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  • Viver juntos sem se casar
    Despertai! — 1981 | 22 de julho
    • “se separa” do que quando um casamento falha. E existem os que acham sinceramente que se tratam mutuamente com mais consideração quando não existe nenhum laço legal a respeitar.

      Contudo, será que viver juntos sem se casar sempre produz o senso de realização e felicidade esperados? De modo geral, contribui para um estilo de vida melhor do que o faz o casamento? Pese cuidadosamente o caso duma mulher cuja experiência de modo algum é incomum entre os que escolhem este estilo de vida.

  • Aprender por meio de dolorosa experiência
    Despertai! — 1981 | 22 de julho
    • Aprender por meio de dolorosa experiência

      A narrativa seguinte é de uma mãe na Austrália que, após o fracasso de seu casamento, tentou outra coisa.

      EU VIVIA com um homem por quase três anos sem o benefício dum casamento. Com que resultado? Posso afirmar honestamente que, emocional e psicologicamente, foram os três piores anos de minha vida.

      Entramos na nossa relação com a mesma idéia que a maioria das pessoas hoje parecem ter, ou seja, ‘gato escaldado tem medo de água fria’ e ‘não se conhece a pessoa até que se viva com ela’. Assim, caso as coisas não dessem certo eu achava que seria mais fácil romper o relacionamento do que percorrer o caminho do divórcio através dos tribunais.

      A Insegurança Causa Problemas

      São tais pensamentos, porém, que causam problemas. Logo de início, os sentimentos de insegurança são criados. Como pode sentir-se seguro se nem sequer sabe se a outra pessoa estará ainda ao seu lado na mesma hora no ano que vem, ou até mesmo no próximo mês?

      Um relacionamento de fato traz consigo tal impressão de que é temporário. Existe sempre o temor de que poderá aparecer uma terceira pessoa e que o relacionamento poderá se deslocar para esta pessoa tão facilmente como foi no caso do atual relacionamento. De modo que aquela horrível emoção destrutiva, o ciúme, está sempre presente, pronta para se manifestar.

      Outros Problemas

      Sim, existe sempre a tensão. Você não pode nem mesmo se descontrair, pois está sempre alerta para não dizer ou fazer qualquer coisa que poderá afastar a outra pessoa. Sente medo, porque uma discussão quase sempre terminará com um dos dois fazendo chantagem emocional e dizendo: ‘Eu vou embora.’

      Tal expressão de fato foi meu maior problema. Fez-me sentir valendo pouco e custou meu auto-respeito cada vez que por alguma questão de formalidade, o que acontecia quase sempre, eu tinha que explicar que eu era uma esposa de fato. Desejava desesperadamente explicar que eu realmente não era uma pessoa imoral, que não era do tipo que passava de homem para homem. Mas, naturalmente, eu era imoral, não importa se vivesse apenas com um homem ou com vários, e minha consciência me perturbou muito.

      Os problemas psicológicos também começaram. Manifestavam-se em depressão, sentimento de inutilidade e, eventualmente, de auto-destruição. Mesmo agora, cinco anos depois de terminado tal relacionamento, sinto-me tão envergonhada e impura que gostaria de apagar para sempre as memórias em minha mente. Mas, sou incapaz, porque, conforme diz o Criador, ‘nós colhemos o que semeamos’. Eu tenho uma lembrança diária na forma de meu filhinho, que foi o resultado desta última união.

      Não apenas tenho esta lembrança física, mas, também, quando ele nasceu, por sua causa eu mudei meu nome para o de seu pai. Eu achei que poderia proteger tanto a ele como a meus dois filhos de meu casamento original contra o preconceito. Superficialmente, parece como se eu tivesse casado duas vezes. Mas serve apenas para me fazer sentir desonesta cada vez que sou chamada por esse nome.

      Em Retrospecto

      Voltando ao passado, compreendo que fiz muito mais do que prejudicar minha própria reputação. Coloquei meus três filhos numa posição que os deixou vulneráveis a ataques por parte de outras crianças na escola, tudo por causa da moral da mãe deles, a qual, naturalmente, eles não poderiam negar. Isto também deve tê-los feito sentirem-se envergonhados.

  • Pesando a alternativa
    Despertai! — 1981 | 22 de julho
    • Pesando a alternativa

      A MAIORIA das pessoas concorda que experiências tais como a precedente realmente acontecem. Mas apontam para o fato de que muitos casamentos também estão cheios de problemas e ansiedades.

      Isto certamente é verdade. O crescente número de divórcios em quase todos os países da terra é uma evidência disto.

      Contudo, significa isto que viver juntos sem se casar é mais suportável e um melhor caminho para a felicidade?

      Qual É mais Forte?

      Afirma-se que um relacionamento espontâneo é mais forte do que um relacionamento imposto. Mas, qual é, realmente, mais forte: um que tem o compromisso de durar apenas um dia por vez até que surja alguma coisa que a pessoa não queira enfrentar? Ou um que esteja preparado para se ajustar às circunstâncias imprevistas e durar quanto tempo for possível?

      Muitos dos problemas são os mesmos. Por exemplo, decisões a respeito de coisas tais como onde morar, quanta independência cada um deve ter, que tipo de práticas sexuais aceitar e se hão de ter filhos ou não, são comuns tanto para pessoas casadas como para as que vivem juntas sem se casarem.

      Sem o compromisso do casamento, porém, ainda surgem outros problemas. Por exemplo, que itens de maior importância deveriam ser comprados e com o dinheiro de quem? Quem não deveria saber que não são casados e quem deveria saber? Que amigos pessoais podem convidar ao lar e como vão se apresentar aos outros? Como encarar os membros de sua própria família e os parentes mais achegados? Estas são apenas poucas das coisas que ficam mais difíceis sem o compromisso do casamento.

      O Valor do Compromisso

      Um professor de 28 anos que mais tarde casou-se com a mulher com a qual vivia disse: “Após vários anos comecei a sentir que eu vivia querendo me esquivar. Viver juntos não provia nenhuma base para planejar o futuro. . . . Não podíamos decidir comprar uma casa ou não, gastar nosso dinheiro em pomposas férias ou economizá-lo para constituir uma família. Agora, nenhum de nós está livre para pegar as coisas e ir embora, mas em troca podemos fazer planos.”

      Uma escritora de 34 anos observou: “Talvez eu seja antiquada mas o compromisso do casamento me faz sentir mais segura. Eu tive tantos relacionamentos que terminaram com os homens simplesmente se apartando, que a preocupação quanto a se J— também faria o mesmo me tirou a energia do serviço. Eu amo a satisfação de ter admitido a nós mesmos e ao mundo que intencionamos ficar juntos.”

      Realmente, o compromisso total no casamento não isenta as pessoas de problemas. Mas, ajuda as pessoas a se sentirem mais obrigadas a se empenhar em resolvê-los e a não admitirem o fracasso tão rapidamente. Conforme certo marido que discutia continuamente com sua companheira de quarto antes do casamento disse: “Desde que nos casamos estamos nos esforçando mais para não brigar. Ambos nos esforçamos. Temos compromisso, de modo que não faz sentido ficar brigando sobre isso. Antes, costumávamos sempre ameaçar romper o relacionamento mas não pensamos mais em fazer isto agora.”

      A Dra. Nancy Clatworthy, da Universidade Estadual de Ohio (E.U.A.), descobriu que os casais que não viviam juntos antes de se casarem eram “um pouquinho mais felizes e mais bem sucedidos. Havia menos divórcios”. Um estudo de 211 casais na Austrália revelou que os que “coabitam consideram romper o relacionamento . . . com muito mais freqüência do que os casados”. O relatório observou que quando havia um menor compromisso em relação ao relacionamento existia “menor sentimento de afeição e amor entre os parceiros bem como menor fidelidade sexual ao parceiro do que existia entre os casados”.

      Quando Há Filhos Envolvidos

      Que tipo de relacionamento mostrou-se ser mais apropriado ao bem-estar mental e físico dos filhos? Sem sombra de dúvidas é o do tipo de um casamento estável com dois genitores que provêem afeição, apoio e instrução.

      Muitos que vivem juntos sem se casar prometem que se casarão caso sua união resulte em gravidez. Mas, é uma gravidez não desejada um bom fundamento sobre o qual edificar um casamento? Quase na totalidade dos casos quando ocorre a gravidez o parceiro recusa-se a casar. É realmente um comportamento adulto estigmatizar um filho com a ilegitimidade?

      As evidências mostram que, em geral, os filhos que sabem que seus pais não são casados, como nos casos dos que procedem de lares desfeitos, crescem não confiando nas pessoas. São menos capazes de formar relacionamentos permanentes e talvez sejam bastante cínicos a respeito do valor do amor.

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