-
Será que é bom conselho?A Sentinela — 1964 | 1.° de setembro
-
-
como um tesouro: então compreenderás o temor de Deus e descobrirás o conhecimento de Deus, . . . Então compreenderás a justiça e a eqüidade, a retidão e todos os caminhos que conduzem ao bem. A reflexão velará sobre ti, amparar-te-á a prudência para livrar-te do mau caminho, do homem de conversas tortuosas.” — 1 Ped. 3:16; Pro. 2:3-5, 9, 11, 12, Maredsous.
“O coração do justo estuda a sua resposta”, diz a Bíblia. E, se tal mente que estuda tiver pesquisado em busca das respostas e tiver o conhecimento de Deus, não será confundida por homens que falem coisas tortuosas. Ouvir perguntas não será assim tão ‘profundamente perturbador’ para a mente, de modo que o possuidor dela tenha que se recusar a falar com seu inquiridor. Jesus é o modêlo para os cristãos e não tinha mêdo de palestrar sobre religião, nem ficava profundamente perturbado com tais palestras. Tinha a verdade; seus oponentes não a tinham. De modo que êles é que ficavam profundamente perturbados com tais palestras, recusando-se a continuá-las: “E ninguém foi capaz de dizer-lhe uma só palavra em resposta, nem se atreveu alguém, daquele dia em diante, a interrogá-lo mais.” — Pro. 15:28, Maredsous; Mat. 22:46.
Será que a Bíblia aconselha a se ter “um ar polido e aparente de cabeça-de-vento” quando se arrazoa com outras pessoas? Ela não aconselha a pessoa a assumir ares de qualquer espécie, pois isto equivale à hipocrisia: E ela condena especificamente os arrazoamentos inanes de alguns que pretendiam conhecer a Deus, mas que usavam imagens na adoração: “Embora conhecessem a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe agradeceram, mas tornaram-se inanes nos seus raciocínios e o seu coração ininteligente ficou obscurecido. Embora asseverassem ser sábios, tornaram-se tolos e transformaram a glória do Deus incorrutível em algo semelhante à imagem do homem corrutível, e de aves, e de quadrúpedes, e de bichos rastejantes.” — Rom. 1:21-23.
Pois bem, não pode haver com certeza nenhuma objeção ao conselho de oferecer à testemunha “uma xícara de chá e um pedaço de bolo”, será que há? Comumente, isto seria uma coisa elogiável, a resposta a um impulso generoso do coração. Mas, será que este é o espírito de tal conselho? Não será uma repreensão planejada e premeditada, uma pose de santidade diante do oponente, parte do pretenso ar polido de cabeça-de-vento? Há objeção bíblica a tal hospitalidade fingida: “Não comas com homem invejoso, não cobices seus manjares porque ele se mostra tal qual se calculou em si mesmo ele te diz: ‘Come, bebe’, mas seu coração não está contigo; comido o bocado, tu o vomitarás.” — Pro. 23:6-8, Maredsous.
APÊLO AO QUE É JUSTO
Quando encontrarem polidez de cabeça-de-vento e perguntas como papagaio para que dêem mais provas, as testemunhas de Jeová poderão dar provas adicionais, ler trechos da Bíblia do próprio católico e assim talvez se consiga suscitar interêsse. Mas, se não conseguir criar interêsse, a testemunha experiente logo sentirá a insinceridade dos pedidos dê provas adicionais e fará bem se enfrentar o problema com um apêlo franco. A testemunha de Jeová talvez diga:
“Sim, tenho mais provas, mas acho que não as deseja na realidade. Noto que está ouvindo, mas sua mente parece que está fechada. Muitas vêzes as pessoas fecham as mentes a nós, e em geral isto se dá por causa do que um amigo, um parente ou um clérigo lhes disse a nosso respeito. Às vêzes nos dizem o que os outros lhes disseram, outras vêzes simplesmente silenciam. Não sei se este é o caso ou não, mas, se fôr, deixe-me esclarecer o seguinte ponto. Tente ser justo e diga-me quais foram as acusações. A Bíblia diz que se deve fazer isso. A lei de Deus diz que se um homem fôsse acusado por outro, deviam falar face a face e ambos os lados ser ouvidos pelos juízes. Isto se encontra em Deuteronômio 19:17, 18 (Maredsous): ‘Ambos os contendores comparecerão diante do Senhor, na presença dos sacerdotes e dos juízes que estiverem em exercício naqueles dias. Depois de uma cuidadosa investigação feita pelos juízes: É necessário que, faça uma decisão neste caso, mas, antes de fazê-la, faça uma pesquisa cabal. Ouça o meu lado. A Bíblia diz que é uma vergonha se não o fizer: ‘Quem responde antes de ouvir, passa por tolo e se cobre de confusão.’ — Pro. 18:13, Maredsous.
“Isto é que é justo. Contudo, mais do que é justo, é o que o cristão deve fazer. Se eu estiver errado, compete-lhe como cristão que acha estar certo, mostrar-me o meu êrro. A Bíblia diz em Provérbios 3:27 (Maredsous):‘Não negues um benefício a quem é devido, quando está em tuas mãos fazer isto.’ Se acha que tem a verdade, por favor, não a negue a mim. Se Deus lhe tem confortado com a verdade, le fêz isso para que pudesse confortar a outros com a verdade: ‘O Deus de todo o consôlo, que nos consola em tôda a nossa tribulação, para que possamos consolar os [que estiverem] em qualquer sorte de tribulação, por intermédio do consôlo com que nós mesmos estamos sendo consolados por Deus.’ (2 Cor. 1:3, 4) Se tiver a verdade de Deus e eu não, conforte-me com ela. Isaías 1:18, (ALA) diz: ‘Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados são como a escarlate, êles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.’ Se meus pecados são como a escarlate, arrazoe comigo e mostre-me meus erros de modo que possa embranquecer e me tornar como a neve, à vista de Deus.
“A Bíblia diz que façamos aos outros o que queremos que êles nos façam. Se não tivesse a verdade e outros a tivessem, quereria que essas outras pessoas lhe falassem dela. Se acha que a possui e eu não, por favor, fale-me dela. Faça comigo o que gostaria que lhe fizessem. Acho que tenho a verdade; vim aqui para lhe falar dela. Se eu não a tiver, eu quero obtê-la. Pedro mudou de religião para se tornar cristão. Eu também mudarei da minha para me tornar cristão, se fôr necessário. Até agora tenho sido franco consigo. Queira também ser franco comigo no espírito de justiça e de amor cristão, e diga-me quais são suas objeções, de modo que eu possa refutá-las ou ser ajudado!”
Crê-se que tal apêlo bíblico toque no coração das pessoas semelhantes a ovelhas e acabe com quaisquer ares polidos e pretensos de cabeça-de-vento, oriundos de maus conselhos e de hipocrisia.
-
-
Da boca dos pequeninosA Sentinela — 1964 | 1.° de setembro
-
-
Da Bôca dos Pequeninos
O filhinho de uma família dedicada das testemunhas de Jeová olhou pela janela e viu passar uma procissão, com um caixão enfeitado de flôres e um bonequinho em cima, e todos com vela acêsa e cantando hinos. Tendo ouvido o pai ler o Salmo 115 e explicar que tal era prática de idolatria, a qual é repugnante a Jeová, o garoto pôs a cabeça para fora da janela e começou a gritar: “Isso não adianta nada. Isso é idolatria. ‘Têm bôca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem.’” Nesta altura seus pais o chamaram e lhe explicaram que não devia fazer isso. Nascido em família dedicada, aprendera a obedecer aos pais. Êles lhe ensinaram a ler e escrever.
Aos sete anos se tornou publicador, às vêzes fazendo mais de cinqüenta horas por mês no campo, pregando com bons resultados. Assim que recebia o Ministério do Reino, aprendia o nôvo sermão com entusiasmo.
Quando os pais o levaram a uma Assembléia de Distrito em São Paulo, simbolizou a sua dedicação pela imersão em água.
-