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  • g79 8/10 pp. 4-6
  • “Primeiro eu” — a idolatria atual

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  • “Primeiro eu” — a idolatria atual
  • Despertai! — 1979
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  • A Nova Religião da Televisão: “Tudo Bem”
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Despertai! — 1979
g79 8/10 pp. 4-6

“Primeiro eu” — a idolatria atual

Muitos em nossa geração perderam a fé nas instituições humanas — no governo, nas leis, na ciência, na religião, no casamento, e nas pessoas. Para onde se podem voltar a fim de preencher tal vácuo? Muitos estão-se voltando para dentro, para si mesmos. Isto não é nada novo. É apenas um reavivamento.

O CREDO dos primeiros-euistas da atualidade é relativamente novo para o século 20. Rejeita o enfoque da consideração pelos outros que era mais comum no início deste século. Esse código de ética ensinava as pessoas a pensar nos outros, a fazer o bem aos outros, a encorajá-los, e a ajustar-se aos outros. Tudo isto constitui um tabu no novo culto do “Rei Eu”. Ao passo que este extremo poderá ser algo novo para este século, não é realmente novo — é apenas um reavivamento. Trata-se de a história antiquíssima repetir a si mesma.

Eis aqui uma amostra do novo código de ética, conforme coligido da safra corrente de livros sobre ajude a si mesmo e tome consciência de si mesmo:

“Observe cuidadosamente o número um.”

“Vença através da intimidação.”

“Poucos de nós aprendemos a usar o mundo, ao invés de sermos usados por ele.”

“Ao passo que é possível agir nos melhores interesses dos outros, o importante a se entender é que isso jamais será seu objetivo principal.”

“A moral pouquíssimo tem que ver com o êxito.”

“Tem o direito de julgar seu próprio comportamento.”

“Resolva viver segundo um código de ética determinado por você mesmo, e não por um que lhe tenha sido imposto por outros.”

“A culpa é um tóxico viciador tão forte e tão destrutivo quanto a heroína.”

“Está permitindo que as pessoas o pisem todo?”

“Novas técnicas revolucionárias para conseguir agir de seu próprio modo.”

Quando tais declarações são feitas nas páginas dos livros, são ajeitadas num contexto que retira delas sua dureza. Não raro, apresentam-se princípios sãos que resultam úteis, e a intenção aqui não é classificar o seu inteiro conteúdo como crasso egoísmo. No entanto, o teor de tais livros é exemplificado pelas admoestações e indagação supracitadas. Estas são as idéias utilizadas para os anúncios e as sobrecapas dos livros, para atrair leitores. Estes são os sentimentos usados como títulos. Estas são as impressões deixadas nos leitores. A disposição que permeia os seguidores do novo movimento é a de exaltar o indivíduo, em contraste com a sociedade em geral. Encontra-se o mesmo egocentrismo nos filmes, na televisão, no atletismo, nos jornais e nas revistas.

Grupos Terapêuticos (ou Maratonas) Para Tomar consciência de Si Mesmo

Um dos grupos pioneiros na exploração do ego foi fundado na Califórnia, EUA, em 1962. Há muitos outros agora em operação. Exploram o que há dentro da pessoa, procurando trazê-lo para fora. Não reprima nada, como dizem. O romancista político Fletcher Knebel descreve um exercício típico:

“Um exercício me derrubou: Em silêncio, olhos vendados, com as mãos agarradas por trás de nossas costas, 24 de nós estabelecemos contato com os ombros, os braços, as pernas, os quadris, enquanto se tocava música oriental exótica. Este tatear em massa, as pessoas tolamente tateando e esfregando-se para comunicar-se com outros, parecia-me o epítome da existência humana. Buscamos desesperadamente uns aos outros, todavia, só nos tocamos fugaz e desconfortavelmente. Eu caí fora, sentei-me no chão e chorei. Por causa do quê? Minha própria solidão e mágoas, talvez. Jamais olvidei tal experiência.”

Ao passo que o romancista Knebel afirma ter achado algum valor em provar a instrução da conscientização de si mesmo em grupos terapêuticos (ou maratonas) achou alguns aspectos objetáveis, tais como os seguintes:

“O movimento abriga quase tanta linguagem baixa quanto os Fuzileiros Navais dos EUA. Alguns líderes de grupos irradiam mais obscenidades do que perspectivas. . . . a incessante reciclagem dos mesmos palavrões entorpecem a própria consciência que o líder procura aguçar.

“Demasiados gurus modernos estadunidenses prometem a lua e só dão um raio de luar. . . . Um fim de semana de uma Revelação psicológica pode ser quase tão duradouro quanto um jantar chinês.

“A falha mais grave do movimento, em minha opinião, acha-se em sua aplicação limitada ao mundo. . . . Experimente apenas um fim de semana de consciência sensorial entre famintos pastores mális, nas celas de tortura dos acampamentos militares de Uganda, ou do outro lado da rua, diante da sede da KGB (serviço secreto) em Moscou. Ocorre escasso ‘crescimento’ pessoal nos países sob as garras da pobreza ou da tirania.”

A Nova Religião da Televisão: “Tudo Bem”

Tom Shales, do Post de Washington, EUA, escreveu uma coluna sobre os comerciais de televisão. Eis aqui alguns trechos:

“Talvez, nunca na história, tenha-se instado com tantos a se sentirem bem com tão pouco. Isso se dá porque os agentes publicitários de TV, que sempre estiveram envolvidos na política do ego descobriram novo instrumento para fazer as mercadorias terem saída. Trata-se do comercial do ‘tudo bem’ — o comercial que lhe diz que tudo está bem em apenas ser você mesmo e a respeito de qualquer coisa que o leve mais perto desse alvo, quer seja um desodorante, um pudim ou novo par de pneus radiais de cintas de aço. . . .

“Inquestionavelmente, existe um fervor religioso nestas conversas. . . . Mas o que está sendo realmente deificado nos novos comerciais é o próprio telespectador-consumidor. . . . o ponto dominante é que o extremismo na adoração do ego não é nenhum vício — é, de fato, uma virtude — . . .

“A televisão lhe manda apegar-se às coisas com toda satisfação que puder. Jamais sugere que sua satisfação poderá infringir a satisfação de outrem. Apenas diz, vá em frente, agarre-as, ou se arrependerá. . . .

“A televisão, o maior vendedor que já foi inventado, talvez tenha feito um trabalho esplêndido demais em nos vender a nós mesmos. Caso mergulhássemos impetuosamente numa desordem econômica realmente grave, estaríamos equipados a enfrentar algo tão inimaginável como a abnegação?”

Os Neonarcisistas

Na mitologia grega, Narciso era o filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope. Segundo tal mito, era dotado de extrema beleza. Quando viu seu próprio reflexo numa fonte, apaixonou-se por si mesmo. Ele era incapaz de amar outros, e estava tão fascinado por si mesmo que nem sequer se ergueu para comer. Definhou e morreu. Atualmente, a psicanálise ortodoxa usa o termo narcisismo para significar intenso grau de amor próprio, a ponto de o paciente ficar indiferente para com outras pessoas — a menos que possa fazê-las notá-lo e admirá-lo.

Repetidas vezes, o atual EUismo tem sido chamado de novo ou neonarcisismo. Nathan Fain, num artigo de revista intitulado “A Era de Narciso: Salve o Olhar Para Mim, Garotão!”, chamou tal tendência de “uma inundação, verdadeiramente, de narcisismo nacional, sendo que nunca vimos antes algo parecido”. Ele o chamou de “a última indústria produtora estadunidense: o recesso para dentro do próprio corpo”, e acrescentou:

“Trata-se do último — e talvez final — limite. E, apesar das campanhas fundamentalistas para transacionar a culpa, inspirar temor, e geralmente manter a repressão, a arte estadunidense de amar a si mesmo entrou em seu alto período clássico.”

Mas Trata-se Realmente da “Adoração do Eu”?

Certa pessoa referiu-se a esta exaltação do Eu como “nova religião”. Outra a chamou de a “adoração do ego”. Para muitos, o movimento da tomada de consciência de si mesmo não vai tão longe; para alguns, ele vai.

A Bíblia indica que concentrar-se em si mesmo pode tornar-se adoração. “Cobiça”, afirma ela, “é idolatria”. “A cobiça é uma forma de idolatria.” (Col. 3:5; Tradução do Novo Mundo e A Bíblia na Linguagem de Hoje) A palavra grega que tais traduções vertem como “cobiça” é pleonexia. O comentário bíblico de Barclay afirma:

“Pleonexia é basicamente o desejo de possuir mais. Os próprios gregos a definiam como um desejo insaciável, e diziam que poderia facilmente satisfazê-lo como poderia encher uma tigela de água com um furo nela. Definiram-na como o desejo pecaminoso de ter o que pertence a outros. Definiram-se como a paixão pelas aquisições. Tem sido descrita como implacável interessismo.”

A respeito de tais, Filipenses 3:19 afirma: “Seu deus é o ventre.” Ou, conforme A Bíblia na Linguagem de Hoje o verte: “O deus deles é o desejo dos seus próprios corpos.” Tais pessoas insistem teimosamente em agir de seu próprio modo, com efeito idolatrando sua própria vontade. Séculos antes de Cristo, isto foi rotulado de idolatria: “A obstinação é como a iniqüidade de idolatria.” — 1 Sam. 15:23; Almeida, Imprensa Bíblica Brasileira.

Em realidade, a egolatria remonta ao primeiro casal humano. Queriam estabelecer seu próprio código do que era certo e errado. Por isso, quando lhes foi dito falsamente que poderiam ‘ser como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau’, a mulher encontrou algo pelo qual ansiar. Primeiro ela, daí, seu marido, seguiu este proceder. Foi um erro fatal.

Assim, atualmente, o credo dos adeptos do ‘primeiro eu’ não é algo novo. Trata-se de história antiqüíssima que se repete. Existia no tempo do começo do homem, e foi predito como estando presente nos últimos dias: “Nos últimos dias . . . os homens serão amantes de si mesmos.” — 2 Tim. 3:1, 2.

[Quadro na página 5]

CREDO DO PRIMEIRO EU

Ame a si mesmo. Ame sem possuir. Deixe suas emoções virem à tona. Não reprima nada. Seja assertivo. Não sinta culpa. Você é quem decide o certo e o errado. Faça o que bem quiser. Estou O. K., você está O. K. Não julgue. Não pregue. Ande de cabeça erguida. Viva o aqui e agora. É isso aí!

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