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Cervos — criaturas graciosas e belasDespertai! — 1977 | 22 de julho
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Cervos — criaturas graciosas e belas
OS CERVOS são animais dotados de notável graça e beleza. Olhos grandes e pacíficos espreitam dos lados da cabeça dessa criatura. Seu pêlo curto e brilhante é achatado e, assim, contribui para a aparência aerodinâmica do cervo. Quer parada e imóvel, quer correndo ou saltando, esta criatura delgada, de pernas longas, jamais parece desajeitada ou fora de lugar.
A armação é, definitivamente, uma caraterística distintiva do cervo. Usualmente, apenas os machos a possuem. Mas, no caso da rena ou do caribu, a armação coroa as cabeças tanto dos machos como das fêmeas. Em contraste, o cervo-aquático ou hidropote, da China, e o almiscareiro asiático não possuem nenhuma.
Diferente de chifres, que na realidade são camadas endurecidas de pele, a armação é óssea. Os cervos que habitam zonas temperadas a descartam no inverno e, no início do verão, começam a produzir outra nova. Quanto aos cervos nas áreas tropicais, a armação pode ser descartada e uma nova começa a crescer em outras épocas do ano.
A nova armação é macia e recoberta de pele fina, da qual cresce pêlo fino e curto. Esta pele, com seu pêlo fino, é conhecida como “veludo”. Com o tempo, o sangue pára de circular pela pele que recobre a armação. Quando isto ocorre, a pele se seca e o cervo a remove por esfregá-la no chão ou de encontro a árvores ou arbustos.
Quanto mais jovem for o macho, tanto mais curta e menor será a armação. O animal poderá desenvolver seu primeiro par de armações com um ou dois anos. Exatamente qual é o propósito da armação? Muitos naturalistas crêem que é usada principalmente na luta pela obtenção de fêmeas e que também desempenha um papel em estabelecer a categoria do cervo. Deve-se notar, contudo, que os cervos que não possuem armações não têm problemas de ser reconhecidos pelos mais moços como ocupando uma categoria superior. Há também indícios de que, em sérias batalhas, a armação desempenha um papel insignificante. Assim, bem que pode haver outras razões para as armações dos cervos.
Comentando uma teoria corrente, The International Wildlife Encyclopedia (Enciclopédia Internacional da Vida Selvagem) declara: “As observações dos veados vermelhos vulgares mostram que parecem sofrer com o calor no verão. São ativos à noite e passam considerável tempo chafurdando na lama. A teoria de Stonehouse é de que a armação atua como radiador no verão, à medida que o veludo é ricamente suprido de vasos sangüíneos e as medições mostram que a temperatura na superfície da armação sobe quando os machos estão ativos. No verão, quando os machos se alimentam, depositam grossa camada de gordura, assim, é preciso algum modo de livrar-se do calor. As fêmeas não precisam de tais radiadores, visto que suficiente energia é gasta pelo feto em desenvolvimento e durante a amamentação. A armação tem um formato desajeitado, quer para a luta quer para a sinalização, assim, tal teoria parece oferecer uma explicação mais razoável de sua função, a armação sendo usada secundariamente para a luta e a sinalização.” — Vol. 14, p. 1928.
A habilidade de saltar e a rapidez do cervo são notabilíssimas. Fortes músculos na parte superior das pernas do cervo o habilitam a dar tremendos saltos e a correr com rapidez. Um veado de orelhas compridas consegue cobrir a distância de 7,60 metros com apenas um grande salto. Este cervo também consegue saltar a uma altura de cerca de 2,40 metros, e correr à taxa de 56 quilômetros por hora. O veado de cauda branca, ou veado-da-virgínia, segundo se sabe, consegue saltar 12 metros, e se pensa que seu longo pulo máximo seja ainda maior.
Visto que os cervos são animais rápidos e graciosos, pouco é de admirar que a linda sulamita dissesse a respeito de seu namorado: “Meu querido se parece a uma gazela ou à cria dos veados.” “Corre, meu querido, e faze-te igual à gazela ou à cria dos veados.” — Cant. de Sal. 2:9; 8:14.
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A independência do TranskeiDespertai! — 1977 | 22 de julho
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A independência do Transkei
● Em fins de outubro de 1976, multidões de pessoas se congregaram em Umtata, a capital do Transkei, para celebrações e cerimônias. À meia-noite de 25 de outubro, com salvas de 101 canhões, a bandeira da África do Sul foi baixada pela última vez, e hasteou-se a bandeira nova do Transkei. O Transkei se tornara oficialmente o qüinquagésimo estado independente da África. É o primeiro dos “homelands” (grandes territórios reservados para cada tribo africana) da África do Sul a alcançar tal distinção.
Situado na parte sudeste da África do Sul, o Transkei tem cerca do tamanho da Dinamarca ou do estado do Espírito Santo (44.000 quilômetros quadrados) com uma população de cerca de 1.750.000, inclusive 10.000 brancos. A maioria dos negros do país falam xosa (aparentado ao zulu), mas pertencem a vários grupos tribais, tais como mpondo, tembu, bomvana e fingo. A terra é razoavelmente fértil e bem regada. Seus limites austrais são o Grande Rio Kei, daí o nome “Transkei”.
Os membros das tribos de língua xosa se estabeleceram nesse território por volta do século quinze. No século dezoito, surgiram conflitos entre membros de tribos negras e lavradores brancos, resultando em longa série de guerras. Por fim, em fins do século dezenove, os brancos predominaram e o governo britânico anexou o território à Colônia do Cabo. Desde 1910, o Transkei faz parte da então União Sul-Áfricana, agora República.
Depois da evolução da diretriz da África do Sul, de desenvolvimento em separado, concedeu-se-lhe o autogoverno parcial em 1963. O Parlamento tem 150 membros, inclusive 75 chefes tradicionais e 75 membros eleitos. Numa eleição recente, o partido do Chefe Supremo, Kaiser Matanzima, obteve sobrepujante maioria. Ele é agora o líder ou primeiro-ministro do país. O novo país seguirá uma política sem racismo; não haverá segregação. Mas, economicamente, dependerá muitíssimo da África do Sul. Recentemente, a ONU votou contra o reconhecimento do Transkei, e, até à data em que isto foi escrito, nenhum país, exceto a África do Sul, tinha reconhecido o novo estado.
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