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  • Por que o Sionismo tem de fracassar?
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1958
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1958
w58 1/8 pp. 452-454

Por Que o Sionismo Tem de Fracassar?

Muitos judeus e não-judeus vêem no sionismo o cumprimento de profecias da Bíblia. Leia êste artigo para saber por que todos êstes erram e a quem se aplicam tais profecias duma restauração.

QUE é o sionismo? “O sionismo é a nação judaica em marcha.” Assim disse Theodor Herzl, pai do movimento sionista. Segundo o Anúario do Estado de Israel, para 1953-1954, “o sionismo é uma tentativa real de realizar e conseguir a sobrevivência do povo judeu”. E, segundo certos sionistas norte-americanos, o sionismo é, não somente “o judaísmo no seu maior auge e na sua maior força”, mas também a esperança messiânica de toda a humanidade.

Entre os clérigos fundamentalistas da cristandade há muitos que esperam também grandes coisas do sionismo. O periódico Land Reborn é dedicado a este ponto de vista. E uma declaração compreensiva deste modo de pensar acha-se no livro inglês intitulado A Queda e a Ascensão de Israel, de William L. Hull, missionário protestante, que passou muitos anos na Palestina. Êle tem a maior admiração pelo sionismo e compara seus líderes Herzl e Weizmann com Moisés e Abraão. Êle interpreta que os ’caçadores e pescadores’ de Jeremias 16:16 são os nazistas, cujas perseguições fizeram que os judeus voltassem à Palestina, e que a ’língua pura’ de Sofonias 3:9 é o idioma hebraico, que está sendo novamente falado na Palestina atual. Segundo êle, Deus permitiu a Primeira Guerra Mundial para que a Palestina fosse liberta dos turcos, e homens tais como Lloyd George, Churchill e Balfour “permitiram que Deus os usasse” para favorecer a causa sionista, “porque tinham fé na sua Palavra”. Hull aplica ao sionismo dezenas de profecias registradas em Isaías, Jeremias, Ezequiel, etc., bem como as palavras de aviso de Gamaliel em Atos 5:38, 39.

O semanário The American Weekly, de 13 de outubro de 1957, relatou no mesmo teor os frutos do sionismo, sob o cabeçalho: “Na Palestina Moderna — Cumprem-se as Profecias Bíblicas.” De acordo com êle, “os que esperam em Jehovah . . . subirão com asas como águias” teve cumprimento quando cêrca de 40.000 judeus foram trazidos de avião desde o Iémen, no sudoeste da Arábia, para a Palestina; e a profecia “em lugar do espinheiro nascerá o cipreste” predisse o grande reflorestamento realizado no Estado de Israel, um aumento de 17.000 árvores em 1917 para 21.000.000 em 1957, a maioria delas sendo coníferas ou árvores de cones. O sistema de irrigação de Israel, cujas águas vêm do Monte Sião, diz-se que cumpre a profecia de que “naquele dia ... em todas as torrentes de Judah correrão águas, e uma fonte sáirá da casa de Jehovah, e regará o vale de Shittim”. Assim também aplica-se à vinda à Palestina dos judeus de cinco continentes e setenta e quatro países diferentes a profecia que diz: “Não temas, porque eu sou contigo; trarei do Oriente a tua semente, e te congregarei do Ocidente. Direi ao Norte: Dá; e ao Sul: Não retenhas. Traze de longe meus filhos, e das extremidades da terra minhas filhas.” — Isa. 40:31; 55:13; Joel 3:18; Isa. 43:5, 6.

DESDE O MONTE SIAO ATÉ O SIONISMO

Qual é a origem e a história do sionismo?

O termo “sionista” foi cunhado por Nathan Birnbaum até mesmo antes de Herzl organizar o sionismo moderno. Birnbaum tirou o termo das Escrituras, pois Sião era o nome do morro da fortaleza em Jerusalém e o local onde se erguiam os palácios dos reis de Israel, começando com o Rei Davi. De fato, foi Davi que o libertou das garras dos jebuseus. Era um morro íngreme e de difícil acesso. O próprio nome foi definido de diversos modos como significando “ensolarado”, “fortaleza”, “conspicuidade” e “pilar monumental ou orientador”.

Sião tornou-se símbolo da cidade de Jerusalém, bem como do reino das duas tribos de Judá e Benjamim. Foi desolada em 607 A. C., por Nabucodonosor, e permaneceu um ermo por setenta anos. Foi novamente desolada em 70 E. C., pelas legiões romanas. Esta desolação foi predita cada vez como vinda em punição pelos pecados dos judeus.

Durante os séculos, desde o ano 70 E. C., os judeus fizeram repetidas tentativas de povoar novamente a Palestina, mas, nada permanente resultou disso até a década dos 1880, quando os Choveve Zion, os “Amantes de Sião”, começaram a colonizar a Palestina. A primeira Aliyah, ou recolonização, deu-se em 1882. O famoso caso Dreyfuss, na França, em princípios da década de 1890, revelou um intenso anti-semitismo, e fêz que certo correspondente judeu, Theodor Herzl, se apercebesse vivamente dos sofrimentos de seu povo e da necessidade que tinham duma pátria. Neste sentido, ele convocou em 1897 o primeiro Congresso Sionista, que teve por objetivo a criação duma pátria para todos os judeus.

Para Herzl, presidente do movimento sionista, e certos outros líderes, o local não tinha importância. Eram nacionalistas e filantropos, não religiosos devotos. Mas os adeptos, especialmente os judeus russos, não queriam saber de outra coisa a não ser a Palestina. Por isso Herzl capitulou, e até a sua morte, em 1904, ele tentou em vão interessar os homens destacados das diversas nações européias no seu projeto duma pátria judaica na Palestina. O bom êxito, porém, coube a Chaim Weizmann, que sucedeu a Herzl como presidente dos sionistas. Por causa da sua ajuda valiosa ao governo britânico, durante a Primeira Guerra Mundial, na fabricação de munição, êle conseguiu1 que este emitisse a Declaração de Balfour, em que o governo inglês se declarou a favor do estabelecimento duma pátria nacional para os judeus, na Palestina.

Em 24 de julho de 1922, o Conselho da Sociedade das Nações deu à Grã Bretanha poderes mandatórios sobre a Palestina. Mas, achando esta que sua amizade com os judeus estava alienando o mundo árabe, a Grã Bretanha começou a renegar as suas promessas aos judeus. Isto fêz que terroristas judeus violentos tornassem a posição da Grã Bretanha na Palestina tão difícil, que ela se retirou por fim, em 14 de maio de 1948, ocasião em que os judeus estabeleceram o Estado de Israel. A retirada da Grã Bretanha foi o sinal para a Liga Árabe atacar Israel. Embora essa excedesse em muito os israelenses, foi derrotada por causa do armamento superior de Israel. O armistício foi declarado às instâncias das Nações Unidas, continuando até o dia de hoje, os árabes recusando conceder a derrota e assinar o tratado de paz.

Desde então, o rumo do sionismo não tem sido nada pacífico. Não somente tem havido contínuas lutas e incidentes de fronteira entre Israel e seus vizinhos árabes, mas os seus negócios internos têm sido turbulentos, por causa do desacordo radical e fanático entre seus muitos partidos políticos. Por outro lado, também, os sionistas que_ foram para Israel são muito críticos dos que preferiram “as panelas de carne do Egito” na diaspora ou dispersão, tal como nos Estados Unidos. Incidentalmente, há ali muitos judeus fortemente opostos ao sionismo, insistindo em que o judaísmo não é questão de raça, nacionalidade ou política, mas puramente de ética e de religião.

POR QUE TEM DE FRACASSAR

O sionismo tem de fracassar porque Jeová não tem nada que ver com êle, e, “se Jehovah não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam”. Por mais de dezenove séculos Jeová mostrou aos hebreus favor especial, mas quando eles rejeitaram o Filho de Deus como seu Messias e o mandaram matar, Deus terminou o seu pacto com eles e substituiu-o por um novo, feito com os que aceitaram a Jesus Cristo como seu Messias. O que tem valido desde então não é o parentesco com Abraão, mas ter-se a fé de Abraão, que o sionismo não tem. De fato, Ben-Gurion considera a Jeová, o Deus da Bíblia, como mito e cita a Bíblia só porque, como tradição, “contém certamente um grão de verdade”. — Sal. 127:1; Mat. 23:37, 38; 26:28; Gál. 3:7.

Nem é esta apenas a atitude de Ben-Gurion. Waldo Frank, no seu livro sobre Israel, Cabeça de Ponte, publicado em inglês, mostra que os jovens de Israel não se consideram absolutamente judeus, mas exclusivamente israelenses. Não há, portanto, nenhum fato que apoie a crença de muitos, de que Deus fará algum milagre para que os judeus israelenses aceitem a Jesus como seu Messias. Nem apoiam as Escrituras tal pensamento. Conforme Jesus mostrou na sua ilustração sobre o rico e Lázaro, se os homens não querem nem dar atenção à palavra dos profetas de Deus, tampouco darão atenção mesmo que se fizesse um milagre, tal como a ressurreição de alguém dentre os mortos. Pode-se observar que se deu prova disso quando a ressurreição de Jesus deixou de resultar numa conversão geral dos israelitas a seu Cristo. — Luc. 16:31; Mat. 28:12-15.

Apesar do seu nome, o sionismo é essencialmente um movimento político, conforme demonstrou o Juiz Sobeloff no seu discurso, no banquete do sexagésimo aniversário do sionismo, realizado na cidade de Nova Iorque, noticiado pelo The American Zionist, de outubro de 1957. Falando sobre o tema “O Sionismo Como Movimento Político Contínuo”, êle declarou que “o sionismo é a reafirmação da justiça internacional. . . . O sionismo tem demonstrado. . . que a política pode ser instrumento da moralidade, e a política judaica é uma ampliação do judaísmo. . . . O sionismo tem de permanecer um movimento político, sólida e fortemente organizado para exercer a sua influência em toda a parte e especialmente no cenário norte-americano”.

O sionismo faz parte dêste velho mundo ou sistema de coisas, e se acha, portanto, condenado junto com êste. Assim como Pedro predisse ao compará-lo ao mundo antes do Dilúvio: “O mundo daquele tempo sofreu destruição, ao ser inundado com água. Mas, pela mesma palavra, os céus e a terra que agora existem se guardam para o fogo e estão sendo reservados para o dia do juízo e da destruição dos homens ímpios.” Isto não significará a destruição dêste globo, assim como êste globo não foi destruído no tempo do Dilúvio. Antes, significará a eliminação do sistema iníquo de coisas existente na terra por meio daquilo que é conhecido por ‘batalha do Armagedon’. — 2 Ped. 3:6, 7; Apo. 16:14, 16, NM.

AS PROFECIAS DA RESTAURAÇAO

Alguém talvez pergunte então: Que se pode dizer sôbre todas as profecias que falam da restauração e da prosperidade de Sião e de Israel? Ficarão estas sem cumprimento, ou já foram cumpridas, ou cumprir-se-ão no futuro, e caso sim, por meio de quem?

Jesus declarou que era impossível que qualquer parte da Palavra de Deus ficasse sem cumprimento. (Mat. 5:17, 18) Os fatos mostram que estas profecias já tiveram e ainda têm seu cumprimento. De que modo? Em primeiro lugar, muitas delas tiveram um cumprimento em pequena escala, quando os judeus voltaram do seu cativeiro na Babilônia, em 537 A. C. A terra que tinha estado desolada por setenta anos tornou-se novamente frutífera e povoada, e a adoração pura de Jeová foi restaurada, pelo menos por certo tempo.

Mas, estas profecias têm um cumprimento muito mais notável em nossos dias, no Israel e Sião espiritual, identificado em Apocalipse 7 e 14 como sendo os seguidores das pisadas de Cristo, que obterão a recompensa celestial e estão limitados a apenas 144.000. Êstes começaram a ser selecionados em Pentecostes e hoje restam apenas alguns, um “restante”, do número deles. E a este restante, que pertence à Sião celestial e ao Israel espiritual, que se aplicam as profecias da restauração. Os fatos mostram que, especialmente desde a década dos 1870, os membros do “restante” começaram a ser ajuntados e passaram então por um período de cativeiro, durante 1914-1918. Naquele tempo, sua “terra” ou condição de adoração foi desolada, correspondendo aos setenta anos de desolação de Judá. Daí, em 1919, Deus libertou-os e trouxe-os gradualmente a uma condição de prosperidade espiritual, por meio das suas providências, do seu espírito santo e da sua Palavra. A prova disso vê-se no seu crescente entendimento da Palavra e dos propósitos de Jeová, na sua grande felicidade e por se lhes a juntar uma grande multidão de ’estrangeiros’, que lhes ajudam no ajuntamento espiritual. — Isa. 61:5.

Não, o sionismo político não voltou à Palestina para restaurar a adoração de Jeová, da maneira como os judeus fizeram em 537 A. C., e do modo como o restante espiritual voltou à sua “terra” de adoração pura. O sionismo político não tem a fé de Abraão como tiveram os exilados que voltaram da Babilônia e como a têm hoje os servos de Jeová. Não havendo apoio bíblico para o sionismo político, êle se acha condenado ao fracasso. É a obra de homens e resultará em nada. — Atos 5:38, 39.

Portanto, que todos os homens de boa vontade, judeus e não-judeus, que têm fé na Palavra de Deus e nas suas profecias de restauração, se desviem do sionismo político. Antes, olhem êles para a Sião celestial, para o Israel espiritual, agora representado na terra pelos membros da sociedade do Novo Mundo das testemunhas cristãs de Jeová. Aprenda como pode gozar agora das bênçãos e da prosperidade da restauração espiritual e ter a esperança certa duma vida infindável em felicidade, na terra paradisíaca, e isso no futuro próximo.

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