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Viver juntos sem se casarDespertai! — 1981 | 22 de julho
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Viver juntos sem se casar
“A MELHOR coisa a respeito de se viver juntos sem se casar”, disse uma universitária de 21 anos, “é que ambos sabemos que ainda temos um longo caminho a percorrer para descobrir a nós mesmos e sabemos que caso mudarmos muito, se em poucos meses ou em poucos anos descobrirmos que não somos a pessoa certa um para o outro, não assumimos nenhum compromisso final”.
Um número crescente de pessoas concordam com ela. Será que ela tem razão? Existe uma opção melhor do que se casar? Exatamente por que tantos a escolhem?
Grande Aumento
Tem havido um fenomenal aumento no número de pessoas que vivem juntas sem se casarem, isto é, sem assumirem um compromisso perante testemunhas, registrando isto adequadamente. Os Estados Unidos tiveram um aumento de 100 por cento em sete anos. No Japão, o número de mães cujo casamento não foi legalmente registrado mais do que dobrou em cinco anos.
Na Suécia, o número de pessoas solteiras que vivem juntas aumentou cerca de 35 por cento dos anos 50 até os anos 70. No Brasil, os que vivem assim aumentou de cerca de dois milhões em 1970 para quase quatro milhões atualmente.
É óbvio que uma dramática mudança na atitude para com o casamento ocorreu. Por quê?
Por Que Tão Popular?
Existem muitas razões. Uma é que muitos casamentos são uma experiência sofrida, conforme indica o crescente número de divórcios. Alguns, tendo passado por um mau casamento e achando terem aprendido dele uma boa lição, hesitam em repeti-lo.
O aborto legalizado e métodos contraceptivos mais seguros tornaram tal estilo de vida mais fácil em muitos lugares. Também, a maior tolerância por parte da sociedade a como as pessoas vivem facilita abraçar este estilo de vida. E às vezes existem certas vantagens econômicas, tais como certas legislações fiscais que favorecem pessoas solteiras.
Forças interiores também contribuem. Muitas mulheres atualmente temem a dominação masculina. Existem temores de serem submissas ao ponto de perderem sua identidade. Também, as mulheres de hoje têm maior igualdade e muitas delas estão mais interessadas em fazer uma carreira do que em criar uma família. E existe a preocupação de que um cônjuge possa mudar, para pior.
Alguns se rebelam contra seus pais ou contra códigos estritos de moral. Outros procuram diversificação sexual sem responsabilidade. Muitos a encaram como alternativa para a solidão. Psicologicamente, alguns acham que existe um senso de fracasso pessoal menor quando um casal “se separa” do que quando um casamento falha. E existem os que acham sinceramente que se tratam mutuamente com mais consideração quando não existe nenhum laço legal a respeitar.
Contudo, será que viver juntos sem se casar sempre produz o senso de realização e felicidade esperados? De modo geral, contribui para um estilo de vida melhor do que o faz o casamento? Pese cuidadosamente o caso duma mulher cuja experiência de modo algum é incomum entre os que escolhem este estilo de vida.
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Aprender por meio de dolorosa experiênciaDespertai! — 1981 | 22 de julho
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Aprender por meio de dolorosa experiência
A narrativa seguinte é de uma mãe na Austrália que, após o fracasso de seu casamento, tentou outra coisa.
EU VIVIA com um homem por quase três anos sem o benefício dum casamento. Com que resultado? Posso afirmar honestamente que, emocional e psicologicamente, foram os três piores anos de minha vida.
Entramos na nossa relação com a mesma idéia que a maioria das pessoas hoje parecem ter, ou seja, ‘gato escaldado tem medo de água fria’ e ‘não se conhece a pessoa até que se viva com ela’. Assim, caso as coisas não dessem certo eu achava que seria mais fácil romper o relacionamento do que percorrer o caminho do divórcio através dos tribunais.
A Insegurança Causa Problemas
São tais pensamentos, porém, que causam problemas. Logo de início, os sentimentos de insegurança são criados. Como pode sentir-se seguro se nem sequer sabe se a outra pessoa estará ainda ao seu lado na mesma hora no ano que vem, ou até mesmo no próximo mês?
Um relacionamento de fato traz consigo tal impressão de que é temporário. Existe sempre o temor de que poderá aparecer uma terceira pessoa e que o relacionamento poderá se deslocar para esta pessoa tão facilmente como foi no caso do atual relacionamento. De modo que aquela horrível emoção destrutiva, o ciúme, está sempre presente, pronta para se manifestar.
Outros Problemas
Sim, existe sempre a tensão. Você não pode nem mesmo se descontrair, pois está sempre alerta para não dizer ou fazer qualquer coisa que poderá afastar a outra pessoa. Sente medo, porque uma discussão quase sempre terminará com um dos dois fazendo chantagem emocional e dizendo: ‘Eu vou embora.’
Tal expressão de fato foi meu maior problema. Fez-me sentir valendo pouco e custou meu auto-respeito cada vez que por alguma questão de formalidade, o que acontecia quase sempre, eu tinha que explicar que eu era uma esposa de fato. Desejava desesperadamente explicar que eu realmente não era uma pessoa imoral, que não era do tipo que passava de homem para homem. Mas, naturalmente, eu era imoral, não importa se vivesse apenas com um homem ou com vários, e minha consciência me perturbou muito.
Os problemas psicológicos também começaram. Manifestavam-se em depressão, sentimento de inutilidade e, eventualmente, de auto-destruição. Mesmo agora, cinco anos depois de terminado tal relacionamento, sinto-me tão envergonhada e impura que gostaria de apagar para sempre as memórias em minha mente. Mas, sou incapaz, porque, conforme diz o Criador, ‘nós colhemos o que semeamos’. Eu tenho uma lembrança diária na forma de meu filhinho, que foi o resultado desta última união.
Não apenas tenho esta lembrança física, mas, também, quando ele nasceu, por sua causa eu mudei meu nome para o de seu pai. Eu achei que poderia proteger tanto a ele como a meus dois filhos de meu casamento original contra o preconceito. Superficialmente, parece como se eu tivesse casado duas vezes. Mas serve apenas para me fazer sentir desonesta cada vez que sou chamada por esse nome.
Em Retrospecto
Voltando ao passado, compreendo que fiz muito mais do que prejudicar minha própria reputação. Coloquei meus três filhos numa posição que os deixou vulneráveis a ataques por parte de outras crianças na escola, tudo por causa da moral da mãe deles, a qual, naturalmente, eles não poderiam negar. Isto também deve tê-los feito sentirem-se envergonhados.
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Pesando a alternativaDespertai! — 1981 | 22 de julho
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Pesando a alternativa
A MAIORIA das pessoas concorda que experiências tais como a precedente realmente acontecem. Mas apontam para o fato de que muitos casamentos também estão cheios de problemas e ansiedades.
Isto certamente é verdade. O crescente número de divórcios em quase todos os países da terra é uma evidência disto.
Contudo, significa isto que viver juntos sem se casar é mais suportável e um melhor caminho para a felicidade?
Qual É mais Forte?
Afirma-se que um relacionamento espontâneo é mais forte do que um relacionamento imposto. Mas, qual é, realmente, mais forte: um que tem o compromisso de durar apenas um dia por vez até que surja alguma coisa que a pessoa não queira enfrentar? Ou um que esteja preparado para se ajustar às circunstâncias imprevistas e durar quanto tempo for possível?
Muitos dos problemas são os mesmos. Por exemplo, decisões a respeito de coisas tais como onde morar, quanta independência cada um deve ter, que tipo de práticas sexuais aceitar e se hão de ter filhos ou não, são comuns tanto para pessoas casadas como para as que vivem juntas sem se casarem.
Sem o compromisso do casamento, porém, ainda surgem outros problemas. Por exemplo, que itens de maior importância deveriam ser comprados e com o dinheiro de quem? Quem não deveria saber que não são casados e quem deveria saber? Que amigos pessoais podem convidar ao lar e como vão se apresentar aos outros? Como encarar os membros de sua própria família e os parentes mais achegados? Estas são apenas poucas das coisas que ficam mais difíceis sem o compromisso do casamento.
O Valor do Compromisso
Um professor de 28 anos que mais tarde casou-se com a mulher com a qual vivia disse: “Após vários anos comecei a sentir que eu vivia querendo me esquivar. Viver juntos não provia nenhuma base para planejar o futuro. . . . Não podíamos decidir comprar uma casa ou não, gastar nosso dinheiro em pomposas férias ou economizá-lo para constituir uma família. Agora, nenhum de nós está livre para pegar as coisas e ir embora, mas em troca podemos fazer planos.”
Uma escritora de 34 anos observou: “Talvez eu seja antiquada mas o compromisso do casamento me faz sentir mais segura. Eu tive tantos relacionamentos que terminaram com os homens simplesmente se apartando, que a preocupação quanto a se J— também faria o mesmo me tirou a energia do serviço. Eu amo a satisfação de ter admitido a nós mesmos e ao mundo que intencionamos ficar juntos.”
Realmente, o compromisso total no casamento não isenta as pessoas de problemas. Mas, ajuda as pessoas a se sentirem mais obrigadas a se empenhar em resolvê-los e a não admitirem o fracasso tão rapidamente. Conforme certo marido que discutia continuamente com sua companheira de quarto antes do casamento disse: “Desde que nos casamos estamos nos esforçando mais para não brigar. Ambos nos esforçamos. Temos compromisso, de modo que não faz sentido ficar brigando sobre isso. Antes, costumávamos sempre ameaçar romper o relacionamento mas não pensamos mais em fazer isto agora.”
A Dra. Nancy Clatworthy, da Universidade Estadual de Ohio (E.U.A.), descobriu que os casais que não viviam juntos antes de se casarem eram “um pouquinho mais felizes e mais bem sucedidos. Havia menos divórcios”. Um estudo de 211 casais na Austrália revelou que os que “coabitam consideram romper o relacionamento . . . com muito mais freqüência do que os casados”. O relatório observou que quando havia um menor compromisso em relação ao relacionamento existia “menor sentimento de afeição e amor entre os parceiros bem como menor fidelidade sexual ao parceiro do que existia entre os casados”.
Quando Há Filhos Envolvidos
Que tipo de relacionamento mostrou-se ser mais apropriado ao bem-estar mental e físico dos filhos? Sem sombra de dúvidas é o do tipo de um casamento estável com dois genitores que provêem afeição, apoio e instrução.
Muitos que vivem juntos sem se casar prometem que se casarão caso sua união resulte em gravidez. Mas, é uma gravidez não desejada um bom fundamento sobre o qual edificar um casamento? Quase na totalidade dos casos quando ocorre a gravidez o parceiro recusa-se a casar. É realmente um comportamento adulto estigmatizar um filho com a ilegitimidade?
As evidências mostram que, em geral, os filhos que sabem que seus pais não são casados, como nos casos dos que procedem de lares desfeitos, crescem não confiando nas pessoas. São menos capazes de formar relacionamentos permanentes e talvez sejam bastante cínicos a respeito do valor do amor.
Um pai e uma mãe amorosos influem muito no desenvolvimento e estabilidade da criança. O psiquiatra infantil inglês Arthur Graham disse: “Não descobrimos nenhuma maneira melhor para criar um filho do que no seio duma família e todos os nossos esforços deveriam ser concentrados em reforçar as habilidades dos pais em realizar a tarefa.”
As indicações apontam todas para uma só conclusão: quanto maior for o compromisso, tanto mais provavelmente o relacionamento será bem sucedido para todos os envolvidos. Mas, por que é isto assim?
Uma Razão Mais Profunda
Existe uma razão mais profunda que faz o casamento ser o melhor arranjo para todos os envolvidos e porque, conforme disse o Dr. Graham, “não descobrimos nenhuma maneira melhor para criar um filho do que no seio duma família”. Isto tem a ver com a nossa constituição.
Obviamente, a mente e as emoções humanas são coisas muito complexas. Quem, então, deve dizer como funcionam melhor no relacionamento masculino-feminino bem como quando existem filhos envolvidos?
Bem, não estaria o Criador do homem e da mulher, aquele que projetou a faculdade da produção de filhos, em melhores condições de saber? Efetivamente, o Criador dos dois sexos pode nos informar por que ele os fez e como um relacionamento entre eles pode funcionar melhor.
Assim, quando lemos na Bíblia que Deus ‘os criou macho e fêmea’ podemos estar certos de que havia um objetivo por detrás disto. (Gên. 1:27) Um objetivo era o companheirismo e o outro envolvia a produção de descendentes, visto que se fala da parte feminina como sendo “um complemento” do varão. (Gên. 2:18) Seria o relacionamento deles na base da experiência? Não, responde a Palavra do Criador: “O homem deixará seu pai e sua mãe, e tem de se apegar à sua esposa, e eles têm de tornar-se uma só carne.” (Gên. 2:24) Tal relacionamento marital estável iria, mais adiante, prover a melhor atmosfera para criar filhos. — Gên. 1:28; Efé. 6:4.
Sim, Deus criou dois sexos e pretendia que se unissem em casamento honroso e se apegassem um ao outro a fim de constituir família. Certamente é assim, pois Jesus Cristo mais tarde disse: “Todo aquele que se divorciar de sua esposa, exceto em razão de fornicação, e se casar com outra, comete adultério.” (Mat. 19:9) A Bíblia acrescenta: “Pois isto é o que Deus quer . . . que vos abstenhais de fornicação.” — 1 Tes. 4:3.
Portanto, viver juntos sem assumir um compromisso perante testemunhas e providenciar que isto seja adequadamente registrado significa simplesmente que o casal está vivendo em fornicação. Tal união ilícita não pode ser abençoada por Deus e não pode resultar numa boa consciência da parte daqueles que desejam fazer o que é correto. — 1 Cor. 6:9, 10; Rev. 21:8; 22:15.
Alguns talvez achem que as leis de moral de Deus os privam de vários prazeres na vida. Mas este não é o caso, em absoluto. Suas leis foram feitas para o bem dos humanos, não para privá-los de alguma felicidade. O enorme aumento de doenças venéreas, gravidezes indesejadas, abortos e angústia provenientes dum irresponsável desrespeito às leis morais de Deus mostra que zombar das leis de Deus não resulta num bem duradouro para os humanos.
Ainda assim, se o casamento é um arranjo de Deus, por que tantas pessoas casadas passaram por tal angústia, especialmente em nossa geração? O que se exige a fim de que o casamento seja bem sucedido?
[Destaque na página 6]
A evidência mostra que, em geral, os filhos que sabem que seus pais não são casados crescem não confiando nas pessoas!
[Destaque na página 7]
As indicações apontam todas para uma só conclusão: quanto maior for o compromisso, tanto mais provavelmente o relacionamento será bem sucedido para todos os envolvidos.
[Destaque na página 7]
Jesus Cristo disse: “Todo aquele que se divorciar de sua esposa, exceto em razão de fornicação, e se casar com outra, comete adultério.”
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Fazer o casamento dar certoDespertai! — 1981 | 22 de julho
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Fazer o casamento dar certo
VISTO que o arranjo do casamento se originou de nosso Criador, por que tantos fracassam? O que podem fazer as pessoas que realmente querem que seu casamento dê certo?
As causas fundamentais dos fracassos matrimoniais podem ser encontradas em duas áreas. A mais básica é quando um dos parceiros conjugais ignora as leis e os princípios para a felicidade marital que Deus nos forneceu no seu guia inspirado, a Bíblia. — 2 Tim. 3:16, 17.
Alguns, porém, objetarão, dizendo: ‘Ora, a Bíblia já existe nos países “cristãos” há séculos e isto não impediu os fracassos matrimoniais!’
Isto é verdade. Existe, contudo, uma grande diferença entre possuir alguma coisa e em usá-la. Você poderá ter diante de si a mais nutritiva refeição do mundo, mas, se não a comer, nenhum benefício trará ao seu corpo. Similarmente, apenas possuir a Bíblia, lê-la e citá-la não significa que a pessoa esteja vivendo em harmonia com ela. Assim, quando souber de um casamento que falhou tenha certeza de que houve uma falha da parte de um cônjuge ou de ambos em pôr em prática as leis e os princípios de Deus que regem o casamento.
Até mesmo as pessoas que não lêem a Bíblia mas que inintencionalmente seguem um padrão semelhante ao dela são mais bem sucedidas no casamento. Mas, contar com a possibilidade de encontrar acidentalmente a chave para o bom êxito no casamento é como estar a bordo dum navio sem capitão e sem leme e esperar que ele por acaso vá se dirigir ao destino desejado. O que se precisa para se chegar até onde queremos chegar é de um capitão experiente e de um leme no qual se possa confiar. Similarmente, no que concerne às relações humanas Deus é o personagem mais experiente do universo e suas diretrizes são incomparavelmente as mais dignas de confiança.
Entender as Atribuições
O bom êxito no casamento começa por se entender que Deus criou o homem e a mulher com atribuições um tanto diferentes, contudo, complementares. Podemos comparar isto a um serrote e a um martelo. Têm diferentes funções mas ambos são necessários para se construir bem alguma coisa.
O homem foi criado para o papel da liderança ou chefia e ele está obrigado perante Deus a exercê-la dum modo que reflita as próprias qualidades de Deus. (Efé. 5:1, 2, 23; 1 Cor. 11:3) Onde não existe uma adequada chefia imperam a discórdia e a confusão. Infelizmente, muitos homens abandonaram sua atribuição, e suas esposas se sentem conseqüentemente frustradas. Às vezes, contudo, o problema reside na esposa que é muito agressiva e competitiva e que deseja usurpar o papel do marido. Mas, quando cada um coopera na sua atribuição designada por Deus uma grande harmonia pode resultar.
Tampouco ter diferentes atribuições faz um cônjuge ser inferior. É um copo de água inferior ou superior em valor a um prato com boa comida? Ambos são necessários para a vida. Executam diferentes papéis mas cooperam juntos em favor do bem-estar do organismo. De modo semelhante, quando o marido assume a apropriada liderança e a esposa coopera e apóia sua chefia, um bom fundamento é colocado.
Contudo, o marido que deseja um casamento feliz não fará com que sua atribuição de ser o cabeça signifique que possa agir como um ditador. Tal atitude produzirá apenas a hostilidade na esposa. Nunca foi a intenção de Deus que o marido oprimisse sua esposa ou reduzisse a vida dela a uma condição de escrava. Ao contrário, a norma de Deus é: “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos” estando dispostos a fazer sacrifícios em favor delas. — Efé. 5:25, 28.
Sem dúvida, o “esquema” de Deus para um casamento bem-sucedido diz: “Vós, maridos, continuai a morar com elas da mesma maneira, segundo o conhecimento, atribuindo-lhes honra como a um vaso mais fraco, o feminino.” (1 Ped. 3:7) Isto significa ter consideração para com as opiniões dela, seus gostos e desgostos e não a rebaixar ou embaraçar. Tal consideração precisa também ser estendida ao aspecto sexual do casamento. Quando um marido se esforça arduamente para ser tal tipo apropriado de “cabeça”, neste caso sua esposa não considerará uma carga ser submissa, caso ela tenha o ponto de vista correto.
A esposa que faz a sua parte incentiva grandemente o esposo a ser um bom cabeça. Se ela for humilde e submissa, pedir-lhe sugestões, não competir com ele, não o rebaixando nem mesmo quando ele comete erros e o consultar antes de fazer decisões maiores, neste caso ela contribuirá para que o papel dele seja mais fácil e prazeroso. (Efé. 5:22, 33) Certa esposa que começou a fazer um verdadeiro esforço para cooperar neste sentido disse: “Dificilmente posso crer na diferença. Há poucos meses eu e meu marido estávamos a ponto de nos separar. Atualmente, porém, bem — estamos como que em lua-de-mel, e melhor ainda.”
Naturalmente, existem muito mais coisas envolvidas para ser bem sucedido no casamento. Por exemplo, existe a necessidade de aprender como lidar com as imperfeições e os erros humanos, como permitir que o livre-arbítrio seja apropriadamente expresso e como resolver problemas maritais que surgem. Todos estes assuntos podem ser tratados com bom êxito por se aplicar as diretrizes que Deus nos deu.a
Estar Cônscio da Época
Conforme observado, não seguir as orientações de Deus para o casamento é uma causa fundamental dos fracassos matrimoniais. Atualmente existe, porém, outro fator contribuinte. Relaciona-se com onde nos encontramos na corrente do tempo.
A Bíblia claramente identifica esta geração como estando em seus “últimos dias” acarretando “tempos críticos, difíceis de manejar”. A profecia em 2 Timóteo 3:1-5 mostra que a nossa época seria caracterizada por pessoas ‘amantes de si mesmas, soberbas, ingratas, desleais, sem afeição natural, não dispostas a acordos, sem autodomínio, traidoras, teimosas, enfunadas de orgulho, mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus’. As notícias diariamente confirmam o cumprimento desta profecia.
De modo que à medida que nos aproximamos do fim deste atual sistema de coisas insatisfatório, o comportamento humano se torna progressivamente pior. Portanto, geram-se grandes pressões. Isto afeta o casamento à medida em que os cônjuges muitas vezes descarregam um no outro as suas frustrações.
Vidas em Paz e Felicidade Na Nova Ordem de Deus
De grande ajuda aqui é ter conhecimento acurado da Bíblia, conhecimento que mostra que Deus em breve dará fim a este sistema e o substituirá por uma nova ordem sob sua direção, uma na qual “há de morar a justiça”. (2 Ped. 3:13) A Bíblia mostra que nessa nova ordem as pessoas serão capazes de construir uma vida de paz e felicidade de qualidade tal que atualmente só se pode sonhar a respeito. — Rev. 21:4, 5.
Assim, aqueles que conhecem o propósito de Deus de estabelecer em breve uma nova ordem e que são fortalecidos com suas orientações para o casamento obtêm melhores resultados no casamento do que quaisquer outras pessoas na terra. São melhor protegidos contra muitas angústias conjugais agora e podem confiante e otimistamente aguardar para o futuro uma vida na nova ordem de Deus onde todos os problemas humanos encontrarão soluções satisfatórias. — Sal. 145:16.
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