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  • g88 22/9 pp. 21-23
  • O medo de voar — deixa-o plantado em terra?

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  • O medo de voar — deixa-o plantado em terra?
  • Despertai! — 1988
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g88 22/9 pp. 21-23

O medo de voar — deixa-o plantado em terra?

“SENHORAS e senhores, o vôo 210 está agora aberto para embarque.” Várias centenas de passageiros reúnem apressadamente, de última hora, a bagagem de mão, bem como jornais e revistas recém-adquiridos. Amigos e parentes, com um nó na garganta, despedem-se e abraçam-nos afetuosamente, ao passo que os passageiros se preparam para embarcar no avião que os aguarda.

Minutos depois, consegue-se sentir dentro do avião o ronco de quatro gigantes motores a jato, cada um mais alto do que um homem. Ao girarem e ganharem vida, estes produzem um empuxo superior a 100.000 cavalos-força. O avião carrega 311.000 libras ou 155,5 toneladas de combustível — suficiente combustível, uns 178.000 litros, para encher uma boa piscina!

A partir da rampa de embarque, ele inicia um percurso relativamente silencioso e macio até a pista estipulada. Aguardando a vez para receber da torre de controle a autorização para decolar, a tripulação da cabine de comando confere a longa lista de verificação dos equipamentos. Por fim todos os sistemas estão em ordem! “Vôo 210 tem permissão para decolar.” O piloto empurra para a frente os manetes de aceleração. “Estamos andando.” Os passageiros são forçados para trás nos assentos, à medida que o avião avança rapidamente. Logo o piloto puxa o manche para trás, levantando o nariz da aeronave. Repentinamente, o chão desaparece, e em pouco tempo o avião terá atingido a altitude preestabelecida de cerca de 11.000 metros e a velocidade cruzeiro de aproximadamente 900 km/h. Dentro de algumas horas as centenas de passageiros terão chegado em segurança ao seu destino — milhares de quilômetros distante.

Mas infelizmente nem tudo está bem! Há aqueles que têm muito medo até de olhar pela janela. Olham diretamente para a frente como se estivessem presos numa morsa. Há aqueles que estão com as mãos suadas e as juntas dos dedos brancas, firmemente agarrados nos braços da poltrona. O coração deles está disparado, seu estômago está dando nós. Alguns são dominados pela náusea. Não adianta ler, nem ver gravuras. Isso ajudará muito pouco.

Nem todas as fobias de voar têm a mesma causa básica. O que afeta um talvez não afete outro. Há o medo de alturas, de sobrevoar água, de multidões, de ficar enclausurado, da morte, e outros.

Amplo Medo de Voar

Centenas de pessoas gastam dias dirigindo carro ou viajando de trem, porque têm medo de voar. Calcula-se que só nos Estados Unidos mais de 25 milhões de pessoas têm medo de voar — um de cada seis adultos. No mundo inteiro o número dos que têm medo de voar é ainda maior. Calcula-se que o medo de voar tem custado à indústria de viagens aéreas domésticas nos EUA 21,2 milhões de vôos em uma só direção, 6 milhões de viagens comerciais e 15,2 milhões de viagens pessoais, resultando numa perda de renda anual de 1,6 bilhão de dólares.

Quando um ex-piloto de aviação perguntou a algumas pessoas que tinham medo de voar se elas ficam preocupadas quando um parente ou um amigo achegado viaja de avião, elas quase sempre respondiam que não. Certo conselheiro para pessoas que têm medo de voar disse num seminário: “Quando pergunto a meus pacientes: ‘Você me deixaria embarcar num avião na próxima semana?’, eles sempre dizem: ‘Naturalmente que sim.’ E eu pergunto: ‘Por quê? Não se importa que eu morra?’ Eles invariavelmente riem e dizem: ‘Você não vai morrer.’” Outro conselheiro declarou: “Tenho perguntado com freqüência aos pacientes: ‘Quantas pessoas conhece que morreram em conseqüência dum acidente aéreo?’ Usualmente nenhuma. ‘Quantas pessoas conhece que morreram em conseqüência dum acidente de automóvel?’ Usualmente duas ou três.”

Por Que o Medo?

As estatísticas e os peritos concordam que o moderno jato de linha é um meio de transporte extraordinariamente seguro. Os atuários de seguro, cujo trabalho é calcular o risco e os prêmios de seguro, afirmam que, se você for viajar de costa a costa, é cerca de seis vezes mais seguro voar do que ir de carro. Os tripulantes de aeronaves indicam prontamente que o trecho mais perigoso da viagem não é o vôo, mas a ida e a volta do aeroporto.

Agora que as viagens aéreas atingem seu maior auge, o que leva alguns a ter medo de voar? (Embora muitos homens relutem em admitir, calcula-se que, dentre os que têm medo de voar, a proporção é de meio a meio para homens e mulheres.) Eles atribuem seu medo de voar à excessiva cobertura de acidentes aéreos feita pelos veículos de informação, com reportagens em dias seguidos, e ao número de seqüestros aéreos que têm ocorrido. Também, relatos de quase colisões em pleno ar, de céus apinhados, e de menos controladores de tráfego aéreo, fazem-nos embarcar com medo. Todavia, os fatos e os dados continuam a favorecer as viagens aéreas como meio de transporte relativamente seguro.

Que Pode Fazer Aquele Que Tem Medo de Voar

Para começar, nos últimos anos diversas das principais companhias de aviação têm procurado instruir os que têm medo de voar sobre a segurança da viagem aérea. Pilotos de companhias aéreas, membros de tripulação e psicólogos clínicos praticantes têm realizado seminários em muitas das grandes cidades do mundo. O custo para cada estudante é de uns US$ 200 (c. de Cz$ 6 mil), sem incluir o preço da passagem do vôo de formatura. As sessões consistem em programas de perguntas e respostas, familiarização e dessensibilização com relação ao aeroporto in loco, e finalmente o vôo de formatura.

Certo instrutor de seminário disse: “Noventa por cento das pessoas com quem lidamos já voaram antes. Destas, metade pararam de voar devido ao medo, e metade continuam a voar, mas o fazem com aflição. Apenas 10% das pessoas que cursam nossos seminários nunca voaram.” De acordo com os relatórios, tais seminários têm tido êxito em ajudar milhares de pessoas que já voaram ou que nunca voaram, e têm medo de fazê-lo, a sentir-se bem em voar.

Visto que nem todos os que precisam embarcar num avião, possivelmente num vôo de emergência, podem cursar um seminário, mencionamos aqui algumas sugestões oferecidas por conselheiros de seminários. Dê uma boa margem de tempo para chegar ao aeroporto. Chegar de última hora e embarcar correndo pode aumentar sua ansiedade. “Geralmente recomendo não se sentar nos últimos lugares” disse certo conselheiro. “É mais desconfortável e o avião oscila mais.” A frente do avião é mais suave e silenciosa. No entanto, visto que tais lugares pertencem à primeira classe, e muitos não desejam pagar a diferença, a segunda melhor escolha é sobre a asa. Se olhar pela janela o incomoda, escolha um lugar longe da janela. “Depois de se acomodar no assento, faça. . . exercícios de respiração profunda”, aconselha The Air Traveler’s Handbook (O Manual do Viajante Aéreo). “Este procedimento singular tem funcionado com eficácia até mesmo para os mais cépticos. Faça-o com os olhos fechados. Volte-se para o seu interior em busca da força que está esperando para ser usada. . . . Assim que for possível, levante-se e espreguice-se. Ande pela cabine de passageiros.”

“É importante dizer às pessoas amedrontadas que bebidas alcoólicas não ajudam”, acautela um conselheiro de seminário. “À pressão atmosférica de 1.500 metros de altitude, esse drinque equivale a um drinque e meio. Também o álcool desseca [resseca] o sistema nervoso, desseca as membranas mucosas, torna-as incômodas, talvez as torne mais sensíveis ao movimento, talvez cause indisposição e por fim talvez as traumatize.”

“Agarrar-se rigidamente ao assento” disse outro conselheiro, “é uma das piores coisas a fazer”. Em vez disso, coloque um travesseiro nas costas. Isso ajudará a relaxá-lo.

“Senhoras e senhores, aqui é seu comandante quem fala. Estamos iniciando nossa descida e em breve estaremos pousando. Agradecemos que tenham escolhido nossa companhia aérea para voar.” Minutos depois pode-se ouvir o ruído surdo do trem de pouso baixando. O piloto recebeu permissão para aterrissar. A pista está bem à frente. Estamos descendo, e o piloto levanta ligeiramente o nariz do avião. A pista de concreto aparece na parte inferior de nossa janela — e tocamos o chão! Os motores roncam ao passo que o piloto reverte o empuxo para diminuir a velocidade do avião, e finalmente o gigante avião pára no terminal. Outro vôo bem-sucedido!

[Crédito da foto na página 23]

Foto Trans World Airlines

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