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    Despertai! — 1979 | 8 de outubro
    • O surpreendente golfinho

      Do correspondente de “Despertai!” na Costa do Marfim

      IA SER seu primeiro filhote. Semelhante a milhares de outras futuras mães, ela procurava sua própria mãe ao passo que se aproximava o tempo para ela dar cria. De quanta ajuda seria ter sua “mãezinha” por perto para auxiliá-la com o recém-nascido!

      Sucessivas gerações de mães, em famílias em todo mundo, têm partilhado estes sentimentos. Mas, a família agora em consideração é bem diferente — todos os seus membros são golfinhos!

      O conhecimento de tal comportamento entre os golfinhos talvez seja novidade para muitos, embora estas criaturas sejam conhecidas pelo homem desde os tempos antigos. De fato, o golfinho (ou delfim) figurava com proeminência nas lendas gregas. O famoso oráculo de Delfos teve seu nome originado da palavra delfim (delphis em grego), que dizem ter sido a forma assumida por Apolo. Por algum tempo os golfinhos foram até mesmo associados com realeza, sendo o príncipe herdeiro da França conhecido como o delfim.

      Relatos a respeito das brincadeiras dos golfinhos e de sua boa vontade de salvar pessoas que se estão afogando, indiscutivelmente, têm suscitado um grande interesse nestas criaturas. Alguns pilotos americanos, porém, que foram derrubados no Pacífico, não ficaram nada satisfeitos com a ajuda que alguns golfinhos lhes prestaram. Para o desalento deles, os golfinhos resgatadores empurraram as suas jangadas salva-vidas para uma ilha ocupada por japoneses.

      No entanto, até bem recentemente, relativamente pouco se sabia a respeito destas surpreendentes criaturas aquáticas. Assim sendo, podemos dar uma olhada mais de perto neles e ver o que podemos aprender.

      Descrição e Vida Familiar

      Embora aparentemente pareçam peixes, os golfinhos são mamíferos. Eles amamentam seus filhotes, respiram ar e mantêm uma temperatura constante do corpo de modo muito similar ao dos humanos. Surpreso? Os católicos do século 13 também o ficaram, quando lhes foi ordenado que parassem de comer golfinhos nas sextas-feiras “de abstinência de carne”. Sem dúvida, estas criaturas não são bem o que aparentam ser!

      Uma olhada mais de perto no golfinho revela algumas diferenças interessantes entre ele e o peixe. Por mais que olhe, será em vão procurar por guelras. Mas, se for observador, avistará no alto do dorso, logo atrás da cabeça do golfinho, um pequeno orifício. Esta é a única narina do animal; ele não usa o focinho em forma de bico para respirar. Os orifícios logo atrás dos olhos revelam um par de ouvidos tão sensíveis que têm sido descritos como sendo de uma perfeição sem igual no reino animal. Notou alguma coisa de diferente com relação à cauda? É isso mesmo, ela é horizontal ao invés de vertical como no caso dos peixes.

      A família dos golfinhos é uma grande família em todos os sentidos, inclui primas gigantes tais como a baleia assassina de 9,5 metros de comprimento. Ora, até mesmo o menor golfinho roaz pode medir de 3 a 4 metros de comprimento e pesar 409 quilos!

      As relações familiares não são exatamente ideais. Por exemplo, a baleia assassina é bem provável que considere seus outros parentes como um petisco saboroso! Entretanto, em seus grupos separados, os membros da família dos golfinhos desfrutam excelente vida comunitária, com os gigantescos adultos assumindo o papel dominante.

      No mundo aquático dos golfinhos, tal vida familiar tem muitas vantagens. Quando nasce um filhote, por exemplo, ele precisa rapidamente vir à tona para tomar seu primeiro fôlego. Visto que o filhote tem um terço do tamanho da mãe, é uma boa coisa que as parteiras estejam presentes para dar uma mãozinha. Sim, até mesmo a “vovó” entra em cena.

      Mas, o cuidado pós-natal não termina aí. No parto, tanto a mãe como o novo filhote são rodeados pelos outros membros da comunidade. Eles são protegidos contra qualquer tubarão voraz que talvez seja atraído pelo cheiro do sangue. Se um tubarão aparecer, a melhor coisa que deve fazer, se quiser viver até a velhice, é sair nadando rapidamente sem molestar ninguém. Em questão de minutos, os golfinhos-vigias podem matar um tubarão por dar marradas com a cabeça no fígado do indesejável intruso.

      Cada golfinho filhote tem também uma “babá”. Esta “babá” juntamente com a mãe garantem que o filhote receberá constante cuidado e supervisão. Tal cuidado inclui a disciplina quando a obediência não é nada imediata. Sabe-se que as mamães-golfinhos lidam com o jovem indisciplinado por tomá-lo entre as mandíbulas e então submergi-lo ou mantê-lo fora da água por 30 segundos. Normalmente uma de tais “palmadas” é o suficiente para restabelecer a calma!

      Projeto Maravilhoso

      Algo que há muito tem intrigado os pesquisadores é a velocidade com que os golfinhos podem nadar. Cálculos feitos há tanto tempo quanto em 1938 indicaram que o formato do golfinho deveria permitir que eles atingissem apenas a velocidade de 19 quilômetros por hora. Mas, é sabido que estes animais nadam numa velocidade três vezes maior do que esta! Como é possível tal movimento tão rápido, aparentemente desafiando as leis da hidrodinâmica? É em grande parte uma questão de força?

      Segundo certos relatórios, os golfinhos são seis vezes tão fortes quanto o homem, quilo por quilo. Mas a força em si mesma não parece ser o fator primário da velocidade de nadar dos golfinhos. A explicação reside na capacidade natural desta criatura de atravessar as águas tão suavemente que produz bem pouca resistência. Isto é atribuído não somente à maneira de nadar, que exclui qualquer rastro, mas também à notável pele do golfinho. Assentada numa abundância de pequenos suportes elásticos, a pele age como amortecedor. Também, um processo conhecido por “auto-obliteração” reduz a fricção superficial. Quando arranhada ou cortada, a pele produz uma substância oleosa que escorre para dentro da ferida, restaurando a superfície aerodinâmica do animal e evitando hemorragias adicionais. Uma teoria baseada na renovação rápida das células da pele externa é que, quando apressado, este animal “pula para fora de sua pele” — não literalmente, mas por eliminar células da pele para reduzir o efeito da resistência da água!

      Como criaturas marinhas, os golfinhos têm de mergulhar amiúde em grandes profundidades para apanhar sua comida. Eles podem ficar mais do que cinco minutos em profundidades de 200 metros e então voltar rapidamente à superfície para respirar. Para os humanos tal proeza é impossível. Isto não somente por causa da imensa pressão que existe nas profundidades, mas também por causa do perigo de ter uma embolia, indisposição quase sempre fatal, causada pela pressão ambiental que força o gás de nitrogênio a entrar no sangue do mergulhador, fazendo-o “ferver” se ele emergir muito rapidamente. O que torna o humanamente impossível possível para o golfinho?

      Há vários fatores. Quando mergulha, as batidas do coração do golfinho podem diminuir tantos quantos 50 por cento, sendo apenas o cérebro, o coração e outros órgãos vitais supridos de oxigênio. Isto, por sua vez, reduz a necessidade de ar. Uma coisa particularmente interessante é que o golfinho pode, por vontade própria, esvaziar 90 por cento do conteúdo de seus pulmões, algo impossível para os humanos. Qualquer nitrogênio que restar é então absorvido por uma emulsão produzida nos pulmões e é eliminado sem nenhum dano quando o animal emerge para respirar. Quanto à compressão, a caixa torácica dos golfinhos é extremamente elástica, portanto pode ser comprimida nas profundidades sem sofrer dano.

      Ao passo que os humanos não podem depender da água do mar para satisfazer à necessidade de fluidos do seu corpo, os golfinhos o podem. Por que se dá isto? A água do mar contém 35 gramas de sal por litro. Isto é muito sal para os rins humanos; eles são capazes de eliminar apenas 22 gramas. Portanto, no caso de os humanos beberem água do mar, ela só serve para aumentar a sede e apressar a morte por desidratação. Porém, os golfinhos não têm este problema. Seus rins, projetados para o ambiente marinho, eliminam tanto sal, que eles podem beber água do mar com incolumidade.

      Outro aspecto notável do golfinho é a sua habilidade natural de manter-se aquecido em águas geladas, que em poucos minutos matariam até mesmo homens fortes. Por que se dá isto? O golfinho tem a capacidade de permanecer quase que constantemente em movimento mesmo quando está descansando. Refestelado quase à tona e aparentemente dormindo, este animal impulsiona a cabeça para fora da água com um vigoroso movimento do rabo. Este movimento não só permite que ele respire, como também ajuda a gerar o calor necessário. Contudo, este valioso calor se dissiparia rapidamente se não fossem duas outras caraterísticas integrantes — uma camada de dois centímetros de gordura isolante e a habilidade natural do golfinho de restringir o fluxo sangüíneo à superfície da pele.

      Ainda mais, há a assombrosa maneira pela qual o golfinho, apesar de seu tamanho e grande velocidade, pode desviar-se de colidir com obstáculos debaixo d’água. Isto é atribuído, em parte, à excelente visão desta criatura. Porém, a visão aguçada não pode explicar sua perícia em navegar e em encontrar alimentos a grandes profundidades em águas escuras.

      Há evidência de que o sonar inerente no golfinho ou o sistema de repercussão natural também ajuda este mamífero a desviar-se dos obstáculos. Por emitir uma série de assobios ou estalidos de alta freqüência e daí analisar os ecos produzidos pelos pulsos refletidos em alguma coisa, o golfinho pode determinar tanto a distância como a natureza do objeto responsável pelos ecos. Visto que esta criatura não possui um órgão olfativo e, portanto, não pode localizar seu alimento pelo cheiro, o seu sistema de sonar é vital para sua sobrevivência. Mesmo com os olhos temporariamente vendados, durante experiências, os golfinhos puderam diferenciar, sem erro, entre duas espécies de peixes do mesmo tamanho e capturar para comer o de sua preferência. A capacidade do golfinho de analisar os pulsos refletidos é tão perfeitamente sintonizada que ele pode diferenciar entre objetos de metal de dimensões iguais mas de diferentes densidades. Tudo isto com seus olhos vendados!

      Os pesquisadores, durante experiências tais como as que acabamos de mencionar, ficaram surpresos com a capacidade do golfinho de aprender a obedecer prontamente às ordens dos humanos. Visto que este mamífero tem excelente capacidade de aprender e emite uma multiplicidade de sons, a questão levantada é se os golfinhos falam.

      Podem os Golfinhos Falar?

      Variam as respostas dos cientistas a esta pergunta. Embora os golfinhos não possuam cordas vocais, podem produzir uma variedade de sons, até ao ponto de, segundo o Dr. John Lilly, imitar a fala humana. Algumas pessoas têm atribuído grande importância a este achado, encarando-o como um indício de que o homem no futuro poderá comunicar-se com estes animais. Contudo, é bom manter esta descoberta na perspectiva certa. Os Drs. J.-J. Barloy e J.-P. Ehrhardt no seu livro Notre ami le dauphin (Nosso Amigo, o Golfinho) observaram que tais imitações são bem inferiores às do papagaio.

      Então, o que dizer a respeito dos diferentes sons produzidos pelos golfinhos? Indicam eles que o animal pode comunicar-se inteligentemente pelo menos com outros de sua própria espécie? Muitos pesquisadores acham que sim. Mas, numa época em que as teorias vêm e vão tão rapidamente, é necessário equilíbrio em se avaliar os relatórios mais otimistas. Grande publicidade tem sido dada aos 15 sinais que os cientistas dizem que os golfinhos emitem. Entretanto, poucas pescas estão alertas ao fato de que este número de sinais é bem inferior aos produzidos por outras criaturas. Por exemplo, o número de sons atribuídos aos porcos é de 32 e os atribuídos às raposas é de 38. Quanto ao significado dos 15 sinais do golfinho, os autores Barloy e Ehrhardt admitem francamente que “seu significado está bem longe de ser entendido com precisão”. Por quê? “Não tem sido possível estabelecer uma relação entre os sinais e comportamento específico.” Apesar de todas as pesquisas feitas sobre a comunicação dos golfinhos, eles mais adiante declararam: “Não existe prova da habilidade natural dos golfinhos de formar uma autêntica sentença de duas palavras.”

      Recentemente, numa entrevista pelo Serviço Mundial da BBC, o conservador de mamíferos marinhos, do Museu Britânico, apresentou forte argumento refutando a idéia de que os golfinhos podem comunicar-se com inteligência. Considerando a enorme matança de golfinhos durante as operações de pesca do atum (alguns calculam um golfinho morto para cada dez atuns pescados), ele comentou: “Estas criaturas não seriam capturadas se elas fossem capazes de dizer umas as outras: ‘Não se aproximem de nada que se assemelhe a uma hélice de navio . . . mantenham-se bem afastadas dele.’”

      O que dizer dos golfinhos no futuro? Há mais de 19 séculos, o discípulo cristão Tiago escreveu que “toda espécie de . . . animal marinho, há de ser domada e tem sido domada pelo gênero humano”. (Tia. 3:7) Isto certamente pode aplicar-se aos golfinhos. Talvez tenha lido como algumas destas criaturas têm sido usadas para reaver do leito do oceano objetos valiosos como ogivas de mísseis. Tem sido proposto que os golfinhos sejam usados para patrulhar praias e proteger os banhistas de serem atacados por tubarões. Se isto se tornará uma realidade, resta-nos esperar para ver. Porém, visto que a Bíblia aponta para um tempo, quando a vida animal será universalmente respeitada, podemos ter certeza de que nós humanos aprenderemos muito mais acerca da maravilhosa criação que nos rodeia, inclusive o surpreendente golfinho.

  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    Despertai! — 1979 | 8 de outubro
    • Ajuda ao Entendimento da Bíblia

      [De Aid to Bible Understanding, Edição de 1971, compilou-se a matéria que segue.]

      ATITUDES E GESTOS. [Continuação]

      Bater palmas podia ser apenas um gesto para atrair atenção, como em Josué 15:18. Na maioria das vezes, porém, era sinal de ira (Num. 24:10), desprezo ou escárnio (Jó 27:23; Lam. 2:15), tristeza (Eze. 6:11), ou hostilidade, alegria com o mal que sobreveio a um rival, a um inimigo odiado ou a um opressor, sendo às vezes acompanhado por se bater com os pés. — Eze. 25:6; Naum 3:19.

      DESIGNAÇÃO

      Unção. Usavam-se certos gestos para indicar a designação para um cargo ou autoridade. Na inauguração do sacerdócio, Arão foi ungido com óleo de santa unção. (Lev. 8:12) Os reis eram ungidos. (1 Sam. 16:13; 1 Reis 1:39) O Rei Ciro da Pérsia, não foi literalmente ungido por um representante de Deus, mas falava-se dele figurativamente como sendo o ungido de Jeová, por causa de sua designação de conquistar Babilônia e libertar o povo de Deus. (Isa. 45:1) Eliseu foi ‘ungido’ por ser designado, mas nunca foi literalmente ungido com óleo. (1 Reis 19:16, 19) Jesus foi ungido pelo seu Pai Jeová, não com óleo, mas com espírito santo. (Isa. 61:1; Luc. 4:18, 21) Por meio dele, seus irmãos gerados pelo espírito, que constituem a congregação cristã, são ungidos. (2 Cor. 1:21; Atos 2:33) Esta unção os designa, comissiona ou habilita para serem ministros de Deus. — 1 João 2:20; 2 Cor. 3:5, 6; veja UNGIDO, UNÇÃO.

      A imposição das mãos era um método de designar alguém para um cargo ou dever, como no caso dos sete homens designados pelos apóstolos para cuidar da distribuição de alimentos na congregação de Jerusalém. (Atos 6:6) Timóteo foi designado para um cargo de superintendência pelo corpo de anciãos da congregação. (1 Tim. 4:14) Ele, por sua vez, foi incumbido pelo apóstolo Paulo para fazer designações de outros, sendo admoestado que devia fazer isso apenas após cuidadosa consideração. — 1 Tim. 5:22.

      A imposição das mãos tinha também outros significados, um deles sendo o reconhecimento de alguma coisa, como em Êxodo 29:10, 15, onde Arão e seus filhos reconheciam os sacrifícios como sendo oferecidos a seu favor. Um significado similar é encontrado em Levítico 4:15.

      A imposição das mãos foi também usada para designar certos que receberiam benefícios ou poder, como nas curas feitas por Jesus (Luc. 4:40) e na descida do espírito santo sobre aqueles sobre quem Paulo pôs as mãos. (Atos 19:6)

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