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  • Quanto aprecio “a qualidade benévola de Deus”!
  • Despertai! — 1982
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Despertai! — 1982
g82 22/5 pp. 20-23

Quanto aprecio “a qualidade benévola de Deus”!

Narrado por Myrtle Quackenbush

Salvou membros de minha família, e continua a salvar inúmeros outros.

TENHO agora 91 anos, mas eu era apenas uma menininha de cinco anos quando a verdade do Reino entrou na minha família, em 1895. Foi então que um colportor — um ministro de tempo integral da Sociedade Torre de Vigia, que visitava de casa em casa — chegou à nossa casa em Indiana, E.U.A. Minha mãe adquiriu os dois primeiros volumes encadernados de uma coleção de compêndios bíblicos chamada “A Aurora do Milênio” (conhecida mais tarde como “Estudos das Escrituras”) para meu pai. O principal interesse dele era religião, mas não fora sempre assim. A mudança de interesse em sua vida se deu logo depois de eu nascer em Riceville, Indiana, em 1890.

Logo depois, mudamo-nos para Jasper, Indiana, onde minha família tinha um hotel e gozávamos de certa prosperidade. Meu pai envolvia-se na política, ficava rouco de tanto fazer campanha para Grover Cleveland, e, quando este foi eleito, veio uma grave depressão. Perdemos nosso hotel, e meu pai foi trabalhar nos terminais como limpador de óleo das locomotivas da estrada de ferro por um salário de US$ 1,25 [Cr$ 190,00] por dia — para sustentar uma família de oito membros. Um dia, eu estava sentada na varanda de casa chorando. Uma vizinha passando ali me perguntou: “Myrtle, por que está chorando?” Eu disse em prantos: “Estou com muita fome!” Ela me trouxe um pedaço de melancia. A depressão deixou meu pai decepcionado com Cleveland e com a política. Ele voltou-se então para a religião.

Chegam Ajudas Bíblicas

Ele se tornou o que era conhecido como “Metodista Bombástico”. A “gritaria” se destacava especialmente nas reuniões de reavivamento. Ele voltava para casa após essas reuniões, todo animado, ao seio de uma família mais inclinada a caçoar dele do que a tomá-lo a sério. Minha mãe percebia a hipocrisia dos pregadores, contudo acreditava na Bíblia. Portanto, quando o representante da Torre de Vigia veio à nossa casa, ela adquiriu os livros para meu pai. Ele se deleitava com eles e costumava perguntar ao voltar para casa do trabalho: Aonde estão minhas Aurorinhas?”, que é como chamava os livros. Entretanto, a questão envolvida não estava tão clara como agora, e ele continuou como metodista. Ele tomaria o partido da religião verdadeira muitos anos mais tarde.

Em 1898, mudamo-nos para Arkansas, para uma fazenda numa área conhecida por “A Terra da Promessa”. Estava longe de ser isso — alguns lugares pantanosos estavam literalmente cheios de cobras. Ficava no município do Egito. Eu detestava, e ansiava fazer êxodo do Egito. Foi ali que meu pai ficou sabendo que os sermões do Pastor C. T. Russell eram publicados num semanário, o Star da Cidade de Kansas, e ele fez assinatura para recebê-los. Íamos todos à igreja — não havia outro lugar para ir — mas meu pai era o único realmente envolvido na religião.

Esta deixara alguma marca em mim. Eu tinha galinhas de estimação, e, quando uma delas morria, eu fazia funeral para ela. Um desses funerais foi especialmente triste. Após o almoço de frango num domingo, descobri a cabeça de meu favorito galo de estimação perto do lugar onde se matava frango — ele havia sido o prato principal da refeição. Fiquei horrorizada e muito triste. Aquele funeral com apenas a cabeça foi um lamento lúgubre, e lembro-me de ter entoado naquele ‘serviço’ fúnebre o antigo cântico espiritual “O Sol de Amanhã Talvez Nunca se Levante”. Eu era suficientemente religiosa para dirigir funerais, mesmo que fosse só para galinhas. Quanto a meu pai, ele ainda estudava suas ‘Aurorinhas’, e ainda ia à igreja metodista.

Ao Território dos Índios em Carroça Coberta

Quando eu tinha 10 anos, em 1900, empreendemos viagem em duas carroças cobertas, com uma parelha de cavalos e uma de mulas, uma vaca, um cão e seis galinhas e um galo, em direção ao Território dos Índios — que se tornaria mais tarde Oklahoma. Os colonizadores brancos haviam corrido antes para reivindicar a terra dos índios, e agora se abria mais terra para colonização, dessa vez lançando-se sorte por loteria.

Após um mês de viagem cheia de solavancos junto com nosso zoológico, atravessando rios tão cheios que os cavalos e as mulas tinham de nadar e cozinhando em fogueiras de acampamento, chegamos ao Território dos Índios. Meu pai e meu irmão mais velho inscreveram-se para o sorteio na loteria, mas não conseguiram nenhuma terra. Ficamos acampados por um ano perto de Fort Sill. Meu pai e dois de meus irmãos trabalharam em preparar o terreno para os trilhos da estrada de ferro em direção ao oeste. Havia índios em toda a parte — comanches, quiovas e outros que haviam sido colocados em reservas. Os apaches, sob a chefia de Jerônimo, porém, recusaram-se a assinar um acordo, e a intervalos regulares Jerônimo tinha de apresentar-se em Fort Sill. Ele morreu ali em 1909.

Mas, em 1901, nós havíamos voltado para Arkansas, retornando à “Terra da Promessa” — de volta aos pregadores e cavaleiros de circuito que viajavam montados a cavalo de uma cidade para outra a fim de realizar reuniões de reavivamento, e de novo à igreja metodista. Contudo, meu pai ainda lia seus Estudos das Escrituras. Mudamo-nos mais tarde para Jonesboro, e ali meu pai conheceu os Andrews, um casal que se empenhava ativamente em falar sobre as verdades da Bíblia a outros e em distribuir literatura da Torre de Vigia. Naquele tempo, minha mãe faleceu, meu pai assistia a reuniões domiciliares dos Estudantes da Bíblia, e eu conheci Ralph Quackenbush.

Saímos de Babilônia

Finalmente, em 1908, 13 anos após ter começado a estudar pela primeira vez as publicações da Torre de Vigia, meu pai pôs-se de pé num domingo de manhã na igreja metodista e, perante a congregação inteira, solicitou que seu nome fosse retirado da lista de membros da igreja. Naquele tempo, ele era o superintendente da escola dominical. Contudo, anunciou que doravante era um Estudante da Bíblia, associado com a Sociedade Torre de Vigia. Levou muito tempo para ele se desligar, mas, encontrar alguém ativo na obra de testemunho lhe deu pelo que parece o impulso necessário. Isto mostra o valor e a necessidade da associação correta. Desde então, ele falava ativamente a outros sobre o reino de Deus até sua morte em 1914.

Ele se achava numa reunião em que estava sendo exibido o Fotodrama da Criação — uma combinação de slides (diapositivos) e cinema sincronizada com gravações. Perto do fim da reunião, uma senhora sentada ao lado dele pediu-lhe que visitasse uma amiga sua para lhe falar sobre a verdade, e lhe deu uma folha de papel com o nome e o endereço da amiga escritos nela. Quando todos se levantaram para a oração final, ele não se levantou. Terminada a oração, a senhora olhou para meu pai. Ele estava sentado ali, a folha de papel amassada no seu punho. Ele havia morrido de derrame durante a oração.

Eu me tornei ativa naquele mesmo ano de 1914. Naquela época, eu morava em Paragould, Arkansas, casada com Ralph Quackenbush. Tive meu terceiro filho em junho daquele ano, e dois meses mais tarde começou a Primeira Guerra Mundial. Era isso o começo daquilo que meu pai havia falado por tanto tempo, dizendo que o Reino chegaria em 1914? Comecei a estudar seriamente, bem como minhas três irmãs e um de meus irmãos. Contudo, levou quatro anos para eu me batizar, em 1918. Meu marido se batizou pouco depois. Pedimos à Sociedade Torre de Vigia para que nos colocasse na lista de pessoas que gostariam de receber os representantes viajantes da Sociedade — chamados “irmãos peregrinos” naquela época — para nos visitarem em casa e proferirem discursos em nossa cidade. Por diversos anos depois fomos espiritualmente beneficiados com a visita desses representantes em nossa casa.

Em 1922, meus três filhos e eu distribuímos a primeira da série de sete mensagens de julgamento contra a cristandade. Nessa época morávamos em Glendale, na Califórnia. Assistíamos às reuniões ali até que nos mudamos para Chatsworth, na extremidade do vale de San Fernando. Estávamos um tanto isolados ali, e nossa atividade parou. Estávamos espiritualmente à deriva.

Um Argumento Provoca Nosso Reavivamento

Daí, meu filho mais novo começou a cursar a Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Dois outros estudantes viajaram com ele. Um deles era forte metodista, e, um dia, comentando o caso de alguns criminosos que haviam escapado da punição disse que receberiam o que merecem no inferno de fogo. Meu filho lhe disse que não havia um lugar assim. Ele veio para casa para me encontrar e obter passagens bíblicas para provar seu ponto. A família se envolveu em procurar argumentos bíblicos, como os seguintes, citados de uma versão moderna das Escrituras, A Nova Bíblia Inglesa:

Salmo 146:4: “Ele exala seu último fôlego, volta ao pó; e na mesma hora acaba todo o seu pensamento.”

Eclesiastes 3:19-21: “Todos eles inalam o mesmo fôlego. Os homens não têm vantagem sobre as bestas; pois tudo é futilidade. Todos vão para o mesmo lugar: todos vieram do pó e para o pó todos retornam. Quem sabe se o espírito [fôlego] do homem vai para cima ou se o espírito da besta vai para baixo para a terra?”

Eclesiastes 9:5, 10: “Os vivos sabem que vão morrer; mas os mortos não sabem nada. . . . Qualquer tarefa que tua mão tenha a fazer, faze-a com todo o teu poder; porque no Seol [a sepultura comum da humanidade], para onde vais, não há trabalho, nem pensamento, nem entendimento, nem sabedoria.”

Ezequiel 18:4: “A alma que pecar há de morrer.”

Romanos 6:23: “O pecado paga um salário, e o salário é a morte.”

O jovem metodista, porém, nunca se convenceu com estes e com muitos outros textos de que não há tormento eterno para os iníquos num inferno de fogo. Mas nossa família ficou tão estimulada espiritualmente com essa pesquisa bíblica que nos tornamos ativos de novo e nunca mais paramos depois disso.

Mudamo-nos para Burbank, mais perto de Los Angeles, onde se realizavam reuniões regulares semanalmente. Começamos a assistir a estas regularmente e a sair no trabalho de pregação. Eu trabalhava com um carro sonoro, indo em todo o vale de San Fernando, onde havia principalmente laranjais, campos de trigo e de feijão.

O carro sonoro tocava discursos bíblicos, daí o grupo do nosso carro visitava todos os lares a uma distância audível. Naquele tempo, usávamos cartões de testemunho, pedíamos aos moradores que os lessem, daí oferecíamos literatura bíblica por uma contribuição. Mais tarde, carregávamos fonógrafos portáteis, tocando breves discursos bíblicos para as pessoas. Com o tempo, concentrávamo-nos em dar breves sermões às portas, apresentando a literatura. Prosseguíamos revisitando quando se demonstrava interesse e iniciávamos estudos bíblicos gratuitamente nos lares dos que desejavam.

Em 1935, meus dois filhos mais jovens foram batizados, e no ano seguinte, foram para Betel, a sede da Sociedade Torre de Vigia em Brooklyn, Nova Iorque, contribuindo todo o seu tempo em servir na gráfica ali. Em 1947, meu marido morreu de câncer — ele era servo na congregação de Burbank das Testemunhas de Jeová. Durante todo aquele tempo, meu filho mais velho não tomou nenhuma atitude quanto à verdade. Mas, finalmente, em 1954, foi batizado e permaneceu ativo até sua morte em 1979, ano em que estava servindo como superintendente presidente na congregação de Sherman Oaks. Três meses atrás, outro de meus filhos, Myron, faleceu enquanto servia na “Fazenda da Torre de Vigia” da Sociedade. Meu terceiro filho ainda serve em Nova Iorque, na gráfica da Sociedade em Brooklyn.

Eu ainda moro na Califórnia, ainda estou esperando ver o reino de Deus sob Cristo vir para limpar a terra da iniqüidade que há nela. Se eu não viver para ver esse tempo, então tenho a esperança de que Deus se lembrará de mim, de meu marido e de meus dois filhos falecidos quando a ressurreição despertar milhões e talvez bilhões dos que estão agora dormindo na morte — despertando-os para oportunidades de vida eterna numa terra paradísica. — João 5:28, 29.

“A Qualidade Benévola de Deus” Para Todos

Aos 91 anos, tenho muita coisa para olhar para trás. Eu e minha família levamos muito tempo para compreender a importância de nos dedicarmos a Jeová Deus, batizar-nos e dar testemunho a respeito de seu reino. Isto me faz apreciar tanto a ‘benignidade, e indulgência, e longanimidade de Jeová, essa qualidade benévola de Deus que tenta levar-nos ao arrependimento’. (Romanos 2:4) E quando agora eu fico impaciente e penso nos muitos anos longos que tenho esperado e aguardado a vinda de seu reino para limpar a terra da iniqüidade e produzir um paraíso terrestre, lembro-me do texto de 2 Pedro 3:9: “Jeová não é vagaroso com respeito à sua promessa, conforme alguns consideram a vagarosidade, mas ele é paciente convosco, porque não deseja que alguém seja destruído [não atormentado no inferno de fogo], mas deseja que todos alcancem o arrependimento.”

A qualidade benévola da indulgência e da longanimidade de Deus, que foi de suma importância para mim e para minha família, ainda está dando tempo para incontáveis outros se arrependerem e ganharem a vida eterna. Agora as condições do mundo estão piorando rapidamente, aumenta a evidência de que estamos chegando perto do fim deste velho mundo que está sob o domínio de Satanás, e as Testemunhas de Jeová estão trabalhando eficientemente em todo o mundo para realizar a obra de pregação. (Mateus 24:14) Muitas pessoas vêem a urgência de tomarem o lado do reino de Deus e o fazem rapidamente. E isto me alegra muitíssimo.

Não posso mais ler e não tenho mais firmeza nas pernas, mas a Palavra de Deus está na minha mente e no meu coração, e minha fé é tão forte como nunca antes. Gostaria de viver para ver o Reino chegar e acabar com este sistema iníquo dominado por Satanás. Mas não quero que venha antes do devido tempo de Deus, antes que seja completada satisfatoriamente a obra de pregação, ou antes que as pessoas de coração honesto para com Deus, que ainda restam, tirem partido desta mesma “qualidade benévola de Deus”. Que ela conduza muitas delas ao arrependimento e à salvação — assim como ela foi estendida a mim e a minha família, a qual tanto necessitávamos.

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