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MaanaimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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realizada em Maanaim. — Compare com Juízes 21:19, 21.
Há incerteza quanto à localização exata de Maanaim. Khirbet Mahneh, a c. 19 km ao N do Jaboque, e a quase a mesma distância a E do Jordão, parece preservar o nome bíblico. Mas alguns acham que tal local não se ajusta às referências bíblicas sobre Maanaim. Preferem Tel el-Hajjaj, c. 3 km ao S do Jaboque, e a pouco mais de uns 15 km distante da sua confluência com o Jordão.
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MaçãAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MAÇÃ
[Heb., tappúahhl. Há muitas conjecturas a respeito da identificação da árvore e do fruto indicados pela palavra hebraica tappúahh. O termo em si indica algo que se distingue por sua fragrância ou por seu aroma. Tem-se sugerido várias frutas, em lugar da maçã, incluindo a laranja, a cidra, o marmelo e o damasco, a principal objeção quanto à maçã surgindo de que o clima quente e seco da maior parte da Palestina é desfavorável ao cultivo da maçã. No entanto, a palavra árabe relacionada, tuffakh, significa primariamente “maçã”, e é notável que os nomes hebraicos de lugares, Tapua e Bete-Tapua (provavelmente assim chamados devido à prevalência dessa fruta em sua vizinhança) foram preservados em seus equivalentes árabes pelo emprego desta palavra. (Jos. 12:17; 15:34, 53; 16:8; 17:8) Estes lugares não se situavam nas baixadas, mas na região das colinas, onde o clima é geralmente um tanto moderado. Em adição, a possibilidade de algumas variações climáticas no passado não pode ser inteiramente descartada, segundo indicado por Denis Baly no seu livro The Geography of lhe Bible (Geografia da Bíblia, pp. 72, 74). Hoje em dia, cultivam-se deveras macieiras na Palestina, e, assim, parecem ajustar-se satisfatoriamente à descrição da Bíblia. O dr. Thomson, que passou 45 anos na Síria e na Palestina, no século passado, chegou até mesmo a relatar que encontrou pomares de maçãs na área de Ascalom, nas planícies da Filístia. — The Land and the Book (A Terra e o Livro), Vol. II, cap. XXXVI, pp. 328, 329.
A macieira é considerada mormente em O Cântico de Salomão, onde expressões de amor, feitas pelo pastor, companheiro da sulamita, são comparadas por ela à agradável sombra da macieira, e à doçura de seu fruto. (Cân. 2:3, 5) Por sua vez, ele compara o hálito dela à fragrância das maçãs. (7:8; veja também 8:5.) Em Provérbios (25:11) a linguagem apropriada, oportuna, é assemelhada a “maçãs de ouro em esculturas de prata”. A tradição comum quanto à maçã ser o fruto proibido do Éden não possui nenhuma base bíblica.
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MacacoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MACACO
[ Heb., qohph, ligado ao termo sânscrito kapi, e ao egípcio gif]. Macacos e pavões eram importados pelo Rei Salomão. (1 Reis 10:22; 2 Crô. 9:21) Os macacos podem ter sido de uma espécie de macacos de cauda longa a que os escritores antigos se referiam como originários da Etiópia. Ter o termo hebraico qohph talvez se derivado do vocábulo sânscrito kapi, e serem os pavões considerados como originários do SE da Ásia, tem dado origem à conclusão de que os macacos eram trazidos, pela frota de Salomão, da índia ou de Sri Lanka (Ceilão). Não obstante, os itens importados não precisariam necessariamente provir direto do país de origem nem da mesma terra, em vista dos indícios de que existia um intercâmbio comercial entre a Índia e a África, mesmo antes da época de Salomão.
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Macedônia, MacedônioAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MACEDÔNIA, MACEDÔNIO
Uma região do SE da Europa, que ocupava a parte central do que é agora conhecido como a península balcânica (dos Bálcãs). Ela se estendia desde o mar Adriático, a O, até o mar Egeu, a E, e situava-se ao N da Acaia. Embora tenha numerosas planícies férteis, trata-se mormente duma área montanhosa. Antigamente, a Macedônia servia de elo vital entre o E e o O. A bem-conhecida Via Egnácia, construída pelos romanos, ia de Dyrrachium e Apolônia, na costa O da península, até Neápolis, na costa E, e mais além.
Os macedônios descendiam de Jafé, talvez mediante Quitim, filho de Javã. (Gên. 10:2, 4, 5) O nome “Quitim”, embora primariamente ligado à ilha de Chipre, também era antigamente usado para referir-se a outras áreas. O historiador Josefo escreve que os hebreus chamavam as ilhas, e a maioria das partes costeiras (pelo que parece as da área do Mediterrâneo), de “Cetim”. [Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas) Livro I, cap. VI, par. 1] Isto pode explicar por que a Macedônia é chamada de “Cetim” no livro apócrifo de Primeiro Macabeus (1:1; BJ, nota) e fornece possível base para se considerar os macedônios como descendentes de Quitim.
HISTÓRIA
A Macedônia adquiriu proeminência sob a regência de Filipe II. Conseguiu consolidar a Macedônia e as regiões circunvizinhas, e, em resultado de sua vitória na Batalha de Queronéia (338 AEC), a Macedônia emergiu suprema, em relação com a maioria dos estados gregos. Após o assassínio de Filipe, o filho dele, Alexandre (Magno) ascendeu ao trono. Dois anos depois, Alexandre iniciou sua extensiva campanha de conquista. Por ocasião de sua morte em Babilônia (323 AEC), Alexandre, mediante suas vitórias militares, tinha construído um império que se estendia até a índia, a E, e incluía a Mesopotâmia, a Síria, a Palestina, o Egito, a Ásia Menor, a Trácia, a Macedônia, e a Grécia. — Veja Daniel 2:31-33, 39; 7:6; 8:1-7, 20, 21.
Em meados do segundo século AEC, a Macedônia se tornou uma província romana. Por certo tempo, durante a primeira centúria EC, juntou-se à Acaia, ao S, e à Mésia, ao N, para formar uma província imperial sob o
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