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  • Da trombeta do campo de batalhas ao trompete da sala de concertos

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  • Da trombeta do campo de batalhas ao trompete da sala de concertos
  • Despertai! — 1994
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  • Os primórdios
  • A evolução do trompete moderno
  • Um trompete com pinos
  • O primeiro trompete de pistões
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Despertai! — 1994
g94 22/8 pp. 16-18

Da trombeta do campo de batalhas ao trompete da sala de concertos

NO TEMPO do Rei Abias, os guerreiros de Judá caíram numa emboscada. Os 800.000 soldados inimigos que os cercavam superavam-nos na proporção de 2 contra 1. Parecia impossível escapar. De repente, o som de trombetas rasgou o ar! Quando o nível de adrenalina subiu em suas veias, os homens de Judá deram um retumbante grito de guerra e lançaram-se na batalha. Apesar da desvantagem, eles derrotaram o inimigo. — 2 Crônicas 13:1-20.

Como deve ter sido emocionante ouvir aquelas trombetas! Isso sem dúvida fez os homens de Judá lembrar-se da promessa de Jeová: “Caso no vosso país entreis numa guerra contra o opressor que vos hostiliza, então tendes de dar um toque de guerra nas trombetas, e certamente sereis lembrados diante de Jeová, vosso Deus, e sereis salvos dos vossos inimigos.” (Números 10:9) O toque das trombetas demonstrou a confiança de Judá em Jeová, e essa confiança foi recompensada.

A história do trompete é bem mais antiga do que esse incidente bíblico.a A origem do trompete de metal remonta ao Egito, uns 2.000 anos antes de Cristo. Aqueles antigos trompetes eram bem diferentes dos que conhecemos hoje. Considere o desenvolvimento desse fascinante instrumento.

Os primórdios

A palavra inglesa para trombeta ou trompete deriva-se de uma palavra do francês antigo, trompe, que se refere à tromba do elefante. Pelo visto, as primitivas trombetas pareciam-se com a probóscide do elefante. O dramaturgo grego Ésquilo (525-456 AEC) chamou o som da trombeta de “estridente”. Seu uso restringia-se a toques de guerra, funerais ou ocasiões festivas, competições atléticas, e outros eventos públicos.

Embora as trombetas de Israel fossem usadas para toques militares, com elas também se executava música no templo. Artífices habilidosos fabricavam instrumentos de alta qualidade, de prata. No templo, os trombeteiros tocavam em tão notável uníssono que eram descritos como “um, fazendo um só som ser ouvido [em perfeita harmonia, Today’s English Version]”. — 2 Crônicas 5:13.

Assim, as trombetas de Israel não eram nada rústicas, nem para os olhos nem para os ouvidos. Mas, como as das nações vizinhas, emitiam apenas um número limitado de sons. Séculos se passariam até que o potencial daqueles antigos instrumentos fosse aprimorado.

A evolução do trompete moderno

O design do trompete teve de ser modificado, para que sua tessitura fosse ampliada. Primeiro aumentou-se o comprimento. Achava-se que um instrumento mais comprido emitiria um repertório maior de notas. Um trompete medieval (chamado de buisine) chegava a ter um metro e oitenta centímetros de comprimento! Como se pode imaginar, era desajeitado para tocar. Por isso, no século 14, o trompete ganhou o formato de S para facilitar o manejo. Um século depois, já havia ganho um formato alongado com três voltas paralelas.

O novo trompete emitia mais sons, mas apenas num registro mais agudo. Era difícil alcançar essas notas. Mesmo assim, alguns músicos passaram a compor para o clarino, trompete apropriado para peças executadas em registro mais agudo. Um famoso compositor daquele período foi Johann Sebastian Bach (1685-1750).

Com o tempo acrescentaram-se tubos ao trompete, chamados de roscas. A idéia era simples: tubos complementares aumentavam o comprimento da coluna principal de ar, produzindo uma extensão mais ampla na altura dos sons. As roscas baixavam o tom natural do trompete de fá para si bemol.

Assim, na época de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), já não se tocava o agudo clarino. O clarinete assumiu o registro mais alto com relativa facilidade, ao passo que o trompete passou a ocupar a extensão sonora intermediária.

Esse novo trompete era versátil. Mas ainda era desajeitado para tocar, porque era preciso as duas mãos para ajustar as roscas. Por isso havia necessidade de outras alterações.

Um trompete com pinos

Por volta de 1760, um músico russo chamado Kolbel fez uma descoberta inovadora. Ele fez uma abertura perto do pavilhão do trompete e cobriu-a com um pino acolchoado que servia como tampão. Ao se abrir o pino, elevava-se a tonalidade do trompete em um semitom em qualquer nota. Em 1801, um trompetista de Viena chamado Anton Weidinger aperfeiçoou o projeto de Kolbel, ao criar um trompete com cinco pinos. Finalmente um trompete que produzia todas as notas da escala sem ser desajeitado para tocar.

No entanto, mesmo o trompete de Weidinger tinha uma grave limitação. Ao se abrirem os pinos, a ressonância do instrumento sofria interferência, o que alterava muito o som característico do trompete. Por isso, o trompete de pinos não durou muito. Logo foi deixado de lado por um trompete de design totalmente novo.

O primeiro trompete de pistões

Em 1815, Heinrich Stölzel, de Silésia, comprou a patente de uma invenção que acrescentava pistões, ou válvulas, ao trompete. Por meio de aberturas estrategicamente colocadas, cada pistão desviava a coluna de ar do tubo principal para uma rosca anexa. Podiam-se assim empregar simultaneamente várias roscas de diversos comprimentos em qualquer combinação. Além disso, os pistões podiam retornar instantaneamente, porque eram acionados com molas.

No começo, esse trompete apresentava problemas com a afinação, que não era precisa. Com o passar dos anos, porém, essas imperfeições foram corrigidas, e o trompete de pistões existe até hoje.

Famoso pela versatilidade

O trompete pode ser usado em praticamente todo tipo de música. Harmoniza-se bem com a voz humana e com outros instrumentos. Seu tom grandioso e marcial torna-o notável para fanfarras e marchas. Ao mesmo tempo, sua ressonância distinta e vibrante assenta bem em concertos, óperas e jazz moderno. E, por causa do timbre melodioso e lírico, o trompete presta-se admiravelmente a baladas e muitas vezes é apresentado executando solos.

Vê-se que o trompete tem uma longa história. Ele deixou de ser apenas um instrumento de toques nas mãos do soldado. Agora é capaz de produzir música, genuína expressão de arte — pelo menos nas mãos de um virtuose. Ele sem dúvida contribui para seu deleite como apreciador de boa música, quaisquer que sejam suas preferências musicais. Como podemos ser gratos ao nosso Criador por dar aos humanos a habilidade de inventar instrumentos musicais como o trompete!

[Nota(s) de rodapé]

a Segundo a Enciclopédia Delta Universal, as trombetas eram uma forma mais simples de trompete.

[Crédito da foto na página 16, 17]

Trompete com pinos e trompete de vara: Encyclopædia Britannica/11.ª edição (1911)

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