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  • g90 22/3 pp. 3-5
  • Desaparecem em um segundo!

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  • Desaparecem em um segundo!
  • Despertai! — 1990
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Despertai! — 1990
g90 22/3 pp. 3-5

Desaparecem em um segundo!

VOCÊ caminha por um reino verde crepuscular, entre colunas de sustentação de árvores que ascendem a uma altura equivalente a um prédio de 15 andares. Sobre sua cabeça paira amplo emaranhado de vida, a mais densa, a mais rica ecosfera existente sobre a Terra. As árvores estão cobertas de trepadeiras, que têm dezenas ou até centenas de metros de comprimento e são coroadas de plantas presas a todo o seu tronco e ramos. Flores tropicais luxuriantes perfumam o ar parado, quente e úmido.

Esta é a floresta pluvial tropical. Mas é mais do que um belo lugar, mais do que corredores abobadados de floresta enevoada, na qual só penetram os feixes de luz. Trata-se dum mecanismo dotado de incrível complexidade, cujas partes operam juntas com intensa precisão.

Há profusão de vida aqui, uma variedade inigualada em qualquer outra parte da superfície terrestre de nosso planeta. As florestas pluviais ocupam apenas 6 por cento da área terrestre da Terra, mas possuem até a metade de todas as espécies vegetais e animais. Produzem cerca de um terço de toda a matéria viva do solo. Bem acima de você, o dossel da floresta serve de lar de insetos e de aves exóticas, de macacos e de outros mamíferos. A maioria jamais desce até o chão. As árvores os alimentam e abrigam, e eles, por sua vez, polinizam as árvores ou comem seus frutos, espalhando as sementes por meio de seus dejetos.

Chove torrencialmente todo dia, ensopando as florestas e alimentando seu elaborado ciclo de vida. A chuva lava as folhas e carrega os resíduos tronco abaixo, formando uma sopa rica em nutrientes que sustenta as plantas chamadas epífitas, que crescem nas árvores. As plantas epífitas, por sua vez, ajudam a árvore a extrair do ar seu principal alimento, o nitrogênio. Muitos epífitos possuem reservatórios folhosos que retêm litros de água, criando pequenas lagoinhas elevadas no ar que constituem o habitat de rãs, salamandras e aves que vivem na árvore.

Qualquer nutriente que atinja o solo da floresta é rapidamente consumido. Mamíferos, nuvens de insetos e bactérias trabalham em conjunto para reduzir as nozes, as carcaças de animais e a folhagem ao nível de matéria residual. Daí o próprio solo ansiosamente a recebe. Se varresse os resíduos que estão a seus pés, encontraria uma esteira espessa e esponjosa de fibras brancas, um emaranhado de raízes e fungos. Estes fungos ajudam as raízes a absorver rapidamente os nutrientes, antes de as chuvas os levarem embora.

Mas, suponhamos agora que seu passeio pela floresta pluvial se limitasse a uma pequena parte, uma área um pouco menor que a dum campo de futebol. Subitamente, essa inteira seção da floresta desaparece. É inteiramente destruída — num só segundo! E, à medida que observa, horrorizado, a área próxima a você, do mesmo tamanho, é extirpada no segundo seguinte, e mais outra no próximo, e assim por diante. Por fim, está sozinho numa planície deserta, sobre um solo tostado duramente pelo reluzente sol tropical.

Segundo alguns cálculos, é tão rapidamente assim que as florestas pluviais equatoriais do mundo estão sendo destruídas. Alguns fixam a taxa ainda mais alto. De acordo com a revista Newsweek, uma área equivalente à metade da Califórnia, EUA, é arrasada anualmente. A revista Scientific American, de setembro de 1989, diz ser uma área do tamanho da Suíça e dos Países-Baixos combinados.

Mas, seja qual for a extensão, os danos são assustadores. O desmatamento tem suscitado um clamor global, e se focaliza notadamente em um único país.

Um Caso em Pauta: o Brasil

Em 1987, fotos da bacia amazônica, tiradas por satélites, mostravam que as taxas de desmatamento desta única área eram maiores do que alguns cálculos anteriores sobre o desmatamento em todo o planeta! À medida que as pessoas incendiavam a floresta para abrir clareiras, milhares de fogueiras iluminavam as noites. A nuvem de fumaça tinha o tamanho da Índia, e era tão densa que alguns aeroportos tiveram de fechar. Segundo certo cálculo, a bacia amazônica perde, todo ano, uma área da floresta pluvial do tamanho da Bélgica.

O ambientalista brasileiro José Lutzenberger chamou isso de “o maior holocausto na história da vida”. Em todo o mundo, os ambientalistas se revoltaram contra isso. Puseram em foco a condição calamitosa das florestas pluviais. Até mesmo camisetas e concertos de rock proclamavam: “Save the rain forest.” (Salve a floresta pluvial.) Daí veio a pressão financeira.

O Brasil tem uma dívida externa de mais de cem bilhões de dólares e precisa despender cerca de 40 por cento de seus superávits comerciais apenas para pagar os juros. Depende grandemente de ajuda e de empréstimos externos. Assim, os bancos internacionais começaram a reter empréstimos que pudessem ser utilizados para prejudicar as florestas. As nações desenvolvidas ofereceram-se a trocar parte da dívida externa do Brasil pela proteção aprimorada de seu meio ambiente. O presidente Bush, dos EUA, chegou até a pedir ao Japão que não emprestasse fundos ao Brasil para a construção duma rodovia que passaria por florestas pluviais virgens.

Um Dilema Global

Para muitos brasileiros, toda esta pressão tem um ranço de hipocrisia. Os países desenvolvidos há muito dizimaram suas próprias florestas e dificilmente permitiriam que qualquer potência estrangeira os impedisse de fazer isso. Os Estados Unidos estão, atualmente, acabando com as últimas de suas próprias florestas pluviais. Não são equatoriais, certamente; são as florestas pluviais temperadas da região noroeste da costa do Pacífico. Há espécies que também desaparecerão ali.

Assim, o desmatamento é um problema global, e não apenas brasileiro. As perdas ocorridas nas florestas pluviais equatoriais são as mais críticas atualmente. Mais da metade de tais perdas acontecem fora do Brasil. A África Central e o Sudeste da Ásia são as outras duas regiões de florestas pluviais, dentre as maiores do mundo, e ali as florestas também estão desaparecendo rápido.

O desmatamento tem efeitos que são igualmente globais. Significa fome, sede e morte entre milhões. Trata-se dum problema que atinge bem a sua vida. Abrange o alimento que ingere, os remédios que usa, o clima em que vive — talvez até mesmo o futuro da humanidade.

Mas, você bem que poderá pensar: ‘Como podem estas florestas pluviais ter tão amplos efeitos? Que acontecerá se elas realmente desaparecerem em questão de algumas décadas, como alguns peritos afirmam que desaparecerão? Será realmente uma tragédia tão grande assim?’

Antes de podermos responder a tais perguntas, outra tem de vir primeiro: Já de início, o que provoca a destruição das florestas pluviais?

[Diagrama/Mapa na página 5]

A Redução das Florestas Pluviais.

(Para o texto formatado, veja a publicação)

Antes do Desmatamento.

Sua Extensão atual.

No ano 2000, segundo a atual taxa de desmatamento.

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