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  • A arte e o cristianismo
  • Despertai! — 1985
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  • Relação com o Cristianismo
Despertai! — 1985
g85 8/1 p. 32

A arte e o cristianismo

A arte, conforme relacionada à pintura, à escultura e ao design, recebe relativamente pouca atenção na Bíblia. Todavia, a vida do homem começou, não num campo árido, mas num jardim, um paraíso arborizado, não só com árvores ‘boas para alimento’, mas também “de aspecto desejável”. (Gênesis 2:9) O homem foi feito para apreciar a beleza, e a inigualável beleza, arte e design manifestos na criação — as flores, árvores, montanhas, vales, lagos, quedas d’água, aves, animais, bem como a própria forma humana — evocam louvor ao seu divino Criador. (Salmo 139:14; Eclesiastes 3:11; O Cântico de Salomão 2:1-3, 9, 13, 14; 4:1-5, 12-15; 5:11-15; Romanos 1:20) A arte, conforme aqui considerada, subentende basicamente a representação de tais coisas pelo uso de diversos materiais e a utilização de diferentes formas e expressões.

Relação com o Cristianismo

O apóstolo Paulo foi testemunha do esplendor artístico de Atenas, desenvolvido em torno da adoração de deuses e deusas gregos, e mostrou a uma platéia ali quão ilógico era que os humanos, que deviam sua vida e existência ao Deus verdadeiro e Criador, imaginassem que “o Ser Divino seja semelhante a ouro, ou prata, ou pedra, semelhante a algo esculpido pela arte e inventividade do homem”. (Atos 17:29) Demonstrou assim, novamente, que a beleza artística, não importava quão impressiva ou atraente fosse, não recomendava, em si, qualquer religião como verdadeira adoração. — Compare com João 4:23, 24.

Não há registro nem evidência de obras de arte entre os cristãos do primeiro século EC. É somente nos séculos II e III EC que surgem algumas pinturas e esculturas nas catacumbas atribuídas aos cristãos nominais. Após a união de igreja e Estado, no século IV, contudo, a arte começou a obter um destaque que, com o tempo, igualou-se ao das religiões pagãs, e não raro se relacionava com tais religiões, ou era uma imitação direta delas, tanto em seus simbolismos como em suas formas. Louis Réau, catedrático de História da Arte da Idade Média da Univ. de Sorbonne, França, demonstra, em sua obra Iconographie de l’Art Chrétien (Iconografia da Arte Cristã; Vol. I, p. 10) que tal paganismo há muito é reconhecido pelos historiadores da arte e que tal responsabilidade pode ser lançada, não simplesmente sobre os artistas, mas sobre as diretrizes seguidas pela própria Igreja. Indica (p. 50) que, em vez de realmente converter os pagãos de suas velhas práticas e formas de adoração, a Igreja preferiu respeitar “os costumes ancestrais e perpetuá-los, sob outro nome”.

Assim, não é surpresa encontrar sinais do zodíaco, tão destacado na antiga Babilônia, evidentes em catedrais como Notre Dame de Paris onde aparecem sobre o umbral da porta à esquerda, e cercam Maria na enorme rosácea central. (Coteje com Isaías 47:12-15.) Similarmente, um guia turístico para a catedral de Auxerre, França, declara que, na nave central da catedral, “o escultor misturou ali certos heróis pagãos: um Eros [deus grego do amor] nu e dormindo . . . um Hércules e um Sátiro [um dos semideuses gregos, semi-humanos]! O registro na parte inferior à direita representa a parábola do Filho Pródigo”.

Similarmente, na entrada da Basílica de São Pedro, em Roma, aparece não só a figura de Cristo e da “Virgem”, mas também de Ganimedes, “levado pela águia” a fim de se tornar o copeiro de Zeus, Rei dos deuses, e de “Leda [que dera à luz Castor e Pólux], fecundada pelo cisne” Zeus. Comentando mais tal influência pagã, pergunta Réau: “Mas o que se deve dizer então do Juízo Final, da Capela Sistina, a principal capela do Vaticano, onde se vê um Cristo nu, de Miguel Ângelo, emitir um relâmpago como trovejante Júpiter [pai romano dos deuses] e os Malditos cruzarem o Estige [rio em que os gregos criam os mortos eram transportados] na barca de Caronte?” Como ele declara: “Um exemplo provindo de tão alto [i.e., aprovado pelo papado] não poderia deixar de ser seguido.”

Em contraste, no campo da literatura, os cristãos ultrapassam a todos os demais, sendo usados por Deus para produzir uma obra de suprema beleza, não só na forma, mas, principalmente, no seu conteúdo: A Bíblia. — Veja Provérbios 25:11; 3:13-15; 4:7-9; 8:9, 10, também a enciclopédia Ajuda ao Entendimento da Bíblia sob “Cristão”, “Cristo”, etc.

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