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  • Determinei louvar a Jeová
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1969
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w69 15/1 pp. 53-56

Determinei louvar a Jeová

Conforme narrado por Harry Peterson (A. Papargyropoulos)

NASCI na cidadezinha de Levidion, não muito distante de Trípolis, um dos centros administrativos do Peloponeso, Grécia. Ali meu pai me criou, e ali fui educado com formação ortodoxa grega. Quando tinha apenas treze anos, papai decidiu enviar-me para os Estados Unidos, onde se esperava que ganhasse suficiente dinheiro para enviar dotes para minhas duas irmãs. Isso foi em 1902.

Chicago, S. Louis, Buffalo e a Cidade do Lago Salgado foram apenas alguns dos lugares, além de Nova Iorque, onde morei e trabalhei algum tempo, trabalhando em restaurantes, padarias, e bancas de engraxates. Lembro-me de comparecer à Igreja Ortodoxa Grega na Cidade do Lago Salgado, Utah, vindo somente a ficar confuso com seus ensinos e repelido pela veneração supersticiosa de imagens. Conforme vê, eu andara lendo a Bíblia Autorizada Inglesa, e então, mais tarde, obtive a Versão Normal Americana (em inglês), porque verifiquei que apresentava em muitas partes o nome sagrado de Deus, Jeová.

Certa vez morei com uma família mórmon, e me deram o Livro de Mórmon para ler e estudar. Embora tais pessoas me fossem mui bondosas, não consegui abraçar sua religião. Já tinha lido a Bíblia o suficiente para compreender que demonstravam muita coisa que contradizia a Bíblia. Naquele tempo, interessava-me especialmente a profecia de Daniel sobre a história mundial, e não pude deixar de sentir que de alguma forma as nações envolvidas na Primeira Guerra Mundial cumpriam as profecias da Bíblia.

Em 1918, deparei com um artigo de jornal que falava da publicação O Mistério Consumado, lançada em inglês pela Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia, e como o livro fora proscrito tanto no Canadá como nos Estados Unidos, e foram presos alguns de seus distribuidores.

Naturalmente, naqueles dias, eu tinha minhas próprias idéias sobre a aplicação das coisas que lia na Bíblia. Por exemplo, estava seguro de que a Alemanha era o quarto animal terrível do capítulo sete de Daniel. Também, em certa ocasião, quase abandonei um emprego bom porque envolvia assinar recibos numerados, e tinha medo de me meter com o temível “número da besta” mencionado em Revelação, capítulo 13.

A VERDADE BÍBLICA ESTIMULA A AÇÃO

Quando findou a guerra, mudei-me para São Francisco, e ali vi um cartaz numa banca de jornais anunciando O Mistério Consumado em forma de revista por apenas 64 centavos. Quando cheguei em casa, examinei a parte que tratava de Revelação, capítulo 13, de imediato e fiquei muito contente com o que descobri. Comecei a achar que estava no caminho certo quanto a encontrar a religião verdadeira neste mundo muitíssimo confuso. Escrevi aos editores desta publicação e pedi a coleção completa dos Estudos das Escrituras em grego e em inglês.

Apreciei tanto o progresso em conhecimento bíblico que estava fazendo com a ajuda destas publicações da Torre da Vigia que decidi enviar um pedido de publicações em grego e inglês no valor de NCr$ 320,00. Determinei fazer o maior empenho em louvar a Jeová por procurar interessar outros em tal mensagem maravilhosa e esclarecedora. Logo depois distribuía publicações momentosas como Milhões Que Agora Vivem Jamais Morrerão, Podem os Vivos Falar com os Mortos, e Cenário do Fotodrama da Criação. Sentia-me em casa nos restaurantes, e, assim, estes foram os primeiros locais a que me dirigia em busca de outros gregos.

Lembro-me de que uma das primeiras reuniões dos Estudantes da Bíblia (agora testemunhas de Jeová) a que assisti foi um discurso sobre “O Plano Divino das Eras”, assunto intensamente interessante que foi explicado com a ajuda dum quadro cronológico. Esta experiência acomodou de tal forma minhas idéias que raras vezes faltei a uma reunião depois desse tempo. Fui batizado em 1920. Dedicara-me a uma vida de louvor a Jeová, o Deus que fornece conhecimento e entendimento.

Na ânsia de distribuir as excelentes ajudas bíblicas que estudava agora com regularidade, eu entrava até mesmo dentro da igreja grega para estabelecer contato com as pessoas e colocar publicações. Não obstante, fui rejeitado pelas autoridades eclesiásticas, e isto me tornou ainda mais determinado a prosseguir na obra de louvar a Jeová de casa em casa, oferecendo a outros a oportunidade de obterem maravilhoso esclarecimento. Sentia imensa satisfação neste trabalho, embora, às vezes, o campo parecesse tão grande que não podia ver como seria jamais coberto adequadamente.

Em São Francisco, naquele tempo, havia poucas Testemunhas e bastante lugar para ministros voluntários de casa em casa. Havia muitas pessoas de fala grega, também, e a pergunta era: Como serão alcançadas todas elas e ajudadas a obter conhecimento preciso da Bíblia? Quão contente fiquei ao saber que havia uma Testemunha grega em Seattle que talvez nos pudesse auxiliar. Escrevi a ele, e ele respondeu, dizendo que se Jeová abrisse o caminho para ele vir, teria muito prazer em fazê-lo. Não compreendi bem o que queria dizer, mas alguém sugeriu que a Testemunha talvez não dispusesse de recursos para fazer a viagem. Enviamos-lhe o dinheiro da passagem, e ele veio. Tinha muito êxito em colocar publicações com o público, e certamente aprendi muita coisa por observá-lo.

Quando soube que estavam sendo amplamente distribuídas revistas especiais, ocorreu-me que deveria haver ampla distribuição das revistas em grego, de modo que escrevi à Sociedade Torre de Vigia e pedi 10.000 exemplares em grego. Informaram-me que 10.000 era o total que planejavam imprimir para o mundo inteiro no idioma grego. Assim, escrevi de novo e revisei meu pedido para 5.000. Disseram-me que as esperasse no ano seguinte, em 1921. E, não resta dúvida, recebi meu enorme despacho de revistas. Usando o catálogo telefônico, consegui fazer uma lista de 1.200 endereços de famílias gregas, e a cada uma enviei um exemplar embrulhado da revista em grego. Dentre todas, apenas quatro foram devolvidas devido à mudança dos moradores.

Bem, ainda dispunha de mais de 3.500 exemplares de A Torre de Vigia (Sentinela) para espalhar. Isso levou tempo e muitas viagens, eu indo tão longe quanto Seattle, Tacoma e Chicago. Mas, por fim, nesta última cidade, consegui colocar o último exemplar. Depois de algum tempo, fui-me de Chicago e comecei a viajar mais, procurando sempre ir onde houvesse uma comunidade de fala grega. No início da década de 1920 usufruí muitas experiências ótimas no serviço de louvor a Jeová em Springfield, Massachusetts, em Atlanta, Geórgia, e em Waterbury, Connecticut, além de comparecer a assembléias inesquecíveis como as em Cedar Point, Ohio, em 1922, e em Columbus, Ohio, em 1924.

ABRE-SE POR COMPLETO A PORTA DE SERVIÇO

Em todos esses anos, sentia-me feliz de que alguém como eu, de origem humilde, pudesse ter o privilégio de trazer louvor ao nome de Jeová por ajudar outras pessoas a obter conhecimento de seus propósitos maravilhosos. Mas, daí, abriu-se uma oportunidade mais grandiosa! Fui convidado a ir e trabalhar na sede de Brooklyn da Sociedade Torre de Vigia, iniciando em fins de abril de 1927. No fim daquele mês, recebi a mesada de 5 dólares dentro de um envelope contendo um belo cartão com o texto bíblico de Provérbios 3:5, 6: “Confia, de todo o teu coração, em Jeová, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” (VB) Havia todo motivo de confiar em Jeová, pois na sede logo cheguei a apreciar que Jeová tinha um “escravo fiel e discreto” que cuidava fielmente de todos os interesses do Reino aqui na terra. — Mat. 24:45-47.

Em 1931, o presidente da Sociedade, J. F. Rutherford, perguntou-me se gostaria de me transferir para Staten Island, local da estação de rádio da Sociedade, a WBBR, e servir ali como cozinheiro para os trabalhadores. Concordei alegremente em fazer isto, pois não só trabalharia em algo com que estava familiarizado, mas também teria muitas oportunidades de participar no ministério de casa em casa numa parte do campo que precisava de mais atenção. De início, éramos poucos apenas, e nossas reuniões eram realizadas na propriedade da Sociedade. Mas, por volta de 1932, nossos números já permitiam alugar um salão para reuniões. É encorajador saber que o grupo de 25 pessoas que costumava reunir-se naquele tempo já, cresceu para mais de 500 servos dedicados e ativos de Jeová que se associam em quatro congregações fortes. Jeová merece certamente ser louvado!

Os vinte e sete anos que passei naquela designação de Staten Island foram anos memoráveis. Não só observamos a rápida expansão da obra de testemunho do Reino, mas também enfrentamos considerável oposição e ódio. Duas vezes posso lembrar-me de ter sido preso por causa de nossa atividade de pregação da Bíblia — uma vez em Berganfield e uma vez em Perth Amboy, Nova Jersey. Neste último local, soltaram-me depois de interrogar-me, e assim, aproveitei a ocasião para convidar todos os agentes da lei presentes para virem e ouvirem o discurso público especial sobre “Intolerância”, proferido pelo presidente da Sociedade, o Juiz Rutherford. Sei que pelo menos um de tais agentes da lei veio e ouviu o discurso.

Naqueles dias costumava viajar de bicicleta na obra de testemunho. Quando a Sociedade incentivou por certo tempo o uso do fonógrafo e de discursos gravados, foi fácil fazer lugar no porta-bagagem da minha bicicleta tanto para o aparelho como para minha pasta de livros. E, no primeiro lugar em que toquei os sermões do Juiz Rutherford, a moradora me convenceu a deixar que comprasse o fonógrafo. Isto foi ótimo, pois pude então adquirir pequeno aparelho portátil, que era muito mais leve. Certamente era maravilhoso meio de disseminar informações exatas, especialmente para aqueles dentre nós que se sentiam um tanto limitados em nosso domínio do inglês.

Concentrei grande parte do meu trabalho no testemunho aos lojistas, a tavernas e a outros locais de comércio — locais onde se podia encontrar muitas pessoas. Lembro-me de certo homem que saiu correndo duma loja atrás de mim, bem perturbado por lhe ter deixado um livro encadernado por apenas 50 centavos (NCr$ 2,00). Considerou que valia muito mais e insistiu que aceitasse outro dólar a fim de ajudar na disseminação da mensagem. E havia também o negociante com quem deixava publicações, sempre em seu escritório, pois a esposa não as permitia no lar. Bastante ímpar, também, foi a experiência em que um garçom dum bar pediu que eu lhe desse todas as revistas que tinha comigo, e então passou a dirigir-se a todos os seus fregueses e colocá-las por cinco centavos cada uma. Daí, entregou-me o dinheiro e desejou-me boa sorte em meu trabalho.

Jamais olvidarei a parte que tive na publicidade do discurso público especial proferido pelo Juiz Rutherford no Madison Square Garden de Nova Iorque em 1939. Com a minha bicicleta adornada de letreiros que diziam “Aprenda a verdade e a verdade o tornará livre”, “Precisa de salvação; faça-me perguntas sobre isso”, e assim por diante, fui de bicicleta desde Staten Island até o Madison Square Garden, subindo pela Broadway, e voltei pelo mesmo caminho em cada um dos diversos dias anteriores ao discurso. Apresentaram-se várias reações por parte do público. Alguns me olharam fixamente, outros jogaram pedras e lixo sobre mim; ainda outros me ameaçaram derrubar. Mas, continuei adiante e me senti grato de ter o privilégio de participar no esforço que foi coroado de êxito quando o auditório ficou inteiramente lotado.

CONTENTE DE TER POSTO EM PRIMEIRO LUGAR O NOME DE DEUS

Durante aqueles anos de serviço perto da antena da estação de rádio WBBR, atravessamos momentosa época. Nova luz sobre a verdade bíblica trouxe alegria e felicidade para muitos, mas, para outros, ela enfrentou oposição e enfraquecimento da fé. Alguns se cansaram de fazer o bem e afastaram-se. Aqueles que perseveraram, convencidos de que o louvor de Jeová era de interesse vital, são atualmente fortes e maduros. Pessoalmente, o que mais prazer me dava era ir ao campo e falar às pessoas as coisas que aprendíamos.

Em adição aos ricos benefícios espirituais que tenho usufruído durante os muitos anos de serviço a Jeová, houve outros maravilhosos benefícios. Pude viajar três vezes à Califórnia, uma vez ao Havaí, três vezes a Porto Rico e uma vez à Flórida e às Ilhas Virgens. Em cada caso, deu-me prazer especial conhecer minhas co-Testemunhas, homens, mulheres e crianças também devotados ao louvor de Jeová. Assistir regularmente à reunião anual de negócios da Sociedade Torre de Vigia em Pittsburgh, Pensilvânia, tem sido outra fonte de prazer.

Nestes últimos anos, tendo retornado à grande e crescente família de Betel em Brooklyn, têm sido anos repletos de prazeres no serviço e na associação com servos leais de Deus e de Cristo. Sei que há muita coisa que devo agradecer a Deus. Como jovem, procurava a verdade sobre Deus, e Jeová me permitiu encontrá-lo. Determinei louvar o Seu nome. Ao vir servir em Betel, perguntaram-me se permaneceria em meu posto até que o Senhor indicasse uma mudança. Minha resposta foi Sim. Pela bondade imerecida de Deus, tenho conseguido apegar-me a tal decisão. E visto que até agora tenho sido privilegiado em dedicar minha vida ao serviço de Jeová, oro pedindo que possa continuar a fazer isso até meu último fôlego na terra.

Foi um prazer recontar tais experiências, e expressar, embora de forma limitada, como Jeová manteve firme minha determinação de continuar a louvá-lo. Sinto-me como o salmista deve ter-se sentido quando declarou: “Eu te exaltarei, ó meu Deus, o Rei. . . . O dia inteiro te bendirei, e louvarei o teu nome por tempo indefinido, sim, para sempre.” — Sal. 145:1, 2.

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