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    A Sentinela — 1961 | 15 de abril
    • A Bíblia Sagrada — o livro produzido por meio de testemunhas de Jeová

      “Os escritos sagrados que podem fazer-te sábio para a salvação.” — 2 Tim. 3:15, NM.

      1. O que faz que o maior livro na terra seja peculiar quanto à sua idade, o tempo de sua escrita e o autor dele?

      QUAL é o mais grandioso livro na terra, nesta era nuclear do espaço? É um livro que começou a ser escrito antes da Era Cristã, antes da Era Budista (563 A. C.), antes da Era Japonesa (660 A. C), antes da Era Romana (753 A. C.) e antes da Era Olímpica grega (776 A. C.). No entanto, sua grande idade não lhe diminuiu o valor. De fato, sua idade aumentou seu valor inestimável. É também o livro que levou mais tempo para se escrever. Desde que se escreveu o seu primeiro capítulo, levou cerca de 1.610 anos até se completar o seu último capítulo, perto do fim do primeiro século da Era Cristã. No entanto, o autor do livro foi apenas uma pessoa.

      2. Quantas vezes ocorre o nome do autor neste livro, e em que resultou esta única autoria?

      2 Este livro, do princípio ao fim, foi escrito sob o nome do seu único autor. De fato, o nome do autor ocorre neste livro cerca de sete mil vezes. Na realidade, visto que este livro tem apenas este um autor, ultrapassa facilmente todos os outros livros em valor e ainda alcançará fama maior do que a que usufrui já agora.

      3. Como pôde tal livro, que levou tanto tempo para escrever, ter apenas um autor?

      3 Nenhum homem tem atingido mil seiscentos anos de vida; portanto, como pôde este livro, que levou tanto tempo para escrever, ter apenas um autor? É porque o autor do livro não foi um homem morredouro. O nome do autor revela este fato, porque seu nome é Jeová.

      4. De que maneira ocorre o nome do autor perto do fim e perto do inicio do livro?

      4 No capítulo pré-antepenúltimo deste livro maravilhoso lemos quatro vezes uma exclamação de louvor ao seu autor, a saber, Aleluia! Traduzida para o português, significa: “Louvai a Jeová!”a (Apo. 19:1, 3, 4, 6) Este nome exclusivo é o nome do único Deus verdadeiro e vivo, o Criador do universo; e é por isso que, no segundo capítulo, versículo quatro, este, famoso livro coloca o seu nome ao lado do seu título, a saber: “Estas são as gerações do céo e da terra quando foram creados, no dia em que Deus Jehovah os creou.”

      5. Que nome tem este livro, por que pôde o mencionado por ele em todo o seu texto ser o seu único autor, e que qualidade deu a autoria deste ao livro?

      5 Este exclusivo livro sagrado, que do princípio ao fim declara assim que seu Autor é Jeová Deus, é A Bíblia Sagrada. Declara que ele é imortal. No seu trigésimo quinto livro, capítulo um, versículo doze, dirige-se a ele nas seguintes palavras: “Não és tu desde a eternidade, Jeová? Tu, meu santo Deus, não morres.”b Também o seu qüinquagésimo quarto livro, capítulo um, versículo dezessete, o abençoa, dizendo: “Agora, ao Rei da eternidade, incorrutível, invisível, ao único Deus, seja dada honra e .glória para todo o sempre. Amém.” (Hab. 1:12; 1 Tim. 1:17, NM) Sendo eterno, incorrutível, imortal, o único Deus Jeová podia facilmente ser o Autor exclusivo. Por causa de sua autoria, a Bíblia é sagrada, santa.

      6. O que é a Bíblia realmente, conforme mostra a derivação do seu nome? E por que é chamada também de As Escrituras?

      6 A Bíblia Sagrada é realmente uma biblioteca de muitos livros. Embora cada livro tenha hoje um título diferente, Jeová Deus é o Autor de todos eles. O próprio nome Bíblia chama atenção a este fato, pois o nome se deriva da antiga palavra grega biblía, que significa “livrinhos”, isto é, uma coleção de todos eles juntos num só volume. A própria Bíblia fala de seus livros como “os escritos sagrados que podem fazer-te sábio para a salvação”. (2 Tim. 3:15, NM) É par isso que são também chamados de As Escrituras, pois “escrituras” significa “escritos”.

      7. De que maneira participou Jeová Deus diretamente na escrita da Bíblia, no Monte Sinai?

      7 Além de fornecer o único tenra unificador que persiste em toda a sua biblioteca de livros, Deus participou de modo notável na Escrita do Livro. Os famosos Dez Mandamentos achara-se registrados no segundo livro da Bíblia. Estes Dez Mandamentos foram dados ao profeta de Jeová, Moisés, no Monte Sinai, na Arábia, no século dezesseis antes da Era Cristã, e foram primeiro escritos ela tábuas de pedra. A respeito da escrita e da entrega das tábuas de pedra, o registro bíblico diz: “Ora, assim que [Jeová Deus] terminara de falar com ele no Monte Sinai, passou a dar a Moisés duas tábuas de testemunho, tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus.” “E as tábuas eram a mão-de-obra de Deus, e a escrita era a escrita de Deus, gravada nas tábuas.” O povo a quem foram impostos os Dez Mandamentos desobedeceu a eles, e por isso Moisés, num acesso de ira, quebrou as duas tábuas. “Jeová disse então a Moisés: ‘Lavra para ti duas tábuas de pedra iguais às primeiras, e eu terei de escrever nelas as palavras que apareceram nas primeiras tábuas, que tu despedaçaste.’ Assim, quando Moisés desceu do Monte Sinai, tinha esta vez as duas tábuas com a escrita do próprio Deus. (Êxo. 31:18; 32:16; 34:1, 29, NM) Moisés copiou depois os Dez Mandamentos em outro material de escrita para serem lidos pelos homens.

      8. Como se escreveu o resto da Bíblia, mas, durante todo o tempo de sua escrita, o que permaneceu igual com relação a ela?

      8 Foi todo o resto da Bíblia Sagrada entregue ao povo de Deus do mesmo modo como os Dez Mandamentos, escrito diretamente pelo próprio Deus? Não! Usaram-se homens, criaturas humanas imperfeitas; para escrever o resto da Bíblia. Mas, isto não refuta o fato de que a Bíblia inteira tem apenas um Autor, Jeová Deus, e que ela contém os Seus pensamentos e Suas expressões, em vez das dos muitos escritores humanos que escreveram as diversas partes dela. Uma força ativa invisível operava sobre estes escritores humanos. Esta força ativa invisível procedia do único Autor da Bíblia e foi dirigida por ele sobre estes escritores. Esta força ativa invisível é chamada de espírito, e por proceder do Deus da santidade, é chamada de “espírito santo”. Embora os escritores na terra mudassem de tempos a tempos, permanecia o único e inalterável espírito santo, e também a sua fonte permanecia a mesma, a saber, o Deus imortal, Jeová.

      ESCRITA SOB INSPIRAÇÃO

      9. Como mostraram Davi e Pedro que os antigos profetas falaram ou escreveram sob uma força motivadora que não procedia deles, e em nome de quem escreveram?

      9 Por exemplo, tome Davi, que se tornou o primeiro rei israelita de Jerusalém. Ele escreveu muitos salmos, no século onze antes da Era Cristã. Num destes cantos sagrados, contidos na Bíblia Sagrada, Davi explicou que ele não estava escrevendo sob o seu próprio impulso. Ele disse: “O proferimento de Davi, filho de Jessé, . . . Foi o espírito de Jeová que falou por meio de mim, e a sua palavra estava na minha língua.” (2 Sam. 23:1, 2, NM) Onze séculos depois da morte de Davi, o apóstolo cristão chamado Pedro escreveu duas cartas contidas na Bíblia Sagrada. Pedro fez lembrar aos cristãos que os antigos profetas, tais como Davi, fizeram profecias que não representavam seu próprio pensamento ou vontade, mas que procediam de fonte celestial. Pedro disse: “Sabeis primeiramente isso, que nenhuma profecia da Escritura provém de iniciativa particular [ou, resulta de revelação particular]. Pois a profecia, em tempo algum, foi produzida pela vontade do homem, mas os homens falaram da parte de Deus conforme eram impelidos por espírito santo.” (2 Ped. 1:20, 21, NM margem) Pedro disse também: “Era necessário que se cumprisse a escritura [o texto escrito] que o espírito santo falou de antemão pela boca de Davi . . . Deus falou pela boca de seus santos profetas da antiguidade.” (Atos 1:16; 3:21, NM) Sim, deveras, os escritores bíblicos foram os que escreveram, mas escreveram sob a força ativadora do único espírito santo de Jeová Deus. Escreveram como instrumentos terrenos de Deus e escreveram no santo nome de Deus.

      10. Ao curar certo homem, como mostrou Jesus que o espírito de Deus tem bastante força para impelir um homem a escrever um livro?

      10 O espírito santo de Deus pode mover um profeta a escrever com a mesma facilidade com que pode expulsar um demônio dum homem possesso. Isto foi demonstrado pelo Filho de Deus, Jesus Cristo. Ele pregou o reino de Deus ao povo e também fez muitos milagres maravilhosos. Certa vez expulsou um demônio dum homem possesso, de modo que aquele mundo tanto passou a falar como a ver. Mas, os adversários religiosos de Jesus blasfemaram o meio pelo qual ele tinha expulsado o demônio. Jesus disse-lhes, segundo o apóstolo Mateus: “Se é por meio do espírito de Deus que eu expulso os demônios, o reino de Deus vos tem realmente alcançado.” (Mat. 12:28, NM) O discípulo Lucas cita Jesus como dizendo naquela ocasião: “Se é por meio cio dedo de Deus que eu expulso os demônios, o reino de Deus vos tem realmente alcançado.” —  Luc. 11:20, NM.

      11. Em vista do uso da palavra “dedo”, como se pode dizer que a Bíblia foi produzida pelo dedo de Deus? Portanto, de que é a Bíblia um resultado visível e tangível?

      11 Jesus falou assim do espírito de Deus como sendo o “dedo” de Deus. O dedo de Deus escreveu os Dez Mandamentos de modo direto sobre duas tábuas de pedra. Mas, quando Deus usou homens para escrever os diversos livros da Bíblia Sagrada, o dedo simbólico de Deus, seu espírito, impeliu o estilo ou a pena daqueles homens. (Deu. 9:10) No Salmo 8:3 Davi disse a Deus: “Contemplo os teus céos, obra dos teus dedos, a lua e as estrellas que formaste.” Muito antes de Davi, o profeta Moisés foi usado por Jeová Deus para trazer a terceira das dez pragas destrutivas sobre a terra do Egito. Tratava-se duma praga que os sacerdotes praticantes de magia, do Egito, não podiam imitar. Por isso disseram ao seu governante, Faraó: “Isto é o dedo de Deus.” (Êxo. 8:18, 19) Em harmonia com estes usos da palavra “dedo”, podemos hoje dizer que a Bíblia Sagrada foi produzida por meio do dedo de Deus, visto que a Bíblia Sagrada foi escrita sob a operação do espírito santo ou a força ativa invisível de Deus. Seu dedo a escreveu assim, do princípio ao fim, desde Gênesis e até Apocalipse. O espírito santo ou a força ativa de Deus é invisível, mas produz resultados visíveis, tangíveis. A Bíblia Sagrada é o resultado visível e tangível produzido pelo espírito de Deus, seu dedo em movimento. Ele é, portanto, o Autor celestial da Bíblia.

      A IDENTIDADE DOS ESCRITORES BÍBLICOS TERRESTRES

      12. Quem fez, então, realmente a Bíblia, mas o que afirmam os religiosos da Igreja Católica?

      12 É sem contestação que Jeová Deus fez a Bíblia Sagrada por meio de servos terrestres, a quem ele usou como seus secretários, escribas ou escritores controlados. Portanto, é bastante chocante ler-se a notícia publicada pelo jornal Blade de Toledo (Ohio, EUA), no seu número de 1.° de março de 1943. Esta relatou que certo sacerdote duma organização religiosa dissera no dia anterior na Igreja da Imaculada Conceição: “Não é reconhecido em geral, como devia ser, que a Bíblia pertence exclusivamente à Igreja Católica Romana. A Igreja Católica fez a Bíblia; ela a preservou; e ela a interpreta. Os outros podem ler as Escrituras Sagradas — e insta-se que o façam — mas além disso não têm nenhum direito referente a ela. O Deus Todo-poderoso colocou esta preciosa herança exclusivamente nas mãos da sua Igreja Católica. Talvez pareça estranho dizer-se que a Igreja Católica tenha feito a Bíblia, pois sabemos que este volume é a palavra de Deus, cada palavra nela tendo sido no fim de contas autorizada por ele. Mas, precisamos lembrar-nos da maneira em que Deus fez isso. . . . A Igreja Católica não só fez a Bíblia; ela também a preservou. . . . O Deus Todo-poderoso . . . estabeleceu também um supremo tribunal — a Igreja Católica, para determinar exatamente o que a sua constituição — as Escrituras Sagradas, quer dizer.” Em concordância cota isso publicaram-se muitos panfletos e anúncios em revistas e; jornais, levando o cabeçalho: “A Bíblia é um Livro Católico.”

      13. Quantos homens goram usados durante os dezesseis séculos para escrever a Bíblia completa, e quem está incluído entre estes escritores?

      13 O público era geral, a quem se fazem tais declarações e afirmações religiosas, tem direito de saber os fatos. Quais são os fatos básicos? Alguns dos livros da Bíblia Sagrada levam hoje os nomes dos seus escritores. Tanto quanto se pode saber, houve reais de trinta homens, durante dezesseis séculos, que estavam envolvidos na escrita da Bíblia completa. Estes escritores incluem Moisés, Josué, Samuel, Gad, Natã, Jeremias, Esdras, Neemias, Mardoqueu, Davi, Salomão, Agur, Lemuel, Isaías, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amos, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias, Mateus, Marcos, Lucas, João, o apóstolo, Paulo, Tiago, meio-irmão de Jesus, Pedro e Judas, meio-irmão de Jesus.

      14. Que fato salienta-se nitidamente com respeito a todos os escritores bíblicos, e, falando-se espiritualmente de que podem ser chamados todos os seguidores das pisadas de Jesus?

      14 Ao examinarmos a origem e o fundo histórico destes conceituados escritores bíblicos, destaca-se nitidamente um fato surpreendente. Todos eles eram hebreus, israelitas ou judeus de nascença. Há alguns que crêem, porém, que Lucas tenha sido grego. Nenhum deles era latino. Descendiam de Abraão, por meio de cuja semente Jeová Deus prometeu abençoar todas as famílias da terra. Abraão era hebreu. (Gên. 12:1-3; 14:13) Seus descendentes, através de Isaac e Jacó, foram chamados de hebreus. (Gên. 39:14, 17; 41:12; Êxo. 1:15, 16, 19; Jon. 1:9) Deus mudou o nome de Jacó para Israel, e esta é a razão por que as doze tribos dos seus descendentes foram chamadas de israelitas, não jacobitas. (Êxo. 9:7) O moribundo Jacó, ou Israel, conferiu a bênção do futuro reinado ao seu filho Judá; e assim, os israelitas que se apegaram à tribo real de Judá e ao rei daquela tribo foram chamados de judeus. (Gên. 49:10; 2 Reis 16:6; Zac. 8:23) Jesus Cristo era da tribo de Judá. Todos os seus seguidores, que se apegavam a ele como o Rei prometido de Deus, eram, portanto, judeus em sentido espiritual, tendo sido seus corações circuncidados da impureza. — Apo. 5:5; Heb. 7:13, 14.

      15. Que nome se deu o escritor Paulo nas suas cartas?

      15 O apóstolo Paulo, que escreveu quatorze dos livros da Bíblia, disse: “Eu também sou israelita da descendência de Abraão.” (Rom. 11:1, ARA) “Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus.” — Fil. 3:5, ARA.

      16. Portanto, que espécie de livro poderia a Bíblia ser chamada, e o que escreveu Paulo a respeito da “superioridade do judeu”?

      16 Considerada deste ponto de vista, a Bíblia poderia ser chamada, não de livro católico, mas de livro hebreu, de livro israelita, de livro judeu ou judaico. De acordo com isso, o judeu-cristão Paulo escreveu aos cristãos em Roma: “Não é; judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que a é exteriormente na carne. Mas é judeu aquele que o é interiormente, e sua circuncisão é a do coração, por espírito e não por um código escrito. O louvor desse não provém dos homens, mas de Deus. Qual, pois, é a superioridade do judeu, ou qual é o proveito da circuncisão? Muito, em todo sentido. Em primeiro lugar, porque lhes foram confiados os proferimentos sagrados de Deus.” — Rom. 2:28 a 3:2, NM.

      17. (a) Foram cristãos todos os escritores da Bíblia Sagrada? (b) O que fazia que os seus escritos constituíssem uma unidade e mostrassem a operação do único espírito sobre eles?

      17 Todos os profetas judeus apontavam para o Ungido de Deus, o Messias ou Cristo. A sua esperança nele fazia que todos os seus antigos escritos proféticos constituíssem uma unidade. Mas não todos os escritores bíblicos foram cristãos, no sentido de serem homens que seguiram a Cristo, como Rei. Os escritores bíblicos que precederam a Jesus Cristo não puderam, naturalmente, ser seus seguidores. O apóstolo Pedro diz: “Eles continuaram a investigar que época especial ou que espécie de época o espírito neles indicava a respeito de Cristo, quando dava testemunho antecipado sobre os sofrimentos de Cristo e sobre as glórias que se lhes seguiriam.” (1 Ped. 1:10, 11, NM) O último dos escritores pré-cristãos foi Malaquias, cujo livro termina o cânon ou catálogo oficial das Escrituras escritas em hebraico e em aramaico. Depois de Malaquias, os oito escritores que escreveram os remanescentes livros da Bíblia Sagrada foram todos judeus cristãos. Em todos os seus escritos, na língua grega comum daqueles tempos, eles salientaram as muitas profecias dos antigos escritores de Jeová que se cumpriram em Jesus Cristo, o prometido Rei da tribo de Judá; eles mesmos também predisseram coisas que aconteceriam em relação a ele. Deste modo, todos os escritores estiveram entre si de pleno acordo quanto ao reino de Deus pelo Messias ou Cristo. Isto prova a operação do único espírito de Deus como Autor agindo sobre todos eles.

      SUA VOCAÇÃO COMUM

      18, 19. (a) Além da nacionalidade judaica, o que unia todos os escritores da Bíblia? (b) Ao aprendermos o que Deus declarou em resposta à pergunta, que rolo se torna de interesse especial para, nós?

      18 Embora nem todos os escritores bíblicos inspirados fossem cristãos, havia uma coisa, além da nacionalidade judaica, que os ligava. Qual era esta coisa? A chamada comum a todos eles. Qual era a sua chamada? Ouçamos o que o próprio Jeová Deus declarou sobre a chamada deles. No ano de 1947, no meio da Guerra Palestina, focalizou-se o interesse do mundo inteiro na Bíblia Sagrada, pela descoberta de certos manuscritos antigos, não, não na cidade de Roma, mas perto da extremidade noroeste do Mar Morto, na Palestina. Estes manuscritos vieram a ser chamados de Rolos do Mar Morto. Não, não se achavam escritos em latim. Estavam escritos em hebraico; e, segundo os estudos dos arqueólogos, foram escritos mais de um século antes de se fundar em Jerusalém a igreja ou congregação cristã no ano 33 (E. C.). O mais notável destes rolos continha um manuscrito hebraico praticamente completo da profecia de Isaías.

      19 O Dicionário Bíblico de Harper (1952) diz na página 654a: “Os rolos tinham sido colocados na Caverna do Mar Morto antes de Jesus nascer, e só foram inteiramente descobertos quase uns 2.000 anos depois de sua morte. O Rolo de Isaías, encontrado na Caverna, é provavelmente parecido ao que ele usou como jovem, em Nazaré, quando leu de Isaías. (Luc. 4:16-19) Tem poucas variações da profecia assim como a lemos hoje, exceto variações menores na grafia e erros de copistas.”

      20, 21. (a) Na página-coluna 36, o que diz este Rolo do Mar Morto sobre o que Deus declara ser a chamada do seu povo escolhido? (b) Que comentário faz a obra The Soncino Books of the Bible (1949) a respeito de Isaías 43:10?

      20 Este Rolo é um do grande número que não foram preservados pela Igreja Católica Romana. Na sua página-coluna 36, o Rolo apresenta o texto hebraico de Isaías 43:1, 10-12, que reza, traduzido para o português: “E agora, isto é o que disse Jeová, teu Criador, ó Jacó, e teu Formador, ó Israel: ‘Não, temas, porque eu te comprei. Chamei-te pelo teu nome. Tu és meu.’ ‘Vós sois as minhas testemunhas’, é o proferimento de Jeová, ‘sim, meu servo a quem escolhi, a fim de que me conheçais e tenhais fé em mim, e para que entendais que eu sou o mesmo único. Antes de mim não se formou Deus, e depois de mim continua a não ter nenhum. Eu — eu sou Jeová, e além de mim não há salvador’. ‘Eu mesmo tenho proclamado e tenho salvo, e tenho feito ouvir, quando não houve entre vós estranho. Portanto, vós sois as minhas testemunhas’, é o proferimento de Jeová, ‘e eu sou Deus’.” — NM.

      21 Nestas palavras claras Jeová Deus especificou que a chamada de seu povo escolhido, Jacó ou Israel, era para serem suas “testemunhas”. Comentando este texto de Isaías 43:10, o Dr. Israel W. Slotki, hebreu, diz em The Soncino Books of the Bible (1949), na página 207: “Visto que as nações e seus deuses não são capazes de provar as suas alegações, Deus chama a Israel, a quem descreve como Minhas testemunhas e Meu servo; para dar testemunho da exclusividade de Sua Divindade, que nunca houve nem jamais haverá um Deus semelhante a Ele.”

      22. (a) Quem era Moisés, e de que tempo em diante tornou-se ele uma destacada testemunha? (b) O que prova que Moisés foi tal testemunha de Jeová?

      22 O primeiro dos escritores bíblicos inspirados foi o profeta Moisés. Ele era da tribo de Levi, da nação de Israel. Concordemente, em vista da declaração do próprio Jeová, em Isaías 43:10-12, Moisés foi uma de Suas testemunhas. Usando o seu santo anjo num arbusto que ardia milagrosamente, “disse Deus a Moysés: EU SOU O QUE SOU; e acrescentou: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU enviou-me a vós. Mais disse Deus ainda a Moysés: Assim dirás aos filhos de Israel: Jehovah, o Deus de vossos paes, o Deus de Abrahão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacob, enviou-me a vós. É este o meu nome para sempre, e é este o meu memorial para todas as gerações.” (Êxo. 3:2, 14, 15) Daí em diante, Moisés tornou-se uma destacada testemunha de Jeová. Nos primeiros cinco livros da Bíblia, escritos por ele, de Gênesis a Deuteronômio, ele usou o nome Jeová (יהוה)c 1.833 vezes. Quem pode então realmente negar que Moisés tenha sido testemunha de Jeová e fiel à sua chamada? Ninguém a não ser hipócritas religiosos, prevaricadores e ocultadores da verdade fariam isso! O escritor cristão da carta inspirada dirigida aos hebreus, capítulos onze e doze, alista Moisés entre as testemunhas de Jeová. Moisés, porém, não foi a primeira testemunha de Jeová.

      23. Quem foi a primeira fiel testemunha, e que inicio foi marcado pelo fim de sua carreira?

      23 O escritor de Hebreus alista Abel, segundo filho de Adão, como a primeira testemunha fiel de Jeová, dizendo: “Pela fé, Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim, pelo que alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho a seus dons, e por ele ainda fala, depois de morto.” (Heb. 11:4, PC; NM) Conforme está escrito em Gênesis 4:4, 5: “Abel tambem trouxe dos primogenitos das suas ovelhas com as gorduras destas. Jehovah attentou para Abel e para a sua offerta; mas para Caim e para a sua offerta não attentou.” Caim, em ciúme religioso, matou a seu irmão Abel, por este ser testemunha fiel e aceitável de Jeová. Este foi o começo de toda a violência que os religiosos fanáticos têm praticado com as verdadeiras testemunhas de Jeová, desde o tempo antigo de Abel até hoje.

      24, 25. (a) A quem menciona Hebreus, capítulo onze, na sua lista? (b) Como indica o escritor de Hebreus, que os acima mencionados eram testemunhas de Jeová?

      24 Depois de mencionar Abel, o capítulo onze de Hebreus repassa uma lista de testemunhas de Jeová, mencionando os profetas Enoe e Noé; os patriarcas Abraão, Isaac e Jacó; a esposa de Abraão, Sara; o filho de Jacó, José; o profeta Moisés; Raab, a meretriz, que sobreviveu à destruição da cidade amuralhada de Jericó; os juízes Gedeão, Barac, Sansão e Jefté; o Rei Davi e o profeta Samuel. O escritor não achou tempo para mencionar os outros profetas; mas, quando ele fala sobre ‘tapar a boca de leões’, a quem poderia referir-se senão ao profeta Daniel, que saiu ileso da cova dos leões? Quando ele fala de testemunhas de Jeová morrerem pela espada, talvez pensasse em João Batista, que foi decapitado. Depois de descrever o tratamento cruel que receberam, o capítulo onze de Hebreus termina, dizendo: “Todos estes, tendo alcançado bom testemunho pela sua fé, comtudo não alcançaram a promessa, tendo Deus provido alguma cousa melhor no tocante a nós [cristãos], para que elles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.” (Heb. 11:39, 40) Como, porém, indica o escritor de Hebreus que éles foram testemunhas de Jeová Deus? Ele indica isso logo nos dois versículos seguintes, dizendo:

      25 “Portanto, visto que nos rodeia uma tão grande nuvem de testemunhas, então, despindo-nos de todo impedimento e do pecado que facilmente enlaça, corramos com perseverança a carreira que está diante de nós, desviando o olhar para o líder principesco e aperfeiçoador da nossa fé, Jesus, o qual, em consideração da alegria que o aguardava, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e tomou assento à destra do trono de Deus.” — Heb. 12:1, 2, Ro.

      26. O que mostra de quem eram uma “nuvem de testemunhas”, e, assim, quem é o autor das Escrituras hebreu-aramaicas, e por meio de quem foram produzidas?

      26 Observe que o escritor de Hebreus chama os que ele menciona e descreve no capítulo onze, e que precederam a Jesus Cristo, de “nuvem de testemunhas” Mas, testemunhas de quem? Há apenas uma resposta: testemunhas de Jeová. Ora, o último duos livros bíblicos escritos antes de Jesus Cristo, a saber, a profecia de Malaquias, menciona Jeová quarenta e oito vezes. O próprio Jesus Cristo citou esta profecia de Malaquias, mostrando a sua inspiração e genuinidade como parte da Palavra de Jeová. (Mat. 11:7-15; Mal. 3:1; 4:5, 6) Assim, de Moisés a Malaquias, todos os escritores das Escrituras canônicas foram testemunhas de Jeová; e todas estas Escrituras inspiradas, em hebraico e em aramaico, foram da autoria de Jeová e foram produzidas por suas testemunhas.

      TESTEMUNHAS CRISTÃS DE JEOVÁ

      27, 28. (a) Para que fim nasceu Jesus? E por que para isso? (b) A que governante político confessou ele este fato? Portanto, que titulo mereceu ele?

      27 Os hebreus cristãos, a quem o escritor dirigiu a carta, estavam rodeados por tal “nuvem de testemunhas”, e mandouse-lhes que olhassem para o “líder principesco e aperfeiçoador da . . . fé, Jesus”, que morreu como mártir. Significa isso que Jesus também. foi testemunha de Jeová? Sim, Jesus, o Filho do Deus do céu, nasceu na linhagem do Rei Davi, na tribo de Judá, na nação de Israel. Jesus, por nascença, pertencia à nação de Israel a quem. Jeová Deus dissera, em Isaías 43:1-12 (NM): “‘Vós sois as minhas testemunhas’, é o proferimento de Jeová.” Portanto, Jesus nasceu na terra para ser testemunha de Jeová. Recusou-se a negar este fato, mesmo perante o governador romano, Pôncio Pilatos, que o sentenciou à morte. Em resposta à pergunta de Pilatos: “Pois bem, és tu rei?” Jesus disse: “Cabe a ti dizer que eu sou rei. Para este propósito nasci e para este propósito vim ao mundo, para que eu (lesse testemunho da verdade.” — João 18:37, NM.

      28 Enfatizando que Jesus era testemunha, o apóstolo Paulo fala, de “Cristo Jesus, quem, como testemunha, fez a declaração pública correta na audiência de Pôncio Pilatos”. (1 Tim. 6:13, NM) Também o apóstolo João, escrevendo às sete congregações na província da Ásia, disse: “Que tendais’ benignidade imerecida e paz de . . . Jesus Cristo, ‘a Testemunha Fiel’, ‘o primogênito dentre os mortos’, e ‘o Dominador dos reis da terra’.” — Apo. 1:4, 5, NM.

      29. Como confessou Jesus que era testemunha ao falar a Nicodemos?

      29 Outrossim, ouvimos da própria boca de Jesus a confissão de ele ser testemunha de Jeová, quando falou a Nicodemos, instrutor judeu em Israel: “Nós dizemos o que sabemos e testemunhamos e que ternos visto; e não aceitais o nosso testemunho! Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais?” — João 3:11, 12, NTR.

      30, 31. (a) Que comentário fez João sobre Jesus ser testemunha? (b) Como falou Jesus as palavras de Deus na sinagoga de Nazaré?

      30 Alguns versículos mais adiante, o apóstolo João comenta isso, dizendo: “Aquele que vem do céu é sobre todos. Aquilo que ele tem visto e ouvido, isso testifica; e ninguém aceita o seu testemunho. Mas o que aceitar o seu testemunho, esse confirma que Deus é verdadeiro. Pois aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; porque Deus não dá o espírito por medida [parcimoniosamente].” (João 3:31-34, NTR; NM) Jesus falou deveras as palavras de Deus, no sábado, quando estava na sinagoga na sua cidade de residência, Nazaré, e ele leu um trecho da Palavra de Deus. O ajudante entregou-lhe um rolo de Isaías, semelhante ao encontrado em 1947 perto do Mar Morto, e Jesus desenrolou este até o capítulo sessenta e um, versículos um e dois, lendo:

      31 “O espirito de Jehovah está sobre ruim, porque Jehovah me ungiu para prégar boas novas aos mansos: enviou-me para sarar os quebrantados de coração, para apregoar liberdade aos captivos e abertura de prisão aos que estão encarcerados; para apregoar o armo acceitavel de Jehovah.” — Isa. 61:1, 2; Luc. 4:16-19.

      32, 33. (a) Que disse Jesus então para mostrar que era testemunha de Jeová? (b) No templo de Jerusalém, que espécie de profeta era Jesus Cristo segundo as palavras de Pedro?

      32 Jesus comentou então: “Hoje se cumpriu esta escritura que acabais de ouvir.” Para mostrar o seu cumprimento, ele passou então a ‘proclamar o ano aceitável de Jeová’, para cuja proclamação tinha sido ungido por Jeová. Jesus provou assim ser testemunha de Jeová. (Luc. 4:20-22, NM) Depois de Jesus ter provado até à morte como mártir que era testemunha fiel, o apóstolo Pedro falou publicamente a uma multidão de adoradores de Jeová, no templo de Jerusalém, que Jesus era o profeta predito por Moisés nas seguintes palavras dirigidas a Israel:

      33 “Jehovah teu Deus te suscitará um propheta do meio de ti, dentre os teus irmãos, semelhante a mim; a este ouvirás; . . . Disse-me Jehovah: . . . Dentre os seus irmãos lhes suscitarei um propheta semelhante a ti [Moisés]; porei na sua bocca as minhas palavras, e elle lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. Todo aquelle que não ouvir as minhas palavras que elle falar em meu nome [Jeová], eu o requererei. delle.” — Deu. 18:15-19.

      34. Ao ser profeta semelhante a Moisés, a que estava Jesus Cristo obrigado? E assim, ao imitarem Jesus, que precisam ser os seus seguidores?

      34 Moisés, como profeta, foi uma testemunha destacada de Jeová, e ele declarou o nome de Jeová até mesmo perante o poderoso Faraó do Egito. Não só o apóstolo Pedro, mas também Estêvão, o mártir cristão, declarou que Jesus era o profeta predito que havia de ser suscitado, semelhante a Moisés, porém maior que Moisés. (Atos 3:20-23; 7:37, 52, 53) Em cumprimento da profecia de Moisés, Jesus Cristo foi testemunha de Jeová assim como Moisés tinha sido, porém, foi uma testemunha maior que Moisés. É para este Jesus, o Moisés Maior, que se manda olhar todos os que estão na corrida cristã para a vida eterna no novo mundo de Deus, com o fim de imitar a Jesus Cristo. (Heb. 12:1, 2) O apóstolo Paulo disse: “Tornae-vos meus imitadores, como eu o sou de Christo.” (1 Cor. 11:1; 1 Tes. 1:6) Torna-se, portanto, clara a verdade de que os verdadeiros cristãos, os verdadeiros seguidores de Cristo, precisam imitá-lo em ser testemunhas de Jeová. Os verdadeiros cristãos são testemunhas de Jeová.

      35. (a) Até a conversão de quem nasceram os judeus naturais para ser testemunhas? (b) O que se tornaram os judeus que abandonaram o judaísmo a favor do cristianismo, mas o que cessaram de ser os judeus que recusaram o cristianismo?

      35 Os apóstolos e discípulos judaicos de Jesus Cristo foram prova do fato de que os cristãos genuínos são testemunhas de Jeová Deus. Em face das próprias palavras de Jeová à nação de Israel, no rolo de Isaías, capítulo quarenta e três, versículos dez a doze, todos os judeus naturais que nasceram antes da conversão de Cornélio, o primeiro não-judeu, para o cristianismo, nasceram para ser servos e testemunhas de Jeová. Quando tais judeus naturais abandonaram o judaísmo com as suas tradições e se tornaram cristãos, nos dias dos apóstolos, não deixaram de ser testemunhas de Jeová. Não; tornaram-se testemunhas cristãs de Jeová, iguais ao seu Líder Jesus Cristo, o Moisés Maior. Os judeus naturais, que se negaram a aceitar a Jesus Cristo como o Moisés Maior foram os que cessaram de ser testemunhas de Jeová, bem como a classe “serva” nacional, de Jeová. Por outro lado; os cristãos foram os que reconheceram que as palavras de Jeová, no rolo de Isaías, capítulo cinqüenta e cinco, versículo quatro, se aplicavam a Jesus Cristo: “Eis que o dei por testemunha aos povos, por principe e commandante aos povos.” — VB; Al.

      36. O que se tornaram os judeus ungidos em Pentecostes?

      36 No dia da festa de Pentecostes, em 33 E. C., os seguidores judeus de Jesus foram ungidos com o espírito santo de Jeová, do mesmo que Jesus tinha sido ungido. Tornaram-se assim judeus espirituais, especialmente ungidos para serem a nova nação de servos e testemunhas de Jeová. — 1 Ped. 2:9.

      37. (a) Em Pentecostes, que escrituras hebraicas citou Pedro, e que comentário concludente fez a respeito delas? (b) Como que se mostrou assim Pedro?

      37 Quando Pedro explicou o derramamento de espírito santo sobre os cristãos judeus, naquele dia, o apóstolo citou as seguintes palavras do rolo da profecia de Joel: “Acontecerá depois que derramarei o meu espirito sobre toda a carne; . . . O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrivel dia de Jehovah. Acontecerá que todo aquelle que invocar o nome de Jehovah será libertado.” (Joel 2:28-32) Pedro citou a seguir o Salmo 16:8-11, que reza: “Tenho posto sempre a Jehovah deante de mim; . . . pois não abandonarás a minha alma ao Sheol, . . .” Pedro citou também o Salmo 110:1, que diz: “Diz Jehovah ao meu Senhor: Senta-te á minha mão direita, até que eu ponha os teus inimigos por escabello dos teus pés.” Daí, Pedro disse, comentando estes textos inspirados: “A este Jesus, Deus ressuscitou, fato de que somos todos testemunhas. . . . Por conseguinte, que toda a casa de Israel saiba com certeza que, a este Jesus que vós pendurastes na estaca, Deus fê-lo não só Senhor, mas também Cristo.” (Atos 2:14-36, NM) Pedro mostrou assim de modo inconfundível, desde o início, que ele, como judeu ou israelita espiritual era testemunha ungida de Jeová, deste Jeová que ressuscitara a seu Filho, Jesus Cristo, da morte no Seol, e que derramara seu espírito santo por meio de Jesus Cristo, assentado à Sua destra.

      38. Na sua primeira epistola, como se classificou João como testemunha, e como mostrou João até o fim da Bíblia que Jesus era tal?

      38 O apóstolo João estava ali junto de Pedro, em Jerusalém, no dia de Pentecostes. João classificou-se claramente como testemunha do único Deus cujo nome é Jeová. O apóstolo João escreveu em 1 João 4:14 (ARA): “Nós temos visto e testemunhamos que o Pai [Jeová] enviou o seu Filho como Salvador do mundo.” É no último livro da Bíblia, João cita o glorificado Jesus Cristo como lhe dizendo em visão: “Estas cousas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.” “Aquele que dá testemunho destas cousas diz: Certamente venho sem demora.” A este último anúncio responde João: “Amém. Vem, Senhor Jesus.” (Apo. 3:14; 22:20, ARA) Assim, até no próprio fim da Bíblia Sagrada, João enfatizou que Jesus Cristo foi testemunha de seu Pai celestial, Jeová. João testificou também que ele mesmo era tal testemunha de Jeová Deus.

      39. (a) Por quem e como nos foram dados os últimos vinte e sete livros da Bíblia? (b) De que modo classificou Pedro os escritos apostólicos entre as Escrituras Sagradas inspiradas?

      39 João, Pedro e as outras testemunhas de Jeová do primeiro século davam testemunho não só verbalmente, mas também por escrito. Em resultado disso, forneceram-se aos cristãos os últimos vinte e sete livros da Bíblia, livros que foram escritos, não no hebraico antigo nem em latim, mas no grego comum, na língua internacional do primeiro século. Jeová Deus inspirou oito homens da sua nova nação do Israel espiritual, oito cristãos judaicos ungidos, para completar para nós a Bíblia Sagrada até o fim do primeiro século. Assim por exemplo, o apóstolo Pedro classifica os escritos inspirados do apóstolo Paulo com o “resto das Escrituras”, ao escrever: “Considerai a paciência de nosso Senhor como salvação, assim como vos escreveu também nosso amado irmão Paulo segundo a sabedoria que lhe foi dada, falando destas coisas assim como ele faz também em todas as suas outras cartas. Nelas, porém, há algumas coisas difíceis de entender, cujo significado os incultos e instáveis estão deturpando, como fazem também com o resto das Escrituras, para a sua própria destruição.” — 2 Ped. 3:15, 16, NM; ARA; VB.

      40. Por meio de quem se iniciou a Bíblia Sagrada e por meio de quem foi completada? Portanto, por quem, pode-se dizer, foi produzido este livro?

      40 A Bíblia Sagrada, de que Jeová Deus é o único Autor, foi assim completada por meio de suas testemunhas, assim como foram iniciadas por meio delas. Conseqüentemente, visto que não há margem para contradição, pode-se dizer que A Bíblia Sagrada é o Livro produzido, por testemunhas de Jeová. Por isso, conforme exclama Apocalipse 19:6: “Aleluia!”

  • A igreja iniciou-se com as Escrituras Sagradas
    A Sentinela — 1961 | 15 de abril
    • A igreja iniciou-se com as Escrituras Sagradas

      1. Dizer-se que os cristãos começaram em Pentecostes sem a Bíblia Sagrada deixaria que falsa impressão?

      COMEÇARAM os cristãos, como igreja, no dia de Pentecostes, sem a Bíblia Sagrada? Dizermos Sim a isso significaria mencionar um fato parcial. Isso deixaria a idéia de que a igreja cristã se iniciou sem as Escrituras Sagradas e que dependia inteiramente da tradição verbal dos apóstolos e de outros homens destacados da congregação, e, portanto, que a Bíblia Sagrada não é necessária para os que realmente são cristãos. Mas isto não se dá!

      2. Iniciou Jesus a sua atividade com as Escrituras Sagradas, e qual é a evidência disso?

      2 Até mesmo Jesus Cristo iniciou a sua atividade com as Escrituras Sagradas. De outro modo, como poderia ter dito três vezes, ao resistir às tentações de Satanás, o Diabo: “Está escrito”, citando então os escritos de Moisés? Como poderia ele ter mais tarde citado a profecia de Malaquias, o último livro das Escrituras Hebraicas? Outrossim, no dia da sua ressurreição dos mortos ele encontrou-se com discípulos seus, e, “começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se encontrava dito em todas as Escrituras”. Mais tarde encontrou-se com seus apóstolos e mencionou todas as três partes gerais das Escrituras Hebraicas, dizendo: “Isto são as coisas que eu vos dizia, quando ainda estava convosco, que era necessário que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés e nos profetas e nos salmos.” (Mat. 4:1-10; 11:10-14; Luc. 24:27, 44, So) Jesus não poderia ter feito isso se não tivesse possuído e lido todos os livros ou biblía das Escrituras Hebraicas inspiradas. Enquanto pregava, sempre citava delas.

      3. Em Pentecostes, ao se iniciar a igreja cristã, o que teve ela à sua disposição no que se refere à Bíblia Sagrada?

      3 Igualmente, quando a igreja cristã se iniciou, no dia de Pentecostes, ela se iniciou na plena posse de todas as Escrituras Sagradas escritas em hebraico e em aramaico, de Gênesis a Malaquias. Tinha também no seu meio seis dos oito crentes judeus que foram usados para escrever os restantes vinte e sete livros da Bíblia Sagrada no grego comum. E o mais vital de tudo, a igreja cristã tinha consigo, em Pentecostes, pelo espírito santo, o único Autor imortal de todos os livros da Bíblia Sagrada inteira, Jeová Deus. A igreja cristã também tinha à sua disposição a primeira tradução escrita das Escrituras Sagradas, a tradução das Escrituras Hebraicas para o grego, feita durante o terceiro e o segundo século antes da fundação da igreja cristã.

      4. Doutrinalmente, em que se fundava a Igreja e o que citou ela como a sua autoridade?

      4 A igreja cristã não se fundava assim em tradições. O cânon completo das Escrituras Hebraicas precedia assim à igreja cristã, e a igreja fundava-se nelas. Conforme foi exemplificado pelo discurso de Pedro, a igreja confiava nestas Escrituras Sagradas inspiradas e fazia uso delas, a partir do dia de Pentecostes. Os oito escritores judeus dos livros remanescentes da completa Bíblia Sagrada sempre recorriam a estas Escrituras Hebraicas e citavam delas.

      5. Decidiu a igreja cristã qual era o cânon das Escrituras Hebraicas, e quais são os fatos históricos sobre a questão?

      5 Assim não foi a igreja cristã quem produziu as Escrituras Hebraicas. Ela nem mesmo as compilou. Esta obra tinha sido feita mais de um século antes do início da igreja. A decisão do que constituía o cânon ou o catálogo autorizado das genuínas Escrituras Hebraicas inspiradas não ficou entregue à igreja cristã. Nem foi o cânon hebraico decidido pela tradução grega que veio a ser conhecida como a Versão dos Setenta ou Septuaginta grega. Esta tradução pré-cristã foi feita por judeus em Alexandria, no Egito, para a colônia judaica existente ali e para os judeus de língua grega em outras partes. No princípio, esta Versão dos Setenta continha apenas a tradução das Escrituras Hebraicas inspiradas; posteriormente, porém, acrescentaram-se-lhe outros livros gregos que vieram a ser chamados de livros apócrifos. O cânon ou catálogo dos livros sagrados dos judeus de língua grega de Alexandria diferia, portanto, do cânon de Jerusalém ou da Palestina. A Grande Sinagoga de Jerusalém fixara este cânon nos dias do governador judaico Neemias, no quinto século antes de Cristo ou pouco depois. — Nee. 10:1-28.

      6. (a) Foi a especificação do cânon das Escrituras pré-cristãs anterior à versão dos Setenta grega ou não? (b) Como foi o verdadeiro cânon confirmado por Jesus Cristo e os oito discípulos escritores?

      6 O período da Grande Sinagoga continuou até aproximadamente o ano 300 A. C., após o qual veio à existência o Sinédrio ou Tribunal judaico. O cânon de Jerusalém foi assim estabelecido antes de se iniciar a Versão dos Setenta grega. Continha apenas os trinta e nove livros hebreu-aramaicos, de Gênesis a Malaquias, e proibia os livros apócrifos acrescentados mais tarde à Versão dos Setenta grega. Jesus e os oito escritores das Escrituras Gregas Cristãs, confirmaram este cânon de Jerusalém, de trinta e nove livros, pois todos eles fizeram citações do cânon de Jerusalém, mas nunca dos livros apócrifos acrescentados à Versão dos Setenta grega. Quando estes oito escritores inspirados faziam citações em grego da Versão dos Setenta, desconsideravam completamente os livros apócrifos.

      7. (a) Segundo a Igreja Católica Romana, como é que ela “fez” a Bíblia? (b) Por que não concorda agora o número dos seus livros com o número nas Bíblias não católicas romanas?

      7 A principal organização religiosa da cristandade erra, portanto, ao gabar-se de que, por ter o seu Concílio de Cartago, em 397 (E. C.), determinado o seu cânon dos livros sagrados, a Igreja Católica Romana fez a Bíblia Sagrada. Segundo a decisão do Concílio de Cartago, a Bíblia Sagrada continha setenta e três livros, ao passo que a Bíblia publicada hoje pelos que não são católicos romanos contém apenas sessenta e seis livros. Isto se dá porque o concílio católico romano de Cartago acrescentou à parte do Antigo Testamento de sua Bíblia sete livros apócrifos, livros deuterocanônicos como são chamados pelos católicos romanos, além de fazer acréscimos a dois livros protocanônicos.

      8. Que desconsiderou o Concilio de Cartago quanto ao cânon, e como se prova falsa a afirmação católica romana de infalibilidade?

      8 Ao fazer isto, o Concílio de Cartago infringiu o cânon de Jerusalém das Escrituras Hebraicas inspiradas, o qual fora confirmado por Jesus Cristo e seus oito discípulos inspirados que participaram na escrita das Escrituras. Então, como pode a organização religiosa da Cidade do Vaticano afirmar com veracidade que ela, por meio do Concílio de Cartago, em 397 E. C., “fez” a Bíblia Sagrada? A Bíblia verdadeira inclui apenas livros inspirados, dos quais Jeová Deus é o Autor. Não inclui os sete livros apócrifos, não inspirados, nem os acréscimos, que estão cheios de erros e que não foram produzidos pelas testemunhas antigas de Jeová. O Concílio de Cartago decidiu, de fato, o que devia estar incluído na sua tradução latina, autorizada, a Vulgata latina, que então estava sendo produzida por Jerônimo; mas ela, por fim, não decidiu o que devia entrar na Bíblia para os atuais não católicos romanos. Não decidiu para as testemunhas de Jeová da atualidade o que constitui a Bíblia Sagrada, nem a fez para elas. Mostra-se assim inverídica e falsa a afirmação de infalibilidade na produção da Bíblia Sagrada por parte da Igreja Católica Romana.

      A PRESERVAÇÃO DAS ESCRITURAS

      9. (a) Se não fosse a Igreja Católica Romana, teríamos hoje a Bíblia? (b) O que mostra se a sua tradução oficial da Bíblia é inspirada ou não?

      9 É então verdade que, se não fosse a Igreja Católica Romana, não teríamos a Bíblia hoje em dia? O exame dos fatos responde que não! Os livros da Bíblia original foram escritos sob inspiração, em hebraico, aramaico e grego. Eles tiveram de ser traduzidos para o latim e para outras línguas antigas e modernas. Ora, nenhuma tradução é inspirada, nem mesmo a tradução latina de Jerônimo, pois ela foi revisada várias vezes pelos católicos romanos.

      10. (a) Em quantos manuscritos gregos se baseiam principalmente os modernos tradutores do “Novo Testamento”? (b) Onde está disponível o Manuscrito Vaticano N.o 1209, e como se tornou disponível o Manuscrito Sinaítico?

      10 Nos tempos modernos, os tradutores bíblicos do “Novo Testamento” estribaram-se em três manuscritos gregos básicos. Um é o Manuscrito Vaticano N.o 1209, que data do quarto século E. C. Encontra-se atualmente na Biblioteca da Cidade do Vaticano, mas foi catalogado como estando naquela biblioteca apenas desde o ano 1481 E. C.Como chegou até lá, ninguém parece saber ao certo. O próximo é o Manuscrito Sinaítico, também do quarto século. Este foi encontrado em 1844 pelo erudito alemão Tiscbendorf, não em Roma, mas no mosteiro grego ortodoxo de Sta. Catarina, no Monte Sinai, na Arábia. O Czar da Rússia mandou em 1862 que Tischendorf publicasse este Manuscrito Sinaítico. Foi em 1933 comprado do governo soviético comunista e pode agora ser visto no Museu Britânico, em Londres, na Inglaterra.

      11. Como veio a estar o Manuscrito Alexandrino no lugar onde se encontra agora, e o que contém ele, bem como o Manuscrito Sinaítico, que não está contido no Manuscrito Vaticano N.o 1209?

      11 O terceiro manuscrito antigo em forma de códice é o Alexandrino. Este é do quinto século. Foi levado de Alexandria, no Egito, para Constantinopla, na Turquia, por Curil Lucar, um ortodoxo grego, que se opôs fortemente à união das igrejas gregas com a Roma papal. Lucar foi nomeado patriarca grego de Alexandria, em 1602, e foi eleito patriarca de Constantinopla, em 1621. Em 1624, ele foi persuadido a doar o Manuscrito Alexandrino ao rei protestante Jaime I da Inglaterra, mas só chegou lá em 1628, no reinado de Carlos I. Também está sendo exibido no Museu Britânico em Londres. Os manuscritos Alexandrino e Sinaítico contêm os livros bíblicos de 1 e 2 Timóteo, Tito e o Apocalipse, não contidos agora no Manuscrito Vaticano N.° 1209.

      12. Confiou-se assim à organização religiosa do Vaticano a preservação dos manuscritos gregos mais antigos?

      12 Assim se vê que não se confiou à organização religiosa do Vaticano a preservação exclusiva dos textos mais antigos do chamado Novo Testamento, os vinte e sete livros escritos pelos oito discípulos judeus, inspirados, de Jesus Cristo.

      13. Que antigo texto hebraico e aramaico da Bíblia, descoberto recentemente, foi preservado sem qualquer intervenção da Igreja Católica Romana?

      13 Agora, o que se pode dizer dos manuscritos dos trinta e nove livros inspirados das Escrituras pré-cristãs, hebreu-aramaicos? A Igreja Católica Romana certamente não teve nada que ver com a preservação dos Rolos do Mar Morto descobertos em 1947. Não teve nada que ver com a preservação da Geniza ou do depósito da sinagoga judaica no Cairo Antigo, no Egito, que foi primeiro descoberto em 1890, por Solomon Schechter, e donde se tirou uma quantidade enorme de material bíblico e outro material religioso, distribuído entre diversas bibliotecas e coleções de manuscritos.

      14. De que tempo em diante progrediu o copiar do cânon das Escrituras Hebraicas, e que fatos mostram se os judeus tinham as suas Bíblias nos dias de Jesus e dos seus apóstolos?

      14 A Igreja Católica Romana não foi a única organização religiosa que tinha copistas das Escrituras sagradas. A obra de copiar as Escrituras Hebraicas canônicas prosseguiu desde os dias do sacerdote Esdras, um escriba judaico, contemporâneo do Governador Neemias de Jerusalém. Os escribas judaicos faziam cópias para uso nas sinagogas judaicas estabelecidas nos países para onde se espalharam os judeus. Foi na sinagoga de Nazaré que Jesus leu do rolo de Isaías. Na sinagoga de Antioquia da Pisídia, o apóstolo Paulo falou depois de ter ouvido a leitura pública da Lei e dos Profetas. (Atos 13:15) E em Jerusalém, por volta de 49 E. C., a assembléia dos apóstolos e dos homens mais idosos da congregação inteira disse no seu decreto: “Moisés, desde os tempos antigos, tem em cada cidade quem o pregue, e cada sábado é lido nas sinagogas.” (Atos 15:21, Al) No ano seguinte, os judeus que ouviram o apóstolo Paulo pregar na sua sinagoga em Beréia, na Macedônia, investigaram diariamente as Escrituras Sagradas para ver se as coisas que o apóstolo lhes dissera estavam em harmonia com a profecia bíblica. (Atos 17:11) Depois de Paulo ter chegado a Roma, por volta de 59 E. C., ele procurou persuadir os judeus ali a respeito de Jesus Cristo, usando as cópias que eles tinham da lei de Moisés e dos profetas. (Atos 28:16-23) É inegável que os judeus, naquele tempo, tinham a sua Bíblia.

      15. Depois de se escrever a Bíblia completa de sessenta e seis livros, que aconteceu à obra de copiar as Escrituras Hebraicas?

      15 Mesmo depois de o cânon bíblico dos sessenta e seis livros inspirados ter sido completado por volta do fim do primeiro século, os escribas judeus continuaram a fazer cópias manuscritas das suas Escrituras Sagradas, os trinta e nove livros hebraicos inspirados. Com o tempo, o trabalho de copiar passou a ser feito pelos escribas massoréticos, que foram muito escrupulosos na preservação do texto canonizado das Escrituras Hebraicas. Os massoretas, chefiados por Ben Naftali, do Oriente, e por Ben Aser, do Ocidente, estiveram ativos do sexto ao nono século da nossa Era Cristã.

      16. Durante as trevas da Idade Média da cristandade, como foram tratados os judeus e seus tesouros de Escrituras Hebraicas, mas, que obra de copiar prosseguiu apesar disso?

      16 Aumentaram as trevas da Idade Média da cristandade católica romana e a perseguição dos judeus pela Hierarquia Católica Romana continuou, por meio das suas terríveis cruzadas e inquisições religiosas. Queimaram-se as sinagogas judaicasa com seus tesouros de Escrituras Hebraicas, e os judeus foram expulsos de muitos países, sendo expulsos de Espanha em 1492, o ano em que Colombo descobriu a América. Foram encerrados em guetos, sendo o gueto judaico na Roma papal desfeito apenas em 1870, quando os libertadores italianos invadiram a cidade e arrebataram o governo das mãos do papa. Apesar de todo este tratamento terrível dispensado aos judeus por parte da cristandade, o copiar das Santas Escrituras Hebraicas pelos judeus continuou a prover exemplares para as sinagogas judaicas e para uso particular.

      17, 18. (a) Como se aproveitaram os judeus cedo da Invenção da imprensa? (b) Quando e por quem foi publicada a primeira Bíblia hebraica completa, e como usou certo reformador protestante um exemplar da Bíblia hebraica?

      17 Veio então a invenção da imprensa, na Alemanha, em 1450. O primeiro livro a ser impresso foi a Bíblia Vulgata latina. Os judeus aproveitaram-se rapidamente desta invenção para imprimir a sua Bíblia em hebraico, para uso particular, embora os rolos de serviço para as sinagogas ainda continuassem a ser produzidos por mãos judaicas. Em 1473 foi estabelecida uma imprensa hebraica, imprimindo-se em 1477 uma edição de 300 exemplares de parte da Bíblia.

      18 Daí, em 23 de fevereiro de 1488, a casa editora judaica de Josué Salomão Israel Natan, em Soncino, no Ducado de Milão, produziu a primeira edição completa da Bíblia hebraica, com pontuação de vogais e acentos. Gerson ben Moses Soncino estabeleceu uma oficina gráfica em Bréscia, e em maio de 1494 publicou uma Bíblia hebraica completa. Foi um exemplar desta Bíblia hebraica que Martinho Lutero, o reformador usou para fazer a sua tradução da Bíblia para o alemão, em 1534.

      19. Assim, que obra religiosa possuem os judeus ainda até hoje, mas a quem não se deve isso?

      19 Os judeus têm até o dia de hoje a sua Bíblia, que é idêntica ao Antigo Testamento das Bíblias protestantes ou nãocatólicas. Esta preservação do texto inspirado das Escrituras Hebraicas não se deve à Igreja Católica Romana, que afirma ser proprietária, intérprete e preservadora divinamente comissionada da Bíblia Sagrada. Faz isto apesar da sua reputação vergonhosa como destruidora de Bíblias.

      20. A quem se deve atribuir a preservação do texto inspirado da Bíblia Sagrada, e por meio de quem foi ela produzida e para quem foi preservada?

      20 Não, a preservação da Bíblia Sagrada não pode ser atribuída a nenhuma organização religiosa da cristandade. É a Jeová Deus que se deve atribuir a preservação do texto inspirado da sua Santa Palavra, pois Ele é o seu Autor exclusivo. Ele fez que se escrevesse no rolo de Isaías (40:8): “A palavra do nosso Deus subsistirá para sempre.” Ele produziu a inteira Bíblia Sagrada por meio de suas testemunhas fiéis. Ele a preservou para uso mundial pelas testemunhas de Jeová da atualidade. (1 Ped. 1:25) Todo agradecimento deve-se a ele, por meio de Jesus Cristo!

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