De Nossos Leitores
Um Nascimento ou um Aborto?
Sua ampla consideração sobre o aborto deixou fora um ponto: o efeito da gravidez sobre a saúde e a vida da mãe. (8 de abril de 1987) Um aborto provocado de forma deliberada, simplesmente para impedir o nascimento de uma criança indesejada, é o mesmo que tirar deliberadamente uma vida humana. Mas, como os senhores encaram um aborto deliberadamente provocado a fim de impedir a morte ou a saúde ruim da mãe?
A. A., Nigéria.
Não pode ser correto tirar a vida de uma criança por nascer simplesmente porque deixar que a gravidez seja levada a termo possivelmente, ou até provavelmente, ponha em perigo a saúde da mãe. Um perigo em potencial não é justificativa para tal medida drástica. Em muitos casos, os médicos avisaram a mãe de que deixar que a gravidez prosseguisse até o fim colocaria em perigo a saúde dela, mas o resultado foi um bebê saudável, sem que houvesse nenhum, efeito prejudicial duradouro para a mãe. Ademais, que dizer dos danos físicos e emocionais em potencial que podem advir à mãe devido a um aborto provocado? Talvez surja uma situação em que, por ocasião do parto, seja preciso fazer uma escolha entre a vida da mãe e a do bebê. Caberia aos indivíduos envolvidos fazer tal escolha. Em, muitas terras, contudo, os progressos nos procedimentos médicos têm tornado raríssima essa situação. — RED.
A Religião na Política
Estou escrevendo por causa da edição sobre “A Religião na Política — Será Esta a Vontade de Deus?”. (22 de abril de 1987) Pessoalmente não me importo com seus ataques contra o nacionalismo, mas, sendo de formação alemã, objeto ao uso constante que fazem da Alemanha e do Terceiro Reich como a essência do mal. Os senhores asseveram que é errado misturar política e religião. Mas, o que estão fazendo? Não estão tentando gerar amor, como deveriam os cristãos; estão renovando o ódio.
E. M., Canadá.
Não criticamos o povo alemão, nem o nosso artigo atiçou velhos ódios. No entanto, o nazismo perpetrou alguns dos crimes mais hediondos já registrados na história humana. Esse fato histórico não deve ser ignorado, nem esquecido pela atual geração. E se trata dum notável exemplo de quão errado é que as igrejas se imiscuam na política. O nazismo não poderia ter alcançado o poder sem o apoio, declarado ou tácito, da Igreja Luterana e da Católica. Este foi apenas um dos exemplos dos males que resultam quando as igrejas se imiscuem na política, conforme consideramos em nosso artigo acima mencionado. — RED.
Cruzadas
Eu não tinha ainda dedicado atenção às Palavras Cruzadas na revista Despertai! até notar, certo dia após uma reunião, uma irmã emocionada por aprender a resolvê-las. Aquele entusiasmo contagiou-me e, na primeira oportunidade, iniciei a resolução delas. Fiquei simplesmente maravilhado. Pois além de nos ajudar a pesquisar a Bíblia, aguçam nosso raciocínio e nos ajudam a responder com uma só palavra às perguntas bíblicas. Ao mesmo tempo, são ótima descontração. Muitíssimo obrigado.
W. S. M., Minas Gerais, Brasil.