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  • Mudança de idéia sobre as raças
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1972
w72 1/11 pp. 669-670

Mudança de idéia sobre as raças

QUÃO grande pode ser a mudança da idéia e da personalidade duma pessoa? A Bíblia fala de se ‘deixar de lado a velha personalidade que se conforma ao procedimento anterior’ da pessoa e de ela ‘revestir-se da nova personalidade’, que está de acordo com a justiça. (Efé. 4:22-24) Pode isto acontecer hoje?

Há pouco tempo atrás, numa assembléia regional das testemunhas de Jeová, um homem de Nova Jersey (E. U. A.) contou o que tinha acontecido no seu caso:

‘Fiquei furioso quando minha esposa me disse que ia ser instruída na Bíblia por uma senhora de cor, que chegara a nossa porta em fevereiro de 1966. Eu simplesmente não podia imaginar uma pessoa de cor entrar no meu lar.

‘Durante o estudo, eu procurava criar distrações, para desestimar o estudo. Comecei também a voltar para casa bêbado, na noite em que se realizava o estudo semanal, para interferir ainda mais nele. Durante um período de três meses, minha esposa e eu tivemos diversas discussões sobre um ministro de cor das testemunhas de Jeová vir ao nosso lar e ensinar o que eu considerava ser uma “religião inútil”. Procurei dizer à minha esposa que não havia motivo em se examinar uma religião e que todas as religiões só cuidavam de seus próprios interesses.

‘Minhas experiências com a religião sempre foram desagradáveis. Quando eu era jovem ainda e minha mãe estava para falecer, chamamos o sacerdote da família. Nunca me esquecerei da resposta dele: “Vou lá mais tarde.” Mas ele nunca veio. Na minha confusão, nos anos que se seguiram a isso, associei-me com um movimento político da extrema direita. Comecei a colecionar armas para proteger a mim e o meu país contra o levante que eu pensava prever. Minha coleção aumentou a nove pistolas e revólveres, uma carabina calibre 30, com um dispositivo para torná-la automática, e diversas espingardas. Comecei até mesmo a fazer sessões de treino com revólver e fuzil para minha esposa e meus filhos. Usávamos silhuetas caseiras de homens, com os órgãos vitais marcados nas figuras. Eu pensava que, quando irrompesse a guerra civil que eu previa, nossa família poderia escapar para as montanhas e tomar à força tudo o que eu achasse necessário.

“Depois de minha esposa ter estudado a Bíblia com as testemunhas de Jeová por cerca de três meses, mudei minha família para o interior, acabando assim com o estudo. Foi por volta deste tempo que alguém, no trabalho, deixou um exemplar da revista A Sentinela na mesa do refeitório. Fiquei furioso e exigi saber quem a havia deixado. Um empregado de cor respondeu calmamente que foi ele.

‘Durante cerca de um ano procurei discutir diversas vezes com esta Testemunha, mas ele sempre respondia com calma, salientando o que a Bíblia dizia. Finalmente, comecei a observar que ele era diferente dos outros com os quais eu trabalhava. Não tomava partido em questões políticas. Concordava em que viria uma guerra, mas assegurou-me que ele estava pensando em algo bem diferente do que eu cogitava. Dizia que apenas os mansos, que tinham a proteção de Deus, sobreviveriam à guerra vindoura.

‘Em casa, eu contava à minha esposa algumas das coisas que a Testemunha tinha mencionado no trabalho. Ela me disse que gostou de estudar a Bíblia com elas porque não tinham preconceito. No fim de mais um ano, eu já havia começado a ler A Sentinela. A Testemunha que trabalhava comigo ofereceu-se a estudar a Bíblia comigo, mas eu demorei em decidir-me.

‘Certo dia, esta Testemunha de cor e um colega branco seu visitaram-me em casa. Deve ter sido um espetáculo para eles. Duas paredes da minha sala de estar estavam decoradas com fuzis e baionetas cruzadas. Também havia quadros religiosos, crucifixos e imagens.

‘Depois de três meses de estudo regular da Bíblia, comecei a fazer mudanças na minha vida. Livrei-me das minhas armas. Meus antigos amigos pensavam que eu havia enlouquecido e pararam de associar-se comigo, na minha condição desarmada. Removemos os ornamentos religiosos de minha sala de estar. Dentro de um ano, eu já freqüentava as reuniões das testemunhas de Jeová no Salão do Reino e até mesmo começara a participar no ministério de campo com elas. Por fim, fui batizado, tornando-me eu mesmo ministro ordenado.

‘Agora, sinto-me feliz de dirigir meu próprio estudo bíblico com a minha família, além de ensinar a Bíblia a outras famílias. Posso dizer decididamente que não sou mais racista no coração, mas, antes, sinto-me completamente à vontade com meus irmãos espirituais de todas as raças. Tenho especialmente grande amor aos dois irmãos que gastaram tanto tempo em ajudar-me, ao ponto de eu poder manter boas relações com Jeová e com minha família.’

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