Por dentro das notícias
“Sabedoria Instintiva”
● “Eu me gabei de poder guardar comida num vasilhame aberto, por toda uma semana, fora do alcance das formigas caseiras”, disse O. A. Battista, presidente do Instituto Americano dos Químicos. Mas “elas me passaram a perna nisso”, escreveu ele em “Science Digest”. Battista havia colocado um pouco de chocolate no topo dum banquinho alto, que ficava no meio duma grande tina de madeira, cheia de água. Em volta da tina, ele havia pintado uma faixa larga de cola de secagem vagarosa. Mas, quando voltou seis dias depois para verificar sua “armadilha para formigas”, “as formigas enxameavam a isca”! Como conseguiram isso?
Pois bem, as formigas haviam construído uma ponte sobre a cola, com seus próprios corpos (sacrificados). Depois de chegarem à água, contou ele, “haviam ajuntado pedacinhos de grama e lascas de madeira não maiores do que 0,8 milímetros e os haviam colado juntos, com saliva, até que sua ponte” atingiu a perna do banquinho. Não só isso, mas algumas formigas estavam andando pelo teto, e, “quando chegavam a estar diretamente sobre a isca, deixavam-se cair bem no meio de suas animadas confrades”.
Depois de citar diversas outras façanhas notáveis, Battista maravilhou-se da “sabedoria instintiva” das formigas. Isto também é observado na Bíblia, onde as formigas estão alistadas entre as criaturas que são “instintivamente sábias”. Certamente, tal sabedoria instintiva reflete a obra dum Criador todo-sábio, em vez de o capricho do tempo e do acaso. — Pro. 30:3, 24, 25.
Lealdade — da Boca ou do Coração?
● “Lealdade à Nação: Não por Meras Palavras”, rezava a manchete duma coluna publicada no jornal “Daily Times” de Lagos, Nigéria. O redator, Abel Emiko, comentou nela o caso de dois estudantes, expulsos da escola por não recitarem o juramento de lealdade à nação, por motivos religiosos. Emiko observou que “o argumento atrás da exigência do juramento de lealdade é inculcar nos jovens deste país, já bastante cedo, o instinto da lealdade à pátria”.
Entretanto, ele pergunta: “Existe alguma garantia de que a mera recitação de palavras realmente inculque um senso de lealdade nos jovens? . . . Palavras proferidas sob coação não constituem prova nenhuma de lealdade. O amor à pátria e a lealdade à nação devem provir do coração voluntário e da mente livre . . .
“Não possuímos nenhuma evidência, agora, para provar que o Comissário de Educação que ordenou essas últimas exclusões dos dois alunos . . . seja mais leal a esta nação do que os estudantes expulsos.
“Qualquer centelha de amor por este país, que possa ser gerada numa criança, ou em seus colegas, por obrigá-la a fazer o que para ela é um gesto sem finalidade e recitar palavras vazias de significado, arrancadas dela, contrário às suas crenças religiosas, é sobrepujada pela conveniência de se preservar plenamente a liberdade de consciência.”