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Despertai! — 1980
g80 22/11 pp. 25-29

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Matéria selecionada, condensada, de Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

BARRACA [Heb., sukkáh]. Um abrigo, semelhante a um teto, construído de ramos e folhas de árvores, às vezes possuindo um piso de madeira elevado acima do solo. Na anual Festividade das Barracas, em Jerusalém, construíam-se barracas sobre os telhados, nos pátios nas praças públicas, até mesmo na área do templo e junto às estradas próximas de Jerusalém. Ramos de choupos, oliveiras e árvores de óleo, e as folhas da palmeira e a mirta fragrante eram usadas em sua construção. Isto era para relembrar a Israel que Jeová os fizera morar em barracas quando os trouxera para fora do Egito. — Lev. 23:34, 40-43; Nee. 8:15.

Uma barraca ou cabana era com freqüência construída num vinhedo ou no centro dum campo, de modo que o vigia pudesse abrigar-se do sol escaldante, ao manter-se de guarda contra ladrões ou animais. (Isa. 1:8) Ali, os ceifeiros saboreavam suas refeições do meio-dia, à sombra, e poupavam tempo, de outra forma gasto por saírem do campo. Folhas bem entrelaçadas guardavam da chuva os que estavam em baixo delas. (Isa. 4:6) Jonas fez para si mesmo uma barraca assim, de modo a proteger-se do sol, ao esperar para ver o que aconteceria com Nínive, contra a qual havia profetizado. — Jonas 4:5.

USOS FIGURADOS

Isaías ilustra a condição desolada de Judá e de Jerusalém aos olhos de Jeová, assemelhando-a a mera cabana ou rancho, em contraste com uma cidade populosa, construída. (Isa. 1:8) Jeová se representa como morando numa barraca de nuvens, quando desce temporariamente do céu para a terra. Ali a majestosa onipotência se oculta, e dali provém os estrondos do trovão. (Sal. 18:9, 11; 2 Sam. 22:10, 12; Jó 36:29) Davi assemelha o lugar de ocultamento dos que confiam em Jeová à “barraca” de Jeová. — Sal. 31:20.

Amós se refere à reconstrução da “barraca de Davi, que está caída”. (Amós 9:11) Jeová prometeu a Davi que o reino de Davi ficaria firme por tempo indefinido. A respeito da derrubada do reino de Judá, e de seu último rei, Zedequias, da linhagem de Davi, Ezequiel foi inspirado a profetizar: “Uma ruína, uma ruína, uma ruína a farei. Também, quanto a esta, certamente não virá a ser de ninguém, até que venha aquele que tem o direito legal, e a ele é que terei de dá-lo.” (Eze. 21:27) Desse tempo em diante, nenhum Rei da linhagem de Davi ocupou o “trono de Jeová” em Jerusalém. Mas Pedro, no dia de Pentecostes, de 33 E.C., indicou que Jesus Cristo era da linhagem de Davi e aquele a respeito de quem Deus realmente falou como sendo o Rei permanente. Pedro informou aos judeus, ajuntados ali em Jerusalém, que, no tempo deles, Jeová ressuscitara Jesus e o fizera tanto Senhor como Cristo. (Atos 2:29-36) Mais tarde, o discípulo Tiago aplicou a profecia de Amós como se cumprindo no ajuntamento dos discípulos de Cristo (os herdeiros do Reino) tanto de entre os judeus como das nações gentias. — Atos 15:14-18; Rom. 8:17.

BEL [Senhor]. Título que talvez tenha sido inicialmente aplicado ao deus Enlil, que significa “principal demônio”. Adorado como o deus da terra, do ar e da tempestade, Bel ou Enlil, junto com Anu, o “deus do céu”, e Ea, o “deus das águas”, formavam uma tríade. Quando Hamurábi se tornou rei, e fez de Babilônia a cidade principal de todo o país de Babilônia, naturalmente veio a ser atribuída maior importância a Marduque (Merodaque), o deus padroeiro de Babilônia. Por fim, deu-se a Marduque os atributos dos deuses anteriores, e ele até mesmo os desalojou nos mitos babilônicos. Por exemplo, o triunfo sobre Tiamate, que se cria ser atribuído a Enlil num relato anterior, embora seja inexistente agora, veio a ser atribuído a Marduque. Também, o título de “Bel”, dado a Enlil, foi transferido para Marduque. Em períodos posteriores, seu nome próprio, “Marduque” foi substituído pelo título Belu (“Senhor”), de modo que, por fim, era comumente mencionado como Bel. Sua consorte era chamada Belit (“Senhora”, por excelência).

As seguintes partes duma oração dirigida a Bel fornecem certa visão de como os babilônios encaravam tal deus:

“Ó Bel, que não tem igual, quando irado.

Ó Bel, Rei excelente, senhor dos países,

Que torna amigáveis os grandes deuses,

Ó Bel, que faz cair os poderosos com seu relance,

Senhor dos reis, luz da humanidade, que divide as partes —”

“Quem (não fala) de ti, não fala do teu valor?

Quem não fala da tua glória, não glorifica a tua soberania?” — Ancient Near Eastern Texts (Textos Antigos do Oriente Próximo), de James B. Pritchard, p. 331.

Quando se considera a alta conta em que Bel era tido, torna-se evidente por que os profetas de Jeová, sob inspiração, fizeram referência a ele como uma das deidades a serem humilhadas na queda de Babilônia. Quase duzentos anos antes de Babilônia cair diante dos medos e dos persas, Isaías predisse que Bel teria de curvar-se e que Nebo teria de prostrar-se em vergonhosa derrota. Suas imagens idólatras destinavam-se a ser carregadas por animais selvagens; e, quanto aos animais domésticos, carregarem-nas como sendo simples peças de bagagem, seria “uma carga para os animais cansados”. Bel e Nebo, porém, não conseguiriam escapar. Sua “própria alma”, isto é, eles mesmos, iriam para o cativeiro. (Isa. 46:1, 2; veja também Jeremias 50:2.) Jeová obrigaria Bel a expelir o que havia tragado, por meio de seus adoradores, que atribuíam suas vitórias a ele. Bel teria especialmente de desistir do povo exilado de Jeová e dos utensílios sagrados do Seu templo. Os povos das nações, a quem Babilônia havia conquistado, não mais afluiriam para a adoração de Bel, nem se renderiam a seus adoradores, como se fosse ao principal deus do mundo. — Jer. 51:44.

BELÉM [casa de pão].

Uma cidade dos altiplanos da Judéia, situada a cerca de 8 km ao S de Jerusalém, defronte da principal estrada que ia de Jerusalém para Berseba. Acha-se situada numa altitude de uns 780 m acima do nível do mar. A região interiorana, embora rochosa, produz azeitonas, uvas e diferentes cereais. — Rute 1:22.

O nome anterior de Belém parece ter sido Efrate, que significa “frutividade; fertilidade”. Jacó sepultou Raquel “no caminho de Efrate, isto é, Belém”. (Gên. 35:19; 48:7) Entre os primeiros descendentes de Judá, filho de Jacó acham-se mencionados “Salma, pai de Belém” (1 Crô. 2:51, 54) e “Hur, primogênito de Efrata, pai de Belém”. (1 Crô. 4:4) Esta expressão talvez aponte tais homens como sendo os antepassados dos israelitas que, mais tarde, ocuparam Belém. Quando os israelitas entraram em Canaã, Belém caiu no território de Judá, embora não seja especificamente mencionada em qualquer lista de cidades judéias, nem exista algo que indique seu tamanho ou seu destaque naquela época. Visto que havia outra Belém, no território de Zebulão (Jos. 19:10, 15), a cidade em Judá era usualmente diferençada pela referência a Efrate, ou por se chamá-la de “Belém de Judá”. — Juí. 17:7-9; 19:1, 2, 18.

Assim, o Juiz Ibsã poderia ter vindo de Belém de Judá, mas a ausência de qualquer referência a Judá ou Efrate faz com que muitos o considerem como provindo de Belém de Zebulão. (Juí. 12:8-10) Elimeleque, sua esposa, Noemi, e seus filhos, provinham de Belém, e para lá Noemi voltou junto com Rute, a moabita. (Rute 1:1, 2, 19, 22) Boaz também era de Belém, e os eventos remanescentes do livro de Rute, envolvendo os ancestrais de Jesus (Mat. 1:5, 6) centralizam-se nesta cidade e em seus campos. — Rute 2:4; 4:11.

Davi, filho de “Jessé, o belemita”, nasceu em Belém de Judá, cuidava das ovelhas de seu pai naquela localidade e foi, mais tarde, ungido ali por Samuel para ser o futuro Rei de Israel. (1 Sam. 16:1, 4, 13, 18; 17:12, 15, 58; 20:6) Mais tarde, como fugitivo, Davi ansiava beber água duma cisterna de Belém, então local dum posto avançado filisteu. (2 Sam. 23:14, 15; 1 Crô. 11:16, 17) Pode-se notar que três poços ainda são encontrados do lado N da cidade. Elanã, um dos mais destacados guerreiros de Davi, era filho dum homem de Belém (2 Sam. 23:24), assim como eram os sobrinhos de Davi, Joabe, Abisai e Asael. Asael, de pés ligeiros, foi sepultado ali, depois de ser morto pelo poderoso Abner. — 2 Sam. 2:18-23, 32.

Apesar de estar situada num local central, numa das estradas principais, e em boa posição militarmente (visto situar-se em elevada altitude e ter sido construída num local que dominava uma serra de calcário), e embora fosse a cidade natal de Davi, Belém não foi escolhida para ser a capital de Davi. Não foi senão no reinado de Roboão, filho de Salomão, que Belém foi mencionada diretamente de novo, como estando incluída entre as cidades fortificadas por aquele rei. (2 Crô. 11:5, 6) Perto de Belém, o restante do povo deixado em Judá, depois da queda de Jerusalém diante de Babilônia, fez uma parada, antes de prosseguir na descida para o Egito. (Jer. 41:17) Os homens de Belém achavam-se entre os que voltaram de Babilônia após o exílio. — Esd. 2:21; Nee. 7:26.

Conforme observado anteriormente, Belém não estava alistada entre as cidades de Judá nos relatos das divisões tribais; embora os livros da Bíblia a mencionem em ligação a certos indivíduos, não parece ter sido, de outros modos, uma cidade destacada, nem tinha grande população — era uma “aldeia” quando Jesus estava na terra. (João 7:42) Por isso, o profeta Miquéias, em sua profecia messiânica, em Miquéias 5:2, podia referir-se a Belém Efrata como “pequena demais para chegar a estar entre os milhares de Judá”. Todavia, sua profecia mostrava que a pequena Belém gozaria da honra singular de ser a cidade onde viria o Messias. O povo judeu entendia esta profecia como significando que o Messias, ou Cristo, nasceria naquela cidade e procederia dela (João 7:40-42), crença também expressa pelos seus principais sacerdotes e escribas. — Mat. 2:3-6.

Assim, embora Maria ficasse grávida em Nazaré da Galiléia, ela deu à luz Jesus em Belém da Judéia, a fim de cumprir a profecia divina. (Luc. 1:26-38; 2:4-7) Isto significou uma viagem que, pelas estradas atuais, abrange uma distância de cerca de 145 km, percorrendo uma região montanhosa.

Algum tempo depois do nascimento de Jesus quando seus pais moravam, não num estábulo mas numa casa, Belém foi visitada por alguns astrólogos orientais, que procuravam a “criancinha”. (Mat. 2:1-12) Embora a ação divina impedisse que a visita deles trouxesse a morte ao menino Jesus, a cidade de Belém e o território vizinho sofreram a perda de todas as crianças do sexo masculino com menos de dois anos de idade, assassinadas sob as ordens do Rei Herodes. (Mat. 2:12, 16) O escritor inspirado citou aqui a profecia de Jeremias 31:15 como se aplicando, de modo que Raquel, cujo túmulo jazia perto de Belém, e cujos filhos, mediante Benjamim, tinham sido, através da história israelita, apoiadores leais da dinastia davídica, é efetivamente representada como erguendo-se e chorando a perda destas criancinhas assassinadas. — Mat. 2:17, 18.

BELIAL [inutilidade; vocábulo composto de beli, “não, sem”, e de ya’ál, “valor, utilidade, proveito”]. A qualidade ou estado de ser inútil, degradada, imprestável. O termo hebraico beliyá’al é aplicado a idéias, palavras e conselho (Deu. 15:9; Sal. 101:3; Naum 1:11), a circunstâncias (Sal. 41:8), e, mais freqüentemente, a homens imprestáveis da espécie mais baixa. Por exemplo, aos homens que induzem a adoração de outros deuses (Deu. 13:13); aos de Benjamim que cometeram o crime sexual em Gibeá (Juí. 19:22-27; 20:13); aos filhos iníquos de Eli (1 Sam. 2:12); ao insolente Nabal (1 Sam. 25:17, 25); aos opositores do ungido de Deus, Davi (2 Sam. 20:1; 22:5; 23:6; Sal. 18:4); aos inconstantes associados de Roboão (2 Crô. 13:7); aos conspiradores de Jezabel contra Nabote (1 Reis 21:10, 13), e aos homens em geral que provocam contendas. (Pro. 6:12-14; 16:27; 19:28) Haverá um fim completo de tais criaturas, pois Jeová promete: “Não mais passará por ti nenhum imprestável. Certamente será decepado na sua inteireza.” — Naum 1:15; veja também 1 Samuel 1:16; 10:27; 30:22; Jó 34:18.

Na época em que se reiniciou a escrita da Bíblia, no primeiro século, “Belial” foi usado como nome para Satanás. Assim, quando Paulo escreveu, em 2 Coríntios 6:15, em sua série de contrastes paralelos, “que harmonia há entre Cristo e Belial?”, a conclusão usualmente tirada é de que “Belial” é Satanás; o Pesito siríaco assim traduz tal trecho.

BELSAZAR [Acad., Belsharusur; Bel proteja o rei]. O primogênito de Nabonido, e co-regente de Nabonido nos últimos anos do Império Babilônico. Ele é mencionado no relato bíblico apenas pelo profeta Daniel, e, durante muito tempo, sua posição como “rei de Babilônia” foi negada pelos críticos da Bíblia. (Dan. 5:1, 9; 7:1; 8:1) No entanto, a evidência arqueológica, na forma de textos antigos, já demonstrou vigorosamente, desde então, a historicidade do relato da Bíblia.

Existe certa evidência histórica que indica que Belsazar era filho de Nabonido com sua esposa Nitócris, uma das filhas de Nabucodonosor. Ser Belsazar assim um neto de Nabucodonosor se harmonizaria com as referências bíblicas a Nabucodonosor como sendo o “pai” de Belsazar (o termo “pai” sendo também usado para significar avô), e a Belsazar como sendo “filho” (também usado para o neto) de Nabucodonosor. (Dan. 5:11, 18, 22; compare seu uso em Gênesis 28:10, 13.) Esta não só era uma prática bíblica, mas também era um costume neobabilônico. (Inscrições assírias se referem a certos reis como ‘filhos’ de seus predecessores, embora não fossem realmente parentes consangüíneos.)

Uma tábua cuneiforme, datada como sendo do ano de elevação ao trono de Neriglissar, que seguiu Amel-Marduque (Evil-Merodaque) no trono babilônico, refere-se a “Belsazar, o principal oficial do rei”, em conexão com uma transação financeira. Há peritos que crêem que isto se refere ao Belsazar da Bíblia, destarte indicando que ele alcançou certa proeminência mesmo antes de Nabonido ascender ao trono. Tal conexão não é, contudo, de forma alguma segura.

Em 1924, publicou-se a decifração de um antigo texto cuneiforme descrito como “Um Relato Persa em Versos de Nabonido”, e, por meio dele, vieram à luz valiosas informações que corroboram claramente a posição régia de Belsazar em Babilônia, e explicam a maneira como se tornou co-regente de Nabonido. A respeito da conquista de Tema por Nabonido, em seu terceiro ano de regência, parte do texto reza: “Ele confiou um campo a seu filho mais velho, primogênito; as tropas da terra, enviou junto com ele. Ele liberou sua mão; ele confiou a realeza a ele. Daí, ele mesmo [Nabonido] empreendeu uma campanha distante; o poder da terra de Acade avançou junto com ele; para Tema, no meio da terra oriental, ele fixou sua face.” Assim, Belsazar exercia definitivamente a autoridade real desde o terceiro ano de Nabonido em diante, e este evento corresponde provavelmente à referência de Daniel ao “primeiro ano de Belsazar, Rei de Babilônia”. — Dan. 7:1.

Em outro documento, a Crônica de Nabonido, a declaração: “O Rei (estava) na cidade de Tema. O filho do rei, os príncipes (e) suas tropas (estavam) na terra de Acade [Babilônia]”, é repetida com respeito ao sétimo, ao nono, ao décimo e ao décimo primeiro ano de regência de Nabonido. O registro a respeito dos anos intermediários e os anos posteriores de Nabonido inexiste, mas é evidente que ele passou grande parte de seu reino longe de Babilônia, e, ao passo que não relegara sua posição como supremo regente, confiou a autoridade administrativa a seu filho, Belsazar, para agir durante sua ausência. Isto se torna evidente mediante vários textos recuperados dos antigos arquivos, que provam que Belsazar exercia prerrogativas reais, expedindo ordens e comandos. Os assuntos tratados por Belsazar em certos documentos e ordens eram aqueles que seriam normalmente cuidados por Nabonido, como supremo regente, caso estivesse presente. No entanto, Belsazar continuava sendo apenas o segundo regente do império e, assim, somente podia oferecer a Daniel torná-lo “o terceiro no reino”. — Dan. 5:16.

Esperava-se que aqueles que detinham o poder soberano em Babilônia fossem exemplares em reverenciar os deuses. Há seis textos cuneiformes a respeito dos eventos desde o quinto até o décimo terceiro ano do reinado de Nabonido que demonstram a devoção de Belsazar às deidades babilônicas. Como Rei em exercício, na ausência de Nabonido, Belsazar é apresentado, nos documentos, como oferecendo ouro, prata e animais aos templos em Ereque e Sippar, destarte portando-se dum modo coerente com sua posição real.

Na noite de 5-6 de outubro de 539 A. E. C. (calendário gregoriano, ou 11-12 de outubro, juliano), Belsazar celebrou grande festa em honra de mil de seus grandes, conforme relata o capítulo 5 de Daniel. (Dan. 5:1) Babilônia achava-se então ameaçada pelas forças sitiantes de Ciro, o Persa, e seu aliado, Dario, o Medo. Segundo o historiador judeu, Josefo (que, por sua vez, cita o babilônio Beroso), Nabonido se enfurnara em Borsipa depois de ter sido derrotado pelas forças medo-persas no campo de batalha. Se assim for, isto deixaria Belsazar como o Rei em exercício na própria Babilônia. A realização de uma festa quando a cidade estava em estado de sítio não é tão incomum, quando se recorda que os babilônios consideravam, confiantemente, as muralhas da cidade como sendo inexpugnáveis. Os historiadores Heródoto e Xenofonte também declaram que a cidade possuía suprimentos abundantes dos itens necessários e, por isso, não se preocupava com a escassez. Heródoto descreve a cidade como demonstrando um espírito festivo naquela noite, com danças e prazeres. — Compare com Daniel 5:2-4.

Belsazar não sobreviveu àquela noite, sendo morto quando a cidade caiu, na noite de 5-6 de outubro de 539 A. E. C., quando, segundo a Crônica de Nabonido, “as tropas de Ciro, sem lutar, entraram em Babilônia”. (Dan. 5:30) Em sua história, Xenofonte (c. 434 - c. 355 A. E. C.) também liga a morte de Belsazar com a captura real de Babilônia. Com a morte de Belsazar e a rendição aparente de Nabonido diante de Ciro, chegou ao fim a dinastia iniciada por Nabopolassar e seu filho, Nabucodonosor, e, junto com ela, o domínio dos regentes semíticos sobre a Mesopotâmia.

[Foto na página 26]

Belém, em sua aparência atual.

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