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Ajuda ao Entendimento da BíbliaDespertai! — 1981 | 8 de julho
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deixar de pregar as boas novas do Reino, transmitindo a outros as informações salvíficas que elas contêm. — Atos 18:6; 20:26, 27; compare com Ezequiel 33:6-8; veja VINGADOR DE SANGUE.
BÁRBARO (Gr., bárbaros). A repetição de “bar bar” transmitia a idéia de fala gaguejada, tartamuda ou ininteligível; por isso, o termo “bárbaro” era originalmente aplicado pelos gregos a um estrangeiro, especialmente alguém que falasse uma língua diferente. Naquele tempo, não indicava falta de civilização, de refinamento ou de boas maneiras, nem transmitia qualquer sentimento de desprezo hostil. “Bárbaro” simplesmente distinguia especialmente os não-gregos dos gregos, assim como “gentios” dividia os não-judeus dos judeus. Estes não-gregos não objetavam nem se sentiam insultados por serem chamados de bárbaros. Há escritores judeus, inclusive Josefo, que se reconhecem como sendo chamados por esse termo; os romanos chamavam a si mesmos de bárbaros até que adotaram a cultura grega. É nesta luz nada desfavorável, então, que Paulo, ao escrever aos romanos, usou a expressão, que a todos abrangia: “Tanto a gregos como a bárbaros.” — Rom. 1:14.
O principal fator que separava os gregos do mundo “bárbaro” era sua língua, por isso, o termo se referia especialmente aos que não falavam grego, como, para exemplificar, os habitantes de Malta, que falavam uma língua não-aparentada. Neste caso, a Tradução do Novo Mundo dá significado a bárbaroi por traduzi-lo “povo de língua estrangeira”. (Atos 28:1, 2, 4) Escrevendo sobre o dom de línguas, Paulo duas vezes chama de bárbaros (“estrangeiro”) alguém que fala uma língua ininteligível (1 Cor. 14:11; veja também Colossenses 3:11.) Similarmente, a Septuaginta usa bárbaros no Salmo 113:1 (114:1 nas versões hebraicas e em português) e em Ezequiel 21:31.
Visto que os gregos julgavam sua língua e sua cultura como sendo superiores a todas as demais, e devido às indignidades sofridas às mãos de seus inimigos, “bárbaro” assumiu gradualmente a sua conotação depreciativa comum.
BARRABÁS [filho do pai, mestre ou instrutor]. O criminoso encarcerado por motivo de roubo, sedição e homicídio, a quem Pilatos libertou em lugar de Jesus. Pilatos fez isso, “desejando satisfazer a multidão”” que clamava pela sua libertação, conforme a insistência dos principais sacerdotes e anciãos. O nome Barrabás sugere que ele bem que pode ter sido filho dum rabino ou líder judeu. — Mat. 27:15-26; Mar. 15:6-15; Luc. 23:16-25; João 18:39, 40; Atos 3:14.
Este costume ímpar de libertar um preso na véspera da Páscoa de cada ano não tem nenhuma base nem precedente nas Escrituras Hebraicas, e só tem pequeno apoio, se é que tem, nos costumes romanos ou em outros costumes pagãos. No entanto, certos escritos rabínicos indicam que esse costume pode ter provindo de uma fonte judaica que antecedia à ocupação romana da Palestina. Isto explica por que Pilatos disse aos judeus: “Tendes o costume de que eu vos livre um homem por ocasião da páscoa.” — João 18:39.
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Visitar estranhos? Para dizer o quê?Despertai! — 1981 | 8 de julho
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Visitar estranhos? Para dizer o quê?
A revista “The Observer”, da Igreja Unida do Canadá, deu o seguinte título a um artigo: “Quem, Eu? Visitar Estranhos?” Sugere que tanto ministros quanto leigos podem fazer tais visitas, mas, “suponha que o estranho abra a porta e o convide a entrar. E então? O que vai dizer?” O artigo adverte sobre o falar em dinheiro: “Uma das imagens que a igreja precisa apagar é a do que nós apenas visitamos as pessoas com mão estendida — a palma virada para cima.”
Entre as coisas sugeridas para assunto de conversa estavam: “O comunicado da igreja, se tem números de telefone e dias de reuniões indicados nele. O boletim. O relatório anual, se é interessante e mostra o que sua igreja é, afinal de contas.” A instrução de Jesus a seus discípulos, quando os enviou para “soar” o equivalente deles para as atuais “campainhas”, poderia ter sido útil aos visitadores da Igreja Unida: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas . . . ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” — Mat. 28:19, 20.
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