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  • Ministro a caminho
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1975
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1975
w75 1/10 pp. 589-592

Ministro a caminho

CONFORME NARRADO POR ANGELO CATANZARO

TENHO sido ministro a caminho desde 1947. Naquele ano, a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos E. U. A.) designou-me para ser superintendente de circuito, ou ministro viajante, para visitar congregações das testemunhas cristãs de Jeová, a fim de edificá-las e animá-las. Mas eu sou apenas um dentre cerca de dois mil superintendentes viajantes em várias partes do mundo. Gostaria de contar-lhe algo sobre o nosso trabalho.

Em primeiro lugar, viajamos muito. Minhas tarefas me levaram a quarenta e dois estados dos Estados Unidos, começando em Geórgia. Visto que viajamos tanto talvez se pergunte onde é que moramos.

UM LAR ENTRE MUITOS AMIGOS

Minha esposa e eu ficamos nos lares de nossos irmãos cristãos, que de bom grado compartilham conosco o que têm. Nas grandes cidades, muitas vezes ficamos com pessoas que têm apenas três cômodos. E elas freqüentemente insistem em que durmamos na sua cama, enquanto elas dormem no sofá.

Certa vez ficamos no lar de uma de nossas irmãs cristãs, cujo marido era judeu e não era Testemunha. Ele ficou impressionado com sermos tão felizes, embora não recebamos honorários assim como os clérigos da cristandade. Naquela cidade de Portsmouth, Ohio, havia um pequeno grupo judeu, e um rabino vinha celebrar os ofícios deles. Mas ele insistia em um pagamento garantido de 75 dólares pelo ofício de uma hora que ele celebrava. Além disso, recebia os donativos obtidos naquele dia nos ofícios.

Assim, em vista de tudo isso, o judeu em cuja casa ficamos hospedados quase não podia acreditar que não só ficávamos em lares particulares, mas que fazíamos nosso trabalho sem ordenado. Cada dia ele pedia que lhe contasse experiências tidas na nossa obra de pregação de casa em casa. E ele dizia repetidas vezes que sabia que seu rabino trabalhava por dinheiro, não por amor a Deus e à congregação.

Quando chegou a hora de eu proferir um discurso público naquela semana, este judeu perguntou: “Não vai convidar-me para ouvir o seu sermão?” Ele assistiu ao discurso e desde então tem sido freqüentador regular das reuniões das testemunhas cristãs de Jeová.

Às vezes somos convidados a ficar em lares em que as pessoas não são Testemunhas, embora mostrem interesse na mensagem da Bíblia. Em Ardmore, Oklahoma, passamos uma semana com tal família. Tanto o marido como a mulher fumavam sem parar, lendo muito à noite. A fumaça dos cigarros passava pela porta de nosso dormitório e nos acordava à noite. Mas, antes de partirmos de manhã e depois de voltarmos de nossa atividade de pregação, faziam-nos muitas perguntas bíblicas.

Pois bem, seis meses depois, numa assembléia, este casal estava entre os batizandos. Não fumavam mais e se sentiam muito melhor como louvadores de Jeová. Durante a nossa estada com eles, o homem e sua mulher ficaram profundamente impressionados com a nossa confiança em Jeová e por lhes citarmos a Bíblia para as respostas aos problemas da vida.

COMPARTILHANDO AS BOAS NOVAS

Ao visitarmos uma congregação das testemunhas de Jeová, meu trabalho envolve muito mais do que proferir discursos bíblicos para a congregação. Grande parte do meu tempo é gasto em trabalhar com meus irmãos cristãos na pregação de casa em casa. Posso compartilhar minha experiência com outros e também aprendo por observar os métodos que usam para levar a mensagem da Bíblia aos sinceros na localidade. Por isso tiramos proveito mútuo do trabalho com nossos irmãos cristãos.

Tenho participado na pregação com pessoas de todas as idades. Recentemente, acompanhei uma senhora de noventa e três anos que se empenha na pregação por tempo integral. Trabalhei também com um menino de quatro anos. Neste último caso, eu dizia aos moradores que o menino que me acompanhava estava ensaiando para ser ministro, e ‘ele quer dizer-lhe algo’. Ele lhes entregava então um convite para o discurso bíblico, público.

Quando falamos com as pessoas sobre o reino de Deus e a vindoura Nova Ordem justa de coisas, muitas vezes ouvimos comentários assim: “Por que é que nossos clérigos não nos falaram sobre estas coisas?” Tenho encontrado muitos que admitem que seus ministros, sacerdotes e rabinos falharam em dar-lhes uma esperança sólida. Muitas vezes queixam-se de que os clérigos só parecem estar interessados em dinheiro e em confortos pessoais. Tais moradores ficam impressionados de lhes levarmos a Palavra de Deus e uma grandiosa esperança sem qualquer custo.

Visto que viajamos tanto, pregamos a todo tipo de pessoas. Concordemente, precisamos discernir o melhor modo de ajudar as diversas pessoas. Amiúde achamos preferível fazer com que os moradores se expressem por lhes fazermos perguntas. Mas nem todos podem ser prontamente envolvidos numa palestra assim. Por exemplo, pregamos numa reserva de índios lá no Oeste, e embora a maioria dos índios não digam muita coisa, eles observam e atentam. Verificamos que podemos ajudar os índios mais por sermos amigáveis com eles e mostrar-lhes que estamos realmente interessados neles. Eles ficam logo sabendo que as Testemunhas não mostram nenhuma parcialidade para com alguma raça ou nacionalidade, mas têm o devido respeito por todos.

Por outro lado, há os que prontamente querem expressar seus pontos de vista. Se lhes fizéssemos perguntas e não escutássemos o que têm a dizer, eles se ressentiriam disso. Por exemplo, visitei certo lar e um médico veio atender-me à porta, e passamos a falar sobre o atual declínio da moral. Quando lhe perguntei sobre o que ele achava ser a solução, expressou seus conceitos, falando por bastante tempo sem eu fazer grandes comentários. Quando ele terminou, encontrei pontos em que concordávamos. Perto do fim de nossa palestra, ele disse que apreciou especialmente que meu companheiro e eu lhe demos a oportunidade de se expressar. Ele ficou com quatro compêndios bíblicos, e fizemos arranjos para revisitá-lo.

Em cidades grandes, tais como Nova Iorque, encontramos muitas pessoas temerosas, que raras vezes abrem a porta aos estranhos. Não obstante, esforçamo-nos a expressar algumas idéias da Bíblia, falando com elas, se possível, através do postigo na porta. Elas nos vêem, mas não nós a elas — exceto talvez o olho.

Em certa ocasião, quando falei com uma senhora através do postigo, ela disse que apreciava aquilo que li para ela na Bíblia, mas que não ia abrir a porta. Contudo, queria o compêndio que lhe ofereci. Por isso me mandou pô-lo na caixa do correio. Voltamos mais tarde e o livro havia desaparecido, e em seu lugar encontramos uma contribuição.

FINANÇAS

As pessoas muitas vezes me perguntam sobre como se financia a obra das testemunhas de Jeová e como eu mesmo me arranjo. A obra das testemunhas de Jeová, como a dos primitivos cristãos, é financiada por contribuições voluntárias. A maioria das testemunhas de Jeová se sustentam por serviço secular. Como superintendente de circuito de tempo integral, recebo 7 dólares por mês (antigamente, 5 dólares) da Sociedade Torre de Vigia para minhas despesas pessoais, se eu os solicitar, e também uma soma modesta para roupa, uma vez por ano. Mas, somos cuidados, visto que nossos irmãos cristãos são muito hospitaleiros e bondosos. Iguais ao apóstolo Paulo, contentamo-nos com alimento, abrigo e roupa. — 1 Tim. 6:8.

Certa vez, em Indianápolis, Indiana, roubaram-nos toda a roupa do carro estacionado e trancado. Mas, não ficamos na penúria. Nossos amorosos irmãos cristãos cuidaram prontamente que ficássemos devidamente aprovisionados com roupa.

Em certa ocasião, compareci a um programa de rádio, em que o entrevistador amiúde procura fazer as pessoas parecerem um pouco tolas. Depois de observar que eu recebia 5 dólares por mês, ele olhou para meu terno e disse: “Eu não poderia dar-me ao luxo de ter um terno assim se recebesse apenas 5 dólares por mês.”

“Bem”, expliquei, “o terno, os sapatos, as meias, a camisa e a gravata — tudo isso me foi presenteado pelos meus queridos irmãos e irmãs cristãos, que conhecem a obra que estamos fazendo. Nós não pedimos nada. Mas, conforme a Bíblia diz: ‘o trabalhador é digno do seu salário’”. (1 Tim. 5:18) Depois de minha explicação, que fazemos nosso trabalho por amor aos outros, o entrevistador judeu observou que os clérigos, inclusive os rabinos judeus, não se conseguiriam arranjar assim como nós.

Muitas vezes, ao responder a perguntas, tenho a oportunidade de explicar que nosso objetivo como testemunhas de Jeová não é ganhar dinheiro. Todos trabalhamos para ajudar as pessoas a conhecer a Jeová e a obter a Sua aprovação.

ALEGRIA QUE NÃO PODE SER COMPRADA COM DINHEIRO

Embora apreciemos tudo o que nossos irmãos cristãos têm feito por nós e ainda estão fazendo, contudo, o motivo mais importante pelo qual fazemos esta obra de pregação é que Jeová a ordenou. É uma expressão de nosso amor a ele. Em compensação, recebemos algo melhor do que dinheiro — a grandiosa alegria e satisfação de saber que fazemos o que Deus quer que façamos.

Às vezes me perguntam sobre o que mais gostei no serviço de circuito e de distrito. Pois bem, acho que uma das alegrias mais notáveis é ver a bênção de Jeová sobre a obra que fazemos. Se procurarmos a orientação e bênção de Deus, em vez de nos preocuparmos com algo que não é feito assim como nos agrada, Deus abençoará os nossos esforços com crescimento. (1 Cor. 3:6, 7) Vendo este crescimento sentimos profunda e satisfatória alegria.

Naturalmente, a hospitalidade cordial que nossos irmãos cristãos nos mostram é também motivo de grande alegria. Em que outro serviço poderia viajar virtualmente a qualquer parte dos Estados Unidos e receber a cordialidade, bondade e hospitalidade que nós recebemos? Em quase qualquer direção que viajemos, em quarenta e dois estados, não há cidade em que morem Testemunhas em que não somos cordialmente acolhidos para pernoitar e ter um lar em que ficar.

Depois, há a alegria de se chegar a conhecer tantos de nossos irmãos e irmãs cristãos, que têm sido leais a Jeová durante muitos anos. Muitos se têm apegado a Jeová e sua organização em todas as circunstâncias, e eles são uma inspiração para nós. Há também o prazer de ver muitos milhares de novatos, de pessoas semelhantes a ovelhas chegar à organização de Jeová, nas regiões em que servimos, e de termos tido parte em ajudá-las a desenvolver-se espiritualmente — isto em si mesmo já é uma grande recompensa.

É verdade que nosso modo de vida é tal que não nos permite estabelecer-nos em algum lugar por muito tempo, mas, ser eu ministro a caminho me tem dado ilimitada alegria, que nenhum dinheiro poderia comprar.

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