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  • w50 1/4 pp. 51-56
  • O pacto do Reino provê o regente do novo mundo

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  • O pacto do Reino provê o regente do novo mundo
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1950
  • Subtítulos
  • MISERICÓRDIAS A DAVI
  • A IDENTIFICAÇÃO DO MESSIAS
  • O PROCEDER PELO QUAL É REI CELESTIAL
  • SEMELHANTE A MELQUISEDEC
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1950
w50 1/4 pp. 51-56

O pacto do Reino provê o regente do novo mundo

“E eu pactuo convosco — assim como meu Pai pactuou comigo — um reino, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos senteis sobre tronos julgando as doze tribos de Israel.” — Luc 22:29, 30, Rotherham (em inglês)

1. Que se comprometeu Deus a produzir? Por meio de quê?

JEOVÁ Deus se comprometeu a produzir um regente justo e permanente para toda a humanidade. Este fato deve servir de grande consolo às pessoas que se entristecem por causa das condições políticas e religiosas na terra e que anelam o triunfo do direito sobre o mal e da verdade sobre o erro. O que deveria resultar em ainda maior conforto para tais pessoas dispostas à justiça é o sublime fato que Jeová o Senhor Deus já produziu o justo Regente e já o entronizou no poder. A sua entronização garante muitas coisas gloriosas para o futuro imediato que deleitarão o coração de todos os amantes de justiça e verdade e farão mais do que realizar as suas esperanças queridíssimas. Deste modo Jeová Deus prova que ele é de direito o regente Supremo de todo o universo, e assim vindica a sua soberania universal contra todos os rebeldes e adversários. Deste modo, também, cumpre fielmente seu pacto do Reino por meio do qual há muito se obrigou a produzir o Rei permanente de justiça através duma certa linhagem ou estirpe humana.

2. Quanto a regentes qual é aqui o nosso propósito, e por quê?

2 Já imaginou por que, durante todos os seus dezesseis séculos de existência, nenhum dos regentes políticos e religiosos da Cristandade introduziu na nossa terra condições justas, pacíficas e seguras? Muitos foram ungidos reis e imperadores pelos papas e foram coroados por outros primazes religiosos, mas isto jamais fez que prosperasse a justiça entre a humanidade, tampouco conduziu a um mundo são sem guerras. Por quê? Porque nenhum desses regentes da Cristandade fazia parte do pacto do Reino celebrado por Jeová. Nem mesmo eram representantes na terra do verdadeiro Rei, a quem esse pacto tem produzido com felicidade. O fato assustador é que todos os regentes da Cristandade estão atualmente conspirando e lutando contra o pacto de Jeová e seu Rei. Consequentemente as pessoas estão impedidas de entrar nas grandes bênçãos, e a condição deste mundo piora. Mas o propósito do pacto do Reino de Jeová vencerá toda a oposição. Seu Rei em breve introduzirá um reinado sem opositores políticos, religiosos e comerciais, e a soberania universal de Jeová Deus será vindicada. Visto que o Rei com quem Ele pactuou o domínio sobre toda a humanidade é o único Regente autorizado sobre a terra, então é este o Regente que devemos querer. Desde que ele certamente suprimirá toda a oposição e tomará por completo as rédeas do governo da terra inteira, ele é o Monarca que desejamos identificar, honrar e apoiar com nossa fidelidade inquebrantável. Nosso propósito aqui é de nos certificar deste Regente permanente e conhecê-lo. Temos à mão todos os fatos necessários para este fim.

3. Em que cidade e com quem foi feito o pacto do Reino?

3 Da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, sabemos pela linhagem de quem nosso Regente desejado tinha de vir. Jeová Deus celebrou seu concerto para um reino sempiterno com um rei de coração reto, Davi, filho de Jessé e rei de Jerusalém. Foi em Jerusalém que Melquisedec reinou séculos antes quando a cidade era conhecida por “Salem”. Melquisedec era um regente extraordinário no sentido de combinar em si as funções tanto de rei de Salem como de sumo sacerdote do Deus altíssimo, Jeová. (Gên. 14:18-20) O nome “Melquisedec” significa “rei da justiça”. Foi usado por quadro profético do Rei permanente da justiça que havia de vir, mas o concerto para o reino permanente da justiça não foi celebrado com ele. Foi celebrado com Davi, cujo nome quer dizer “amado”.

4. Como se efetuou o estabelecimento deste pacto?

4 Certamente a fim de dar um bom início a Seu pacto e garantir um bom regente para toda a humanidade, Jeová Deus estabeleceria seu concerto para com um rei justo e temente a Deus. Saul de Gibeá era o primeiro rei de Israel, mas logo provou que era regente desobediente e Deus permitiu que fosse morto e não lhe permitiu estabelecer uma dinastia ou sucessão de regentes no trono de Israel. Davi, a quem Saul tinha perseguido amargamente, o sucedeu. Depois de muitos anos no trono Davi mostrou-se “homem segundo o coração de Deus”. Tendo fixado o seu trono no monte Sião em Jerusalém, ele providenciou que se colocasse a sagrada arca do concerto, que representava a presença de Jeová, numa tenda no monte Sião perto do palácio real. Tornou-se dessatisfeito que ele residisse num bom palácio real, enquanto a sagrada arca de Jeová, que era o Rei verdadeiro, invisível sobre Israel, repousava dentro duma humilde tenda ou tabernáculo. Ao profeta Natan ele expressou o amoroso desejo de edificar um templo digno da arca de Jeová. Foi nessa ocasião que Jeová refreou Davi dos seus bons intentos. Mas, em apreço, Ele estendeu a Davi o concerto em prol dum reino sempiterno na sua linhagem. Eis aqui o modo em que o Senhor Deus declarou seu pacto ou promessa unilateral mediante seu profeta Natan :

5. Conforme declarado a Davi, quais foram os termos deste pacto?

5 “Assim diz Jeová: Edificar-me-ás tu uma casa em que eu habite? Desde o dia em que eu fiz subir os filhos de Israel do Egito até hoje, não tenho habitado em casa nenhuma, mas tenho peregrinado em tenda e em tabernáculo. Em todos os lugares em que tenho peregrinado com todos os filhos de Israel, falei jamais palavra a alguma das suas tribos, a que mandei que apascentasse o meu povo de Israel, dizendo: Porque me não tendes edificado uma casa de cedro? Agora assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz Jeová dos exércitos: Eu te tirei da malhada de detrás das ovelhas, para que fosses príncipie sobre o meu povo, sobre Israel; por onde quer que andaste, tenho estado contigo para exterminar os teus inimigos diante de ti, e te farei um grande nome como o dos grandes que há na terra. . . Dar-te-ei descanso de todos os teus inimigos. Também Jeová te diz que ele mesmo te fará uma casa. Completos que forem os teus dias, e vieres a dormir com teus pais, suscitarei depois de ti a tua semente, que procederá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Ele edificará uma casa para o meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino. Eu lhe serei pai, e ele me será filho. Se ele cometer iniquidade, castigal-o-ei com varas de homens, e com açoites de filhos de homens; porém a minha misericórdia não se retirará dele, como a retirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. Será estável para sempre diante de mim a tua casa e o teu reino: será estabelecido para sempre o teu trono.”—2 Sam. 7:5-10; 1 Crô. 17:4-14.

MISERICÓRDIAS A DAVI

6, 7. O que expressou esse pacto a Davi e à sua linhagem? Como?

6 Regateou Davi com Jeová Deus este pacto do Reino? Não; foi elaborado e instituído pela própria iniciativa de Deus. Foi portanto uma misericórdia para com Davi ou uma expressão da longanimidade divina para com ele. Davi dirigiu a atenção a isto replicando a Deus: “Por causa da tua palavra, e segundo o teu coração fizeste toda esta grandeza, dando-a a conhecer ao teu servo.” (2 Sam. 7:21) Os termos deste pacto eram misericordiosos também com a linhagem real de Davi, de modo que a disposição toda representava “misericórdias de Davi” ou “beneficências de Davi”. (Isaías 45:3, Ver. Trinitária; Almeida) O amado filho de Davi, o sábio Salomão, lhe sucedeu qual rei e “assentou-se no trono de Jeová como rei em lugar de seu pai Davi, e foi prospero; e todo o Israel lhe rendeu obediência”. (1 Cor. 29:23) Salomão foi privilegiado a edificar o templo de Jeová lá em Jerusalém. Mas só por fazer isto ele não conseguiu ser o herdeiro permanente do pacto do Reino para ocupar um trono para sempre. Apostatou para a adoração dos demônios e tornou-se um rei iníquo. Morreu infiel ao Deus de seu pai.

7 Por motivo do fim infeliz de Salomão rompeu Deus a sucessão dos regentes de Davi? Voltou-se à outra família para uma nova ordem de reis para o “trono de Jeová”? Ele tinha feito isso com o ímpio rei Saul. Mas o pacto do Reino com Davi impediu que Deus abandonasse a descendência de Davi; exigiu misericórdia para com eles. Contudo, em castigo, Deus arranjou dividir o domínio de Salomão, produzindo assim dois reinos, o de Judá e o de Israel. Todavia Deus reteve os descendentes de Davi por Salomão no trono do reino de Judá em Jerusalém no monte Sião. Esta foi uma grande misericórdia para com Davi. Foi exercida, não por amor de Davi, mas em vindicação da palavra e do concerto de Jeová. Ele é digno de confiança.

8. Como foram cumpridas as suas provisões no tocante a reis pecaminosos?

8 Desde Salomão até Zedequias, o último rei de Judá no trono em Jerusalém, houve uma sucessão de vinte reis, a maioria deles regentes infiéis a Jeová Deus. Os termos do pacto, com respeito aos sucessores reais de Davi, prometeram o seguinte: “Mas, se seus filhos abandonarem a minha lei, e não andarem nos meus preceitos, se violarem as minhas justas disposições, e não guardarem os meus mandamentos, visitarei com vara as suas maldades, e com açoites os seus pecados. Mas não retirarei dele a minha misericórdia, nem lhe faltarei à verdade.” (Sal. 88:31-34, Soares; 89:30-33, Ver. Bras.) De modo que, quando Zedequias provou ser rei ímpio, Deus o castigou com a “vara de homens” e permitiu que o rei pagão da Babilônia, Nabucodonosor, infligisse a Zedequias os “açoites dos filhos de homens”. Em 607 A.C. Nabucodonosor terminou o sítio de Jerusalém e destruiu tanto a ela como ao seu templo. Ele capturou a Zedequias e seus filhos, matou seus filhos reais, vasou-lhe os olhos e o levou cativo junto com milhares de outros judeus exilados em Babilônia. Joaquim, a quem Nabucodonosor tinha deposto onze anos antes e substituído por Zedequias, já estava na Babilônia, definhando-se na prisão.

9. Em que estado ficou o pacto após o exílio em Babilônia?

9 Ainda que um restante fiel de judeus voltasse à sua pátria deserta setenta anos mais tarde e reedificasse o templo e Jerusalém, a casa de Judá nunca mais tinha um rei humano que reinasse no “trono de Jeová” no monte Sião em Jerusalém. Atualmente o sítio da antiga Jerusalém está sendo internacionalizado. Além disto, a república moderna de Israel tem um presidente não-teocrático, e não um rei da linhagem de Davi nem da tribo de Judá. E então? Falhou o pacto de Jeová? Mostrou-se ele indigno de confiança? Absolutamente não! Mas a operação ativa do pacto ficou suspensa até o cumprimento do pacto no seu Herdeiro Permanente. Isto é demonstrado nas seguintes palavras ao rei Zedequias: “Assim diz o Senhor Jeová: remove o diadema, e tira a coroa: o que é não mais será o mesmo: exalte-se o que está abatido, o abata-se o que está exaltado. Eu o transtornarei, transtornarei, transtornarei; também o que é não mais continuará, até que venha aquele a quem pertence o direito; e lhˊo darei a ele.” —Eze. 21:26, 27.

10. Que tinha de ser e fazer o Herdeiro Permanente do pacto?

10 Quem é aquele a quem pertence o direito de reger como Filho de Davi e Herdeiro Permanente do pacto divino? Quando veio? Já lhe deu Jeová a coroa, o cetro, e o trono para reinar com eles de modo ativo? Em vista da atual situação perigosa no mundo as respostas a estas perguntas se tornam urgentes. Os termos do pacto nos ajudam a determinar quem ele é. De modo que nos guiam em decidir a quem devemos aceitar por regente do mundo nesta época crítica. Em primeiro lugar, Este importante tem ser a semente ou descendente de Davi segundo parentesco carnal. Também tem de ser o Filho de Deus, porque no pacto Jeová disse: “Eu lhe serei pai, e ele me será filho.” Além disso, já que o pacto disse, “Ele edificará uma casa para o meu nome,” é necessário que Este edifique um templo para o nome de Jeová. Esta obra de edificar o templo faz parte essencial do pacto do Reino. Davi dessemelhou-se de Melquisedec em não ser sacerdote-rei. Por isso o pacto com Davi não incluiu o sacerdócio. Não obstante prometeu-se que o Herdeiro do Reino se interessaria na adoração de Jeová e na edificação dum glorioso templo para Seu nome, promovendo a única verdadeira adoração. De forma que procuramos no grande Herdeiro do Reino todas estas particularidades para identificá-lo. Nisto não se nos deixa entregues às nossas faculdades fracas, mas Deus faz com que a identificação apareça claramente.

11, 12. (a) Em que sentido era o Herdeiro o ‘filho do Deus’? (b) Como no caso de Davi, com que tinha de se identificar o Herdeiro?

11 Lembramo-nos que, após o rei Saul se ter tornado infiel e Deus ter enviado seu profeta Samuel para ungir um dos oito filhos de Jessé de Belém por rei em lugar de Saul, Jeová apontou Davi e disse a Samuel: “Levanta-te, unge-o, pois é ele.” De sorte que Samuel ungiu o pastorzinho Davi com o óleo especial da unção para ser rei de Jeová. (1 Sam. 16:12, 13) Imediatamente o espírito de Jeová sobreveio a Davi, dando-lhe uma dupla identificação da parte do seu Deus. O mesmo se dá relativo ao Herdeiro permanente de Davi, o prometido Filho de Deus que haveria de ser o Rei e santificador dum gloriosíssimo templo para o nome de Jeová. O grande Deus invisível primeiro o identificou por meio de anjos. Para que este Filho de Davi fosse Filho de Deus no sentido mais exaltado, Jeová escolheu seu Filho primogênito, “o primogênito de toda a criação”, para despir-se da sua glória celeste espiritual e assumir a vida na terra homem perfeito de carne e sangue. Houve mister, portanto, que ele nascesse na terra por intermédio duma virgem. Não qualquer virgem de Israel, nem qualquer virgem da tribo de Judá. Não, mas o pacto com Davi exigiu que essa virgem judia fosse da descendência real dele. Isto é o que a virgem judia chamada Maria foi.

12 Antes que o Herdeiro do Reino dos céus fosse concebido no ventre de Maria Jeová enviou seu anjo Gabriel para obter seu consentimento e dizer-lhe: “Conceberás no teu ventre, e darás á luz um filho, a quem chamarás JESUS. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, e ele reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. . . . O espírito santo virá sobre ti, e a virtude do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso o que há de nascer, será chamado santo, Filho de Deus.” Quando este Jesus nasceu em Belém, cidade natal de Davi, o anjo de Jeová apareceu aos pastores nos campos fora e identificou o Herdeiro do Reino, dizendo: “Eu vos trago uma boa nova de grande gozo que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi um Salvador, que é [ou, será] Cristo Senhor” (Luc. 1:31-33, 35 e 2:10, 11) A palavra grega Cristo traduz a palavra hebraica Messias e significa o ungido ou o santificado. Esta criança recém-nascida havia de desenvolver-se no prometido Messias a quem Deus santificou para o Reino. Esta era a culminância das “misericórdias de Davi” ou “beneficências de Davi”, que o Messias nascesse da sua linhagem.

A IDENTIFICAÇÃO DO MESSIAS

13. Pela filiação terrestre que direito à herança possuía Jesus?

13 Naturalmente, quando Jesus nasceu ele não era então o Messias porque ainda não era ungido por Deus, assim como Davi não o fizera ao nascer em Belém. Competia ao herdeiro permanente de Davi ao pacto do Reino receber esta unção especial de Deus a fim de se tornar o Rei sempiterno. Não resta dúvida que houve muitos descendentes varões do Rei Davi mediante seu filho Salomão ou mediante seu outro filho Natan. Mas o descendente específico para ser o Messias e Herdeiro do pacto devia ser ungido por Jeová, que instituiu esse pacto. Ora José, da Judéia, que estava desposado com Maria, pertencia à linhagem real de Davi mediante Salomão, Joaquim (Jeconias) e Zorobabel. Contudo, José não foi chamado e ungido. Maria, sua noiva desposada, era descendente de Davi mediante seu filho Natan e Zorobabel. De modo que quando José tomou Maria por esposa e nasceu o filho dela, Jesus, José podia adotá-lo por filho adotivo. Desse modo todos os interesses no pacto do Reino que José talvez possuía se ele podia transferir legalmente ao seu filho adotivo, Jesus. Desta maneira Jesus se tornaria o herdeiro LEGAL do concerto por meio do seu pai adotivo, Jose. Mediante Maria era filho direto ou descendente do rei Davi e por isso possuía uma pretensão carnal ou NATURAL ao concerto. Maria, sendo mulher, não podia, naturalmente, ela própria, herdar o pacto, mas podia como mãe transmitir o direito e herança dele ao primogênito de seus filhos. Isto ela fez. Deste modo as duas linhagens de descendência e herança, de Davi, uma mediante Salomão e Zorobabel e a outra mediante Natan e Zorobabel, convergiram sobre Jesus e fortaleceram seu direito natural a herança do pacto do Reino. —Mat. 1:6-16; Luc. 3:23-31.

14. Como e quando foi identificado como Cristo, Filho de Deus, amado?

14 Segundo o anúncio angélico por ocasião do nascimento humano de Jesus, Jeová Deus seu Pai celestial prometeu ungi-lo e desse modo constitui-lo Messias ou Cristo. Quando Jesus tinha atingido a maturidade perfeita aos trinta anos de idade, Deus o ungiu, mas não com óleo material para um reino terrestre com um trono material sobre o monte Sião em Jerusalém. Nessa época, Jesus iniciou que estava morrendo quanto a sua vida anterior de carpinteiro em Nazaré e se dedicando ao serviço direto de Deus conforme lhe foi delineado nas proferias divinas. Como? Fazendo com que João o batizante o imergisse no rio Jordão. Daí lemos: “E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água e eis que se lhe abriram os céus, e viu o espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.” (Mat. 3:16, 17, Almeida) Ali Jeová Deus identificou a Jesus como o Filho de Deus predito no pacto. Também o indicou qual Herdeiro do pacto ungindo-o com algo mais importante do que o óleo material, a saber, com o Seu espírito santo. Isto cumpriu a profecia de Isaías 61:1 acerca do Messias. Ainda mais, quando Deus o chamou seu Filho amado, essa palavra amado na língua hebraica é semelhante ao nome Davi e se relaciona com ele, pois significa “amado”. De modo que lhe assentou bem ser chamado “o Filho de Davi”, sim, até ser chamado na profecia ‘Davi’, o Davi antitípico. —Eze. 34:23, 24.

15. Que proferiu Davi sobre que lhe seria Ele? Como Ele é tal?

15 Falando sob inspiração divina, o rei Davi profetizou do Filho real Herdeiro Permanente como sendo maior e mais exaltado do que Davi, até como sendo celestial e combinando em si mais do que a função da realeza, a saber, o Sumo Sacerdócio e a Realeza. No Salmo 110:1-4 Davi diz: “Diz Jeová ao meu Senhor: Senta-te á minha mão direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés. Jeová enviará de Sião o cetro do teu poder, dizendo: Domina no meio dos teus inimigos. . . . Jeová jurou, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec.” Como poderia este Filho de Davi ser o Senhor de Davi se não fosse maior e mais exaltado do que Davi? É assim que Jesus argumentou, dizendo: “O próprio Davi falou, movido pelo espírito santo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Senta-te a minha mão direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés. O próprio Davi chama-lhe Senhor; como é ele seu filho?” (Mar. 12:35-37) O “filho” de Davi podia ser seu “Senhor” Unicamente por ser o Filho de Deus do céu e também por ser exaltado mais alto do que a um trono no monte Sião literal na Jerusalém terrestre para reinar sobre apenas doze tribos de Israel. Ele se torna o “Senhor” de Davi por ser exaltado ao trono celestial à destra de Deus para reinar sobre toda a humanidade. Esta inclui a Davi ao ser ressuscitado do túmulo. O monte Sião no qual está colocado o trono de Jesus é, portanto, um monte Sião celestial, a organização capital sobre todo o universo de Deus.

O PROCEDER PELO QUAL É REI CELESTIAL

16. De que maneira somente podia Jesus herdar o reino mais alto do que o de Davi?

16 Como havia de tornar-se Jesus tal Rei celestial? De que maneira tinha ele de herdar um reino muito mais elevado e poderoso do que o de Davi, e um domínio muito mais extenso do que o de Davi? O reino de Davi era meramente terrestre. Desde que era só típico, devia passar com o decorrer do tempo em vez de ser infindável. A fim de que o reino do Filho de Davi, Cristo Jesus, fosse eterno, tinha de ser celestial. Para herdar o reino de Davi que dominava sobre as doze tribos de Israel na Palestina foi necessário que Jesus nascesse em carne da linhagem real de David. Absolutamente não foi necessário que Jesus morresse para herdar o reino terrestre tal qual seu pai Davi tinha. Mas para Jesus herdar o reino do céu e ser o Senhor celestial de Davi, era necessário que Jesus desse sua vida humana fiel até à morte para deste modo vindicar a soberania universal de seu Pai celestial, Jeová Deus. Cabia-lhe dar seu tudo, até a própria vida, para obter o tesouro inestimável do reino dos céus. Jesus ilustrou esta verdade importante mediante duas parábolas, dizendo: “O reino dos céus é semelhante a um tesouro que, oculto no campo, foi achado e escondido por um homem, o qual, movido de gozo, foi vender tudo o que possua e comprou aquele campo. O reino dos céus é também semelhante a um negociante que buscava boas perolas; e tendo achado uma de grande valor, foi vender tudo o que possui e a comprou”—Mat. 13:44-46.

17. Como provou Jesus seu direito e cumpriu Deus o pacto?

17 Cristo Jesus foi o primeiro que cumpriu essas parábolas entregando tudo o que tinha, até a sua vida então humana, para comprar o reino do céu ou se provar digno dele. Antes dele, nenhum dos filhos humanos de Davi de linhagem real se tinha provado digno de ser o herdeiro permanente de Davi porque todos eles eram pecadores, alguns de modo ímpio. Por outro lado, competia a Jesus guardar perfeitamente todos os mandamentos de Deus. Por este meio ele devia demonstrar que reconhecia a Jeová e mantinha fidelidade a Ele qual Soberano Universal Supremo, a Fonte de todo o poder do reino. Era necessário que ele estivesse disposto a morrer pela sua fidelidade nessa carreira, a fim de vindicar a soberania universal de seu Pai celestial. Foi um preço custoso a pagar, mas o ungido Jesus o pagou no Calvário. Desse modo ele confirmou o seu direito ao reino dos céus, reino esse que incluiria tudo que o reino de Davi tinha abrangido. Mas Jesus precisava viver, e viver para sempre pelo poder duma vida sem fim, para usufruir e exercer esse reino celestial eternamente. Portanto o Deus Onipotente cumpriu o seu pacto do Reino ressuscitando da morte o fiel Jesus à vida no espírito. Deus o revestiu da imortalidade e incorruptibilidade. (1 Ped. 3:18; 1 Cor. 15:44, 53, 54) Isto cumpriu o pacto de maneira muito mais sublime do que o Rei Davi jamais podia ter imaginado. Culminou as divinas “misericórdias a Davi“.

18. Como se mostra que a sua ressurreição está ligada ao pacto?

18 O ungido Jesus foi ressuscitado para ser a Semente de Davi para todo o sempre. Por esse milagre de Deus foi identificado de modo claro qual Semente e Herdeiro Permanente de tudo o que o pacto significava. Mostrando inequivocamente o que Deus significou por levantar Jesus à vida celestial no espírito, o apóstolo Paulo escreve: “Acerca de seu Filho (que veio da descendência de Davi quanto á carne, e que foi com poder declarado Filho de Deus quanto ao espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos), Jesus Cristo nosso Senhor.” (Rom. 1:3, 4) Ao passo que foi declarado Filho de Deus na ocasião em que foi ungido com o espírito após seu batismo no Jordão, Jesus foi cabalmente gerado, produzido ou reconhecido por Filho espiritual de Deus na época da sua ressurreição dos mortos. Outra vez é Paulo quem manifesta esta verdade dizendo: “Nós vos anunciamos boas novas, como a promessa feita a nossos pais, Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus, como também está escrito no salmo segundo, Tu és meu Filho, hoje te gerei. E quanto a que o ressuscitou dentre os mortos, para nunca mais tornar à corrupção, ele o disse desta maneira, Dar-te-ei as fiéis misericórdias de Davi. Portanto ele diz também em outro salmo, Não permitirás que o teu Santo veja a corrupção. Porque Davi, tendo servido sua geração pela vontade de Deus, adormeceu, e foi posto junto de seus pais, e viu a corrupção: mas aquele, a quem Deus ressuscitou, nenhuma corrupção viu.”—Act. 13:32-37, Ver. Aut. inglesa.

SEMELHANTE A MELQUISEDEC

19, 20. De que modo Jesus, embora fosse da linhagem de Davi, se tornou Sumo Sacerdote?

19 Cristo Jesus é maior do que Davi, ainda que tenha sido seu filho na carne. É o Senhor e Mestre de Davi de quem depende a própria vida futura de Davi. Isto se prova por outro fato. Quando Davi era rei no monte Sião não tinha funções sacerdotais. Os seus deveres oficiais eram assuntos do estado e não lhe foi permitido edificar o templo de Jeová. Os templos materiais que os descendentes terrestres de Davi, Salomão e Zorobabel, edificaram, onde estão hoje? Destruídos, ocupando atualmente o anterior sítio deles uma mesquita maometana! Mas Davi profetizou que seu Herdeiro e Senhor real seria “sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec” e que Jeová tinha jurado imutavelmente neste teor. (Sal 110:4) Consequentemente o Messias seria um sacerdote sobre o seu trono celestial. Jesus, nascido de Judá, da própria tribo de Davi, era tão pouco da tribo sacerdotal quanto Davi. De modo que Jesus não adquiriu seu Sumo Sacerdócio pela descendência de Aarão, o primeiro sumo sacerdote israelita. Não, mas foi feito Sumo Sacerdote real pelo juramento de Deus, juramento esse que Deus deu profeticamente no Salmo 110. Isto autorizou Jesus a oferecer o sacrifício de si mesmo para purificar com seu próprio sangue a humanidade do pecado herdado e fornecer-lhe a vida eterna por dar a sua vida humana. Ele foi feito sacerdote para sempre semelhante a Melquisedec quando o Deus Todo-poderoso o ressuscitou dos mortos como espírito glorioso, revestido da imortalidade e incorruptibilidade e tendo assim o poder duma vida infindável. O apóstolo Pedro se referiu a isto no dia de Pentecostes quando Cristo qual Sumo Sacerdote à destra de seu Pai derramou sobre seus seguidores o espírito santo. Pedro citou o Salmo 110, que contém o juramento de Deus, e disse :

20 A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado, pois, pela destra de Deus e, tendo recebido do Pai a promessa do espírito santo, derramou o que vedes e ouvis. Pois Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te á minha mão direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés”—Atos 2:32-35.

21. Assim sendo, de que maneira é ele mais alto do que Davi e o edificador apto do templo?

21 Pela sua exaltação ao segundo lugar depois do mais exaltado no universo, à destra de Deus, Cristo Jesus é feito rei muito maior do que Davi. Cabia bem a Davi, com quem Deus celebrou o pacto do Reino, profetizar o juramento de Jeová pelo qual o Rei Jesus Cristo seria feito também Sumo Sacerdote imortal. Ter assim um cargo adicional, o de Sumo Sacerdote, fez também Cristo Jesus servo de Deus maior do que Davi. Isto o fez apto de edificar o verdadeiro templo de Deus, do qual o templo edificado por Salomão, filho de Davi, era somente um esplêndido tipo. Jesus falou de si mesmo como sendo “maior do que Salomão” e ele era também o “Renovo” real de Davi, a messiânica “progênie de Davi” —Mat. 12:42; Apo. 22:16, Pereira.

22. Por que precisa ser mais alto do que o de Salomão o templo que ele edifica?

22 Que Jesus como Rei-Sacerdote edificaria o templo para o nome de Jeová a profecia de Zacarias 6:12, 13 predisse, dizendo: “Assim diz Jeová dos exércitos: Eis o homem cujo nome é o Renovo; brotará do seu lugar, edificará o templo de Jeová. Ele edificará o templo de Jeová ; levará a glória, e se assentará e dominará no seu trono; será sacerdote sobre o seu trono.” O sumo sacerdote de Israel entrava no Santíssimo do templo de Salomão para apresentar a Deus o sangue do sacrifício de expiação, mas Jesus entrou no próprio céu para aparecer na própria presença de Deus a fim de oferecer o valor do seu sacrifício humano. Isto prova que o templo que ele edifica tem de ser maior e mais exaltado do que o templo que Salomão edificou, assim como o céu da presença de Deus é mais exaltado do que o Santíssimo do templo terrestre de Salomão. De maneira correspondente, assim como o templo que o ex-carpinteiro Cristo Jesus edifica fica numa elevação mais alta do que o monte em Jerusalém sobre o qual ficava o templo de Salomão, assim o monte real sobre o qual o Rei Cristo Jesus há de reinar é infinitamente mais alto do que o monte Sião onde ficava o palácio de Davi. Por isso quando o apóstolo João teve a visão e disse. “Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil que tinham escrito o nome dele e o nome de seu Pai sobre as suas testas.” deve referir-se ao monte Sião celestial, a sede celestial do reino de Cristo, do qual o monte Sião terrestre era um mero tipo humilde.

23. Como provamos que é o templo que ele edifica?

23 O templo que ele edifica é a sua igreja ou congregação, e ele a edifica sobre si próprio, “esta Pedra”. Visto que ele é a Pedra viva de alicerce, todas as pedras deste templo antitípico são “pedras vivas”, seus 144.000 seguidores provados e fieis. O apóstolo Pedro se serve de tais figuras de comparação, dizendo aos seguidores de Cristo: “Chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas para Deus eleita e preciosa, sois vós tambem quais pedras vivas, edificados como casa espiritual para serdes um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso é que se acha na Escritura: Eis que ponho em Sião a principal pedra angular, eleita e preciosa, e aquele que nele crê, não será envergonhado.” (1 Ped. 2:4-6) O apóstolo Paulo diz aos cristãos como “pedras vivas”: “Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o espírito de Deus habita em vos? . . . pois o santuário de Deus, que sois vós, santo é.”—1 Cor. 3:16, 17.

24. De que forma é ele primogênito, o mais excelso dos reis da terra?

24 Na edificação deste templo espiritual de pedras vivas Jesus qual Herdeiro Permanente do pacto do Reino cumpre uma importante especificação desse pacto. Que Rei Sumo Sacerdote! Ele é a criação primogênita de Jeová. Exaltando-o soberanamente dessa forma pela sua soberba fidelidade Jeová cumpriu as misericórdias do pacto com Davi, prometidas nas seguintes palavras: “A minha fidelidade, porém, e a minha benignidade serão com ele, e no meu nome será exaltado o meu poder. Ele me invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Deus e a rocha da minha salvação. Eu o farei meu primogênito, o mais excelso dos reis da terra. Conservar-lhe-ei para sempre a minha benignidade, e persistirá com ele firme a minha aliança. (Sal. 89:24, 26-28) Sendo mais exaltado do que todos os reis da terra, nenhum desses lhe pode resistir e ele os castigará com derrota funesta na batalha do Armagedon. Com referência a esta a profecia diz: “Eles pelejarão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é Senhor dos senhores e Rei dos reis; também vencerão os que estão com ele, os chamados, os escolhidos e os fieis” (Apo. 17:14) Deus ficará fiel a seu pacto do Reino e dará a seu Filho primogênito soberanamente exaltado a vitória no Armagedon sobre a liga dos reis inimigos e suas nações unidas.

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