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  • Por que temer o lobo?
    Despertai! — 1977 | 22 de março
    • Por que temer o lobo?

      ERA o dia 12 de janeiro de 1765. Sete crianças — cinco meninos e duas meninas — vigiavam seus rebanhos próximo a uma aldeia em França. Tais jovens não estavam juntos para ter companheirismo, e sim por proteção. Circulavam notícias de que, nos últimos seis meses, cerca de doze crianças tinham sido mortas por um lobo. Outras tinham sido mordidas na cabeça e no rosto, mas conseguiram escapar.

      As crianças cuidavam de seus animais quando, subitamente, surgiu em cena o lobo. Os três garotos mais velhos — todos com doze anos — enfrentaram corajosamente o animal com lanças improvisadas. Mas, o lobo rompeu sua guarda e agarrou pela bochecha o garotinho mais jovem. Embora os três meninos mais velhos obrigassem o lobo a soltá-lo imediatamente, o animal atacou de novo, derrubando o outro menino. As crianças conseguiram mais uma vez afastar o animal. Mas, sua luta não estava de jeito nenhum terminada. O garotinho que tinha sido derrubado no chão tornou-se o alvo do lobo. O animal voltou e agarrou-o pelo braço. Os outros meninos correram a acudi-lo. Mas, o lobo não queria soltá-lo, senão depois de obrigado a entrar numa poça de lama e levar uma série de pancadas na cabeça. Daí, o lobo fugiu, não mais voltando.

      Segundo registros autênticos, entre os anos de 1764 e 1767, este lobo e um outro atacaram mais de cem pessoas, na maioria jovens, na parte central da França. Dezenas de crianças enfrentaram assim horrível morte. Depois de ambos esses lobos serem mortos a tiros, cessaram as atemorizantes matanças.

      Relatos de mortes humanas nas garras de lobos não são infreqüentes em outras partes da Europa e da Ásia central, especialmente a Rússia. O cômputo de mortes atribuídas aos lobos na Rússia, apenas para o ano de 1875, atingiu 161 pessoas. Assim, com o passar dos séculos, possivelmente milhares de pessoas tenham sido atacadas por lobos.

      Que isto aconteceria pode ser muito estranho, em vista dum registro inteiramente diverso do comportamento dos lobos em outras partes da terra. A obra The Animal Kingdom (O Reino Animal 1954, Vol. 1, p. 431) declara: “O lobo cinzento possui formidável reputação — toda a história humana está repleta de relatos sobre sua ferocidade. Todavia, não existe nenhum relatório comprovado de um lobo jamais atacar um homem sem ser provocado, em qualquer parte da América do Norte.”

      Como se pode explicar tal diferença? Poderia acontecer que os lobos em partes da Europa e da Ásia sejam muito mais perigosos que os da América do Norte?

      Não há indícios de que os lobos em uma parte da terra sejam mais ferozes do que os que habitam em outra parte da terra. A evidência disponível aponta para apenas uma conclusão: Os lobos que atacam os humanos usualmente são raivosos. Que este é o caso na época em que grandes alcatéias de lobos perambulavam pelas florestas da Europa é evidente do modo como as pessoas em geral reagiram diante de tais criaturas. Até mesmo crianças usualmente não mostravam grande medo delas. Costumeiramente, os jovens de todas as idades e tamanhos, equipados com varas, costumavam cuidar de ovelhas, cabras ou de gado bovino em áreas infestadas de lobos. Somente quando havia prova definida de perigo é que as crianças se agrupavam para proteger-se.

      Mas, que dizer dos dois lobos não hidrófobos que mataram dezenas de crianças em França, num período de três anos? Segundo os relatos, não se tratava de lobos comuns. Ambos tinham características incomuns, sugerindo que podem ter sido híbridos. Ambos eram maiores do que a variedade comum e possuíam coloração anormal. Um deles tinha o pescoço branco e a pele do outro animal era avermelhada. Tendo tamanho e coloração anormais, tais lobos também eram anormais em atacar os humanos.

      Apesar de a reputação do lobo norte-americano não ser a de comedor de gente, tal criatura tem sido objeto de intenso ódio. Com o decorrer dos anos, fazendeiros e rancheiros travaram incessante guerra contra ele, virtualmente levando-o à extinção.

      Certa vez, o lobo vermelho podia ser encontrado por toda a parte sudeste dos Estados Unidos, da Flórida ao Texas. Envenenado e morto por armadilhas aos milhares, os lobos vermelhos, por volta de 1950, já haviam sido erradicados da maior parte de seu anterior habitat. Depois disso, um programa federal de controle dos predadores trouxe a morte a outros 27.646 lobos vermelhos, entre 1955 e 1964. Science News, de 17 de fevereiro de 1973, relata: “Calcula-se agora que somente restam de 200 a 300 lobos vermelhos em vários condados do Texas e da Louisiana.” Tais lobos vivem mormente em terras de rancheiros que os consideram um perigo para seus animais domésticos.

      O lobo cinzento maior não se tem dado muito bem, tampouco. Certa vez, este mamífero tinha seu lar espalhado por todos os Estados Unidos. Mas, agora, limita-se basicamente a partes de Michigan e Minnesota.

      Por que os donos de ovelhas e de gado bovino continuam a batalhar contra o lobo? A perda de gado tem sido a consideração primária. Israel Putnam, do oitavo século, por exemplo, perdeu cerca de setenta de seus animais para uma loba cinzenta, apenas numa noite. Não é de admirar que ele odiasse os lobos. No século dezenove, com o desaparecimento das manadas de búfalos, antílopes e de veados das Grandes Planícies, os lobos se viram obrigados a procurar outras presas. Assim, começaram a pagar seu quinhão de ovelhas e vacas domésticas. Os lobos cinzentos alegadamente mataram mais animais domésticos do que podiam realmente comer e levaram alguns rancheiros à falência. A medida que as manadas de gado bovino aumentaram, também aumentaram os lobos. Com o tempo, nos EUA, pagava-se cada ano um milhão de dólares de recompensa pela morte de lobos. Por fim, no século vinte, caçadores começaram a destruir os filhotes de lobos em seus refúgios. É por isso que, hoje, o lobo cinzento só é encontrado em menos de um por cento da área pela qual vagueava outrora.

      Mas, é o lobo tão ruim de modo a merecer ser extinto? Não, afirmam muitos. “Os lobos”, insistem, “não são apenas animais extremamente interessantes e inteligentes; são vitais para se manter o delicado equilíbrio da natureza”. Em última análise, não é o lobo, e sim o homem que tem sido o maior responsável de transtornar este equilíbrio, dessa forma privando muitas criaturas de seu alimento costumeiro.

      Sim, o lobo, como outros animais selvagens, prefere evitar o homem, mas poderá atacar se estiver doente, se for provocado, se estiver ferido, acuado, ou for surpreendido de repente. O que a Bíblia diz sobre a relação do homem com os animais, portanto, é vindicado. Disse-se a Noé e sua família, após o dilúvio global: “O medo de vós e o terror de vós continuará sobre toda criatura vivente da terra.” (Gên. 9:2) Assim, se não interferirem indevidamente com o modo de vida do lobo, os humanos não têm motivos para ter grande temor do lobo.

  • Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    Despertai! — 1977 | 22 de março
    • Ajuda ao Entendimento da Bíblia

      [Matéria selecionada de Aid to Bible Understanding Edição de 1971.]

      ABRAÃO [continuação]

      SURGE O DESCENDENTE PROMETIDO

      Visto que Sara continuava estéril, parecia que Eliézer, o fiel mordomo doméstico, de Damasco, receberia a herança de Abraão. Todavia, Jeová de novo assegurou a Abraão que sua própria prole seria inumerável, como as estrelas do céu, e, assim, Abraão “depositou fé em Jeová; e este passou a imputar-lhe isso como justiça”, muito embora isto ocorresse anos antes de ele ser circuncidado. (Gên. 15:1-6; Rom. 4:11) Jeová concluiu então com Abraão um pacto formal, à base de sacrifícios animais, e, ao mesmo tempo, revelou que a descendência de Abraão seria afligida por um período de 400 amos, até mesmo sendo escravizada. — Gên. 15:7-21, veja PACTO.

      O tempo passou. Já estavam então em Canaã por dez anos, todavia, Sara continuava estéril. Por conseguinte ela propôs ser substituída por sua serva egípcia, Agar para que tivesse um filho por meio dela. Abraão consentiu. E, assim, em 1932 A. E. C., nasceu Ismael, quando Abraão tinha oitenta e seis anos. (Gên. 16:3, 15, 16) Passou-se mais tempo. Em 1919 A. E. C., quando Abraão tinha noventa e nove anos, como sinal ou selo para testemunhar a relação especial pactuada que existia entre Ele próprio e Abraão, Jeová ordenou que todos os varões da casa de Abraão fossem circuncidados. Ao mesmo tempo, Jeová mudou o nome dele, de Abrão para Abraão, “porque vou fazer-te pai duma multidão de nações”. (Gên. 17:5, 9-27) Logo depois três anjos materializados, a quem Abraão recebeu hospitaleiramente em nome de Jeová, prometeram que Sara mesma conceberia e daria à luz um filho, sim, no ano seguinte! — Gên. 18:1-15.

      E que ano momentoso provou ser este! Sodoma e Gomorra foram destruídas. O sobrinho de Abraão e suas duas filhas mal conseguiram escapar. Uma fome expulsou Abraão e sua esposa, possivelmente grávida então, para Gerar, resultando em que o rei daquela cidade palestina tomou Sara para seu harém. Jeová interveio; Sara foi liberta; e, no tempo designado, 1918 A. E. C., nasceu Isaque, o herdeiro há muito prometido quando Abraão tinha cem anos, e Sara tinha noventa’ (Gên. 18:16 a 21:7) Cinco anos depois, quando Ismael de dezenove anos, meio-irmão de Isaque, zombou dele, Abraão viu-se obrigado a despedir Ismael e sua mãe, Agar. Foi então, em 1913 A. E. C. que começaram os 400 anos de aflição sobre a descendência de Abraão. — Gên. 21:8-21; 15:13.

      A suprema prova da fé de Abraão veio cerca de vinte anos depois. Isaque era agora um forte rapaz de cerca de vinte e cinco anos. Em obediência as instruções de Jeová, Abraão tomou Isaque e viajou para o N. de Berseba no Negebe até o Monte Moriá, situado bem ao norte de Salém. Ali construiu um altar e preparou-se para oferecer Isaque, o descendente prometido, como sacrifício queimado. E deveras Abraão “a bem dizer ofereceu Isaque” pois “achava que Deus era capaz de levantá-lo até mesmo dentre os mortos”. Só no último instante é que Jeová interveio e proveu um carneiro como substituto de Isaque no altar sacrificial. Por conseguinte, foi esta fé implícita, apoiada pela completa obediência, que moveu Jeová a reforçar seu pacto com Abraão mediante um voto juramentado, uma garantia legal especial. — Gên. 22:1-18; Heb. 6:13-18; 11:17-19.

      Quando Sara morreu em Hébron, em 1881 A. E. C., com 127 anos, foi necessário que Abraão comprasse um lote de sepultamento, pois ele era deveras apenas um residente temporário que não possuía nenhum terreno em Canaã. Assim, comprou dos filhos de Hete um campo, com sua caverna em Macpela, perto de Manre. (Gên. 23:1-20) Três anos depois, quando Isaque atingiu quarenta amos, Abraão enviou Eliézer de volta para a Mesopotâmia, a fim de encontrar para seu filho uma esposa adequada, alguém que também fosse adoradora verdadeira de Jeová. Então Rebeca, sobrinha-neta de Abraão, provou ser a escolhida de Jeová. — Gên. 24:1-67.

      “Além disso, Abraão tomou novamente uma esposa”, Quetura, e posteriormente gerou seis outros filhos, de modo que de Abraão provieram não só os israelitas ismaelitas e os edomitas, mas também os medanitas e os midianitas, etc. (Gên. 25:1, 2; 1 Crô. 1:28, 32, 34) Assim aconteceu que a declaração profética de Jeová se cumpriu em Abraão: “Vou fazer-te pai duma multidão de nações.” (Gên. 17:5) Por fim, na boa velhice de 175 anos, Abraão morreu, em 1843 A. E. C., e foi sepultado por seus filhos, Isaque e Ismael, na caverna de Macpela. (Gên. 25:7-10) Antes de sua morte, Abraão deu presentes aos filhos de suas esposas secundárias e os mandou embora, de modo que Isaque fosse o único herdeiro de “tudo o que possuía”. — Gên. 25:5, 6.

      CHEFE PATRIARCAL E PROFETA

      Abraão era um homem muito abastado, possuindo grandes rebanhos e manadas, e muita prata e ouro, e uma enorme casa, abrangendo muitas centenas de servos. (Gên. 12:5, 16; 13:2, 6, 7; 17:23, 27; 20:14; 24:35) Por este motivo, os reis de Canaã o consideravam poderoso “maioral”, alguém com quem deveriam ser feitos pactos de paz. (Gên. 23:6; 14:13; 21:22, 23) Todavia, em nenhuma ocasião Abraão permitiu que o materialismo cegasse sua visão de Jeová e de Suas promessas, nem o tornasse orgulhoso, soberbo ou egoísta. — Gên. 13:9; 14:21-23.

      A primeira ocorrência da palavra “profeta” nas Escrituras Hebraicas refere-se a Abraão, embora outros como Enoque, vivessem antes dele. (Gên. 20:7; Judas 14) O primeiro identificado nas Escrituras como “hebreu” é Abraão. (Gên. 14:13) Abraão, como Abel Enoque e Noé, era homem de fé. (Heb. 11:4-9) Mas, a primeira ocorrência da expressão “depositou fé em Jeová” refere-se a Abraão (Gên. 15:6), em concordância com Romanos 4:11: “[Abraão é] pai de todos os que têm fé.”

      Deveras, este homem de fé incomum andava com Deus e estava em comunicação constante com ele, por meio de visões e sonhos, até mesmo acolhendo seus

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