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  • As alegrias e os desafios dos avós

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  • As alegrias e os desafios dos avós
  • Despertai! — 1999
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Despertai! — 1999
g99 22/3 pp. 4-8

As alegrias e os desafios dos avós

“Eu amo ser avô! A gente pode desfrutar da companhia dos netos sem se sentir totalmente responsável por eles. Sabemos que influímos na vida deles, mas a palavra final não é nossa. É dos pais.” — Gene, um avô.

O QUE há de tão bom em ser avô (ou avó) que provoque tamanho entusiasmo? Os pesquisadores dizem que as exigências normais que os pais impõem aos filhos podem gerar muita tensão. Visto que os avós em geral não precisam fazer essas exigências, podem manter uma relação menos tensa com os netos. Como diz o Dr. Arthur Kornhaber, os avós podem amar seus netos simplesmente “porque são seus netos”. Esther, uma avó, diz: “Com meus filhos, minhas emoções cotidianas ficavam muito envolvidas em tudo o que eles faziam. Como avó, posso simplesmente desfrutar da companhia dos netos e amá-los.”

Existe também maior sabedoria e competência que vêm com a idade. (Jó 12:12) Não sendo mais jovens e inexperientes, os avós têm anos de experiência na criação de filhos. Tendo aprendido de seus erros, talvez tenham mais habilidade de lidar com crianças do que tinham quando eram mais jovens.

O Dr. Kornhaber conclui: “Um vínculo sadio e amoroso entre avós e netos é necessário para a saúde emocional e a felicidade de todas as três gerações. Esse vínculo é um direito inato das crianças, . . . um legado dos mais velhos que beneficia a todos na família.” A revista Family Relations também observa: “Os avós que assumem o papel de avós e se identificam com ele desenvolvem um maior senso de bem-estar e bom ânimo.”

O papel dos avós

Há muitos papéis valiosos que os avós podem desempenhar. “Podem dar apoio a seus filhos casados”, diz Gene. “Por fazerem isso, acho que podem amenizar algumas das dificuldades em que os jovens pais se encontrem.” Podem também ajudar muito os próprios netos. Em geral, são os avós que transmitem as “histórias” que criam na criança a noção de histórico familiar. E muitos avós cumprem um papel-chave na transmissão da herança religiosa da família.

Em muitas famílias, os avós servem como conselheiros. “As crianças talvez lhe falem de coisas sobre as quais não se sentem à vontade para falar com seus pais”, diz Jane, mencionada no primeiro artigo. Os pais, em geral, apreciam esse apoio extra. Segundo um estudo, “mais de 80% dos adolescentes tinham seus avós como confidentes. . . . Uma grande proporção de netos adultos mantém contato regular com seus avós mais íntimos”.

Avós amorosos podem ser especialmente importantes para a criança ou adolescente que não encontra em casa o apoio necessário. “Minha avó foi a pessoa mais importante na minha infância”, escreve Selma Wassermann. “Foi ela que me apoiou e supriu meu mundo de cuidados e atenção. Seu colo era ‘maior do que a praia de Miami’ e, quando ela me levava ao colo, eu sabia que estava segura. . . . Foi de minha avó que aprendi as coisas mais importantes sobre mim mesma — que eu era amada e digna de ser amada.” — The Long Distance Grandmother.

Tensões familiares

Ser avós, porém, não é uma tarefa isenta de possíveis tensões e problemas. Certa mãe, por exemplo, lembra-se de uma discussão áspera que teve com sua mãe a respeito da melhor maneira de fazer um bebê arrotar. “Isso abriu uma brecha entre nós num momento muito delicado para mim.” É compreensível que os jovens pais esperem que seus pais aprovem a sua maneira de criar os filhos. Assim, as sugestões de seus bem-intencionados pais podem parecer críticas devastadoras.

Em seu livro Between Parents and Grandparents (Entre Pais e Avós), o Dr. Kornhaber fala de outro problema comum. Diz uma mãe: “Meus pais vão a minha casa todos os dias e se aborrecem quando não me encontram lá. . . . Eles não pensam em mim — nos meus sentimentos e na minha privacidade.” Um pai se queixa: “Meus pais querem se ‘apossar’ de minha filhinha. Eles comem, dormem, sempre pensando em Susie, vinte e quatro horas por dia. . . . Estamos pensando em nos mudar para longe.”

Outros avós são acusados de mimar os netos, cobrindo-os de presentes. Naturalmente, para muitos avós a generosidade é tão natural como respirar, mas alguns parecem exagerar nisso. Às vezes, porém, as queixas dos pais podem ser motivadas por ciúme. (Provérbios 14:30) “Meus pais eram rígidos e duros comigo”, revela Mildred. “Com meus filhos eles são generosos e [permissivos]. Sinto ciúme porque não mudaram em nada o modo de me tratar.” Sejam quais forem as motivações ou as razões, podem surgir problemas se os avós não respeitarem a vontade dos pais na questão de presentear os netos.

Portanto, é sensato que os avós sejam criteriosos nas suas demonstrações de generosidade. Segundo a Bíblia, o excesso, até mesmo do que é bom, pode ser ruim. (Provérbios 25:27) Se tiver dúvidas sobre como presentear os netos, pergunte aos pais deles. Assim você ‘saberá dar boas dádivas’. — Lucas 11:13.

As chaves: amor e respeito

Infelizmente, alguns avós lamentam que são tratados como se fossem obrigados a cuidar dos netos. Outros acham que recebem pouca oportunidade de estar com eles. Ainda outros dizem que seus filhos adultos evitam o contato com eles sem nem mesmo explicar por quê. Muitos desses problemas dolorosos podem ser evitados se os familiares tiverem amor e respeito entre si. A Bíblia diz: ‘O amor é longânime e benigno. Não é ciumento, não procura seus próprios interesses, não fica encolerizado. Suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas.’ — 1 Coríntios 13:4, 5, 7.

Talvez você seja uma jovem mãe e a vovó, mesmo bem-intencionada, sugere ou diz algo irritante. Você realmente tem motivos para ‘ficar encolerizada’? Afinal, a Bíblia mostra que as mulheres cristãs mais idosas devem ensinar ‘as mais jovens a amar seus maridos, a amar seus filhos, a ser ajuizadas, castas, operosas em casa’. (Tito 2:3-5) E não é verdade que tanto você como os avós desejam a mesma coisa — o melhor para as crianças? Sendo que o amor “não procura os seus próprios interesses”, talvez seja melhor concentrar-se nas necessidades da criança — não nos seus próprios sentimentos. Isso contribuirá para que se evite ‘compelir uns aos outros a uma confrontação’ em cada irritação trivial. — Gálatas 5:26, nota de rodapé na edição com referências.

Está certo, você talvez tema que a generosidade exagerada possa mimar seus filhos. Mas, via de regra, a generosidade dos avós não é mal-intencionada. A maioria dos especialistas em educação infantil concorda que a maneira como você educa e disciplina os filhos terá um impacto muito maior do que a intervenção ocasional dos avós. Certo psicólogo aconselha: “Um bom senso de humor ajuda.”

Se você tiver razões legítimas para se preocupar com algum aspecto da criação dos filhos, não corte o relacionamento dos avós com as crianças. Diz a Bíblia: “Há frustração de planos quando não há palestra confidencial.” (Provérbios 15:22) No “tempo certo”, tenha uma conversa séria sobre o assunto e revele as suas preocupações. (Provérbios 15:23) Em muitos casos se encontram soluções.

Se você é avô ou avó, mostrar respeito pelos pais de seus netos é essencial. Naturalmente, você se sentiria obrigado a protestar, caso achasse que seus netos corriam perigo. Mas, embora seja natural que ame e preze seus netos, é dos pais — não dos avós — o dever de criar os filhos. (Efésios 6:4) A Bíblia ordena que os netos respeitem e obedeçam aos pais deles. (Efésios 6:1, 2; Hebreus 12:9) Portanto, não mine a autoridade dos pais nem os inunde de conselhos não-solicitados. — Note 1 Tessalonicenses 4:11.

Não se envolver, segurar a língua — e talvez o fôlego — e deixar que seus filhos cuidem da tarefa de pais nem sempre é fácil, é verdade. Mas, como diz Gene, “a menos que peçam conselhos, deve-se aceitar o que eles acham ser melhor para seus filhos”. Jane acrescenta: “Eu evito dizer: ‘É assim que tem de ser feito!’. Há muitas maneiras diferentes de fazer as coisas, e ser opinioso pode causar problemas.”

A contribuição que os avós podem dar

A Bíblia fala dos netos como bênção da parte de Deus. (Salmo 128:3-6) Você poderá exercer uma tremenda influência sobre a vida deles por interessar-se por eles, ajudando-os a desenvolver valores divinos. (Deuteronômio 32:7) Nos tempos bíblicos, a avó Lóide teve uma participação importante na educação de seu neto, Timóteo, que se tornou um notável servo de Deus. (2 Timóteo 1:5) De modo similar, você poderá ter alegria, à medida que seus netos forem acatando o ensino divino.

Os avós podem também ser uma fonte dos necessários amor e afeto. Talvez você não seja daquele tipo especialmente efusivo ou carinhoso. Mas o amor piedoso pode também ser demonstrado por meio de interesse sincero e altruísta em seus netos. Como diz a escritora Selma Wassermann, “interessar-se pelo que a criança lhe diz . . . certamente indica seu interesse por ela. Ouvir atentamente, não interromper, não ser crítico — tudo isso revela consideração, afeto, apreço”. Para um neto, essa atenção cordial pode ser um dos melhores presentes que os avós lhe podem dar.

Até aqui focalizamos os papéis tradicionais dos avós. Muitos avós de hoje, porém, têm uma carga de responsabilidade muito maior.

[Destaque na página 6]

“Foi de minha avó que aprendi as coisas mais importantes sobre mim mesma — que eu era amada e digna de ser amada”

[Quadro na página 6]

Dicas para avós que moram distante

• Peça a seus filhos que enviem fitas de vídeo ou fotos dos netos.

• Envie “cartas” em fitas de áudio aos netos. Para os bem pequenos, grave você mesmo lendo histórias bíblicas ou entoando canções de ninar.

• Envie aos netos cartões postais e cartas. Se possível, corresponda-se regularmente com eles.

• Se sua situação financeira permitir, telefone para seus netos. Ao falar com os bem pequenos, comece com perguntas simples, tais como “o que é que você comeu hoje no café da manhã?”

• Se possível, faça visitas periódicas e breves.

• Através dos pais, programe visitas de seus netos a sua casa. Planeje atividades divertidas, como ir a zoológicos, museus e parques.

[Foto na página 5]

Muitos avós ajudam a cuidar de seus netos

[Foto na página 7]

Podem surgir tensões a respeito de métodos de criar os filhos

[Foto na página 7]

Muitas vezes os avós desempenham um papel-chave na transmissão do histórico familiar

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