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  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
  • Despertai! — 1980
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  • A BENEVOLÊNCIA (BENIGNIDADE AMOROSA) DE DEUS
  • BENEVOLÊNCIA (BENIGNIDADE AMOROSA) DO HOMEM
  • BENIGNIDADE IMERECIDA
Despertai! — 1980
g80 22/12 pp. 25-28

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[A matéria que segue foi extraída, condensada, da enciclopédia Aid to Bible Understanding, Edição de 1971.]

BEN-HADADE. [Continuação]

3. O filho de Hazael, Rei da Síria. (2 Reis 13:3) Ben-Hadade III estava evidentemente associado a seu pai na opressão contra Israel, nos dias de Jeoacaz (c. 876-860 A. E. C.), e na captura Síria das cidades israelitas. Jeová, contudo, suscitou um “salvador” para Israel, aparentemente nas pessoas de Jeoás (c. 860-844 A. E. C.) filho de Jeoacaz, e de seu sucessor Jeroboão II (c. 844-803 A. E. C.). (2 Reis 13:4, 5) Em cumprimento da profecia final de Eliseu, Jeoás recapturou “da mão de Ben-Hadade, filho de Hazael, as cidades que este tinha tirado da mão de Jeoacaz”, derrotando as forças sírias em três ocasiões. (2 Reis 13:19, 23-25) Jeroboão II deu seqüência às vitórias de seu pai sobre a Síria, devolvendo as fronteiras de Israel à sua condição anterior, assim servindo como “salvador” para Israel. (2 Reis 14:23-27) Ben-Hadade III não é mencionado em relação com as conquistas de Jeroboão, e talvez não mais estivesse vivo naquela época.

A Estela de Zakir, descoberta em 1903, descreve um esforço punitivo lançado por “Birhadade, filho de Hazael, Rei de Arã”, como o chefe duma coligação de reis sírios contra “Zakir, Rei de Hamate e Lu’ash”, destarte acrescentando o testemunho arqueológico a existência de Ben-Hadade III, filho de Hazael.

A expressão “as torres da habitação de Ben-Hadade”, usada pelo profeta Amós (que profetizou durante o reinado de Jeroboão II) para referir-se aos palácios-reais em Damasco (Amós 1:3-5; confronte com 2 Reis 16:9), continuou a ser usada, de modo similar, por Jeremias, uns dois séculos depois. — Jer. 49:23-27.

BENIGNIDADE. A qualidade ou estado de se ter interesse ativo no bem-estar de outros; atos ou favores amigáveis e prestimosos. Jeová Deus assume a liderança e é o melhor exemplo de alguém que mostra benignidade de tantos modos para com outros, mesmo para com os ingratos e iníquos, incentivando-os ao arrependimento. (Luc. 6:35; Rom. 2:4; 11:22; Tito 3:4, 5) Similarmente, a benignidade é notável característica de Cristo Jesus. — 2 Cor. 10:1.

Aos cristãos, por sua vez, sob o jugo benigno de Cristo (Mat. 11:30), insta-se que se revistam de benignidade (Col. 3:12; Efé. 4:32), e desenvolvam os frutos do espírito de Deus, que incluem a benignidade. (Gál. 5:22) Desta forma, eles se recomendam como ministros de Deus. (2 Cor. 6:4-6) “O amor é . . . benigno.” — 1 Cor. 13:4.

A BENEVOLÊNCIA (BENIGNIDADE AMOROSA) DE DEUS

Assim como acontece nas Escrituras Gregas Cristãs, assim também, nas Escrituras Hebraicas, faz-se freqüente menção à benignidade. A palavra hebraica hhésedh, quando usada com referência à benignidade, ocorre mais de 240 vezes. Provém do verbo hhasádh, que significa, possivelmente, “abaixar-se ou curvar-se” ou “inclinar-se”, e transmite mais do que a simples idéia de consideração terna ou a benignidade que procede do amor, embora inclua tais características. Trata-se de benignidade que amorosamente se liga a um objeto até que seu propósito, em relação a tal objeto, se realize. Por isso, hhésedh é mais compreensivelmente traduzida “benevolência” (benignidade amorosa), ou, por causa da fidelidade, solidariedade e lealdade comprovada, ligadas a ela, uma tradução alternativa seria “amor leal”. No plural, pode ser traduzida “benevolências” (benignidades amorosas), “atos de amor leal”, “plena benevolência (benignidade amorosa)” ou “pleno amor leal”. — Sal. 25:6; Isa 55:3; Tradução do Novo Mundo, ed. de 1963, notas marginais, em inglês.

A benevolência (benignidade amorosa) é uma preciosa qualidade de Jeová Deus, em que ele se deleita, e é manifesta em todos os seus tratos com a humanidade. (Sal. 36:7; 62:12; Miq. 7:18) Caso isto não acontecesse, a humanidade há muito já teria perecido. (Lam. 3:22) Assim, Moisés pôde suplicar em favor do rebelde Israel, tanto à base do grande nome de Jeová como por ser Ele um Deus de benevolência. — Núm. 14:13-19.

A benevolência ou amor leal de Jeová, conforme mostram as Escrituras, é demonstrado numa variedade de modos e sob diferentes circunstâncias— segundo expressa em atos de libertação e de preservação (Sal. 6:4; 119:88, 159), servindo como salvaguarda e proteção (Sal. 40:11; 61:7; 143:12), e como um fator que traz alívio das dificuldades. (Rute 1:8; 2:20; Sal. 31:16, 21) Graças a ela, a pessoa pode recuperar-se do pecado (Sal. 25:7), ser sustentada e apoiada. (Sal. 94:18; 117:2) Por meio dela, os escolhidos de Deus são ajudados. (Sal. 44:26) A benevolência de Deus foi magnificada nos casos de Ló (Gên. 19:18-22), Abraão (Miq. 7:20) e José. (Gên. 39:21) Foi também reconhecida na escolha de uma esposa para Isaque. — Gên. 24:12-14, 27.

Com o desenvolvimento da nação de Israel e depois disso, a benevolência de Jeová em relação com seu pacto continuou a ser magnificada. (Êxo. 15:13; Deu. 7:12) O mesmo se deu no caso de Davi (2 Sam. 7:15; 1 Reis 3:6; Sal. 18:50), como também com Esdras e aqueles que estavam com ele (Esd. 7:28; 9:9), e, semelhantemente, para com “milhares” de outros. (Êxo. 34:7; Jer. 32:18) Em apoio ao pacto do reino feito com Davi, Jeová continuou a expressar sua benevolência (benignidade amorosa) mesmo depois de Jesus ter morrido, pois Ele ressuscitou este “leal”, em cumprimento da profecia: “Eu vos darei as benevolências [benignidades amorosas] para com Davi, que são fiéis.” — Sal. 16:10; Atos 13:34; Isa. 55:3.

É esta benevolência (benignidade amorosa) por parte de Jeová que atrai os indivíduos a ele. (Jer. 31:3) Eles confiam nela (Sal. 13:5; 52:8), têm esperança nela (Sal. 33:18, 22), oram por ela (Sal. 51:1; 85:7; 90:14; 109:26; 119:41), e são confortados por ela. (Sal. 119:76) Também dão graças a Jeová por sua benevolência (Sal. 107:8, 15, 21, 31), abençoam-no e o louvam por ela (Sal. 66:20; 115:1; 138:2), e falam com outros sobre ela. (Sal. 92:2) Como Davi, jamais devem tentar escondê-la (Sal. 40:10), pois ela é boa (Sal. 69:16; 109:21), e é uma grande fonte de regozijo. (Sal. 31:7) Certamente, esta benevolência (benignidade amorosa) divina é como agradável vereda em que se pode andar. — Sal. 25:10.

Em outros textos bíblicos, a grande abundância da benevolência de Deus é sublinhada (Sal. 5:7; 69:13; Jonas 4:2), bem como sua grandeza (Núm. 14:19) e sua permanência. (1 Reis 8:23) É tão alta quanto os céus (Sal. 36:5; 57:10; 103:11; 108:4), enche a terra (Sal. 33:5; 119:64), estende-se a mil gerações (Deu. 7:9), e “por tempo indefinido”. (1 Crô. 16:34, 41; Sal. 89:2; Isa. 54:8, 10; Jer. 33:11) No Salmo 136, todos os 26 versículos repetem a frase: ‘A benevolência [benignidade amorosa] de Jeová é por tempo indefinido.’

Não raro, esta maravilhosa característica de Jeová, sua benevolência (benignidade amorosa), é associada com outras magníficas qualidades — a misericórdia, a graciosidade, a verdade, o perdão, a justiça, a paz, o julgamento e o juízo. — Êxo. 34:6; Nee. 9:17; Sal. 85:10; 89:14; Jer. 9:24.

BENEVOLÊNCIA (BENIGNIDADE AMOROSA) DO HOMEM

Do acima, torna-se evidente que aqueles que desejam a aprovação de Deus tem de ‘amar a benignidade’, e ‘praticar mutuamente benevolência [benignidade amorosa] e misericórdias’ (Mat. 6:8; Zac. 7:9) Como afirma o provérbio: “A coisa desejável no homem terreno é a sua benevolência (benignidade amorosa)”, e ela lhe traz ricas recompensas. (Pro. 19:22; 11:17) Deus se lembrava e se agradava com a benevolência demonstrada durante a juventude de Israel. (Jer. 2:2) Mas, quando tal consideração pelos outros se tornou “como as nuvens da madrugada e como o orvalho que logo desaparece”, Jeová não se agradou disso, pois “agrado-me da benevolência [benignidade amorosa] e não do sacrifício”, afirma ele. (Osé. 6:4, 6) Não tendo benevolência, Israel foi repreendido, a própria repreensão sendo benevolência da parte de Deus. (Osé. 4:1; Sal. 141:5) Israel também foi aconselhado a voltar para Deus por demonstrar benevolência e justiça. (Osé. 12:6) Tais características devem ser manifestadas em todas as ocasiões, se a pessoa há de obter favor aos olhos de Deus e do homem. — Jó 6:14; Pro. 3:3, 4.

São numerosos os casos, na Bíblia, em que indivíduos demonstraram benevolência para com outros. Sara, por exemplo, demonstrou tal amor leal para com seu marido, quando eles estavam em território inimigo, por dizer que ele era irmão dela. (Gên. 20:13) Jacó pediu a José que a exercesse para com ele, por não sepultá-lo no Egito. (Gên. 47:29; 50:12, 13) Raabe solicitou que os israelitas lhe mostrassem benevolência por preservar viva a casa dela, assim como ela havia tratado similarmente os espias israelitas. (Jos. 2:12, 13) Boaz elogiou Rute por exercê-la (Rute 3:10), e Jonatã pediu a Davi que a demonstrasse para com ele e sua casa. — 1 Sam. 20:14, 15; 2 Sam. 9:3-7.

Os motivos e as circunstâncias que levam pessoas a mostrar benignidade ou benevolência variam grandemente. Atos incidentais de benignidade podem refletir a hospitalidade costumeira ou uma inclinação para a cordialidade, todavia, talvez não indiquem necessariamente a piedade. (Compare com Atos 27:1, 3; 28:1, 2.) No caso de certo homem que pertencia à cidade de Betel, a benignidade que lhe foi oferecida realmente era em retribuição de favores esperados dele. (Juí. 1:22-25) Em outras ocasiões, exigiram-se ações benignas de recebedores de favores antigos, talvez devido às funestas circunstâncias do peticionário. (Gên. 40:12-15) Mas, às vezes, as pessoas falhavam em saldar tais dívidas de benignidade. (Gên. 40:23; Juí. 8:35) Como mostra o provérbio, uma multidão de homens proclamará sua generosidade em benevolência, mas poucos são fiéis em executá-la. (Pro. 20:6) Tanto Saul como Davi se lembravam da benevolência que outros lhes demonstraram (1 Sam. 15:6, 7; 2 Sam. 2:5, 6), e parece que os reis de Israel granjearam uma espécie de reputação por sua benevolência (1 Reis 20:31), talvez em comparação com os regentes pagãos. No entanto, houve uma ocasião em que a demonstração de benignidade por parte de Davi foi rechaçada mediante uma interpretação errônea dos motivos por trás dela. — 2 Sam. 10:2-4.

A Lei, afirma Paulo, não foi feita para as pessoas justas, mas para as pessoas ruins que, entre outras coisas, não têm benevolência. (1 Tim. 1:9) A palavra grega, anósios, aqui traduzida “faltos de benevolência”, também têm o sentido de “desleais”. — 2 Tim. 3:2.

BENIGNIDADE IMERECIDA

A palavra grega kháris ocorre mais de 150 vezes nas Escrituras Gregas, e é traduzida de vários modos, dependendo do contexto. Em todos os casos, a idéia central de kháris é preservada — o que causa ou fornece alegria (Filêm. 7), é agradável (1 Ped. 2:19, 20), e cativante (Luc. 4:22) Por extensão, em alguns casos, refere-se a uma dádiva bondosa (1 Cor. 16:3; 2 Cor. 8:19), ou à maneira bondosa de se dar. (2 Cor. 8:4, 6) Outras vezes, refere-se ao crédito, à gratidão ou ao agradecimento exigido por um ato especialmente bondoso. — Luc. 6:32-34; Rom. 6:17; 1 Cor. 10:30; 15:57; 2 Cor. 2:14; 8:16; 9:15; 1 Tim. 1:12; 2 Tim. 1:3.

Por outro lado, na grande maioria das ocorrências, kháris é traduzida “graça” pela maioria dos tradutores da Bíblia para o português. A palavra “graça”, contudo, tendo cerca de dez acepções diferentes (Dic. Aurélio; C. Aulete) não transmite as idéias contidas na palavra grega, para a maioria dos leitores. Como ilustração: Em João 1:14, onde a Versão Almeida diz “o Verbo se fez carne . . . cheio de graça e de verdade”, o que significa? Significa “beleza, atrativo de forma” ou “favor”, ou o quê?

O perito R. C. Trench, em Synonyms of the New Testament (Sinônimos do Novo Testamento; reimpressão da Oitava Edição, de 1961), página 158, afirma que kháris subentende “um favor livremente prestado, sem exigências ou expectativa de retribuição — a palavra sendo assim predisposta a receber sua nova ênfase [conforme dada nos escritos cristãos] . . . de expressar a inteira e absoluta liberdade da benignidade amorosa de Deus para com os homens. E Aristóteles, definindo [kháris] dá toda a ênfase a este mesmíssimo ponto, que ela é conferida livremente, sem nenhuma expectativa de retribuição, e tendo como único motivo a liberalidade e espontaneidade do dador.” J. H. Thayer, em seu léxico, afirma: “A palavra [kháris] inclui a idéia de bondade que concede a alguém aquilo que ele não mereceu . . . os escritores do N. T. usam [kháris] de modo proeminente quanto à bondade por meio da qual Deus concede favores até aos imerecedores, e concede aos pecadores o perdão de suas ofensas, e os convida a aceitar a eterna salvação por meio de Cristo.” [A Greek-English Lexicon of the New Testament (Léxico Greco-Inglês do Novo Testamento), p. 666] Kháris está intimamente relacionada a outra palavra grega, khárisma, a respeito da qual William Barclay, em A New Testament Wordbook (Glossário do Novo Testamento), página 29, afirma: “A inteira idéia básica da palavra [khárisma] é a de uma dádiva livre e imerecida, de algo dado a um homem, a que não se fez jus e imerecido.”

Quando kháris é usada no sentido acima, com referência à benignidade demonstrada para com alguém que não o merece, como se dá com as benignidades demonstradas por Jeová, “benignidade imerecida” é um bom equivalente em português para a expressão grega. — Atos 15:40; 18:27; 1 Ped. 4:10; 5:10, 12.

Um trabalhador tem direito àquilo pelo qual trabalhou, ao seu pagamento; ele espera seu salário como um direito, como uma dívida para com ele, e o pagamento do salário não é nenhum presente ou especial benignidade imerecida. (Rom. 4:4) Mas, serem pecadores condenados à morte (e todos nós nascemos como tais) libertos de tal condenação e serem declarados justos, isto é deveras benignidade totalmente imerecida. (Rom. 3:23, 24; 5:17) Se se argumentar que os que nasceram sob o arranjo do pacto da Lei estavam sob uma condenação maior à morte, porque tal pacto os revelava pecadores, então, deve-se lembrar de que maior benignidade imerecida foi estendida aos judeus, no sentido de que a salvação lhes foi primeiro oferecida. — Rom. 5:20, 21; 1:16.

Esta manifestação da benignidade imerecida da parte de Deus para com a humanidade em geral era o livramento da condenação, por meio de resgate, mediante o sangue do Filho amado de Jeová, Cristo Jesus. (Efé. 1:7; 2:4-7) Por meio desta benignidade imerecida, Deus traz a salvação a toda sorte de homens (Tito 2:11), algo que os profetas tinham mencionado. (1 Ped. 1:10) O raciocínio e o argumento de Paulo, portanto, é sólido: “Ora, se é por benignidade imerecida, já não é mais devido a obras; senão, a benignidade imerecida não se mostraria mais benignidade imerecida.” — Rom. 11:6.

Paulo, mais do que qualquer outro escritor, mencionou a benignidade imerecida de Deus — em sua pregação oral (Atos 13:43; 20:24, 32), bem como mais de noventa vezes em todas as quatorze de suas cartas. Ele menciona a benignidade imerecida de Deus e/ou de Jesus, na saudação inicial de todas as suas cartas, com a exceção de Hebreus, e novamente fala dela nas observações finais de cada carta, sem exceção. Outros escritores bíblicos às vezes fazem similar referência no início e no fim de seus escritos. — 1 Ped. 1:2; 2 Ped. 1:2; 3:18; 2 João 3; Rev. 1:4; 22:21.

Paulo tinha todo motivo para sublinhar a benignidade imerecida de Jeová, pois ele antes fora “blasfemador, e perseguidor, e homem insolente”. “Não obstante”, explica ele, “foi-me concedida misericórdia, porque eu era ignorante e agi com falta de fé. Mas a benignidade imerecida de nosso Senhor abundou sobremaneira junto com a fé e o amor que há em conexão com Cristo Jesus”. (1 Tim. 1:13, 14; 1 Cor. 15:10) Paulo não desprezou tal benignidade imerecida, como alguns têm feito tolamente (Judas 4), mas alegremente a aceitou com agradecimentos e instou com outros que também a aceitaram a ‘não desacertarem o propósito dela’. — Atos 20:24; Gál. 2:21; 2 Cor. 6:1.

BENJAMIM [filho da mão direita].

1. O décimo segundo filho de Jacó e o irmão pleno de José. Benjamim parece ser o único filho nascido a Jacó na terra de Canaã, os outros filhos tendo nascido em Padã-Arã. (Gên. 29:31 a 30:25; 31:18) Raquel deu à luz Benjamim, seu segundo filho, enquanto estava a caminho de Betel para Efrate (Belém), conseguindo consumar o parto difícil ao custo de sua própria vida. Enquanto morria, chamou este filho de Ben-Oni, que significa “filho de minha tristeza”; mas seu marido enlutado, posteriormente, o chamou de Benjamim, que significa “filho da mão direita”. — Gên. 35:16-19; 48:7.

Desde a época de seu nascimento, não se nos diz nada sobre Benjamim senão depois que seu irmão José foi vendido para ser escravo no Egito. Como filho mais moço de Jacó com sua esposa amada, Raquel (Gên. 44:20), Benjamim era obviamente objeto de grande afeição por parte de seu pai, especialmente nessa ocasião, quando Jacó presumia que José estava morto. Por conseguinte, Jacó mostrou-se extremamente relutante em permitir que Benjamim fosse com seus irmãos até o Egito, só o fazendo depois de muita persuasão. (Gên. 42:36-38; 43:8-14) Deve-se notar que embora Judá, nessa ocasião, se referisse a Benjamim como “rapaz” [“menino”, Soares], Benjamim era então realmente um homem adulto, talvez com seus trinta e poucos anos, visto que seu irmão, José, já tinha então quase quarenta. (Gên. 41:46, 53; 45:6) O registro em Gênesis 46:8, 21 apresenta Benjamim como o pai de vários filhos na ocasião em que Jacó fixou residência no Egito. No entanto, ele era o amado “menino de sua velhice”, para o qual o pai idoso se inclinava em mais de um modo. (Gên. 44:20-22, 29-34) José também manifestava profunda afeição pelo seu irmão mais moço. — Gên. 43:29-31, 34.

A genealogia dos descendentes de Benjamim é apresentada em vários lugares, algumas sendo, aparentemente, mais completas do que outras. Gênesis 46:21 alista dez pessoas como “filhos de Benjamim”, e a ausência dos nomes de várias delas, em listas sucessivas, levou alguns a sugerir que certos filhos talvez tenham morrido com pouca idade, ou talvez não tenham gerado filhos que produzissem linhagens familiares. Há, evidentemente, algumas variações na grafia dos nomes nestas listas (compare Eí, Airão, Aará), e alguns dos alistados em Gênesis 46:21 podem ser meramente descendentes. (Núm. 26:38-40; 1 Crô. 7:6; 8:1) Têm-se evocado objeções a possibilidade de Benjamim ter já tantos filhos ou até mesmo netos nessa época, todavia, deve-se ter presente que a referência a eles, como estando entre “as almas que vieram a Jacó ao Egito”, não exige necessariamente que tenham nascido antes da real entrada naquele país. Talvez tenham ‘vindo ao Egito’ por nascerem ali, durante os dezessete anos em que Jacó residiu no Egito, antes de sua morte, assim como os dois filhos de José, ali nascidos, são alistados entre “as almas da casa de Jacó que vieram ao Egito”. (Gên. 46:26, 27) Na época da morte de seu pai, Benjamim achava-se, pelo que parece, quase com cinqüenta anos, e, por isso, tinha idade suficiente para já ter netos.

A bênção parental declarada sobre Benjamim, como um dos cabeças das doze tribos de Israel, será considerada na próxima edição. — Gên. 49:27, 28.

[Continua]

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