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  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
  • Despertai! — 1981
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  • COMER SANGUE
  • ÚNICO USO APROPRIADO SOB A LEI MOSAICA
  • UTILIZAÇÃO SOB A LEI CRISTÃ
  • CONCEITO DOS CRISTÃOS PRIMITIVOS
  • CULPA DE SANGUE
Despertai! — 1981
g81 8/7 pp. 27-29

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[De Aid to Bible Understanding, Edição de 1971, extraímos a matéria que segue.]

SANGUE. [Continuação]

COMER SANGUE

Algumas nações pagãs antigas bebiam sangue animal e, entre certos povos, os guerreiros bebiam o sangue dos inimigos derrotados, na crença de que, desta forma, adquiririam as qualidades de coragem e vigor possuídas pelo inimigo. Havia um significado religioso ligado a tal ato, assim como o canibalismo é um rito religioso.

No pacto da Lei feito por Jeová com a nação de Israel, ele incorporou a lei dada a Noé. Deixou claro que ficaria “culpado de sangue” quem quer que ignorasse o proceder estipulado pela lei de Deus, até mesmo ao se matar um animal. (Lev. 17:3, 4) O sangue dum animal a ser usado como alimento devia ser derramado no solo, e recoberto de pó. (Lev. 17:13, 14) Qualquer pessoa que comesse sangue de qualquer tipo de carne devia ser ‘extirpada dentre seu povo’. A violação deliberada desta lei quanto à santidade do sangue significava ser ‘decepado da vida’. — Lev. 17:10; 7:26, 27; Núm. 15:30, 31.

Comentando Levítico 17:11, 12, a Cyclopœdia de M’Clintock e Strong, Volume I, página 834, coluna 1, reza: “Esta estrita proibição não só se aplicava aos israelitas, mas até mesmo aos estrangeiros que residiam no meio deles. A penalidade aplicada por esta transgressão era ser ‘cortado do povo’, que parece indicar a pena de morte (compare com Hebreus x, 28), embora seja difícil de apurar se esta era infligida pela espada ou por apedrejamento.”

Jeová fez com que Israel fosse extremamente cuidadoso quanto às coisas relacionadas ao sangue. A mulher, durante a menstruação, era considerada “impura” para ser tocada, e qualquer coisa em que se sentasse ou em que se deitasse tornava-se impura. A impureza continuava enquanto durasse seu fluxo de sangue. (Lev. 15:19-27) Caso houvesse deliberadamente relações sexuais num período de fluxo de sangue, tanto o homem como a mulher estavam sujeitos à pena de morte. — Lev. 18:19, 29.

ÚNICO USO APROPRIADO SOB A LEI MOSAICA

Havia um único uso apropriado do sangue, um só uso legalmente apropriado sob a Lei. Esse era seu uso para sacrifício. Visto que a vida pertence a Deus, o sangue era seu, e era oferecido como expiação pelo pecado. (Lev. 17:11) Derramar o sangue de animais usados como alimento impedia o emprego errôneo do sangue, tal como comê-lo ou oferecê-lo a outros deuses. O homem que derramava o sangue no solo reconhecia, por esse modo, a Deus como o Dador da vida, e a necessidade de expiação dos pecados, por meio do oferecimento de uma vida. — Lev. 16:6, 11.

UTILIZAÇÃO SOB A LEI CRISTÃ

A aplicação salvífica do sangue de Cristo era constantemente prefigurada nas Escrituras Hebraicas, visto que toda a Lei dada mediante Moisés prefigurava o Messias, e apontava para ele. (Heb. 10:1; Gál. 3:24) Na época da primeira Páscoa, no Egito, o sangue sobre a parte superior do batente e sobre as ombreiras das portas dos lares israelitas protegeu o primogênito, que estava lá dentro, da morte às mãos do anjo de Deus. (Êxo. 12:7, 22, 23) O pacto da Lei, que possuía uma característica típica para a remoção de pecados, foi validado com o sangue de animais. (Êxo. 24:5-8) Os numerosos sacrifícios de sangue, em especial os oferecidos no dia da expiação, eram para a expiação típica de pecados, apontando a remoção verdadeira dos pecados pelo sacrifício de Cristo. — Lev. 16:11, 15-18.

O poder legal que o sangue possui, à vista de Deus, sendo aceito por ele com fins expiatórios, foi ilustrado pelo derramamento de sangue na base ou “alicerce” do altar, e a colocação dele nos chifres do altar. O arranjo expiatório tinha sua base ou alicerce no sangue, e o poder (representado pelos chifres) do arranjo sacrificial repousava no sangue. — Lev. 9:9; Heb. 9:22; 1 Cor. 1:18.

No arranjo cristão, a santidade do sangue foi ainda mais fortemente sublinhada. Não mais se deviam oferecer sacrifícios animais, pois tais ofertas de animais eram apenas sombra da realidade, Jesus Cristo. (Col. 2:17; Heb. 10:2-4, 8-10) O sumo sacerdote em Israel levava certa quantidade de sangue ao Santíssimo do santuário terrestre. (Lev. 16:14) Jesus Cristo, como o verdadeiro Sumo Sacerdote, entrou no próprio céu, não com seu sangue, que foi derramado no solo (João 19:34), mas com o valor de sua vida humana perfeita conforme representada pelo sangue. Ele nunca perdeu, pelo pecado, este direito à vida, mas reteve-o como sendo utilizável para a expiação de pecados. (Heb. 7:26; 8:3; 9:11, 12) Por estes motivos, o sangue de Cristo clama por coisas melhores que o sangue do justo Abel. Apenas o sangue do sacrifício perfeito do Filho de Deus pode clamar por misericórdia, ao passo que o sangue de Abel, bem como o sangue dos seguidores martirizados de Cristo, clamam por vingança. — Heb. 12:24; Rev. 6:9-11.

O corpo governante visível da congregação cristã do primeiro século, que incluía os apóstolos, os alicerces secundários do templo de Deus, regulou a questão do sangue. (Rev. 21:14) Seu decreto declara: “Pois, pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias: de vos absterdes de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação. Se vos guardardes cuidadosamente destas coisas, prosperareis. Boa saúde para vós!” (Atos 15:6, 20, 28, 29; 21:25) A proibição incluía carne com sangue dentro dela (“coisas estranguladas”) Tal decreto se respalda, por sua vez, na ordem dada por Deus a Noé, e, por conseguinte, a toda a humanidade, para não se comer sangue. — Gên. 9:4.

O espírito santo atuou aqui em harmonia com o que tinha sido declarado pelo Deus Todo-Poderoso séculos antes de o pacto da Lei vir a existir, a saber, a lei dada a Noé (Gên. 9:4), que é universal, aplicando-se a humanidade em todas as épocas e lugares, desde que foi dada. A lei mosaica foi cancelada (Col. 2:14), mas isso não cancelou a lei que a precedeu, pois a lei mosaica havia meramente incorporado e esboçado em pormenores a lei universal que viera muitos séculos antes.

Muitos peritos bíblicos reconhecem que a proibição sobre o sangue, estabelecida, nas Escrituras Gregas Cristãs, não era uma medida temporária. Sobre esses pontos, a Cyclopœdia de M’Clintock e Strong, Volume I, página 834, coluna 2, observa: “No Novo Testamento, ao invés de haver o mínimo indício que sugira que estamos livres dessa obrigação, merece particular atenção que, na própria ocasião em que o espírito Santo declara, pelos apóstolos (Atos XV), que os Gentios estão livres do fardo da circuncisão, insta-se a abstinência completa do sangue, e a ação proibida é colocada na mesma classe que a idolatria, e a fornicação.” E o Commentary (Comentário) de Benson, Volume I, observa: “Deve-se notar que esta proibição de comer sangue, dada a Noé e a toda a sua posteridade, e repetida aos israelitas, de maneira muito solene, sob a dispensação mosaica, nunca foi revogada, mas, ao contrário, foi confirmada sob o Novo Testamento, Atos xv.; e por isso se tornou obrigação perpétua.” E o Dr. Franz Delitzsch, famoso comentarista bíblico, concordando com isto, afirma que este não é um requisito da lei mosaica, a ser abolido junto com ela; é obrigatório para todas as raças de homens e jamais foi revogado; é preciso que haja uma reverência sagrada por tal princípio da vida, que flui no sangue.

CONCEITO DOS CRISTÃOS PRIMITIVOS

Os cristãos primitivos respeitavam esta injunção bíblica, mesmo quando os juízes, em Roma, faziam esforços de obrigá-los a violá-la. Tertuliano, escritor cristão do segundo século, falando contra tais esforços de fazer com que os cristãos transigissem, disse: “Nós não incluímos nem mesmo sangue de animal em nossa alimentação natural. Por essa razão, nós nos abstemos das coisas estranguladas ou que morrem por si, para que não sejamos, de algum modo, poluídos pelo sangue, mesmo quando esteja inserido na carne. Finalmente, quando provais os cristãos lhes ofereceis chouriços contendo muito sangue; estais perfeitamente cônscios, de fato, de que entre eles isto é proibido; mas quereis fazê-los transgredir.” Até mesmo no ano 692 E.C., um concílio religioso em Constantinopla (O Sínodo Trulano II ou Quinissexto), proibia que se comesse qualquer alimento feito de sangue, sob pena de excomunhão, para o leigo, e de perda do hábito, para o sacerdote.

O costume de beber sangue humano, tão prevalecente nos tempos antigos, era especialmente repugnante para os cristãos. A Cyclopœdia de M’Clintock e Strong, Volume I, página 834, coluna 2, observa: “Eles nem sequer pensavam em beber sangue humano, tanto que até era ilícito para eles beber o sangue de animais irracionais. Numerosos testemunhos no mesmo sentido são encontrados em eras posteriores.”

CULPA DE SANGUE

As Escrituras Gregas Cristãs delineiam três modos distintos pelos quais um cristão pode tornar-se culpado de sangue perante Deus: (1) por derramar sangue, homicídio qualificado; isto incluiria os que apóiam ativa ou tacitamente as atividades de uma organização culpada de sangue (tal como Babilônia, a Grande [Rev. 17:6; 18:2, 4], ou outras organizações que derramaram muito sangue inocente [Rev. 16:5, 6; Isa. 26:20, 21]); (2) por comer ou beber sangue de qualquer modo (Atos 15:20) e (3) por deixar de pregar as boas novas do Reino, transmitindo a outros as informações salvíficas que elas contêm. — Atos 18:6; 20:26, 27; compare com Ezequiel 33:6-8; veja VINGADOR DE SANGUE.

BÁRBARO (Gr., bárbaros). A repetição de “bar bar” transmitia a idéia de fala gaguejada, tartamuda ou ininteligível; por isso, o termo “bárbaro” era originalmente aplicado pelos gregos a um estrangeiro, especialmente alguém que falasse uma língua diferente. Naquele tempo, não indicava falta de civilização, de refinamento ou de boas maneiras, nem transmitia qualquer sentimento de desprezo hostil. “Bárbaro” simplesmente distinguia especialmente os não-gregos dos gregos, assim como “gentios” dividia os não-judeus dos judeus. Estes não-gregos não objetavam nem se sentiam insultados por serem chamados de bárbaros. Há escritores judeus, inclusive Josefo, que se reconhecem como sendo chamados por esse termo; os romanos chamavam a si mesmos de bárbaros até que adotaram a cultura grega. É nesta luz nada desfavorável, então, que Paulo, ao escrever aos romanos, usou a expressão, que a todos abrangia: “Tanto a gregos como a bárbaros.” — Rom. 1:14.

O principal fator que separava os gregos do mundo “bárbaro” era sua língua, por isso, o termo se referia especialmente aos que não falavam grego, como, para exemplificar, os habitantes de Malta, que falavam uma língua não-aparentada. Neste caso, a Tradução do Novo Mundo dá significado a bárbaroi por traduzi-lo “povo de língua estrangeira”. (Atos 28:1, 2, 4) Escrevendo sobre o dom de línguas, Paulo duas vezes chama de bárbaros (“estrangeiro”) alguém que fala uma língua ininteligível (1 Cor. 14:11; veja também Colossenses 3:11.) Similarmente, a Septuaginta usa bárbaros no Salmo 113:1 (114:1 nas versões hebraicas e em português) e em Ezequiel 21:31.

Visto que os gregos julgavam sua língua e sua cultura como sendo superiores a todas as demais, e devido às indignidades sofridas às mãos de seus inimigos, “bárbaro” assumiu gradualmente a sua conotação depreciativa comum.

BARRABÁS [filho do pai, mestre ou instrutor]. O criminoso encarcerado por motivo de roubo, sedição e homicídio, a quem Pilatos libertou em lugar de Jesus. Pilatos fez isso, “desejando satisfazer a multidão”” que clamava pela sua libertação, conforme a insistência dos principais sacerdotes e anciãos. O nome Barrabás sugere que ele bem que pode ter sido filho dum rabino ou líder judeu. — Mat. 27:15-26; Mar. 15:6-15; Luc. 23:16-25; João 18:39, 40; Atos 3:14.

Este costume ímpar de libertar um preso na véspera da Páscoa de cada ano não tem nenhuma base nem precedente nas Escrituras Hebraicas, e só tem pequeno apoio, se é que tem, nos costumes romanos ou em outros costumes pagãos. No entanto, certos escritos rabínicos indicam que esse costume pode ter provindo de uma fonte judaica que antecedia à ocupação romana da Palestina. Isto explica por que Pilatos disse aos judeus: “Tendes o costume de que eu vos livre um homem por ocasião da páscoa.” — João 18:39.

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