BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • w59 15/7 pp. 420-427
  • A Benevolência Divina e o Reino

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • A Benevolência Divina e o Reino
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1959
  • Subtítulos
  • Matéria relacionada
  • AMOR LEAL
  • LEALDADE PARA COM O REINO
  • Homens de Benevolência e o Reino
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1959
  • Pactos entre Deus e o homem
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1961
  • Novo pacto
    Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 2
  • Novo Pacto
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
Veja mais
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1959
w59 15/7 pp. 420-427

A Benevolência Divina e o Reino

“Em certeza será estabelecido firmemente um trono, em benevolência, e alguém terá de assentar-se nele em veracidade na tenda de Davi, julgando, e buscando a justiça, sendo resoluto na retidão.” — Isa. 16:5, NM

1, 2. (a) Que convite faz Jeová a todos os sedentos e famintos junto com que promessa aos que o aceitam?(b) Qual é a sede e a fome que há? E por que haverá um cumprimento do pacto que está envolvido?

“Ó VÓS, todos os sedentos! Vinde à água. E os que não tendes dinheiro! Vinde, comprai e comei. Sim, vindo, comprai vinho e leite, mesmo sem dinheiro e sem preço. Por que continuais vós, povo, a pagar dinheiro por aquilo que não é pão, e por que labutais por aquilo que não resulta em satisfação? Escutai-me atentamente e comei o que é bom, e deixai a vossa alma achar supremo deleite na gordura. Inclinai o vosso ouvido e vinde a mim. Escutai, e a vossa alma continuará viva, e eu celebrarei prontamente convosco, povo, um pacto que durará indefinidamente com respeito às benevolências para com Davi, que são fieis. Vêde! Eu o dei como testemunha para os grupos nacionais, como chefe e comandante para os grupos nacionais.” — Isa. 55:1-4, NM.

2 Esta foi a chamada de Jeová Deus, convidando os sedentos e os famintos. De que há sede e fome? Sede e fome dum rei justo, dum bom governo, em cumprimento do pacto que Jeová Deus celebrara com o Rei Davi. Nunca houve um pacto mais importante do que este pacto celebrado pelo próprio Deus com o homem Davi. Todos os que tenham sede e fome dum governo de justiça, de paz e de integridade perfeita, têm de esperar até que Deus cumpra plenamente este pacto. O pacto não é apenas um pedaço de papel que possa ser rasgado e pisado pelos que deliberadamente o violam. O pacto é inquebrantavelmente obrigatório. Tem de ser cumprido e será cumprido.

3. Que partícipe do pacto propôs o mesmo, e o que é que dignifica a este pacto?

3 Talvez pareça incrível que o Deus Altíssimo do céu faça um pacto ou contrato solene e obrigatório com um mero homem da terra. No entanto, o próprio Deus forneceu-nos o registro dos seus pactos celebrados com homens. Foi Ele quem propôs este pacto com o Rei Davi. Um homem decaído e imperfeito nunca poderia presumir sugerir tal coisa. Visto que o pacto foi proposto por alguém tão elevado e poderoso como Jeová Deus, deve ser algo demasiado grandioso para ter sido concebido nas idéias dum homem. Não pode ser nada trivial. Deve ser algo de suprema importância para Deus e benéfico para o homem. É isto o que dá dignidade ao pacto.

4. Que foi que Abraão ouviu Jeová dizer com juramento por meio de Seu anjo?

4 Imagine um homem ouvir Jeová Deus dizer: “Juro por mim mesmo, é a expressão de Jeová, que em razão do fato de que fizeste esta coisa e que não me negaste teu filho, teu único, certamente te abençoarei e certamente multiplicarei a tua semente como as estrêlas dos céus e como os grãos de areia que há na praia do mar, e tua semente tomará posse do portão dos seus inimigos. E, por meio de tua semente, tôdas as nações da terra se abençoarão certamente, devido ao fato de teres escutado a minha voz.” (Gen. 22:15-18, NM) Contudo, foi isso o que o patriarca hebreu, Abraão, ouviu Deus dizer por intermédio de seu anjo. Êle ouviu Deus jurar por si mesmo o pacto ali anunciado.

5. Por que devemos nós hoje apreciar a importância e o valor deste pacto? A que pergunta de importância pessoal temos de responder?

5 Especialmente nós, dentre todas as pessoas, devíamos apreciar a importância e o valor dêste pacto. Nós, hoje em dia, devíamos poder ver que é extremamente necessário que as nações se abençoem pelo meio fornecido por Deus. Atualmente, todas as nações do mundo, inclusive a república de Israel, estão em realidade amaldiçoando-se pelo materialismo e pelo militarismo. Isso não se dá porque não exista a semente ou descendência prometida de Abraão, para se buscar a bênção. Não; antes, o caso é que as nações não têm fé no pacto que o próprio Deus fêz com Abraão, e elas e desprezam egoísta e orgulhosamente a sua semente ou descendência. A pura tolice dêste ato das nações é claramente visível à todos. Portanto, a questão assume uma importância pessoal: Quem dentre “todas as nações da terra” alcançará a benção pelo meio provido por Deus?

6, 7. (a) Por que outro pacto acha-se apoiado o pacto feito com Abraão? (b) Que pergunta a respeito do Rei Davi decidiu este pacto? Que qualidade chamou Jeová à atenção?

6 Certamente, se seguirmos as nações mundanas ou seus líderes políticos e seus conselheiros econômicos e religiosos, alcançaremos a maldição em vez de a bênção de Deus, por meio da semente de Abraão. Êste pacto feito com Abraão é secundado pelo pacto de Deus com o Rei Davi. Contando-se desde Abraão, Davi foi o décimo quarto homem na descendência dêle. Por isso foi chamado de filho de Abraão. (Mat. 1:1) Por meio do pacto feito com Davi, filho de Abraão, Deus assegurou que o pacto abraâmico para a bênção de todas as nações e famílias da terra seria cumprido mediante um govêrno, um reino teocrático. Davi, nos seus dias, era rei duma nação teocrática, o antigo Israel, com sua capital em Jerusalém. O rei que o precedeu, Saul, da tribo de Benjamim, morrera em batalha sem ter sucessor no trono de todo o Israel. Surgiu a questão: Teria o Rei Davi um sucessor na sua família no trono de Jerusalém? Jeová Deus garantiu isso. Visto que o Rei Davi demonstrou tal zêlo santo pela casa de adoração de Deus, ou seu templo, Jeová Deus introduziu outro pacto de importância para toda a humanidade. Ele disse a Davi por meio de seu profeta Natã:

7 “Jeová te disse que é uma casa que Jeová fará para ti. Quando se completarem os teus dias e te deitares com os teus antepassados, então suscitarei certamente a tua semente depois de ti, que procederá de tuas entranhas, e eu, deveras, estabelecerei firmemente o seu reino. É êle quem há de construir uma casa para meu nome, e eu, com certeza estabelecerei firmemente o trono do seu reino para sempre. Eu mesmo mesmo me tornarei seu pai e êle mesmo se tornará meu filho. Quando êle proceder de modo errado, então o repreenderei certamente com a vara de homens e com os golpes dos filhos de Adão. Quanto à minha benevolência, ela não se apartará dêle do modo como a removi de Saul, a quem removi diante de ti. E a tua casa e o teu reino serão certamente firmes para sempre diante de ti; teu próprio trono ficará estabelecido firmemente para sempre.” — 2 Sam. 7:11-16,NM.

AMOR LEAL

8. Por que se fala deste pacto como “um pacto que durará indefinidamente com respeito às benevolências para com Davi, que são fiéis”?

8 Que grandioso pacto era êste, um pacto referente a um govêrno, um reino, que seria estável para todo o sempre, cujo trono nunca seria derrubado! Que privilégio indizível era para um homem fiel e sua família ser incluído naquele pacto do reino! Êste pacto se cumpriria, tendo grande necessidade da benevolência de Deus para atingir seu grandioso clímax num reino eternamente firme. De fato, foi a benevolência que inspirou o pacto da parte de Deus. Considerado dêste ângulo, podemos entender por que Jeová, por meio de seu profeta Isaías, fala dêle como sendo “um pacto que durará indefinidamente com respeito às benevolências para com Davi, que são fiéis”.

9. Como se expressa esta benevolência? Portanto, que tradução alternativa, em inglês, de hhésed apresenta a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas na sua margem?

9 Muito depende, portanto, da benevolência de Jeová. Ela é uma das suas características notáveis e se tem destacado a favor de nós, criaturas humanas. Um estudo desta palavra “benevolência” revela que significa mais do que ser bondoso por causa dum motivo amoroso. Estabelece uma relação entre aquêle que demonstra a benevolência e aquele que é beneficiado por ela. É uma bondade que se prende amorosamente ao objeto da benevolência e que se apega a ele em lealdade, não se afastando até que se atinja o objetivo meritório da benevolência. De fato, a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, na sua nota marginal sôbre o texto hebraico, oferece a tradução alternativa de “amor leal” da palavra hebraica no plural é traduzida por “atos (ou: casos) de amor leal”, “plena benevolência” ou “pleno amor leal”.

10. Segundo um léxico recentemente publicado, como rezaria a expressão em Isaías 55:3, e, assim, o que é que torna impossível que fracasse o propósito da benevolência?

10 Um léxico hebreu-inglês publicado recentemente, sugere que estas provas contínuas de benevolência deviam rezar “a sempre provada lealdade”. De modo que a expressão “um pacto que durará indefinidamente com respeito às benevolências para com Davi, que são fiéis, devia rezar “um pacto que durará indefinidamente com respeito à sempre provada lealdade para com Davi, que é fiel.” Esta repetida prova da lealdade de Deus é o que a torna fiel. De modo que a lealdade de Deus para com aquele a quem ele aceita no pacto com si próprio prova ser infalível. Mostra a solidariedade de Deus com aquele que é aceito no pacto. Isto faz que o pacto se mantenha firme, não importa o que a outra parte no pacto faça. Torna certo que o propósito da benevolência não falhará, causando desapontamento.

11, 12. (a) Portanto, Jeová pode ser descrito como sendo o que com seus fiéis adoradores? (b) Quais foram os desenvolvimentos que levaram ao primeiro uso da palavra ‘benevolência’ nas Escrituras?

11 Seja este fato para a Sua honra e bom nome: Jeová Deus é leal. Desde a primeira menção desta palavra cheia de significado no texto hebraico, a benevolência do grande Deus que preserva seus fiéis adoradores resplandece com cordialidade confortadora. Ao ser mencionada pela primeira vez, o sobrinho do patriarca Abraão vivia na cidade de Sodoma. Jeová Deus disse a Abraão que estava em vias de destruir essa cidade iníqua e imoral. Abraão sabia que o seu sobrinho Ló, junto com a esposa e as duas filhas dele, achavam-se na cidade e que as suas vidas estavam em perigo — quatro pessoas. Querendo evidentemente poupar as vidas dêles por fazer que se poupasse a própria Sodoma, Abraão instou com Jeová até que Jeová prometeu, por fim, que, se tão poucas quantas dez pessoas justas fossem encontradas dentro de Sodoma, êle não destruiria a cidade.

12 Dois anjos de Jeová dirigiram-se a Sodoma disfarçados em homens, e Lot ofecereu-lhes a hospitalidade de seu lar. Por acolhê-los como seus hóspedes, Lot estava obrigado a ser leal para com êles. Êle provou isso durante o assalto dos sodomitas contra a sua casa. Êle avisou, em fé, seus futuros genros sobre a destruição iminente da cidade condenada. Na manhã seguinte, antes de o sol se levantar, os anjos apressaram Lot e sua família para fora da cidade. “Escape para a região montanhosa, temendo seres arrasado!” disse um dos anjos de Jeová. Lot pediu então um favor adicional, dizendo: “Não isso, por favor, Jeová! Por favor, teu servo tem achado favor aos teus olhos, de modo que magnificas a tua benevolência que exerceste para comigo, a fim de preservar viva a minha alma, mas eu — eu não posso escapar à região montanhosa.” O anjo de Jeová, mostrando consideração, concedeu-lhe o favor pedido, e Lot e suas filhas foram bem sucedidos na fuga e sobreviveram à queima de Sodoma com fogo e enxôfre. — Gên. 18:16 a 19:26,NM.

13. (a) Que qualidade de Deus foi magnificada pelo livramento de Lot e de suas filhas? (b) Por que não precisam as “outras ovelhas“ de hoje em dia temer que a benevolência de Jeová fracasse?

13 Êste livramento de Lot e de suas filhas magnificava o amor leal de Jeová, principalmente para com o tio de Lot, Abraão, pois foi com êle que Jeová fizera o pacto para a bênção de todas as famílias da terra. (Gên. 12:1-3) Isso foi uma ilustração para os nossos dias, para as pessoas semelhantes a ovelhas que estão sendo ajustadas ao favor divino. Estas também precisam depender grandemente da mesma benevolência, do mesmo amor leal de Jeová, para preservá-las através da destruição em fogo da organização mundial que é chamada espiritualmente de Sodoma. (Apo. 11:8) Tais “outras ovelhas” do Grande Pastor não precisam temer que a sua benevolência falhe. Pois, tanto quanto vinte e seis vezes somente o Salmo 136 repete a razão para se louvar a Jeová,dizendo: “Pois a sua benevolência dura por tempo indefinido.” Quando êle declarou o seu próprio nome ao profeta Moisés, no Monte Sinai, ao escrever os Dez Mandamentos, êle descreveu a si próprio, dizendo: “Jeová, Jeová, Deus misericordioso e gracioso, vagaroso na ira e abundante na benevolência e na verdade, preservando a benevolência para com milhares, perdoando a iniquidade, e a transgressão, e o pecado, . . . Eis que eu celebro um pacto: . . . Pois não te inclinarás diante de outro deus, porque Jeová está exclusivamente devotado ao seu nome. Êle é um Deus que exige devoção exclusiva.” (Êxo 34:4-14,NM) Este Deus, que ressente ser caluniado e que exige devoção indivisa, é correto em todo pormenor ao descrever a si próprio. Por isso podemos contar seguramente com a sua lealdade.

LEALDADE PARA COM O REINO

14. O que exigiu este pacto do reino desde o início? Portanto, de que princípio nunca nos podemos afastar?

14 Desde o momento em que Jeová estabeleceu com Davi o pacto referente a um reino eterno, êste pacto do reino tornou-se algo que exigia apoio e aderência leais tanto da parte de Deus como da parte do homem. O pacto estava inseparávelmente ligado com o Rei Davi e sua linhagem de sucessores reais. De fato o pacto foi personificado pela casa ou dinastia de Davi, de modo que lealdade ao pacto significava lealdade à casa de Davi, debaixo de Jeová Deus. A lealdade do homem tinha de ser para com êste pacto. Até êste ano de 1959, este é um princípio do qual nunca nos podemos afastar, se estivermos determinados agradar ao grande Determinador do pacto, Jeová Deus. Temos o próprio Jeová como Exemplo perfeito de lealdade.

15. Depois de ter sido favorecido com este pacto, em que série de crimes foi apanhado o Rei Davi?

15 Bastante tempo depois de o Rei Davi ter sido tão altamente favorecido com êste pacto, êle foi apanhado numa série de pecados chocantes, crimes tenebrosos em violação dos Dez Mandamentos. Ele cobiçou a mulher de outro homem e cometeu adultério com ela, a esposa de seu próprio fiel oficial de exército, Urias, o hiteu. Quando a mulher ficou grávida, o espiritualmente desiquilibrado Davi procurou proteger-se. Mandou que o marido dela fosse colocado numa perigosa posição na batalha, para ser abandonado ali à morte certa. Depois que o corajoso e leal Urias tinha sido assim enviado à sua morte, Davi mandou buscar e acolheu a mulher de Urias na sua própria casa, para ser uma de suas muitas esposas. Não devia Davi, impuro e manchado de sangue, ser condenado à morte por estes crimes e cancelado o pacto feito com êle?

16. Como foi Davi punido por isso, e quem sofreu a morte?

16 Por intermédio do mesmo profeta Natã, por meio do qual Jeová anunciara o pacto do reino a Davi, Jeová enviou a sua mensagem de pesada condenação, mostrando quão desprezível tinha sido a ação de Davi. Em punição dela, a espada nunca se apartaria da família pessoal de Davi; o mal surgiria de sua própria casa e algumas de suas esposas seriam abertamente violentadas. Davi viu como êle tinha desprezado a Jeová e tratado desrespeitosamente o Deus do pacto. Cheio de tristeza confessou o seu pecado contra Jeová. Temeu pela vida. “Não morrerás”, disse-lhe Natã, mas o filho ilegítimo de seu adultério cobiçoso havia de morrer. Nada desviou Jeová desta sentença. Este filho ilegítimo viveu apenas sete dias e morreu.

17. (a) Que aconteceu porém com o pacto do reino com Davi? (b) Como se mostrou a profundeza da benevolência de Jeová para com o sucessor imediato de Davi?

17 No entanto, que se podia dizer do pacto do reino feito com Davi? Jeová não cancelou. Foi leal a êle. Exerceu a benevolência que havia de acompanhar êste pacto, a fim de fazer dêle um glorioso êxito. Davi foi readmitido no favor divino e foi mantido no “trono de Jehovah” em Jerusalém; mas as diversas punições especificadas na sentença condenatória de Jeová foram impostas a Davi no decorrer do tempo. A profundeza da benevolência ou do amor leal de Jeová mostrou-se ainda mais no próximo filho que Davi teve da ex-esposa de Urias, um filho legítimo, que foi escolhido por Deus para tornar-se sucessor de Davi no trono e para levar avante o pacto do reino. Assim, depois da morte de Davi no favor divino, “Salomão assentou-se no trono de Jehovah como rei em lugar de seu pai David, e foi prospero; e todo o Israel lhe rendeu obediência.” (1 Crô. 29:23; 2 Sam. 11:1 a 12:25) A benevolência de Jeová para com o pacto do reino mostrou-se um meio de salvação. Quão maravilhoso!

18. Portanto, como se expressou Davi corretamente no seu salmo, e o que disse seu filho, Salomão, de modo pertinente em oração na dedicação do templo?

18 É por isso que o Rei Davi podia dizer no seu salmo: “Eu te agradecerei, ó Jeová, entre as nações, e para o teu nome farei melodia. Aquêle que faz grandes atos de salvação para seu rei e que exerce benevolência para com seu ungido, para com Davi e para com sua semente para sempre.” (2 Sam. 22:50, 51) Quando seu filho e sucessor, Salomão, estava dedicando o magnífico templo para o qual Davi tinha feito tantos preparativos, o Rei Salomão podia dizer com sincera apreciação, em oração pública a Deus: “Ó Jeová, Deus de Israel, não há Deus semelhante a ti, nos céus acima ou na terra em baixo, guardando o pacto e a benevolência para com os teus servos que andam diante de ti com todo o seu coração, tu, quem tens guardado para com teu servo Davi, meu pai, aquilo que lhes promeste, de modo que fizeste a promessa com a tua própria bôca, e com a tua própria mão realizaste o cumprimento, como neste dia. E agora, ó Jeová, Deus de Israel, guarda para com teu servo Davi, meu pai, aquilo que lhe prometeste, dizendo: “Não será exterminado diante de mim um homem teu, para se assentar no trono de Israel, se os teus filhos somente cuidarem do seu caminho, por andarem diante de mim assim como tu tens andado diante de mim.’ E agora, ó Deus de Israel, por favor, mostre-se fidedigna a tua promessa que fizeste a teu servo Davi, meu pai.” — 1 Reis 8:22-26, NM.

19. Como surgiu a necessidade na velhice de Salomão, que Jeová exercesse benevolência, e em razão de que se permitiu que Abião sucedesse a Roboão no trono?

19 Em lamentável contraste com seu pai Davi, o Rei Salomão desviou-se na velhice de Jeová. Surgiu, então, novamente a necessidade de que Jeová exercesse a sua benevolência, pela causa do pacto eterno do reino. O pacto não foi eliminado. Por isso foi que Roboão, filho de Salomão, sentou-se no trono de Jeová em Jerusalém, mas não como rei sôbre todas as doze tribos de Israel. Pelo decreto de punição da parte de Jeová, dez tribos foram cortadas do domínio dos reis da casa de Davi. Assim foi que Roboão governou somente sobre duas tribos fiéis, Judá e Benjamim (1 Reis 11:1-13; 12:19-24) Roboão morreu como rei mau. Não obstante, seu filho Abião ascendeu ao trono do reino de Judá. Por quê? A resposta inspirada diz: “Em atenção a David deu-lhe Jehovah uma lampada em Jerusalem suscitando a seu filho depois dele, e dando estabilidade a Jerusalem; porque David fez o que era reto aos olhos de Jehovah e em nada se afastou de tudo o que lhe ordenou em todos os dias da sua vida, excepto no que se passou a respeito de Uriah hitteu.” — 1 Reis 15:4, 5.

20. Que apelo fez o Rei Abião ao exército Israelita inimigo, e para quem venceu Jeová a batalha?

20 Quando o Rei Abião foi fazer guerra contra as dez tribos revoltadas de Israel, primeiro fêz um apêlo para eles do cume dum monte nas seguintes palavras. “Não vos convém saber que Jeová, Deus de Israel, deu para sempre a soberania sobre Israel a David e aos seus filhos por uma aliança de sal? . . . Agora vós pensaes que podeis resistir ao reino de Jehovah que está nas mãos dos filhos de David, visto que sois uma grande multidão, e tendes convosco os bezerros de ouro que Jeroboam [vosso rei] vos fez para deuses, . . . Eis que Deus está conosco, á nossa frente, como também os seus sacerdotes com as trombetas para tocarem alarme contra vós. Não queiraes, filhos de Israel, pelejar contra Jehovah, Deus de vossos pais; porque não serei bem sucedidos.” (2 Cro. 13:3-12)Todavia, o pacto do reino e a aderência leal a Jeová, como Deus do Pacto, não tinha atrativos para aqueles israelitas revoltados. Empenharam-se na batalha. Mas, Jeová venceu a batalha para os que se apegavam lealmente ao seu pacto do reino, feito com Davi.

21, 22. Quem era um exemplo para nós hoje para colocarmos a adoração e o reino de Deus acima do nacionalismo? Que registro fizeram para si mesmos?

21 A divisão das doze tribos de Israel em dois reinos impunha uma grande prova aos israelitas quanto à lealdade ao pacto do reino. Mas, havia israelitas que colocavam a adoração de Deus e do seu reino acima do nacionalismo. Êstes são um exemplo para nós hoje em dia. Por exemplo, considere-se os sacerdotes e levitas que serviram no templo de Jeová em Jerusalém, mas cujos lares se achavam em quarenta e oito cidades espalhadas pelas doze tribos de Israel (Num. 35:6-8; Jos. 21:1-41) O registro a respeito deles reza:

22 “E os próprios sacerdotes e levitas que havia em todo o Israel tomaram sua posição a favor [do filho do Rei Salomão] dentre todos os territórios dele. Pois os levitas deixaram suas pastagens e sua propriedade e vieram a Judá e a Jerusalém, porque Jeroboão [o rei das dez tribos revoltadas] e seus filhos os tinham exonerado de agir como sacerdotes de Jeová. . . . E seguindo-lhes [i. e.: aos levitas] de todas as tribos de Israel, os que haviam posto seu coração a buscar a Jeová , o Deus de Israel, vieram a Jerusalém fazer sacrifícios a Jeová, Deus de seus antepassados. E continuavam a fortalecer o reinado de Judá e a confirmar Roboã, filho de Salomão.” — 2 Crô. 11:13-17, NM.

23. Segundo o registro, que atitude quanto a questão em debate tomaram os israelitas que viviam temporariamente em Judá?

23 Os israelitas que viviam temporariamente em Judá não se revoltaram nem instigaram uma guerra civil, mas submeteram-se lealmente ao rei que representava o pacto do reino de Jeová feito com Davi. O registro diz: “Quanto aos filhos de Israel, que habitavam nas cidades de Judá, sôbre eles reinou Roboão.” — 2 Crô. 10:17, Al.

24. Durante os reinados dos reis de Judá, quem desertou para o reino de Judá, e a quem ajuntou Asa a Jerusalém, resultando disso que pacto?

24 Durante os reinados de vários reis de Judá, os israelitas fieis desertaram para o reino de Judá, porque seu rei gozava das benevolências ou atos de amor leal de Jeová. Nos dias do neto de Roboão, o Rei Asa, ele “congregou todo o Judah e Benjamim, e os que peregrinaram no meio deles, de Ephraim, de Manassés, e de Simeão [das tribos revoltadas]; e de Israel muitos se aliaram com ele, vendo que Jeová seu Deus era com ele. Ajuntaram-se em Jerusalém . . . Entraram numa aliança para buscarem a Jehovah, Deus de seus pais,com todo o seu coração e com toda a sua alma.” Buscaram-no enquanto podia ser achado e “deles foi achado”. — 2 Crô. 15:9-15.

25, 26. (a) Que demonstração notável de lealdade ao pacto do reino foi dada na morte do Rei Acazias de Jerusalém? (b) Como foi finalmente ungido rei o único herdeiro do pacto do reino?

25 O Rei Acazias foi o oitavo governante de Jerusalém na linhagem do Rei Davi. Quando ele morreu, houve uma notável demonstração de lealdade para com o pacto do reino, conforme simbolizado na casa real de Davi. Sua mãe Atália, neta do iníquo Rei Onri das dez tribos revoltadas, usurpou o trono de Jerusalém. Êste trono pertencia somente a homens no pacto do reino de Jeová. A fim de manter-se nele, Atália “destruiu toda a estirpe real da casa de Judá”, todos menos um menino, Joás. A tia dele, Josabet, casara-se com o sumo sacerdote levita, Joiada. Decidida a manter viva a estirpe real do Rei Davi,em harmonia com o pacto de que não faltaria a Davi um homem para assentar-se no seu trono, a tia Josabet tirou clandestinamente o menino Joás. Ela guardou tanto a ele como a sua ama num dormitório interno no templo de Jeová.

26 Quão apropriado era que o templo de Jeová ocultasse em segurança o único herdeiro de Seu pacto do reino! No sétimo ano desta existência oculta de Joás, que estava crescendo, o Sumo Sacerdote leal, Joiada, o trouxe para fora e o ungiu rei, junto a um pilar do templo. A usurpadora assassina Atália ouviu o barulho do júbilo. “Traição! traição !” gritou ela quando veio e viu o que tinha acontecido. O Sumo Sacerdote Joiada, em lealdade ao rei legítimo de Jeová, mandou que ela fosse levada para fora e que fosse morta junto a um portão do palácio. (2 Crô 22:10 a 23:15; 2 Reis 11:1-16) Jeová, na sua benevolência, e por meio dos seus adoradores leais, provou ser fiel ao seu pacto feito com seu servo, o rei Davi.

27. No caso de Joás, de que modo conduziu a falta de apreciação a deslealdade? Mas o que manteve em operação o pacto do reino?

27 A perda de apreciação conduz à deslealdade. Até mesmo Joás deu um exemplo disso. Enquanto vivia o Sumo Sacerdote Joiada, agindo como seu conselheiro espiritual, o Rei Joás procedia direito. Depois da morte de Joiada, Joás deu ouvidos aos príncipes de Judá, que tinham inclinações idólatras. O filho de Joiada, o Sumo Sacerdote Zacarias, objetou a isso. “Porque abandonaste a Jeová, ele, por sua vêz, abandonará a vós”, disse ele. Finalmente, as ordens do próprio Rei Joás, o povo conspirou contra o Sumo Sacerdote Zacarias e apedrejou-o até morrer, no próprio átrio do templo de Jeová. Que ingratidão vil! Diz 2 Crônicas 24:22 (NM) :“Joás, o rei, não se lembrou da benevolência que Joiada, seu pai [i.e.: o de Zacarias], tinha exercido para com ele, de modo que matou-lhe o filho, o qual, quando estava ao ponto de morrer, disse: “Que Jeová cuide disso e o retribua.’“ Jeová fêz isso. O registro diz-nos como Joás morreu: “Seus próprios servos conspiraram contra êle por causa do sangue dos filhos de Joiada, o sacerdote, e mataram-no no seu próprio leito, de modo que morreu.” (2 Crô. 24:25, NM) Seu filho Amazias sucedeu-lhe no “trono de Jehovah”. Assim, pela benevolência de Jeová, o pacto do reino continuava operando.

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar