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LealdadeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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sua alma não seria abandonada no Seol. (Sal. 16:10) No dia de Pentecostes de 33 EC, o apóstolo Pedro aplicou esta profecia a Jesus, afirmando: “[Davi] previu e falou a respeito da ressurreição do Cristo, que ele nem foi abandonado no Hades, nem viu a sua carne a corrupção. A este Jesus, Deus ressuscitou, fato de que todos nós somos testemunhas.” (Atos 2:25-28, 31, 32; compare com Atos 13:32-37.) The Expositor’s Greek New Testament (O Novo Testamento Grego do Expositor), num comentário sobre Atos 2:27, afirma que a palavra hebraica hhasídh (usada no Salmo 16:10) denota, não apenas alguém que é piedoso e devotado, mas também alguém que é objeto da benevolência (benignidade amorosa) de Deus.
DEUS EXIGE A LEALDADE
Jeová exige a lealdade de seus servos. Eles têm de imitá-lo. (Efé. 5:1) O apóstolo Paulo diz aos cristãos que eles ‘devem revestir-se da nova personalidade, que foi criada segundo a vontade de Deus, em verdadeira justiça e lealdade’. (Efé. 4:24) Ao recomendar que se ore na congregação, ele afirma: “Desejo, portanto, que em todo lugar os homens façam orações, erguendo mãos leais, sem furor e sem debates.” (1 Tim. 2:8) A lealdade é uma das qualidades essenciais para que um homem se habilite para o cargo de superintendência na congregação de Deus. — Tito 1:8; veja BENIGNIDADE.
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LeãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEÃO
Um mamífero grande, de coloração castanho-amarelada, da família dos Felídeos, que possui uma cauda longa e terminada numa mecha. A característica juba desgrenhada do macho começa a crescer quando o animal tem cerca de três anos. Embora os leões sejam agora extintos na Palestina, antigamente eles eram bem numerosos ali. Podiam ser achados na área da cordilheira do Antilíbano e do Hermom (Cân. 4:8), nos matagais ao longo do Jordão (Jer. 49:19; 50:44; Zac. 11:3), e na “terra de aflição e de condições difíceis”, isto é, o deserto ao S de Judá. — Isa. 30:6; compare com Deuteronômio 8:15.
Houve épocas em que os pastores tinham de proteger o rebanho dos leões. Davi, em certa ocasião, abateu corajosamente um leão e salvou a ovelha que o leão tinha tomado. (1 Sam. 17:34, 35) Isto, contudo, foi algo excepcional. Com freqüência, até mesmo “o pleno número de pastores” não conseguiam afugentar um leão novo, jubado. (Isa. 31:4) Às vezes, o pastor só conseguia recuperar da boca do leão uma parte do animal doméstico (Amós 3:12), dessa forma habilitando-o a apresentar a evidência necessária para livrá-lo do pagamento da compensação. — Êxo. 22:13.
Embora Davi, Sansão e Benaia, sozinhos, tenham matado leões (Juí. 14:5, 6; 1 Sam. 17:36; 2 Sam. 23:20), outros não escaparam das garras do leão. (2 Reis 17:25, 26) Jeová empregou leões para executar seu julgamento sobre um profeta que lhe tinha desobedecido (1 Reis 13:24-28) e sobre um homem que se recusara a cooperar com um de Seus profetas. — 1 Reis 20:36.
As Escrituras repetidas vezes fazem alusão às características e aos hábitos do leão, incluindo seu rugido trovejante e seu bramido. (Pro. 19:12; 20:2; Amós 3:4, 8) O animal tem boas passadas (Pro. 30:29, 30), arremessando-se sobre sua presa numa velocidade de c. 64 km/h. Sua força é proverbial. (Juí. 14: 18; Pro. 30:30) Um único golpe da forte pata dum leão basta para quebrar o pescoço dum pequeno antílope. O leão consegue matar e transportar animais maiores do que ele próprio, e suas mandíbulas pequenas e fortes estão equipadas de dentes com força suficiente para despedaçar grandes ossos. (Sal. 58:6; Joel 1:6; Isa. 38:13) Pouco é de se admirar que o preguiçoso seja representado como se desculpando por deixar de agir, empregando as seguintes palavras: “Há um leão lá fora!” (Pro. 22:13; 26:13) No entanto, sendo carnívoro, os leões podem perecer por falta de presas. (Jó 4:11; veja também Salmo 34:10.) E “melhor está o cão vivo [embora desprezado] do que o leão [que era majestoso, mas que agora está] morto”. — Ecl. 9:4.
O leão geralmente passa parte do dia dormitando em sua toca e caça à noite. Ao procurar seu alimento, o animal quer recorre à emboscada, quer se aproxima furtivamente de sua presa até que se encontre próximo o bastante dela para um breve pique. (Jó 38:39, 40; Sal. 10:9; Lam. 3:10) Depois de fazer uma matança, o leão geralmente devora de imediato parte da carne, ocultando ou guardando o que sobra para ser comido mais tarde. Durante a época em que a fêmea aleita os filhotes, o macho lhe fornece comida, e, mais tarde, ajuda a fêmea a trazer caça para os filhotes na toca. Não é senão depois que os leõezinhos se tornam semi-adultos, ou mesmo mais crescidos, que realmente participam na caça, ocasião em que deveras aprendem a despedaçar a presa. — Eze. 19:2, 3; Naum 2:11, 12; veja também Salmo 7:2; 17:12.
Há muito que o homem caça leões. Covas e redes eram utilizadas para capturá-los. (Eze. 19:3, 4, 9) Na antiga Assíria, a caça aos leões era um dos esportes favoritos do monarca. Quer a cavalo, quer em seu carro, o rei, armado de arco e flechas, perseguia os leões.
Leões famintos eram empregados antigamente para infligir a pena capital. Protegido pelo anjo de Jeová, o profeta Daniel escapou desta morte. (Dan. 6:16, 17, 22, 24; compare com Hebreus 11:33.) No primeiro século EC, o apóstolo Paulo foi liberto da “boca do leão“, quer em sentido literal, quer figurado. — 2 Tim. 4:17.
EMPREGO ORNAMENTAL E FIGURADO
Gravuras de leões ornamentavam os painéis laterais dos carrocins destinados à utilização no templo. (1 Reis 7:27-36) E as figuras de doze leões perfilavam as escadas que davam para o trono de Salomão, além dos dois leões em pé ao lado dos braços do trono. (1 Reis 10:19, 20) Também o templo, contemplado na visão por Ezequiel, estava adornado de querubins que tinham duas faces, uma de homem e outra de um jovem leão jubado. — Eze. 41: 18, 19.
A maioria das referências bíblicas ao leão são figuradas ou ilustrativas. A inteira nação de Israel (Núm. 23:24; 24:9), e, individualmente, as tribos de Judá (Gên. 49:9) e Gade (Deut. 33:20), foram comparadas profeticamente a leões, símbolos da invencibilidade e da coragem na guerra justa. (Compare com 2 Samuel 17:10; 1 Crônicas 12:8; Provérbios 28:1.) Jeová se compara a um leão ao executar o julgamento sobre seu povo infiel. (Osé. 5:14; 11:10; 13:7-9) E a mais destacada autoridade judicial de Deus, Jesus Cristo, é “o Leão que é da tribo de Judá”. (Rev. 5:5) Apropriadamente, portanto, o leão, como símbolo da justiça corajosa, é associado com a presença e o trono de Jeová. — Eze. 1:10; 10:14; Rev. 4:7.
Graças às características ferozes, rapaces e predatórias do leão, esse animal também era usado para representar os iníquos (Sal. 10:9), as pessoas que se opunham a Jeová e seu povo (Sal. 22:13; 35:17; 57:4; Jer. 12:8), os falsos profetas (Eze. 22:25), os governantes e os príncipes iníquos (Pro. 28:15; Sof. 3:3), a Potência Mundial Babilônica (Dan. 7:4), e Satanás, o Diabo. (1 Ped. 5:8) E a fera de sete cabeças e dez chifres que procede do mar, que deriva sua autoridade de Satanás, foi representada como tendo boca de leão. (Rev. 13:2) No Salmo 91:13, o leão e a cobra (víbora-de-cleópatra) parecem indicar o poder do inimigo, o leão ali representando o ataque aberto, e a cobra o ardil sub-reptício, a astúcia. — Compare com Lucas 10:19; 2 Coríntios 11:3; veja Paz.
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Lebe-camaiAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEBE-CAMAI
[o coração dos que se erguem contra mim], Uma nota na margem do Texto Massorético hebraico sustenta que este é um nome criptográfico para Caldéia ou Kasdím. Aparece apenas em Jeremias 51:1, numa declaração sobre o que Jeová faria com Babilônia e os habitantes da Caldéia. Este termo é empregado ali em harmonia com um sistema chamado de Atbásh, anagrama em que a última letra do alfabeto hebraico (taw) representa a primeira letra dele (’áleph), a penúltima letra (shin) representa a segunda (behth), e assim por diante. Por isso, em Jeremias 51:1, o verdadeiro nome (Kasdím) é disfarçado por se formar a palavra hebraica Lev qamay’ (Lebe-Camai, ou Lebcamai, CBC). Em vez de “Lebe-Camai”, a Septuaginta apresenta “os caldeus”, e os Targuns rezam “a terra dos caldeus”. [“Os que habitam na Caldéia”, IBB; PIB].
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LebreAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEBRE
Um animal roedor, parente próximo do coelho, porém de tamanho maior, e diferindo deste no sentido de que seus filhotes geralmente não nascem num buraco subterrâneo, e já são ativos ao nascerem, tendo pleno pelame e os olhos abertos. A Lei fornecida mediante Moisés proibia a lebre como alimento, e a menciona como um ruminante. (Lev. 11: 4, 6; Deut. 14:7) As lebres e os coelhos, naturalmente, não possuem um estômago dotado de muitas cavidades ou muitas partes, e não regurgitam seu alimento para voltar a mastigá-lo, características estas que se associam com a classificação cientifica dos ruminantes. Entretanto, é preciso lembrar que tal classificação científica moderna não foi a base para a palavra hebraica usada para ‘ruminante’ nos dias de Moisés. Assim sendo, não existe base alguma para se julgar a exatidão da declaração da Bíblia por meio desta concepção restrita, relativamente recente, do que constitui um animal ruminante, como o fazem muitos críticos.
No passado, comentaristas que tinham fé na inspiração do registro da Bíblia não viam erro algum nessa declaração da Lei. Observou The Imperial Bible-Dictionary (Dicionário-Bíblico Imperial; Fairbairn, 1874, Vol. I, p. 700): “É óbvio que a lebre, em repouso, mastiga vez após vez o alimento que ela ingeriu há algum tempo; e tal ação sempre foi considerada popularmente como ruminar. Até mesmo nosso poeta Cowper, cuidadoso observador de fenômenos naturais, que registrou suas observações sobre três lebres que domesticou, afirma que elas ‘ruminavam o dia todo até a noitinha’.”
A observação cientifica das lebres e dos coelhos nos anos mais recentes, contudo, indica que se acha envolvido algo mais do que a aparente ruminação. Escreve François Bour-lière [The Natural History of Mammals (História Natural dos Mamíferos), 1954, p. 41]: “O hábito de ‘coprofagia’, ou de fazer o alimento passar duas vezes pelos intestinos, em vez de apenas uma vez, parece ser um fenômeno comum nos coelhos e nas lebres. Os coelhos domésticos geralmente comem e engolem sem mastigar suas bolotas fecais noturnas, que constituem pela manhã quase a metade do conteúdo total de seu estômago. No coelho-selvagem, a ‘coprofagia’ ocorre duas vezes por dia, e se relata que a lebre européia tem o mesmo hábito. . . . Crê-se que tal hábito fornece aos animais grandes quantidades de vitaminas B, produzidas por bactérias contidas no alimento enquanto se acha no intestino grosso.” Sobre o mesmo ponto, a obra Mammals of the World (Mamíferos do Mundo, Vol. II, p. 647) observa: “Isto pode ser similar à ‘ruminação’ dos mamíferos ruminantes.”
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LegiãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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LEGIÃO
Nome pelo qual se identificou um dos dois homens endemoninhados, com quem Cristo Jesus se encontrou na região a E do mar da Galiléia. Evidentemente, porém, o seu nome real não era “Legião”, visto que isso se referia
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