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Ajuda ao Entendimento da BíbliaDespertai! — 1977 | 8 de outubro
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Amom deveras se tornou “um lugar de repouso do rebanho” e Rabá “uma pastagem de camelos” (Eze. 25:5) é consubstanciado pela evidência arqueológica que mostra que a “Transjordânia ficou grandemente despovoada antes da metade do sexto século A. E. C., e que a ocupação sedentária de Amom cessou quase que inteiramente até o terceiro século”. [The Interpreter’s Dictionary of the Bible (Dicionário Bíblico do Intérprete), 1962, Vol. I, pág. 112)] Assim os orientais que montam camelos podiam possuir a terra e armar ali sua tenda. — Eze. 25:4.
É provável que os exilados amonitas, junto com os de outras nações, obtivessem de Ciro, conquistador de Babilônia, a permissão de voltar à sua terra natal, em cumprimento de Jeremias 49:6.
CASAMENTOS MISTOS COM OS ISRAELITAS
Depois da volta dos judeus do cativeiro (537 A. E. C.) um amonita chamado Tobias teve papel destacado em esforçar-se a obstruir a reconstrução dos muros de Jerusalém. (Nee. 4:3, 7, 8) Ainda mais tarde, teve a audácia arrogante de utilizar um refeitório dentro dos precintos do templo, até que Neemias, indignadamente, lançou fora a mobília dele. (Nee. 13:4-8; veja TOBIAS N.º 2.) Muitos dos exilados judeus que retornaram também haviam tomado esposas dentre os amonitas e outras origens estrangeiras, e foram severamente censurados por isso, resultando numa despedida geral de tais esposas. — Esd. 9:1, 2; 10:10-19, 44; Nee. 13:23-27.
Depois de Tobias ser lançado fora da área do templo a lei de Deus em Deuteronômio 23:3-6 proibindo a entrada dos amonitas e dos moabitas na congregação de Israel foi lida e aplicada. (Nee. 13:1-3) Esta restrição, imposta cerca de mil anos antes devido a que os amonitas e os moabitas recusaram-se a socorrer os israelitas, quando estes se acercavam da Terra Prometida, é geralmente compreendida como significando que tais raças não poderiam obter pleno direito legal como membros da nação de Israel, com todos os direitos e privilégios concomitantes que envolveriam essa condição de membros. Não significa, necessariamente, que pessoas dentre os amonitas e os moabitas não podiam associar-se nem morar entre os israelitas, e desta forma, beneficiar-se das bênçãos divinas sobre o povo de Deus, e isto é evidente da inclusão de Zeleque, já mencionado, entre os principais guerreiros de Davi, bem como do registro a respeito de Rute, a moabita. — Rute 1:4, 16-18.
Quanto a este último caso, o casamento de Rute com Boaz mostra que as mulheres dentre tais raças, ao se voltarem para a adoração do verdadeiro Deus, poderiam ser aceitáveis para o casamento com varões judeus. Devido a que os termos “amonita” e “moabita” no texto hebraico de Deuteronômio 23:3-6 acham-se no gênero masculino, o Talmude judaico argumenta que só os varões amonitas e moabitas foram excluídos de Israel. Todavia, a insistência de Esdras para que os homens judeus despachassem suas esposas estrangeiras e a atitude similar de Neemias, já mencionada antes, indicam que a admissão de mulheres amonitas e moabitas na associação com Israel dependia de elas aceitarem a adoração verdadeira.
Embora a evidência histórica, inclusive o livro apócrifo de 1 Macabeus (5:6), mostre que Amom continuou a ser um território distinto até o segundo século A. E. C., já no primeiro século A. E. C. a região parece ter-se tornado parte do reino nabateu, e no terceiro século E. C., os amonitas, como raça, desapareceram da história, sem dúvida sendo absorvidos pelas tribos árabes. Conforme Sofonias tinha profetizado, os filhos de Amom se tornaram “como Gomorra . . . baldio desolado”. — Sof. 2:8-10.
Em vista do desaparecimento dos amonitas no início da era Comum, a menção de Daniel sobre Amom, em sua profecia do “tempo do fim” tem de aplicar-se num sentido espiritual e se referia logicamente aos que se acham entre os inimigos empedernidos do Israel espiritual de Deus, a congregação cristã. — Dan. 11:40, 41.
AMOM (Heb., Ámon) [mestre de obras ou construtor].
1. Um chefe da cidade de Samaria quando Acabe, rei de Israel, estava regendo. (940-919 A. E. C.) O profeta Micaías foi colocado sob seus cuidados quando Acabe guerreou contra Ramote-Gileade. — 1 Reis 22:10, 26; 2 Crô. 18:25.
2. Um rei de Judá e filho do iníquo Manassés. Começou a reger com 22 anos (661 A. E. C.) e seguiu o proceder idólatra dos primeiros anos de seu pai. As más condições descritas em Sofonias 1:4; 3:2-4, sem dúvida se desenvolviam nessa época. Depois de dois anos no trono, foi assassinado pelos seus próprios servos (659 A. E. C.). O “povo da terra [‘am ha-’árets]” matou os conspiradores, colocou seu filho, Josias, no trono, e enterrou Amom no “jardim de Uza”. (2 Reis 21:19-26; 2 Crô. 33:20-25) A genealogia de Jesus inclui o seu nome. — Mat. 1:10.
3. O chefe da família de certos exilados que voltaram, incluídos entre os “filhos dos servos de Salomão”. (Nee. 7:57-59) Ele é mencionado como “Ami’ em Esdras 2:57.
[Continua]
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Útil de alto a baixoDespertai! — 1977 | 8 de outubro
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Útil de alto a baixo
● Chamada de “árvore da vida” pelos nordestinos do Brasil, a carnaubeira possui surpreendente número de aplicações. Nos carnaubais colhem-se as folhas, e delas se extrai a cera de carnaúba. Esta cera é usada nas melhores pastas para assoalho, em preservativos para couro, papel carbono, discos fonográficos, película cinematográfica, e em muitos itens de borracha e materiais de insulação.
No entanto, ao passo que o mundo utiliza a cera, os nordestinos utilizam plenamente o restante da planta. Além dos usos óbvios das folhas para esteiras e para tetos de colmo, os estipes servem para todos os tipos de construção, em especial para as duráveis jangadas. Estipes escavados são até mesmo usados como canos d’água.
Daí, há as partes comestíveis. Os brotos são comidos como palmito, ao passo que se retira a goma dos raminhos tenros. A frutinha redonda serve para engordar porcos e até mesmo uma bebida fermentada é feita de sua seiva! Na verdade, a carnaubeira é uma “fábrica” econômica que produz de alto a baixo!
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