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  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
  • Despertai! — 1982
  • Subtítulos
  • ESBOÇO DO CONTEÚDO
  • POR QUE APROPRIADA AOS CRISTÃOS EFÉSIOS
  • Conselho sobre materialismo
  • Excluir a imoralidade
  • Templos contrastantes
  • Prática de demonismo
  • O papel de Cristo
Despertai! — 1982
g82 22/1 pp. 13-15

Ajuda ao Entendimento da Bíblia

[Matéria selecionada, condensada, da enciclopédia bíblica Aid to Bible Understanding, edição de 1971.]

GÁLATAS, CARTA AOS. [Continuação]

Os judaizantes eram astuciosos, porém insinceros. (Atos 15:1; Gál. 2:4) Afirmando representar a congregação em Jerusalém, estes falsos instrutores opunham-se a Paulo e desacreditavam sua posição como apóstolo. Queriam que os cristãos fossem circuncidados, não buscando os melhores interesses dos gálatas, mas agindo de modo que os judaizantes fizessem com que as coisas parecessem conciliatórias para os judeus, impedindo-os de se opor tão violentamente. Os judaizantes não queriam sofrer perseguição por causa de Cristo. — Gál. 6:12, 13.

Para atingir seu objetivo, afirmavam que a comissão de Paulo lhe veio em segunda mão, que só vinha de alguns homens de destaque na congregação cristã — e não de Cristo Jesus mesmo. (Gál. 1:11, 12, 15-20) Queriam que os gálatas os seguissem (4:17) e, a fim de anular a influência de Paulo, tiveram de apresentá-lo primeiro como não sendo apóstolo. Pelo que parece, afirmavam que, quando Paulo achava conveniente, ele pregava a circuncisão. (1:10; 5:11) Tentavam formar uma espécie de religião resultante da fusão do cristianismo com o judaísmo, não negando diretamente a Cristo, mas argüindo que a circuncisão traria proveito aos gálatas, faria com que avançassem no cristianismo e que, ademais, por meio dela tornar-se-iam filhos de Abraão, a quem foi originalmente dado o pacto da circuncisão. — 3:7.

É encorajador notar que as congregações gálatas continuaram fiéis a Cristo e permaneceram como colunas da verdade. O apóstolo Paulo visitou-as em sua terceira viagem missionária (Atos 18:23) e o apóstolo Pedro dirigiu sua primeira carta aos gálatas, entre outros. — 1 Ped. 1:1.

ESBOÇO DO CONTEÚDO

I. Apostolado de Paulo e autenticidade das boas novas que declara

A. Paulo, apóstolo mediante Cristo e Deus (1:1)

B. Amaldiçoado seja quem adiciona algo às boas novas (1:8, 9)

C. Boas novas declaradas por Paulo procediam de Deus mediante revelação por Cristo (1:12)

D. Conversão e inicial atividade cristã de Paulo (1:13-24)

II. Homem é declarado justo, não devido a obras da Lei, mas somente pela fé em Cristo Jesus

A. Concílio de Jerusalém; circuncisão não é exigida; Paulo obtém reconhecimento do corpo governante de sua comissão para com nações incircuncidadas (2:1-10)

B. Paulo nem sequer tentou agradar a Cefas (Pedro), delegado de Jerusalém, quando Pedro demonstrou certo fingimento, por medo da classe circuncisa (2:11-14)

C. Retornar à Lei é pôr de lado a benignidade imerecida de Deus e tornar sem valor a morte de Cristo (2:15-21)

III. Os que pertencem a Cristo são realmente descendência de Abraão

A. Espírito é recebido pela fé, tendo começado no espírito, não se pode ser completado na carne (3:1-6)

B. Os que aderem à fé são abençoados junto com Abraão (3:7-9)

C. Os sob a Lei estão sob maldição, Cristo livrou os sob maldição (3:10-14)

D. Promessa abraâmica não vem pela Lei (3:15-18)

E. Lei adicionada para tornar pecado manifesto, e serviu qual tutor (3:19-25)

F. Os batizados em Cristo são descendência de Abraão (3:26-29)

IV. Os comprados por Cristo são a nação livre de Deus

A. Estes não são escravos, mas são adotados como filhos, livres da Lei (4:1-11)

B. Judaizantes agem com maus motivos, levando gálatas de volta à escravidão privando-lhes de felicidade, contrastados com sincera preocupação de Paulo por eles (4:12-20)

C. Drama: Abraão com esposa e concubina escrava; Jeová com esposa (Jerusalém de cima, produzindo descendente mediante pacto abraâmico) e esposa secundária (Jerusalém na terra, produzindo Israel natural mediante pacto da Lei). Filhos livres, cristãos, sofrem oposição dos filhos da escrava, assim como Isaque sofreu oposição de Ismael (4:21-31)

V. Fiquem firmes na liberdade de Cristo

A. Ser circuncidado separa a pessoa de Cristo, não lhe traz nenhum benefício, mas a coloca inteiramente de novo sob a obrigação de guardar toda a Lei (5:1-6)

B. Falsos instrutores serão julgados adversamente (5:7-12)

C. Não utilize mal a liberdade como licença para o erro (5:13-15)

D. Espírito e carne em conflito no íntimo dos cristãos (5:16-18)

E. Obras da carne, que impedem a entrada no Reino (5:19-21)

F. Frutos do espírito; ande segundo estes, em harmonia com afirmação de ser cristão, não provocando competição de uns com os outros (5:22-26)

VI. Jacte-se somente de Cristo; trabalhe em benefício de outros

A. Ajude outros, ao invés de exaltar-se sobre eles, e mostre apreço pelo auxílio recebido (6:1-6)

B. Cada um será recompensado segundo aquilo que faz (6:7-10)

C. Motivo dos judaizantes é egoísta, temeroso, mas jactancioso (6:12, 13)

D. Jacte-se das provisões de Cristo, não da carne; a regra de conduta correta (6:14-16)

E. Credenciais de Paulo não podem ser questionadas com êxito; seu desejo de que a contínua benignidade imerecida de Cristo esteja com o espírito demonstrado pelos gálatas (6:17, 18)

Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 208-210.

EFÉSIOS, CARTA AOS. Livro das Escrituras Gregas Cristãs, escrito por volta de 60-61 E.C. pelo apóstolo Paulo durante seu aprisionamento em Roma. (Efé. 1:1; 3:1; 4:1; 6:20) Foi levada à congregação de Éfeso por Tíquico (Efé. 6:21, 22), a quem Paulo também usou para entregar uma carta aos colossenses. (Col. 4:7-9) Visto que a carta aos colossenses foi escrita aproximadamente na mesma época em que Paulo escreveu aos cristãos efésios, existem muitas similaridades entre Efésios e Colossenses. Segundo Charles Smith Lewis [em International Standard Bible Encyclopedia (Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional)], “dos 155 versículos em Ef[ésios], 78 podem ser encontrados em Col[ossenses] em diversos graus de igualdade”. Sem dúvida, as condições em Colossos eram de alguma maneira semelhantes às em Éfeso e Paulo achou por bem dar o mesmo tipo de conselho.

POR QUE APROPRIADA AOS CRISTÃOS EFÉSIOS

O Papiro Chester Beatty, bem como os manuscritos Vaticano N.º 1209 e Sinaítico, omitem as palavras “em Éfeso”, do capítulo 1, versículo 1. Contudo, as palavras são encontradas em outros manuscritos na sua condição não corrigida e em todas as versões antigas. Ainda mais, os primevos escritores eclesiásticos aceitaram-na como sendo a carta aos efésios. Embora alguns tenham pensado que esta carta seja aquela mencionada como tendo sido enviada a Laodicéia, deve-se notar que nenhum manuscrito antigo contém as palavras “a Laodicéia” e que Éfeso é a única cidade mencionada ali em qualquer dos manuscritos desta carta. — Col. 4:16.

Conselho sobre materialismo

Adicionalmente, um exame do conteúdo da carta aos efésios mostra que Paulo tinha em mente os cristãos em Éfeso; e seu conselho foi especialmente apropriado em virtude das circunstâncias prevalecentes em Éfeso, a cidade mais importante da província romana da Ásia. Por exemplo, Éfeso era conhecida como cidade fabulosamente rica e a tendência seria encarar as riquezas mundanas como a grande coisa. Na sua carta, porém, Paulo acentua as verdadeiras riquezas — “as riquezas de sua benignidade imerecida”, “as gloriosas riquezas” que Deus apresenta como herança para os santos; “as riquezas sobrepujantes de sua benignidade imerecida”; ‘as riquezas insondáveis do Cristo’ e ‘as riquezas da glória [de Deus]’. (Efé. 1:7, 18; 2:7; 3:8, 16) Isto ajudaria os cristãos efésios a adquirirem um conceito correto sobre as riquezas.

Excluir a imoralidade

Éfeso era também uma cidade conhecida por sua licenciosidade e conduta desenfreada, crassa imoralidade. Conseqüentemente, Paulo, o apóstolo, referiu-se a isso enfaticamente como sendo uma das características da velha personalidade e disse que os cristãos devem largar essa velha personalidade e revestir-se da “nova personalidade”. A situação moral dissoluta em Éfeso sem dúvida provocava muita conversa entre os habitantes a respeito da libertinagem sexual, não a fim de condená-la mas sim para regalar-se dela; e os cristãos, aconselha Paulo, não devem ser semelhantes a tais pessoas, deleitando-se em conversar sobre fornicação e contando piadas obscenas. — Efé. 4:20-24; 5:3-5.

Templos contrastantes

O comentário de Paulo a respeito do templo espiritual de Deus foi também muito apropriado para a congregação cristã que vivia à sombra do templo pagão de Ártemis (Diana), que provocava uma admiração reverente, e era considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo. Os cristãos constituem um “templo santo” no qual Deus habita por meio de seu espírito. — Atos 19:27; Efé. 2:21.

Visto que o templo de Ártemis provia asilo aos criminosos, o crime era incentivado e a população criminosa de Éfeso aumentava. Ninguém dentro dos limites de certa área em volta de seus muros podia ser preso por qualquer crime que fosse. O resultado foi que uma concentração de ladrões, assassinos e pessoas semelhantes desenvolveu-se em volta do templo. As palavras de Paulo a respeito do furto, bem como da amargura maldosa, de gritos e de injúrias não eram, portanto, fora de propósito. — Efé. 4:25-32.

Prática de demonismo

Éfeso era o centro de todos os tipos de demonismo. De fato, a cidade era conhecida em todo o mundo por suas muitas formas de magia. Os demônios, pois, estavam especialmente ativos em Éfeso e, sem dúvida, para contrabalançar a influência da magia e da feitiçaria e para ajudar os efésios de coração correto a se livrarem de tais práticas demoníacas, Paulo realizou milagres por meio do espírito de Deus, incluindo a expulsão de espíritos iníquos. — Atos 19:11, 12.

Mostrando como Éfeso estava saturada de magia e quão apropriado foi o conselho de Paulo a respeito de lutar contra espíritos iníquos, existem os seguintes detalhes:

As “Letras efésias” eram famosas em todo o mundo. “Parece que se tratava de certas combinações de letras ou de palavras, as quais, segundo se cria, ao serem pronunciadas numa certa entonação de voz, eram eficazes em expulsar doenças, ou maus espíritos; ou que, ao serem escritas em pergaminho e usadas, supunha-se que funcionavam quais amuletos, ou feitiços, para proteção contra os maus espíritos ou contra o perigo. Assim, Plutarco (Simpósio 7) diz: ‘Os mágicos compelem os possuídos por um demônio a recitar e a pronunciar eles mesmos as Letras efésias, numa certa ordem.’” — Notes, Explanatory and Practical, on the Acts of the Apostles (Comentários, Explicativos e Práticos, Sobre os Atos dos Apóstolos), de Albert Barnes, 20.ª ed., 1858, p. 264.

Inscrições descobertas nas ruínas de Éfeso indicam a densa escuridão na qual os efésios viviam mentalmente e por que o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos naquela cidade a “que não mais andeis assim como também as nações andam na improficuidade das suas mentes, ao passo que estão mentalmente em escuridão”. (Efé. 4:17, 18) As inscrições nas paredes e nos edifícios revelam que a população governava sua vida por meio de superstições, da adivinhação e da busca de presságios. Certo tipo de adivinhação, o procurar presságios por observar as aves, deve ter sido comum; certa inscrição diz: “Se a ave voar da direita para a esquerda e pousar fora da vista, virá boa sorte. Mas, se ela levantar sua asa esquerda, daí, não importa se levante vôo ou pouse fora da vista, o resultado será o infortúnio.”

Por causa da pregação de Paulo, das obras milagrosas que realizou e do malogro dos exorcistas judaicos, um bom número de efésios se tornaram cristãos. Sem dúvida, muitas de tais pessoas haviam se empenhado antes em algum tipo de prática de magia, pois o relato bíblico diz: “Um número considerável dos que haviam praticado artes mágicas trouxeram os seus livros e os queimaram diante de todos. E calcularam os preços deles e acharam que valiam cinqüenta mil moedas de prata.” (Atos 19:19) Em vista de tal predominância da magia em Éfeso e da prática de muitas formas de demonismo, foi muito apropriado que Paulo desse aos cristãos efésios excelente conselho sobre combater as forças espirituais iníquas por revestirem-se da “armadura completa de Deus”. Sem dúvida, alguns daqueles que se livraram da prática de magia seriam molestados pelos demônios e o conselho de Paulo os ajudaria a resistir aos espíritos iníquos. Deve-se notar que a destruição de tais livros relacionados com o demonismo foi uma das primeiras coisas que aqueles cristãos primitivos fizeram, estabelecendo um padrão para os que atualmente desejam livrar-se da influência ou perturbação demoníaca. — Efé. 6:11, 12.

O papel de Cristo

Estando os demônios tão ativos em Éfeso, foi muito apropriado que Paulo também escrevesse aos cristãos efésios que Cristo tem sido levantado “muito acima de todo governo, e autoridade, e poder, e senhorio, e todo nome dado não só neste sistema de coisas, mas também no que há de vir”, visto que aqueles cristãos ‘andaram outrora segundo o sistema de coisas deste mundo, segundo o governante da autoridade do ar, o espírito que agora opera nos filhos da desobediência’. — Efé. 1:21; 2:2.

Nesta carta Paulo atinge apogeus de grandeza ao descrever a posição enaltecida de Jesus Cristo e a dádiva da bondade imerecida de Deus com amor, sabedoria e misericórdia para com os trazidos à unidade. A descrição da maneira pela qual todas as coisas no céu e na terra serão unificadas sob Cristo e a introdução de tanto judeus como gentios à congregação como “um só homem” é a mais completa explicação encontrada na Bíblia sobre o “segredo sagrado” de Deus, revelado nas boas novas a respeito do Cristo.

[Continua]

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