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  • g72 22/7 pp. 24-26
  • Eu era adorador de uma deusa hindu

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  • Eu era adorador de uma deusa hindu
  • Despertai! — 1972
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Despertai! — 1972
g72 22/7 pp. 24-26

Eu era adorador de uma deusa hindu

Conforme narrado ao correspondente de “Despertai!” na Guiana

PODE visualizar a cena? As batidas rítmicas dos tambores de pele de cabrito aparentemente moviam todos a abandonar suas tarefas domingueiras. Os jovens e idosos enchiam as ruas do povoado. Balançavam-se na cadência dos acordes persuasivos, esticando os pescoços para conseguir um breve relance da deusa hindu Kali. Um galo branco fora morto, e o sangue que jorrava fora bebido pelo sacerdote. Agora, Kali e o galo eram transportados para o templo, acompanhados de tambores e de figuras vestidas de trajes coloridos.

Depois do ritual do templo, a multidão se moveu para uma área próxima, onde o sacerdote realizou suas bruxarias, ao passo que eu e dois outros jovens permanecíamos imóveis bem no meio. Aguardávamos ser tomados pelo espírito de Kali. Daí, subitamente os dois outros rapazes começaram a tremer e a contorcer-se. Ao ir atingindo um crescendo os tambores, começaram a contorcer seus corpos em selvagem abandono. Pareciam estar em transe. Eu senti medo, e refugiei-me entre a multidão até que a procissão retornou ao templo. Naquele dia, Kali conseguiu apenas dois médiuns. Eu deveria ter sido o terceiro.

Como foi que eu vim parar ali? Bem, depois da abolição da escravatura na Guiana, em 1838, os donos das plantações de açúcar recrutaram nativos da Índia para trabalhar nas suas propriedades por determinado tempo contratado. Foi sob tal arranjo que meus pais, nascidos no Estado de Madras, na costa leste dá Índia, vieram para a então Guiana Inglesa, nos turbulentos anos de 1914-1918. Eu nasci em 1925.

Assim, desde meu nascimento, fiquei exposto às crenças e às práticas da religião, conforme praticada pelo povo de Madras. A adoração de Kali, a deusa hindu da destruição, era popular entre o povo de meu povoado, ao atribuírem a Kali o poder de curar toda espécie de males, inclusive os descritos como incuráveis pelos médicos. Os aldeões criam que Kali podia conceder fertilidade a ventres estéreis e também possuía o poder de expulsar demônios de adoradores afligidos por eles.

A cerimônia que acabei de descrever não era, de jeito nenhum, minha primeira experiência com tais rituais. Quando tinha três anos comecei a envolver-me na minha primeira cerimônia Kali.

Era costumeiro que os meninos desde tenra idade tivessem os lóbulos de suas orelhas perfurados e suas cabeças inteiramente raspadas. A massa de cabelo era então dedicada a Kali. Correndo de um lado para o outro no povoado de Albion, na Costa Courantyne, eu não suscitava a curiosidade entre meus concidadãos do leste da Índia. E até os donos europeus das plantações não se mostravam surpresos, já tendo então se acostumado a este costume hindu.

Meu pai obteve grande fama no território como fabricante de ídolos, e até a alguns anos atrás, enorme imagem de Kali se erguia no povoado em testemunho de sua perícia. A deusa que meu pai esculpira possuía uma reluzente coroa. Na sua mão direita havia um garfo de três dentes, e a mão esquerda segurava uma curta espada pelo cabo. Suas pernas estavam cruzadas no estilo meditativo dos hindus.

Naturalmente, desde os dias da infância, eu ajudava meu pai a esculpir as imagens, e minha destreza na arte cresceu com os anos. Fiquei profundamente envolvido na adoração de Kali.

Encontro Resposta à Minha Pergunta

Eu servia constantemente a Kali por causa da submissão a meus pais e a atmosfera que envolvia minha casa e a comunidade. No entanto, quando me tornei rapaz, ficava pensando de vez em quando se esta forma de adoração era correta aos olhos do Deus Supremo. As vezes eu até interroguei meu pai sobre isso. Sempre tentava justificar suas ações religiosas por declarar que seus pais possuíam a mesma religião e ele não conhecia nenhuma outra forma de adoração, exceto a que seus antepassados praticavam na Índia.

Meu pai insistia que, se eu desejava prosperar na vida, deveria permanecer adorador de Kali e apoiar esta religião. Mas, ao ficar mais velho, eu ia aos serviços de Kali basicamente como uma questão de formalismo e tradição familiar.

Minha pergunta permanecia sem resposta: Era esta forma de adoração correta aos olhos do Deus Supremo? Permaneceria eu sendo um adorador de Kali por toda a minha vide? Um simples convite me ajudou a encontrar as respostas.

Num domingo de tarde, em 1946, uma das testemunhas cristãs de Jeová incentivou-me a comparecer a suas reuniões no seu Salão do Reino. Fiquei curioso e decidi ir e verificar de que se tratava. Imagine só minha surpresa ao entrar no prédio e descobrir que ali não havia ídolos.

A Testemunha que me convidou me reconheceu e, de imediato, chegou até mim e me deu boas-vindas. Sentamos juntas durante o programa. Escutei atentamente à medida que o orador considerava o assunto daqueles que iriam usufruir a vida celeste. As informações por mim ouvidas me eram completamente novas e eu desejei saber mais. Por exemplo, neste discurso aprendi que apenas 144.000 pessoas irão para o céu.

O que aprendi era diferente de minhas crenças. Cria que o caminho para o céu era através de uma série de reencarnações. Assim, após o discurso, pedi à Testemunha sentada ao meu lado que me explicasse mais o que a Bíblia diz sobre o assunto. Ele fez arranjos de realizar comigo, no meu lar, um estudo da Bíblia. Eu recebi isto de braços abertos. As coisas que aprendia da Bíblia eram razoáveis, e, com o tempo, minha curiosidade sobre a Bíblia se transformou em fé na Bíblia.

A Testemunha foi persistente em convidar-me às reuniões, e, ao comparecer a elas, meu conhecimento começou a aumentar. Aprendi que o caminho para o céu era’ pela seleção pessoal de Deus e por meio de uma ressurreição à vida espiritual, à base do sacrifício de resgate de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Fiquei especialmente emocionado de saber, pela Bíblia, que, além dos 144.000 destinados à vida celeste, haveria uma “grande multidão” de pessoas de todas as espécies que usufruiriam a vida infindável e a felicidade aqui mesmo na terra. Isto exerceu forte atrativo sobre mim. — Rev. 7:4, 9; 21:3, 4.

Com o passar do tempo, vim a entender que o nome do verdadeiro Deus Onipotente é Jeová. Aprendi da Bíblia que o Deus Onipotente não aprova a adoração de imagens. A Bíblia é clara: “Eu sou Jeová. Este é meu nome; e a minha própria glória não darei a outrem, nem o meu louvor a imagens entalhadas.” “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” (Isa. 42:8; 1 João 5:21) Minha pergunta, a que eu fazia a mim mesmo há muito tempo, foi respondida: Não era correto, aos olhos do Deus Supremo, que eu adorasse a deusa-ídolo Kali.

Partilhar a Verdade Bíblica com Outros

De tempos a tempos, eu tentava falar a meu pai as muitas coisas deleitosas que aprendia nas revistas A Sentinela e Despertai! e em vários compêndios bíblicos publicados pela Sociedade Torre de Vigia (dos EUA). Meu pai, porém, objetava furiosamente. Não raro me ameaçava causar ferimentos pessoais. Por certo tempo, diminuiu o ódio de meu pai para com minha nova forma de adoração, e ele passou a ler algumas das revistas da Sociedade. Fiquei esperançoso de que ele também mudasse para a adoração pura, mas minhas esperanças foram mais tarde desfeitas em pedaços quando se tornou adivinho e mergulhou mais fundo nas práticas ocultas — coisas condenadas pela Palavra de Deus, a Bíblia. (Deu. 18:10-12; Gál. 5:19-21) Meu pai chegava até a me pedir que participasse em algumas destas atividades, mas eu recusava, e me retirava para outro quarto, ou saía de casa por completo.

Gradualmente, por meio de meu estudo bíblico domiciliar e por comparecer às reuniões, e por falar destas verdades a outros, aumentei minha fé e meu conhecimento da Bíblia; de modo que resolvi simbolizar minha dedicação ao único Deus verdadeiro pela imersão em água numa assembléia de distrito das testemunhas de Jeová em Georgetown, em 1954.

No ínterim, casei-me e minha esposa me acompanhou àquela assembléia. Ela sentiu-se movida pelo discurso proferido pelo presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), que então visitava o país. Ela também ficou impressionada com o amor e a unidade que prevalecia entre as Testemunhas. Assim, ao voltarmos para casa, ela começou a examinar a Bíblia. Pouco tempo depois ela se juntava a mim na adoração verdadeira, ajudando outros a aprender a mensagem da Bíblia. Considerei uma bênção quando, mais tarde, ela também dedicou a vida ao Deus verdadeiro, Jeová.

Por certo, tenho tido muitas bênçãos à medida que ajudo outros a aprender a respeito do Deus verdadeiro. Minha filha mais velha está usufruindo o serviço de pregar as verdades de Deus, pela Bíblia, por tempo integral, e tenho excelentes privilégios numa congregação aqui na Guiana. Quão grato sou de que encontrei a adoração verdadeira de Jeová, e que deixei de ser um adorador de Kali!

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