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  • Obediência — fonte de ricas bênçãos
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1964
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    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1964
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1964
w64 1/10 pp. 596-599

Obediência — Fonte de Ricas Bênçãos

Como foi contado por Heinrich Dwenger

EU ERA um rapazola de dezessete anos que morava em Hamburgo, Alemanha, quando fiquei interessado na Bíblia, e comecei a lê-la com regularidade. Isto se deu há sessenta anos atrás. Quão feliz me sinto agora de já ter, naquela tenra idade, apreciado a Palavra de Deus o suficiente para procurar entendê-la! Por seguir obedientemente a orientação dela, tenho usufruído muitas ricas bênçãos, e recebi orientação divina em tempos tribuladíssimos da história humana.

Para começar a história, no entanto, a minha busca de entendimento da Bíblia foi muito infrutífera. Uma investigação que fiz das igrejas ortodoxas revelou que as tradições religiosas, ao invés da Palavra de Deus, era o que elas apresentavam, e que os paroquianos, em sua maioria, eram indiferentes para com os ensinos da Bíblia. Onde é que eu poderia obter ajuda para entender a Palavra de Deus? Eu procurava orientação.

Então, certo dia em 1907, ao abrir o jornal de Hamburgo General Anzeiger, caiu de dentro dêle um tratado intitulado “Vendido o Direito do Primogênito”. A Sociedade Tôrre de Vigia em Barmen, Alemanha (desde 1929 parte de Wuppertal, Alemanha), distribuíra grande quantidade dêstes tratados bíblicos mediante o jornal. Li êste tratado com grande interêsse, e alegremente aceitei o convite de escrever solicitando que me enviassem os anunciados Estudos das Escrituras. Que alegria tive ao ler êstes volumes! Finalmente, achara a ajuda que eu procurava para entender a Bíblia.

ACEITANDO RESPONSABILIDADES

Imediatamente me tornei assinante da revista Sentinela e respondi ao convite de distribuir os tratados de casa em casa. Fiz isto na esperança de que muitas outras pessoas viessem a entender a Bíblia e sentir-se tão felizes como eu me sentia. Mas, logo descobri que não eram muitas as pessoas que buscavam o entendimento claro da Bíblia. Quando dei os Estudos das Escrituras e os tratados bíblicos a meus pais e a outros parentes, ao invés de os aceitarem alegremente, mostraram oposição. Outrossim, isto não me desencorajou, pois estava convicto de que era a verdade, e de que outras pessoas também se sentiriam felizes por meio dela.

De modo que escrevi à Sociedade Tôrre de Vigia, e me fizeram entrar em contato com três ou quatro outras pessoas interessadas em Hamburgo. Depois de breve período de tempo, reunimo-nos juntos para estudar os volumes dos Estudos das Escrituras. Por volta desta época, o supervisor da filial, encarregado da obra de pregação na Alemanha, sugeriu que organizássemos reuniões públicas e bíblicas em Hamburgo. Fizemos isto com alegria, com a ajuda de irmãos habilitados que vieram da sede em Barmen.

No ano seguinte, em 1909, visitei o Lar de Betel da Sociedade Tôrre de Vigia em Barmen, e tive a oportunidade de simbolizar a minha dedicação a Jeová pelo batismo em água. Como foi êsse um dia feliz! Mas, logo depois tive de fazer uma decisão. O servo de filial sugeriu-me que entrasse na atividade de pregação por tempo integral. Eu sabia que meus pais ficariam muito desapontados se eu abandonasse o emprêgo secular. No entanto, depois de considerar cuidadosamente e com oração o assunto, convenci-me de que era a vontade do Senhor que eu entrasse no serviço de pioneiro. De modo que deixei o meu serviço secular, em 30 de setembro de 1910, e já no dia seguinte comecei a obra de pregação de tempo integral em Hamburgo.

A bênção do Senhor estava sôbre nossos esforços, e outras pessoas começaram a se associar com nosso pequeno grupo de estudo. Eu também trabalhava em outras cidades na província de Schleswig-Holstein. Mas, então, no verão de 1911, a Sociedade convidou-me a me tornar membro da família de Betel de Barmen, convite êste que aceitei jubilosamente.

A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Os anos logo antes da Primeira Guerra Mundial foram anos felizes para mim. Tinha muita satisfação em trabalhar com os irmãos em Betel, e em participar no ministério de campo aos domingos, distribuindo tratados de porta em porta. Avisávamos as pessoas que em 1914 irromperia uma época de grande tribulação, visto que “os tempos designados das nações” deveriam chegar ao fim naquele ano. (Lucas 21:24) Em 1910, o servo de filial havia proferido um discurso público sôbre êste assunto, num amplo salão em Barmen, e havia suscitado muita atenção. Isto levou os nossos oponentes a zombarem de que teriam de suportar-nos até 1914. Mas, quando estourou sùbitamente a Primeira Guerra Mundial, acabou a zombaria dêles.

Isto suscitou a questão do serviço militar. Como poderia eu, qual cristão, amar o próximo e ainda assim pegar em armas assassinas para destruí-lo? Depois de consideração cuidadosa, junto com oração, fiquei convicto de que precisava ser obediente às ordens de Jeová e recusar-me a participar no esfôrço de guerra germânico. Portanto, na primavera de 1915, quando fui convocado para o serviço militar, escrevi imediatamente às autoridades e lhes disse que me recusaria a prestar o voto militar e a pegar em armas.

Por causa da minha posição, fui convocado para exame perante um cirurgião militar. Esforcei-me de lhe mostrar que, contrário ao que as autoridades talvez pensassem, minha atitude demonstrava o espírito de mente sã. Com o tempo, fui processado. Perguntaram-me: “O que faríamos se tôdas as pessoas agissem como o senhor?” Minha breve resposta foi: “Então não haveria guerra.” Tive de responder a muitas perguntas, e senti-me feliz em ter a oportunidade de dar um bom testemunho da verdade.

REAVIVADO O TRABALHO

Depois da guerra, Jeová abriu as portas para um grande trabalho de pregação. O povo alemão estava mui desapontado com o resultado da guerra, e a influência do clero havia sido enfraquecida grandemente. De modo que quase não havia nenhuma oposição à nossa pregação, mesmo em áreas predominantemente católicas, e logo depois começaram a surgir por tôda a Alemanha pequenas congregações. Fui designado pela Sociedade a promover discursos públicos da Bíblia em muitas cidades da Alemanha meridional e a ajudar a organizar congregações ali. Que alegria me foi proporcionada ao ver o reavivamento da obra de testemunho que jazia temporàriamente como morta nas ruas! — Rev. 11:8.

Com a expansão da pregação, as acomodações em Barmen ficaram ràpidamente ultrapassadas. Isto tornou necessário a mudança para maiores acomodações em Magdeburg, onde se montou uma oficina impressora. Por volta de 1931, o total de ministros no campo já havia aumentado para mais de 10.000, e as impressoras de Magdeburg os mantinham bem supridos com milhões de publicações para distribuição. Nos dois anos seguintes, viram-se aumentos ainda maiores, alcançando-se o notável auge de mais de 19.000 pessoas participando na obra de pregação na Alemanha, logo no início de 1933.

Neste período, estávamos sendo fortalecidos para o terrível tempo de dificuldades que veio depois que Adolf Hitler assumiu o poder. A adoção do nome “testemunhas de Jeová”, em 1931, foi verdadeiro estímulo para permanecermos firmes ao lado do grande Deus, Jeová. Portanto, quando foi proscrita a nossa obra na Alemanha, em 1933, os irmãos avaliavam a necessidade de ações destemidas. As muitas exortações da Bíblia: “Não temais!” começaram então a exercer grande influência em nossas vidas.

ACEITANDO DESIGNAÇÕES EM TEMPOS PERIGOSOS

Com o início das dificuldades, em 1933, pediram-me que viajasse à Hungria para ajudar ali a obra de pregação. Para minha surprêsa, a polícia de Magdeburg me concedeu o passaporte, e logo depois eu me achava a caminho da Hungria.

Ali, em Budapeste, Jeová abriu o caminho para que A Sentinela e vários folhetos fôssem impressos no idioma húngaro. As autoridades não fizeram qualquer tentativa de interferir, durante algum tempo, e os irmãos em tôda a Hungria participaram de forma ativa na distribuição das publicações. Muitas pessoas de boa vontade foram assim trazidas à associação com as testemunhas de Jeová. Por dois anos, tive muitas ricas bênçãos em disseminar a mensagem do Reino na Hungria.

Então, certo dia, recebi notícias de que o servo da filial da Alemanha havia sido prêso pela Gestapo em Magdeburg, e pediram-me que voltasse e continuasse a obra ali. No entanto, os irmãos em Budapeste protestaram: “Se o irmão voltar à Alemanha, provàvelmente será prêso, ao passo que ainda nos poderá ajudar ficando aqui.” Disse-lhes que a questão não era se eu seria ou não seria prêso, mas sim que eu recebera instruções mediante a organização de Jeová. “É sempre melhor obedecer”, expliquei.

De volta a Magdeburg, soube que a Gestapo havia descoberto que a Sociedade alugara um quarto em que guardava os endereços dos muitos leitores da Sentinela e outros documentos. Ao revistarem-no, esperavam encontrar evidência que os ajudasse a ter base para confiscar as nossas propriedades. Por conseguinte, sem demora eu removi tudo o que havia no quarto, e quando a Destapo chegou, achou apenas prateleiras vazias. Foi grande o seu desapontamento.

A Gestapo em Berlim decidiu então tomar medidas estritas contra nós. Certa manhã, chegaram ao Betel de Magdeburg, lacraram tôdas as máquinas impressoras e revistaram os quartos. Neste dia, eu planejava dirigir-me a Halle, a fim de consultar o advogado que cuidava dos negócios da Sociedade, mas a Gestapo chegou em Betel antes que eu pudesse sair. Eu também tinha um encontro marcado com o servo da filial da Suíça, em Berlim, no dia seguinte, a fim de resolver importantes assuntos, visto que êle era responsável pela obra na Alemanha, nessa ocasião.

Mas, parecia que agora a Gestapo iria interferir nestes planos. Quando chegou, eu estava em uma das salas de estar. Não podendo fugir, eu tranquei a porta pelo lado de dentro. Por diversas vezes a maçaneta da porta foi vigorosamente torcida de um lado para o outro, mas não fizeram com que a porta fôsse arrombada. Quantas vêzes vimos os inimigos passarem bem perto de nós, de mim e de outros irmãos, ou próximo das publicações que êles procuravam! Era como se Jeová lhes cegasse os olhos. Assim se deu nesta ocasião.

Três horas depois, pude partir sem ser percebido, saindo por outra saída. Quando não me puderam achar, o chefe da Gestapo de Magdeburg recebeu a ordem de ir até a casa de nosso advogado em Halle, para me prender lá. No ínterim, foram deixados soldados em Betel para me prender, em caso que eu voltasse. Eu soube de tais manobras quando estive com nosso advogado em Halle, dois dias depois. Também descobri que, como resultado dêstes incidentes, tinha sido cassada a minha cidadania alemã. Por conseguinte, quando por fim entrei em contato com o servo da filial da Suíça, em Berlim, decidi que não havia muita coisa que eu pudesse fazer mais na Alemanha, de modo que êle me enviou para Danzig, na Polônia.

Mais tarde, êle próprio foi prêso pela Gestapo e detido por uma semana. Depois de ser sôlto, êle me convocou a Berne, Suíça.

Em 1936; recebi então a designação de ajudar no Betel em Praga, Checoslováquia. Por cêrca de três anos eu trabalhei lá, e Jeová abençoou ricamente a nossa obra naquele país. As congregações participavam alegremente na pregação da mensagem do Reino, e tínhamos poucas dificuldades com as autoridades. Mas, quando os nazistas anexaram Sudetenland, em 1938, tornou-se evidente que em brêve toda a Checoslováquia estaria em suas mãos. Quando marcharam súbitamente sôbre Praga, em certa manhã de março de 1939, nós imediatamente começamos a desmontar o equipamento, e pudemos despachá-lo à Holanda. Daí, começamos a trabalhar de modo oculto. Fui instruído a viajar a Berne, depois de ter sido organizada a pregação das boas novas do reino de Deus de modo oculto.

Parti, no fim de uma noite, de Praga, e logo na manhã seguinte um oficial da Gestapo chegou ao Betel de Praga para me prender. Fiquei surprêso de não terem vindo antes, visto que já estavam em Praga por duas semanas. Depois de uma perigosa jornada, cheguei seguramente na Suíça, através da Hungria.

MUITOS ANOS ALEGRES EM BERNE

A guerra estava ameaçando e as autoridades suíças estavam ansiosas que tôdas as pessoas estrangeiras abandonassem o país. Isto até mesmo incluía os irmãos que já estavam há muitos anos no Betel de Berne. A Sociedade Tôrre de Vigia fêz arranjos para que êstes irmãos viajassem para o Brasil, e servissem ali como pioneiros. Nossos preparativos finais foram feitos, foram reservadas as acomodações, foi fixado o dia e a hora da partida. Mas, uma hora antes de partirmos de Berne, fomos avisados que o navio não partiria de Gênova, visto que a Itália entrara na guerra. De modo que tivemos de ficar em Berne.

Eu já sirvo agora aqui no Betel de Berne por muitos anos, e tenho recebido muitas ricas bênçãos. Que grandiosa surprêsa foi quando um irmão na Suíça me convidou para assistir à assembléia internacional em Nova Iorque, em 1950! Outras ricas bênçãos estavam em reserva, quando a Sociedade convidou-me a assistir às assembléias ainda maiores na Cidade de Nova Iorque, em 1953 e em 1958. Quão profundamente apreciei a imerecida benignidade de Jeová por ter tornado possível que eu assistisse a essas assembléias internacionais!

Quando rememoro os cinqüenta e três anos e meio de serviço de tempo integral, que começaram com aquêles meus primeiros dias de pioneiro em Hamburgo, sinto-me muito feliz de ter aceitado sériamente a responsabilidade bíblica de pregar as boas novas do reino de Deus. Devotei muitos dos anos de minha vida no serviço dos Lares de Betel, em diversos países, onde não foi da minha alçada escolher o serviço que mais me agradasse, mas, ao invés, de cumprir as tarefas designadas. Quão feliz me sinto de ter sempre procurado seguir a direção de Jeová, mediante sua organização terrestre, por cumprir fielmente estas designações! Pois, na verdade, é esta obediência que tem sido fonte de ricas bênçãos.

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