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“Sereias” vivas do marDespertai! — 1980 | 22 de fevereiro
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flutuando com as cabeças encostadas, esfregando seus focinhos. Ou, um animal nada junto de outro e coloca um achatado membro anterior sobre as costas do companheiro, num abraço amigável. Gostam de brincar de cutucar um ao outro como se brincassem de pegador. Toda esta folia é amiúde acompanhada por um coro de sons bem agudos, na forma de guinchos e ganidos. Os cientistas afirmam que os toques entre os peixes-bois e a serenata de sons são formas de comunicação, devido a que tais animais possuem sensos de audição e de visão pouco desenvolvidos.
Caso se veja nadando junto a uma ou mais de tais criaturas de aparência pavorosa, não tenha medo: os peixes-bois são inofensivos. Caso manifestem qualquer irritação, o que só acontece raramente, isto em geral envolve dois machos que competem pelas afeições duma fêmea. Com efeito, os mergulhadores da Flórida apreciam a companhia dos manatis, pois tais animais amáveis amiúde viram de lado para permitir que os humanos esfreguem suas costas ou sua barriga. Um manati de aquário apreciava tanto as atenções que esfregava o nariz no do seu zelador.
Espécie em Perigo
Tal comportamento tranqüilo e sociável tem funcionado, em certo grau, contra o bem-estar deles. Os manatis não possuem inimigos naturais que vivam deles, mas os caçadores humanos, esportistas e caçadores furtivos, que desconsideram as leis protetoras, ceifam um grande número deles. O fato de que os peixes-bois se confinam a massas de água rasa os torna presas fáceis daqueles que exploram os animais por causa do couro ou da carne.
Nas áreas povoadas em que a navegação é intensa, os peixes-bois tornam-se vítimas de lacerações causadas por hélices, que os matam ou ferem. Os manatis das águas da Flórida não raro apresentam grandes cicatrizes em suas costas, que testificam dos seus choques com barcos a motor.
Leis rígidas, em algumas nações, fazem com que seja um crime matar os peixes-bois. Pesadas multas são impostas aos que desrespeitam tais leis. Isto tem ajudado um pouco, como se vê pelo reaparecimento de pequeno cardume de manatis em áreas da Flórida em que os peixes-bois não cruzavam por anos. Todavia, os ecólogos receiam que os plácidos gigantes talvez se tornem extintos devido à avolumante população humana e às áreas de desenvolvimento próximas ao seu habitat natural.
Na verdade, os manatis talvez não se ajustem à imagem das lendárias sereias lindas imaginadas pelos antigos marujos ou artistas. Mas tais criaturas de formato ímpar deveras se ajustam ao papel de deleitar os humanos que são felizes o bastante para ver estas vivas “sereias” do mar.
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Indicadores vivos de poluiçãoDespertai! — 1980 | 22 de fevereiro
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Indicadores vivos de poluição
◆ Os lúcios-do-nilo enviam pequenos impulsos elétricos numa taxa de 400 a 800 por minuto quando estão saudáveis. Göppingen, República Federal da Alemanha, experimenta tais peixes para ajudar a determinar quando as reservas de água da cidade se tornam poluídas. Eletrodos ligados em tanques que contêm tais peixes detectam seus impulsos, à medida que a água da cidade flui através deles. Sinais mais lentos significam que estão ficando doentes. “Se a taxa de impulsos cai abaixo do ponto crítico”, relata a revista New Scientist, “soa um alarme e pode se interromper o fluxo de água para a cidade, até que a causa das dificuldades seja remediada”. Peixes de água doce antes usados para esta finalidade tinham de ser examinados e alimentados diariamente, ao passo que os lúcios-do-nilo só precisam ser alimentados uma vez por semana, e os monitores eletrônicos fazem a inspeção.
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