do compêndio bíblico Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

ANISTIA. Em Ester 2:18, relata-se que Assuero, o monarca persa, depois de fazer de Ester sua rainha, realizou grande banquete em honra dela e concedeu uma “anistia aos distritos jurisdicionais” de seu domínio. A palavra hebraica hanahháh, aqui usada, ocorre somente uma vez nas Escrituras. É traduzida, de forma variada, como “alívio” (Almeida, atualizada), “uma anistia dos impostos” (Pontifício Instituto Bíblico), “um dia de descanso” (Centro Bíblico Católico); e os comentaristas sugerem que o alívio ou a anistia poderia envolver uma anistia fiscal, a liberação do serviço militar, a soltura de presos, ou uma combinação de tais coisas.

Diferente palavra hebraica (shemittáh) é usada em outras partes das Escrituras para descrever a liberação de dívidas ou a suspensão do trabalho. (Deu. 15:1, 2, 9; 31:10; veja ANO SABÁTICO.) Quanto ao indulto de prisioneiros, pode-se notar que, durante o reinado de Xerxes, o Grande, que se crê seja o Assuero do livro de Ester, ocorreram várias revoltas. Uma inscrição de Persépolis, atribuída a Xerxes, declara: “Depois que me tornei rei, houve alguns, dentre estes países . . . que se revoltaram, mas eu esmaguei tais países . . . e os coloquei novamente em sua anterior condição política.” Tal supressão de insurreições, sem dúvida, resultou em presos políticos, e a época festiva, resultante de Ester se tornar rainha, talvez tenha sido a ocasião para Assuero cancelar as acusações contra tais pessoas e lhes conceder anistia ou libertação. (Confronte com Mateus 27:15.) A natureza precisa dessa anistia, contudo, continua indeterminada.

ANTILÍBANO. A mais oriental das duas cordilheiras que formam o sistema montanhoso do Líbano. A cordilheira do Antilíbano é paralela à cordilheira do Líbano por cerca de 104 km, estendendo-se do planalto de Basã, a E de Dã, até a grande planície de Emesa, não muito longe do sítio de Riblá. Entre as duas cordilheiras situa-se longo vale formado pelos rios Orontes e Litani (Leontes), sendo chamado Coele-Síria (“Síria Oca”) ou El Bicá. — Jos. 11:17.

Ao N, a serra se estreita e é interrompida por uma série de picos destacados. A massa central é mais ampla, mais elevada e mais acidentada, ao passo que a zona meridional é cortada pelos longos vales de torrente que levam para o E e o S. A E da cordilheira principal há uma série de platôs descendentes que gradualmente se abaixam ao nível das planícies de Damasco. A zona meridional inclui o monte Hermom, que atinge mais de 2.743 m. A geologia destas montanhas é similar à da cordilheira do Líbano, e compõe-se mormente de pedra calcárea, apresentando penhascos cinzentos e picos redondos, cinzentos.

A cordilheira do Antilíbano é evidentemente mencionada no hebraico pelo nome “Amana” em O Cântico de Salomão 4:8 (Al), onde é mencionada em conexão com o monte Hermom. Ao passo que alguns consideram o Amana como sendo determinado pico montanhoso, parece, ao invés, referir-se quer a inteira cordilheira do Antilíbano quer a alguma parte dela. As cordilheiras montanhosas de “Libana” e “Ammanana” são mencionadas em conjunto nas inscrições dos monarcas assírios, Tiglate-Pileser III e Senaqueribe. O rio Abana (moderno Barada) é também chamado “Amana” em 2 Reis 5:12, em alguns textos, e tal rio, o principal de Damasco, tem sua nascente na parte sul das montanhas do Antilíbano. Por isso, o nome pode referir-se quer àquela parte da cordilheira, quer à cordilheira como um todo.

Visto que a parte principal da cordilheira do Antilíbano não é recoberta de neve, possui poucos rios ou riachos. Nela cresce pouca vegetação, mas bosques espargos de carvalho-anão (ou carvalhiça) e junípero são vistos em várias partes das encostas. Restam atualmente poucos cedros. As encostas mais baixas ainda mentem vinhedos, olivais e pomares, como o faziam nos tempos bíblicos.

ANTÔNIA, CASTELO DE. Uma estrutura fortificada de Jerusalém que servia tanto como residência oficial dos procuradores romanos como de alojamento de soldados. De acordo com Josefo, tinha apartamentos, banhos, barracas e pátios.

O Castelo de Antônia situava-se no canto NO do pátio do templo e, evidentemente, ocupava o local em que Neemias anteriormente tinha construído o Castelo ou fortaleza mencionado em Neemias 2:8. Herodes, o Grande, executou serviços extensos e custosos de consertos nele, e aumentou suas fortificações. Anteriormente conhecido como Baris, Herodes o chamou de Antônia em honra a Marco Antônio. Assim como João Hircano, o sumo sacerdote e regente judeu, tinha feito antes dele, Herodes mandava guardar ali as vestes sacerdotais, aparentemente como meio de manter certa verificação ou controle sobre o sumo sacerdote.

A fortaleza foi construída sobre uma elevação rochosa de cerca de 22 m de altura. Tinha muralhas de pedra de uns 18 m de altura, e quatro torres nos cantos, três das quais com mais de 22 m de altura, e a outra, no canto SE que dava para a inteira área do templo, com mais de 30 m de altura. Antes da época de Herodes, a fortaleza servia primariamente contra as incursões do N, mas, depois disso, servia mormente como ponto de controle dos judeus e um meio de policiar as atividades na área do templo, à qual se tinha acesso direto da fortaleza.

A disposição quadrada da fortaleza indicaria que ela possuía um pátio central. Alguns crêem que foi em tal pátio central deste castelo que Jesus compareceu perante Pilatos para ser julgado. (João 19:13) Sugere-se, assim, que um pavimento de pedra, encontrado nesta área, seja o mencionado como “Gabatá”. Outros, contudo, crêem que o julgamento de Jesus por Pilatos ocorreu diante do palácio de Herodes.

Uma referência mais certa ao Castelo de Antônia é a registrada no relato de Atos 21:30-40, e Atos 22:24. Paulo parece ter proferido sua defesa e testemunho diante duma turba religiosa nos degraus da fortaleza, e, depois disso, foi levado para ser examinado nos alojamentos dos soldados. Provavelmente Paulo foi levado de volta a este lugar depois da sessão tumultuada do Sinédrio, e foi aqui que seu sobrinho lhe veio avisar da conspiração tramada contra a vida dele. — Atos 23:10, 16.

O Castelo de Antônia veio à ruína final quando foi destruído junto com o templo e a cidade pelo General Tito, um romano, em 70 E. C.

APOLO [abreviação de Apolônio; um destruidor]. Um judeu de Alexandria, Egito, dotado de notável eloqüência ao falar e de sólido conhecimento das Escrituras Hebraicas. Parece ter recebido testemunho dos discípulos de João Batista, ou então de testemunhas cristãs antes de Pentecostes, visto que “estava familiarizado apenas com o batismo de João”. (Atos 18:24, 25) Todavia, ardia de convicção e, ao chegar a Éfeso, por volta de 52 E. C., começou a testemunhar na sinagoga local. Isto o colocou em contato com Áquila e Priscila, que preencheram algumas lacunas em seu entendimento do ensino cristão. De Éfeso, dirigiu-se a Acaia, portando uma carta de apresentação, e ali parece ter centralizado suas atividades em Corinto, onde Paulo o havia antecedido. Sua intensidade e suas poderosas refutações bíblicas dos argumentos dos judeus descrentes resultaram ser de grande ajuda para os irmãos ali. Ele assim ‘regou o que Paulo havia plantado’. — Atos 18:26-28; 19:1; 1 Cor. 3:6.

Infelizmente, por volta do tempo em que Paulo escreveu sua primeira carta aos coríntios (em cerca de 55 E. C.), haviam surgido facções na congregação de Corinto, alguns considerando o eloqüente Apolo como seu líder, ao passo que outros favoreciam a Paulo ou a Pedro, ou se apegavam somente a Cristo. (1 Cor. 1:10-12) A carta de Paulo corrigia seu modo errado de pensar, mostrando a necessidade vital de união e a relativa insignificância dos indivíduos, como sendo apenas ministros que serviam sob Deus e Cristo. (1 Cor. 3:4-9, 21-23; 4:6, 7) Parece que Apolo deve ter estado então em Éfeso ou próximo de lá, de onde Paulo evidentemente escreveu Primeira aos Coríntios, pois Paulo nos fala de instar com Apolo a que visitasse a congregação coríntia. (1 Cor. 16:12) A relutância de Apolo de ir pode ter sido causada pelas atitudes incorretas que existiam em Corinto, ou simplesmente devido a ter um campo de atividades que ele achava que exigia sua atenção continuada ainda por algum tempo. De qualquer modo, a declaração breve de Paulo mostra que estes dois missionários ativos não haviam permitido que os assuntos produzissem uma brecha em sua própria união. A menção final de Apolo é feita em Tito 3:13, onde Paulo pede a Tito, então em Creta, que supra as necessidades de Apolo para certa viagem.

ARGOLA DE TORNOZELO. Braceletes para o tornozelo ou argolas ornamentais, usadas nas pernas, acima dos tornozelos, eram comumente usados no antigo Oriente Médio. Eram feitos de materiais tais como bronze, ouro, prata, ferro, vidro e marfim. Nos monumentos egípcios, representam-se pessoas de ambos os sexos os usando e, no Egito, as argolas de tornozelo e os braceletes eram feitos freqüentemente como um jogo harmônico. Muitas argolas de tornozelo foram encontradas pelos arqueólogos em toda a Palestina, entre elas argolas de tornozelo de bronze, que variavam em diâmetro de cerca de 6,5 a 11,5 cm. Escavações feitas em Bete-Semes produziram um par de argolas de tornozelos de ferro, que podem ter sido feitas nos dias de Davi.

Pesadas argolas de tornozelos talvez soassem como uma campainha, ao se baterem umas nas outras, quando a sua portadora caminhava. No entanto, às vezes, colocavam-se pedrinhas em manilhas ou argolas de tornozelo ocas, a fim de produzir certo som, e as jovens árabes dos tempos mais recentes também, ocasionalmente, usam argolas de tornozelos com sininhos presos a elas. Também, correntinhas de tornozelo às vezes eram presas às argolas de tornozelo usadas por uma mulher, assim unindo tais ornamentos. As correntinhas produziam um tilintar à medida que sua portadora andava, e, naturalmente, elas e as próprias argolas de tornozelo chamavam a atenção. Correntinhas de tornozelo ou correntes de passos também restringiam ou encurtavam os passos duma mulher, de modo que ela andava de forma saltitante, e com um andar feminino que se poderia considerar gracioso ou elegante. — Isa. 3:16-20.

IRA. Na Bíblia, as palavras hebraicas e gregas que significam basicamente “narinas” (por causa da respiração forte [ou bufar] da pessoa arrebatada), “calor”, “excitação”, “ira”, “raiva”, “transbordar” [de emoções], “um impulso ou desejo natural”, são traduzidas em português pelas palavras “ira”, “indignação”, “furor”, “oposição acesa”, “raiva” e “fúria”, segundo os matizes do significado e o contexto.

A IRA DE DEUS

A ira pode ser justificada ou não. Da parte de Deus, sua ira sempre é justificada, baseando-se nos princípios ditados pelo seu direito à devoção exclusiva e em sua constância em sustentar a verdade, sendo governada pelo Seu amor à justiça e aos que praticam a justiça. A ira divina não emana dum capricho momentâneo, sendo posteriormente lamentada. Jeová vê todas as questões que envolvem um assunto e possui conhecimento completo e pleno duma situação. (Heb. 4:13) Ele lê o coração, observa o grau de ignorância, negligência ou pecado voluntário, e atua com imparcialidade. — Deu. 10:17, 18; 1 Sam. 16:7; Atos 10:34, 35.

Princípios que controlam a ira divina

A ira de Deus sempre é controlada e está em harmonia com Seus atributos de amor, sabedoria e justiça. Graças a seu poder onipotente, é expressa no grau que ele deseja. (1 João 4:8; Jó 12:13; 37:23) A ira de Deus não é fútil. É plenamente baseada num motivo suficiente e sempre produz efeito.

A ira de Jeová pode ser aplacada ou satisfeita somente quando se executa plenamente a justiça. A ira de Deus é contra toda a injustiça. Ele não tolerará a injustiça nem isentará de punição quem a mereça. (Êxodo 34:7; Hab. 1:13) Sua ira pode ser atenuada e desviada, à base do sacrifício de Jesus Cristo, que levou as dores e o castigo justamente merecidos por aqueles que vêm a exercer fé. — Isa. 53:5.

Meios de expressar ira

A ira de Deus pode ser expressa de forma direta ou indireta. Poderá usar suas leis que governam as coisas naturais, ou poderá usar outras pessoas como instrumentos para expressar sua ira. Os que violam suas leis morais ficam sob seu furor e recebem em si mesmos “a plena recompensa que se devia ao seu erro”. Estes sofrem uma condição mental desaprovada, a degradação, doenças, contendas e morte. (Rom. 1:18, 24, 27-32) Quando uma pessoa viola as leis do pais que se harmonizam com as leis de Deus, e é castigada pela autoridade governamental, isto é uma expressão indireta do furor de Deus contra ela. (Rom. 13:1-4) Jesus Cristo é o executor principal da ira de Deus, e expressará por completo o furor de Deus, consumando Sua ira contra os iníquos. — Jer. 30:23, 24; Rev. 19:7-16, 19-21.

A ira não é uma qualidade dominante

No entanto, Jeová Deus é “vagaroso em irar-se e abundante em benevolência”. (Êxo. 34:6; Núm. 14:18) Se a pessoa temer a Jeová e praticar a justiça, receberá misericórdia de Jeová pois o Todo-poderoso reconhece a imperfeição herdada do homem e lhe mostra misericórdia por causa disso, e à base do sacrifício de Jesus. (Sal. 103:13, 14; Gên. 8:21; veja também Sofonias 2:2, 3.) Ele refreia sua ira em favor de seu nome, e a fim de cumprir seu propósito para com seu povo escolhido. (Isa. 48:9; Joel 2:13, 14) A ira de Jeová, com o tempo, se afasta daqueles que verdadeiramente o servem e reconhecem seu pecado, e se arrependem. (Isa. 12:1; Sal. 30:5) Não é um Deus irado, mas um Deus feliz, não é inacessível, mas é agradável, pacífico e calmo para com os que se aproximam devidamente de sua presença. (1 Tim. 1:11; Sal. 16:11; confronte com Revelação 4:3.) Isto se contrasta com as caraterísticas iradas, implacáveis e cruéis atribuídas aos deuses falsos dos pagãos, e representadas pelas imagens de tais deuses.

A IRA DO HOMEM

A expressão de ira pelo homem pode ser correta, se for baseada em princípios. Alguém talvez expresse corretamente a justa indignação. Ordena-se-nos que ‘abominemos o que é iníquo’. (Rom. 12:9) A Bíblia supre numerosos exemplos de justa indignação. — Êxo. 11:8; 32:19; Núm. 16:12-15; 1 Sam. 20:34; Nee. 5:6; Est. 7:7; veja também 2 Samuel 12:1-6.

No entanto, a ira do homem, mais freqüentemente, é injustificável e muitas vezes é incontrolável. Não raro se baseia em motivos insuficientes e é expressa sem a devida consideração pelas conseqüências. Depois de Jeová ter poupado Nínive, Jonas ficou desgostoso, “e acendeu-se a sua ira”. Jonas não mostrou misericórdia e teve de ser corrigido por Jeová. (Jon. 4:1-11) O Rei Uzias, de Judá, ficou enraivecido quando foi corrigido pelos sacerdotes de Jeová, e adiantou-se presunçosamente, pelo que foi punido. (2 Crô. 26:16-21) O orgulho impensado de Naamã provocou a indignação e raiva de sua parte, quase lhe custando a perda duma bênção por parte de Deus. — 2 Reis 5:10-14.

Necessidade vital de ser controlada

Os acessos de ira são classificados junto com outras detestáveis obras da carne, tais como a conduta desenfreada, a idolatria, a prática do espiritismo e bebedeiras. Tais coisas impedirão a pessoa de herdar o reino de Deus. (Gál. 5:19-21) Discussões iradas devem ser afastadas da congregação. Ordena-se aos cristãos que sejam vagarosos em irar-se, sendo-lhes dito que o furor do homem não produz a justiça de Deus. (Tia. 1:19, 20) São aconselhados a ‘ceder lugar ao furor’ e deixar a vingança a cargo de Jeová. (Rom. 12:19) Uma pessoa não pode ser usada como superintendente na congregação de Deus se for dada à ira. — Tito 1:7.

Ao passo que a pessoa, ocasionalmente, talvez fique irada e às vezes justificadamente, não deve deixar que isto se torne um pecado para ela por nutri-la ou manter-se num estado provocado. Não deve deixar que o sol se ponha sobre ela em tal condição, pois, desta forma, estaria dando oportunidade a que o Diabo se aproveitasse dela. (Efé. 4:26, 27) Especialmente se for um caso de ira entre irmãos cristãos, a pessoa deve dar os devidos passos para fazer as pazes ou resolver o assunto do modo provido por Deus. (Lev. 19:17, 18; Mat. 5:23, 24; 18:15; Luc. 17:3, 4) As Escrituras aconselham-nos a cuidar de nossas associações neste respeito, não tendo companheirismo com alguém dado a ira, ou a acessos de cólera, destarte evitando um laço para nossas almas. — Pro. 22:24, 25.

Jesus Cristo, quando era homem na terra, deu-nos o exemplo perfeito. Os registros de sua vida não narram uma ocasião sequer em que tivesse um acesso de ira incontrolável ou em que permitisse que a anarquia, a rebeldia e o fustigamento por parte dos inimigos de Deus transtornassem seu espírito e o fizessem refletir tal coisa para com seus seguidores ou outros. Em certa ocasião, ficou “profundamente contristado” diante da insensibilidade dos corações dos fariseus e encarou-os com indignação. Sua próxima ação foi uma cura. (Mar. 3:5) Quando ele, em outro caso, expulsou os que maculavam o templo de Deus, bem como violavam a lei de Moisés por transformar a casa de Jeová numa casa de comércio, isso não se deu num acesso de ira incontrolável, injustificável. Antes, as Escrituras mostram que se tratava de zelo corretamente dirigido pela casa de Jeová. — João 2:13-17.

Evitar os seus efeitos prejudiciais

Não só a ira apresenta um efeito adverso sobre a nossa saúde espiritual, mas também produz efeitos profundos sobre o organismo físico. Pode provocar o aumento da pressão sangüínea, de alterações arteriais, de problemas respiratórios, transtornos hepáticos, mudanças na secreção da vesícula biliar, e efeitos sobre o pâncreas. A ira e a raiva, como fortes emoções, têm sido alistadas pelos médicos como contribuindo, agravando ou até mesmo provocando doenças tais como asma, afecções oculares, moléstias da pele, urticária, úlceras e dificuldades dentárias e digestivas. A raiva e o furor podem transtornar os processos de raciocínio; de modo que a pessoa não consegue tirar conclusões lógicas nem exercer o bom juízo. O efeito posterior dum acesso de raiva é, não raro, um período de extrema depressão mental. Por conseguinte, é sábio, não só em sentido religioso, mas também em sentido físico, controlar a ira e buscar a paz e o amor. — Pro. 14:29, 30; Rom. 14:19; Tia. 3:17; 1 Ped. 3:11.

“Sejam tirados dentre vós toda a . . . ira, e furor . . . tornai-vos benignos uns para com os outros . . . perdoando-vos liberalmente uns aos outros.” — Efé. 4:31, 32.

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