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  • É claramente um ensino bíblico?
  • Deve-se Crer na Trindade?
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  • A “Trindade” na Bíblia?
  • O Testemunho das Escrituras Hebraicas
  • O Testemunho das Escrituras Gregas
  • Os Cristãos Primitivos a Ensinavam?
  • O Que os Pais Pré-Nicéia Ensinaram
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    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1991
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    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1960
  • Perguntas para o estudo da brochura Deve-se Crer na Trindade?
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Deve-se Crer na Trindade?
ti pp. 5-7

É claramente um ensino bíblico?

SE A Trindade fosse verdade, devia ser clara e coerentemente apresentada na Bíblia. Por quê? Porque, como afirmaram os apóstolos, a Bíblia é a revelação que Deus fez de si mesmo à humanidade. E, visto que temos de conhecer a Deus para poder adorá-lo aceitavelmente, a Bíblia deve ser clara em nos dizer quem exatamente ele é.

Os crentes do primeiro século aceitavam as Escrituras como a autêntica revelação de Deus. Era a base para as suas crenças, a autoridade final. Por exemplo, quando o apóstolo Paulo pregou a pessoas da cidade de Beréia, elas ‘receberam a palavra com o maior anelo mental, examinando cuidadosamente as Escrituras, cada dia, quanto a se estas coisas eram assim’. — Atos 17:10, 11.

O que é que destacados homens de Deus daquele tempo usavam como autoridade? Atos 17:2, 3 diz: “Segundo o costume de Paulo, ele . . . raciocinou com eles à base das Escrituras, explicando e provando com referências [das Escrituras].”

O próprio Jesus deu o exemplo em usar as Escrituras como base para seu ensino, dizendo freqüentemente: “Está escrito.” “Interpretou-lhes em todas as Escrituras as coisas referentes a si mesmo.” — Mateus 4:4, 7; Lucas 24:27.

Portanto, Jesus, Paulo e os crentes do primeiro século usavam as Escrituras como base de seu ensino. Sabiam que “toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra”. — 2 Timóteo 3:16, 17; veja também 1 Coríntios 4:6; 1 Tessalonicenses 2:13; 2 Pedro 1:20, 21.

Visto que a Bíblia pode “endireitar as coisas”, ela deve claramente revelar informações a respeito de um assunto tão fundamental como se diz que a Trindade é. Mas, dizem os próprios teólogos e historiadores que a Trindade é claramente um ensino bíblico?

A “Trindade” na Bíblia?

DIZ certa publicação protestante: “A palavra ‘trindade’ não pode ser encontrada na Bíblia . . . não encontrou lugar formal na teologia da Igreja senão já no quarto século.” (O Novo Dicionário da Bíblia) E certa autorizada fonte católica diz que a Trindade “não é . . . direta e linearmente [a] palavra de Deus”. — Nova Enciclopédia Católica.

A Enciclopédia Católica diz também: “Na Escritura ainda não existe um termo único através do qual as Três Pessoas Divinas sejam classificadas juntas. A palavra τρίας [trí·as] (da qual se traduz a palavra latina trinitas) é pela primeira vez encontrada em Teófilo, de Antioquia, por volta de 180 A.D. . . . Pouco depois aparece na sua forma latina trinitas, em Tertuliano.”

Contudo, isso em si não prova que o próprio Tertuliano ensinasse a Trindade. A obra católica Trinitas — A Theological Encyclopedia of the Holy Trinity (Trinitas — Enciclopédia Teológica da Santíssima Trindade), por exemplo, diz que algumas das palavras de Tertuliano foram mais tarde usadas por outros para descrever a Trindade. Daí, faz o alerta: “Mas, não se podem tirar conclusões apressadas a respeito do uso, pois ele não aplica essas suas palavras à teologia trinitarista.”

O Testemunho das Escrituras Hebraicas

AO PASSO que a palavra “Trindade” não aparece na Bíblia, será que esta pelo menos ensina claramente a idéia da Trindade? Por exemplo, o que revelam as Escrituras Hebraicas (o “Velho Testamento”)?

The Encyclopedia of Religion (Enciclopédia de Religião) admite: “Os teólogos hoje concordam que a Bíblia Hebraica não contém uma doutrina da Trindade.” E a Nova Enciclopédia Católica também diz: “A doutrina da Santíssima Trindade não é ensinada no V[elho] T[estamento].”

Similarmente, em seu livro The Triune God (O Deus Trino), o jesuíta Edmund Fortman admite: “O Velho Testamento . . . nada nos fala explicitamente, ou através de necessária dedução, a respeito de um Deus Trino que seja Pai, Filho e Espírito Santo. . . . Não há evidência de que qualquer escritor sacro sequer suspeitasse da existência de uma [Trindade] na Divindade. . . . Até mesmo enxergar no [“Velho Testamento”] sugestões ou prefigurações, ou ‘sinais velados’ da trindade de pessoas, significa ir além das palavras e da intenção dos escritores sacros.” — O grifo é nosso.

Um exame das próprias Escrituras Hebraicas confirmará esses comentários. Assim, não existe ensinamento claro da Trindade nos primeiros 39 livros da Bíblia, que compõem o cânon legítimo das inspiradas Escrituras Hebraicas.

O Testemunho das Escrituras Gregas

SERÁ, então, que as Escrituras Gregas Cristãs (o “Novo Testamento”) falam claramente de uma Trindade?

A Enciclopédia de Religião diz: “Os teólogos concordam que o Novo Testamento também não contém uma explícita doutrina da Trindade.”

O jesuíta Fortman declara: “Os escritores do Novo Testamento . . . não nos deram nenhuma doutrina formal ou formulada da Trindade, nenhum ensino explícito de que em um só Deus há três pessoas divinas coiguais. . . . Em parte alguma encontramos alguma doutrina trinitária de três diferentes personagens de vida e atividade divinas na mesma Divindade.”

The New Encyclopædia Britannica (Nova Enciclopédia Britânica) observa: “Nem a palavra Trindade, nem a doutrina explícita constam no Novo Testamento.”

Bernhard Lohse diz em A Short History of Christian Doctrine (Breve História da Doutrina Cristã): “No que tange ao Novo Testamento, não se encontra nele uma real doutrina da Trindade.”

O The New International Dictionary of New Testament Theology (Novo Dicionário Internacional da Teologia do Novo Testamento) diz similarmente: “O N[ovo] T[estamento] não contém a produzida doutrina da Trindade. ‘Não existe na Bíblia uma declaração expressa de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo sejam de igual essência’, [disse o teólogo protestante Karl Barth].”

O professor da Universidade de Yale (EUA), E. Washburn Hopkins, afirmou: “Jesus e Paulo aparentemente desconheciam a doutrina da trindade; . . . nada dizem a seu respeito.” — Origin and Evolution of Religion (Origem e Evolução da Religião).

O historiador Arthur Weigall diz: “Jesus Cristo nunca mencionou tal fenômeno, e, em parte alguma do Novo Testamento aparece a palavra ‘Trindade’. A idéia foi adotada pela Igreja somente trezentos anos depois da morte de nosso Senhor.” — O Paganismo no Nosso Cristianismo.

Assim, nem os 39 livros das Escrituras Hebraicas, tampouco o cânon de 27 livros inspirados das Escrituras Gregas Cristãs, provêem um claro ensino da Trindade.

Os Cristãos Primitivos a Ensinavam?

ENSINARAM os cristãos primitivos a Trindade? Note os seguintes comentários, de historiadores e teólogos:

“O cristianismo primitivo não tinha uma doutrina explícita da Trindade, da forma como foi depois elaborada nos credos.” — Novo Dicionário Internacional da Teologia do Novo Testamento.

“Os cristãos primitivos, porém, não pensaram de início aplicar a idéia da [Trindade] à sua própria fé. Prestavam as suas devoções a Deus, o Pai, e a Jesus Cristo, o Filho de Deus, e reconheciam o . . . Espírito Santo; mas não se imaginava que esses três fossem uma autêntica Trindade, coigual e unida em Um.” — O Paganismo no Nosso Cristianismo.

“De início, a fé cristã não era trinitarista . . . Não era assim nas eras apostólica e pós-apostólica, como se reflete no N[ovo T[estamento] e em outros primitivos escritos cristãos.” — Encyclopædia of Religion and Ethics (Enciclopédia de Religião e Ética).

“A formulação de ‘um só Deus em três Pessoas’ não foi solidamente estabelecida, de certo não plenamente assimilada na vida cristã e na sua profissão de fé, antes do fim do 4.º século. . . . Entre os Pais Apostólicos, não havia nada, nem mesmo remotamente, que se aproximasse de tal mentalidade ou perspectiva.” — Nova Enciclopédia Católica.

O Que os Pais Pré-Nicéia Ensinaram

OS PAIS Pré-Nicéia são reconhecidos como tendo sido destacados instrutores religiosos dos primeiros séculos após o nascimento de Cristo. O que eles ensinaram é de interesse.

Justino, o Mártir, falecido por volta de 165 EC, chamou o pré-humano Jesus de um anjo criado que “não é o mesmo que Deus, que fez todas as coisas”. Ele disse que Jesus era inferior a Deus e “nunca fez nada exceto o que o Criador . . . queria que ele fizesse e dissesse”.

Irineu, falecido por volta de 200 EC, disse que o pré-humano Jesus tivera uma existência distinta de Deus e que era inferior a este. Ele mostrou que Jesus não é igual ao “Um só verdadeiro e único Deus”, que “é supremo sobre todos, à parte de quem não há outro”.

Clemente de Alexandria, falecido por volta de 215 EC, chamou Deus de “o incriado e imperecível Deus e único Deus verdadeiro”. Disse que o Filho “vem logo depois do único Pai onipotente”, mas não é igual a ele.

Tertuliano, falecido por volta de 230 EC, ensinou a supremacia de Deus. Disse ele: “O Pai é diferente do Filho (outra pessoa), uma vez que é maior; assim como quem gera é diferente de quem é gerado; quem envia, diferente de quem é enviado.” Ele disse também: “Houve tempo em que o Filho não existia. . . . Antes de todas as coisas virem a existir, Deus estava sozinho.”

Hipólito, falecido por volta de 235 EC, disse que Deus é “o Deus uno, o primeiro e o Único, o Fazedor e Senhor de tudo”, que “nada tinha de coevo [contemporâneo] com ele . . . Mas ele era Um Só, sozinho; que, querendo-o, trouxe à existência o que não existia antes”, como o pré-humano Jesus, que foi criado.

Orígenes, falecido por volta de 250 EC, disse que “o Pai e o Filho são duas substâncias . . . duas coisas quanto à sua essência”, e que “comparado com o Pai, [o Filho] é uma luz pequenina”.

Resumindo a evidência histórica, Alvan Lamson diz em The Church of the First Three Centuries (A Igreja dos Primeiros Três Séculos): “A moderna popular doutrina da Trindade . . . não deriva apoio da linguagem de Justino [o Mártir]: e esta observação pode-se estender a todos os Pais anteriores ao [credo de] Nicéia; isto é, a todos os escritores cristãos por três séculos posteriores ao nascimento de Cristo. Eles de fato falam do Pai, Filho, e . . . Espírito santo, mas não como coiguais, não como uma só essência numérica, não como Três em Um, em qualquer sentido hoje aceito pelos trinitaristas. A verdade é exatamente o oposto.”

Assim, o testemunho da Bíblia e da história deixa claro que a Trindade era desconhecida durante os tempos bíblicos e por vários séculos depois.

[Destaque na página 7]

“Não há evidência de que qualquer escritor sacro sequer suspeitasse da existência de uma [Trindade] na Divindade.” —  O Deus Trino.

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