BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • ad pp. 221-222
  • Bete-seã, Também Bete-sã

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • Bete-seã, Também Bete-sã
  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
Ajuda ao Entendimento da Bíblia
ad pp. 221-222

BETE-SEÃ, também BETE-SÃ

[casa da segurança, ou, lugar de tranquilidade]. Inicialmente, uma grande cidade fortificada dos cananeus, situada num ponto estratégico que controlava a entrada, no vale de Jezreel, de quem vinha do vale do Jordão. O nome permanece no da moderna Beisã, ao passo que o sítio antigo se situa nas proximidades, em Tel el-Husn. A terra, na área de Bete-Seã, situa-se cerca de 120 m abaixo do nível do mar, e a E mergulha abruptamente a um ponto a uns 240 m abaixo do nível do mar, junto às margens do rio Jordão, a quase 5 km de distância. Construída sobre grande monte, na beira deste declive, Bete-Seã estava militarmente em excelente posição. A O de Bete-Seã, a achatada planície do vale, através da qual corre o rio Jalud, é bem regada e fértil, e ascende continuamente até que atinge Jezreel, a uns 18 km.

Bete-Seã era também uma cidade pequena de entroncamento na rota favorita que levava da costa mediterrânea, através do vale do Jordão, até Damasco e a Arábia.

As escavações arqueológicas feitas em Bete-Seã revelaram numerosas camadas ou níveis diferentes de ruínas antigas, as mais antigas evidentemente datando de antes do tempo de Abraão. Perto do meio do segundo milênio A.E.C., Bete-Seã parece ter ficado sob o domínio egípcio, em resultado da vitória de Tutmés III em Megido. A evidência arqueológica indica que era um posto avançado egípcio por todo o reinado de vários faraós, e três esteias ou pedras monumentais foram desenterradas ali, relacionando-se com Seti I e Ramsés II, e também uma estátua de Ramsés III. No nível N.° 7 das escavações, atribuído à época do reinado de Amenotep III, encontrou-se o que se crê sejam restos da residência do comandante, revelando a existência de um lavatório, espaçosa cozinha, e, na mesma extensão dessas peças, um silo capaz de conter mais de 1.100 bushels (38, 76 metros cúbicos) de cereal.

No tempo da conquista de Canaã pelos israelitas (1473-1467 A.E.C.), Bete-Seã se localizava no território concedido a Issacar, mas foi designada à tribo de Manassés como possessão. (Jos. 17:11; 1 Crô. 7:29) Os homens de Manassés falharam em expulsar os cananeus de Bete-Seã, e de outras pequenas cidades do vale, apresentando como seu motivo a superioridade militar exercida pelos cananeus, com seus carros de guerra equipados de foices de ferro, motivo este, contudo, que não satisfez a seu comandante, Josué. Os cananeus, embora não fossem desalojados, foram todavia subjugados ao ponto de prestarem trabalhos forçados. — Jos. 17:12, 13, 16-18; Juí. 1:27, 28.

Bete-Seã achava-se em poder dos filisteus por ocasião do reinado do Rei Saul (1117-1077 A.E.C.), e, após a derrota de Saul, no adjacente monte Gilboa, os vencedores filisteus colocaram a armadura de Saul na “casa das imagens de Astorete”, e sua cabeça na casa de Dagom, pendurando os corpos mortos de Saul e seus filhos na parede de Bete-Sã (Bete-Seã), evidentemente no lado interno, que dava para a praça pública da cidade. Israelitas corajosos e ousados de Jabes-Gileade, a uns 16 km de distância, do outro lado do Jordão, recuperaram esses corpos, talvez penetrando na cidade à noite a fim de fazê-lo. — 1 Sam. 31:8-13; 2 Sam. 21:12; 1 Crô. 10:8-12.

Em harmonia com o relato acima, nas escavações feitas em Tel el-Husn, foram descobertas as ruínas de dois templos, um dos quais é reputado como sendo o templo de Astorete (Astartéia), ao passo que alguns sugerem que o outro, mais para o S, seja o templo de Dagom. Calcula-se que o templo de Astorete tenha continuado a ser usado até cerca do décimo século A.E.C. A evidência aponta uma adoração anterior de um deus Baal, mencionado em uma esteia como “Mekal, o senhor [Baal] de Bete-Sã”.

A cidade foi finalmente conquistada pelos israelitas, sem dúvida na época do reinado de Davi, e, durante o reinado de Salomão, Bete- Seã achava-se incluída em um dos doze distritos reais de suprimentos. (1 Reis 4:12) Depois da divisão do reino, o faraó Sisaque (chamado Xexonque pelos egípcios), invadiu a Palestina no quinto ano do Rei Roboão (993 A.E.C.). (1 Reis 14:25) Um relevo numa parede em Carnac, no Egito, representa a campanha vitoriosa de Sisaque e a conquista de numerosas cidades, inclusive Bete-Seã.

Por volta da época dos macabeus, o nome de Bete-Seã tinha sido mudado para Citópolis, e é mencionada pelo historiador judeu, Josefo, como uma das maiores cidades da Decápolis. Era a única destas dez cidades a O do Jordão.

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar