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  • O futuro da religião sob ataque na ONU

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  • O futuro da religião sob ataque na ONU
  • Despertai! — 1977
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Despertai! — 1977
g77 8/4 pp. 6-10

O futuro da religião sob ataque na ONU

PODE-SE dizer com toda honestidade que a religião é apenas uma vítima inocente e indefesa das resoluções precedentes? Ou, francamente, deram as religiões do mundo motivos aos delegados da ONU para encará-las com suspeisão? Quantas religiões do mundo, que afirmam ser cristãs, por exemplo, realmente vivem segundo as normas fixadas por Cristo? Durante os debates, a Comissão de Direitos Humanos suscitou algumas questões históricas que a pessoa honesta com certeza desejará considerar.

Por exemplo, em 1973, o representante da RSS da Ucrânia asseverou que “a história estava cheia de casos de opressão, cruzadas, e de derramamento de sangue que uma ou outra religião . . . moveu contra pessoas de outras fés”. E, um delegado árabe indicou que, no século dezoito, “o intercâmbio comercial era seguido pela Bíblia e pela bandeira”9 de exploradores gananciosos. Outros delegados expressaram similares reservas quanto aos abusos religiosos.

Mas, não foi só o bloco soviético e alguns outros que falaram dos abusos religiosos históricos. O representante dos Países-Baixos, para exemplificar, admitiu que “as missões, às vezes, comportaram-se de forma deplorável, e que houve vínculos entre as igrejas cristãs e o colonialismo”.10 E, durante o debate de 1975, o delegado da França admitiu que ‘na história da França, os protestantes foram perseguidos pelos católicos, e que, em conseqüência, ainda havia ódio entre povos e nações’.11

São inculpes as Religiões Atuais?

Será que as violentas paixões religiosas esfriaram devido às influências e ao esclarecimento modernos? Duas caricaturas editoriais, em jornais de ampla circulação, forneceram, em data recente, a resposta de modo bem vívido:

Uma apresenta a Ceifeira Sorridente de cara de caveira, com as palavras “Matança Religiosa” gravada em seu manto negro. Sob pilhas de vítimas, a legenda reza: “Este é o maior século até agora.”

A outra ilustração, que ganhou um prêmio Pulitzer, apresenta a trágica matança no Líbano, os combatentes gritando mais alto que o “rat-tat-tat” de suas metralhadoras: “Esse é por Alá!” “Aqui vai um pela virgem santíssima!” “Tome esse por Maomé!” “Bem, aqui vai um por Jesus!”

Mas, o Líbano não é ímpar. “É uma triste verdade”, escreve o especialista de assuntos estrangeiros do Times de Nova Iorque, C. L. Sulzberger, “que provavelmente a metade ou mais das guerras que agora são travadas ao redor do mundo são conflitos, ou abertamente religiosos, ou envolvidos com disputas religiosas”.12 E George W. Cornell, da “Associated Press”, também comenta que “as religiões do mundo ensinam a paz, a justiça e o amor”, todavia, a religião “ainda figura na maioria dos grandes conflitos do mundo”.13

Em adição à tragédia dos muçulmanos contra os “cristãos” no Líbano, observe alguns dos locais de dificuldades relacionadas com a religião que estes dois colunistas alistaram para apoiar suas acusações:

Irlanda do Norte — católicos contra protestantes

Oriente Médio — judeus contra muçulmanos

Chipre — ortodoxos gregos contra muçulmanos

Filipinas — muçulmanos contra católicos.

Na Etiópia, os muçulmanos da Eritréia guerreiam contra os católicos coptas. Em pungente avaliação de tal matança trágica em nome de Deus, o ex-primeiro-ministro muçulmano do Líbano disse, não faz muito tempo: “Se o Islão permite o assassínio, então não quero ser muçulmano. Se o cristianismo permite a matança, então sou contra o cristianismo.”14 Por certo, as religiões que trazem tal vitupério sobre Deus assumem pesada responsabilidade.

Como pode a pessoa honesta desperceber o papel destas religiões em tudo isso? Não foram os abusos religiosos sempre um dos principais fatores em transtornar a paz e a segurança do mundo, por promoverem e tolerarem as guerras e os derramamentos de sangue? Todavia, entre as “causas da guerra”, observa o Sr. Sulzberger, do Times, as paixões religiosas “tendem a ser ignoradas”. Assim, indaga ele: “Não vale a pena, por exemplo, fazer-se um estudo especial disso nas Nações Unidas?”

Podemos Saber O Que Acontecerá?

Será que a ONU considerará alguma vez o papel das religiões do mundo em arruinar a paz e a segurança internacionais, como sugere o colunista Sulzberger? Só o tempo dirá. Mas, seja qual for a ação futura que a ONU tome, o registro inclinado para a violência das religiões do mundo por certo não falará em favor delas.

No entanto, há um modo de se certificar do que o futuro reserva para a religião sob a ONU. Sabia, por exemplo, que há quase dezenove séculos a existência dum organismo político composto, agora conhecido como ONU, foi previsto com exatidão? Até mesmo foi predito que seria precedido por um órgão similar, que resultou ser a Liga das Nações.

Sem dúvida, isto lhe soa um tanto artificial. Mas, considere primeiro a evidência. Encontrará a maior parte das informações no capítulo 17 do livro bíblico de Revelação 17. Como talvez saiba, este livro usa muitos símbolos para representar eventos futuros. Observe que, nos Rev. 17 versículos 3, 10 e 11, simbólica “fera”, de sete cabeças e dez chifres, é usada para representar um “oitavo rei” que seguiu uma série de sete “reis” prévios. Quem são tais “reis”?

O Rev. 17 versículo 10 afirma sobre esses “sete reis” que “cinco já caíram, um é, o outro ainda não chegou”. Interessante é que cinco potências mundiais históricas, ligadas com a história da Bíblia, já haviam “caído” nessa época: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia e Grécia. A sexta, Roma, era o “um” que existia no tempo da Revelação.

Conforme predito, nenhum outro “rei” de escala mundial ‘chegara’ desde o tempo do Santo Império Romano até a dupla potência mundial anglo-americana que se tornou o sétimo “rei”. O Rev. 17 versículo 11 continua: “E a fera que era, mas não é, é ela mesma também um oitavo rei, mas procede dos sete.” Como é que o ‘oitavo rei procede dos sete’? Evidentemente se tratava duma organização composta ou coletiva, combinando os remanescentes vivos das anteriores sete potências mundiais. Quão bem a Liga das Nações e sua sucessora, a ONU, se enquadram em tal figura! Há algo mais, porém.

A profecia afirma que esta “fera” coletiva “era, mas não é, contudo, está para ascender do abismo”. (Rev. 17 Vs. 8, 11) Não é exatamente isso que aconteceu com a Liga das Nações? Desapareceu por um período, durante a Segunda Guerra Mundial, como se fosse para um “abismo”. Mais tarde, como as Nações Unidas, reapareceu — assim como a Bíblia predisse. Mas, como é que o destino da religião está ligado a tudo isso?

Destino da Religião

Bem, retornando ao Rev. 17 versículo 3, onde a “fera” multinacional é primeiramente mencionada, diz-se que há uma “mulher” montada nela. Quem é ela? Os versículos do contexto tornam óbvia sua identificação. O Rev. 17 versículo 2, por exemplo, diz que “os reis da terra cometeram fornicação” com ela e “os que habitam na terra se embriagaram com o vinho da fornicação dela”. O Rev. 17 versículo 6 observa que ela mesma está ‘embriagada com sangue’, de modo que é provável que o derramamento de sangue também esteja envolvido em tornar ‘embriagados’ os habitantes da terra.

Bem, que parte da sociedade humana é amplamente conhecida por imiscuir-se ilicitamente com os políticos “reis da terra”, como se ‘cometesse fornicação’ com eles? O que tem tal influência sobre “os que habitam na terra” que sua ingerência política os faz agir como se estivessem ‘embriagados’ com as conseqüências disso, que também incluem o derramamento de sangue?

Não são unicamente os hipócritas sistemas religiosos do mundo que combinam tais caraterísticas? Seu passado de ingerência política e insensato derramamento de sangue consta do registro histórico, que as pessoas honestas podem considerar. E o mundo até mesmo agora está rodopiando como se estivesse ‘embriagado’ com os efeitos dos conflitos e das questões relacionadas à religião.

Será que a crescente reputação da religião de transtornar a paz e segurança do mundo desempenhará algum papel no que finalmente lhe acontecerá? Esse poderá ser ou não o fator principal. Mas, qualquer que seja o motivo, a profecia revela que Deus manobrará os assuntos de modo que os “reis” políticos finalmente se cansem da religião meretrícia e falsa, com resultados desastrosos: “Os dez chifres que viste, e a fera, estes odiarão a meretriz [a ‘mulher’] e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo. Porque Deus pôs [isso] nos seus corações.” (Rev. 17 Vs. 16, 17) Isto prediz vindouro ataque total contra os sistemas religiosos do mundo por parte da “fera”, a ONU, junto com os simbolizados pelos “dez chifres”. Quem são eles?

A profecia responde que os “dez chifres” são “dez reis” que “recebem autoridade como reis por uma hora, junto com a fera” e “dão o seu poder e autoridade à fera”. (Rev. 17 Vs. 12, 13) Visto que a linguagem simbólica da Bíblia amiúde usa “dez” para significar inteireza (como os dez dedos da mão ou do pé), os “dez reis” têm de representar o número completo de nações que brevemente (“uma hora”) regem junto com a ONU e dão “autoridade” a ela. Evidentemente tais nações, junto com a ONU, virão a ‘odiar’ a religião meretrícia o bastante para fazer algo a respeito. Eles a ‘devastarão’ e a “queimarão completamente no fogo”, destruindo-a por completo.

Nem a simbólica “fera” nem seus “dez chifres” sobreviverão. A profecia também revela que todas essas nações terão que responder por seu longo registro de opressão política e de rejeição do legítimo governo de Deus, junto com seu rei designado: “Estes batalharão contra o Cordeiro [Cristo], mas, porque ele é Senhor dos senhores e Rei dos reis, o Cordeiro os vencerá.” Semelhantemente, a “fera”, a ONU, “vai para a destruição”. — Rev. 17:8, 11, 14; compare com Daniel 2:44.

Bem, então, se esta profecia continuar a ser tão exata no futuro como tem sido até agora, o único lugar seguro para se estar, nos dias à frente, tem de ser em alguma parte de fora, tanto das religiões do mundo como dos sistemas políticos do mundo. Como isto é possível? Quando Jesus estava na terra, ele disse a respeito de seus verdadeiros seguidores que “não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo”. Todavia, ao mesmo tempo, orou para que Deus não os tirasse do mundo, mas os vigiasse’. — João 17:14-16.

Improvável como pareça, há pessoas hoje que realmente vivem segundo tal princípio. No Líbano, por exemplo, as 1.800 Testemunhas de Jeová naquele país têm sido completamente neutras para com os aspectos tanto religiosos como políticos do conflito, como sempre são onde quer que vivam. Repetidas vezes, escaparam da morte às mãos tanto dos “cristãos” como dos muçulmanos, graças à reputação das Testemunhas como estudantes da Bíblia que não tomam nenhum lado no derramamento de sangue político ou religioso. O mesmo se dá na Irlanda, e em todos os demais países. Querem fazer a vontade de Deus nessa questão, por isso, “não fazem parte” de qualquer conflito.

Isto talvez pareça idealístico demais para alguns. Mas, lembre-se, se a profecia de Revelação continuar seu curso firme e exato, então conhecer e fazer a vontade de Deus é o único modo de vida verdadeiramente realista. O fim que se aproxima, tanto da ONU como das religiões mundanas, torna isto vital. “O mundo está passando”, afirma a Bíblia, “mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. As Testemunhas de Jeová ficarão contentes de ajudá-lo a aprender agora qual é a vontade de Deus. — 1 João 2:17.

Referências

1. Documentos da ONU A/C.3/L.2006 a 2014, em inglês.

2. Ibidem, E/CN.4/L.1338, p. 4.

3. Ibidem, p. 5.

4. 230 Words Toward Religious Freedom (230 Palavras Sobre a Liberdade Religiosa) Homer A. Jack, p. 10.

5. Documento da ONU E/CN.4/L.1338, p. 4.

6. Ibidem, E/CN.4/L.1327, p. 2.

7. Ibidem, E/CN.4/SR.1369 p. 7.

8. Ibidem, p. 8.

9. Ibidem, A/C.3/L.2006 a 2014.

10. Ibidem.

11. Homer A. Jack, obra supracitada.

12. Times de Nova Iorque, 24 de janeiro de 1976, p. 27.

13. The Express (Easton, Pensilvânia), 3 de abril de 1976, p. 5.

14. Journal de Oregon, 29 de novembro de 1975, p. 4.

[Foto na página 7]

RELIGIOUS KILLING

“IT’S BEEN THE GREATEST CENTURY EVER”.

“ESTE É O MAIOR SÉCULO ATÉ AGORA”

Reproduzida como cortesia de Wil-Jo Associates, Inc. e Bill Mauldin.

[Foto na página 8]

Publicada com a permissão de Tony Auth, do “Inquirer” de Filadélfia, EUA.

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