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Jeremias, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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B. Queimado templo, demolidas muralhas, no décimo dia, quinto mês, do décimo nono ano de Nabucodonosor; Zedequias é cegado e levado para Babilônia, povo é exilado, deixados humildes (52:8-16)
C. Inventário dos bens do templo levados para Babilônia (52:17-23)
D. Sacerdote principal e outros homens de destaque executados em Ribla (52:24-27)
E. Recapitulação de todos os exilados levados por Nabucodonosor em seu sétimo, décimo oitavo e vigésimo terceiro anos (52:28-34)
F. No trigésimo sétimo ano de seu exílio, Joaquim é liberto da prisão, mas mantido em Babilônia (52:31-34)
Veja o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 119-124.
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JericóAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JERICÓ
[talvez, cidade da lua, ou lugar de fragrância]. A primeira cidade Cananéia a O do Jordão a ser conquistada pelos israelitas. (Núm. 22:1; Jos. 6:1, 24, 25) Ê identificada com Tel es-Sultan, c. 23 km a NE de Jerusalém. A vizinha Tulul Abu el-‘Alayiq é considerada o local da Jerico do primeiro século. Situada c. 240 m abaixo do nível do mar, no vale do Jordão, Jericó apresenta um clima subtropical. Atualmente, laranjas, bananas e figos são cultivados nessa área e, como antigamente, ainda vicejam ali as palmeiras.
PRIMÍCIAS DA CONQUISTA DE ISRAEL
No fim de sua peregrinação de quarenta anos pelo deserto, os israelitas chegaram às planícies de Moabe. Ali, defronte de Jericó, Moisés subiu ao monte Nebo e contemplou a Terra Prometida, incluindo Jericó, “a cidade das palmeiras”, e sua planície. — Núm. 36:13; Deut. 32:49; 34:1-3.
Após a morte de Moisés, Josué enviou dois espias a Jericó. Ocultados por Raabe, evitaram ser pilhados, e, depois disso, fugiram da cidade por meio de uma corda que descia da janela da casa dela, situada no topo do muro de Jericó. Por três dias, os dois homens se esconderam na região montanhosa vizinha, após o que atravessaram a vau o Jordão e voltaram ao acampamento israelita. — Jos. 2:1-23.
Profundo deve ter sido o temor sentido pelo rei de Jericó e seus habitantes, ao ouvirem falar, ou testemunharem, o miraculoso represamento do Jordão em enchente, habilitando os israelitas a atravessar o rio a pé enxuto. Depois disso, embora os varões israelitas fossem circuncidados e tivessem de se recuperar dos efeitos disto antes de ficarem em boa situação para se defenderem, ninguém ousou atacá-los em Gilgal. Sem serem perturbados, os israelitas também observaram a Páscoa na planície desértica de Jericó. — Jos. 5:1-10.
Mais tarde, perto de Jericó, apareceu a Josué um príncipe angélico que esboçou a tática que deviam empregar para tomarem a cidade, com seus acessos então rigorosamente bloqueados por causa dos israelitas. Obedientemente, uma vez por dia, durante seis dias, a força militar israelita avançou, seguida por sete sacerdotes que tocavam continuamente suas buzinas, atrás dos quais seguiam os sacerdotes que transportavam a Arca e, por fim, a retaguarda — todos marchando ao redor de Jericó. Mas, no sétimo dia, marcharam sete vezes em volta da cidade. Ao serem tocadas as trombetas, na marcha final em torno de Jericó, o povo soltou grande brado de guerra, e os muros da cidade começaram a cair rente ao solo. — Jos. 5:13 a 6:20.
Os israelitas lançaram-se então para dentro de Jericó, devotando à destruição os habitantes e todos os animais domésticos dela. Mas, por causa da bondade demonstrada por Raabe ao ocultar os espias, ela e seus parentes, seguros na casa dela, no topo da parte do muro que não caíra, foram preservados vivos. Incendiou-se toda a cidade, apenas seu ouro e sua prata sendo entregues ao santuário de Jeová. (Jos. 6:20-25) No entanto, um israelita, Acã, roubou uma barra de ouro, alguma prata e um manto de excelente qualidade, e então ocultou tais itens sob sua tenda. Desta forma, trouxe a morte sobre si e toda a sua família. — Jos. 7:20-26.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS POSTERIORES
A cidade destruída de Jericó dali em diante tornou-se parte do território de Benjamim, fronteiriço ao de Efraim e de Manassés. (Jos. 16:1, 7; 18:12, 21) Não muito depois disso, algum tipo de povoado surgiu, pelo que parece, naquele sítio. Foi capturado pelo Rei Eglom, de Moabe, e permaneceu sob seu controle durante dezoito anos. (Juí. 3:12-30) Na época do Rei Davi, continuava a existir um povoado em Jericó. (2 Sam. 10:5; 1 Crô. 19:5) Mas não foi senão no reinado de Acabe que Hiel, o betelita, reconstruiu realmente Jericó. A maldição profética proferida por Josué, mais de 500 anos antes, foi então cumprida, Hiel perdendo seu primogênito, Abirão, quando lançava o alicerce, e Segube, seu filho caçula, quando colocava as portas. — Jos. 6:26: 1 Reis 16:34.
No decorrer deste mesmo período geral, alguns dos “filhos dos profetas” moravam em Jericó. (2 Reis 2:4, 5) Depois que Jeová levou num vendaval o profeta Elias, Eliseu permaneceu em Jericó por certo tempo e curou o suprimento de água dessa cidade. (2 Reis 2:11-15, 19-22) A água de Ain es-Sultan (tradicionalmente, a fonte que Eliseu curou) tem sido descrita como doce e agradável, e irriga os jardins da moderna Jericó.
Após a queda de Jerusalém, em 607 AEC, o Rei Zedequias fugiu na direção de Jericó, mas foi alcançado e capturado pelos babilônios nas planícies desérticas de Jericó. (2 Reis 25:5; Jer. 39:5; 52:8) Após a libertação do exílio babilônico, 345 “filhos de Jericó” achavam-se entre os que voltaram com Zorobabel, em 537 AEC, e, pelo que parece, fixaram-se em Jericó. (Esd. 2:1, 2, 34; Nee. 7:36) Mais tarde, alguns dos homens de Jericó ajudaram a reconstruir os muros de Jerusalém. — Nee. 3:2.
Perto do fim do ano 32, e o começo de 33 EC, Jericó figurou no ministério de Jesus. Perto desta cidade, Jesus Cristo curou a vista do cego Bartimeu e de seu companheiro. (Mar. 10:46; Mat. 20:29; Luc. 18:35; veja BARTIMEU ). Em Jericó, Jesus também conheceu Zaqueu e, depois disso, tornou-se seu hóspede. (Luc. 19:1-7) Anteriormente, na Judéia, quando proferia sua ilustração sobre o prestimoso samaritano, Jesus fez alusão à estrada que ia de Jerusalém a Jericó. (Luc. 10:30) Esta estrada, segundo antigo testemunho histórico, vivia sob o terror dos assaltantes.
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JeroboãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JEROBOÃO
[(que) o povo se torne numeroso]. Dois reis de Israel, cujos reinados distanciavam-se em uns 130 anos.
1. Primeiro rei do reino de Israel, de dez tribos. Filho de Nebate, um dos oficiais de Salomão no povoado de Zereda; da tribo de Efraim. Pelo que consta, Jeroboão perdeu o pai em tenra idade, sendo criado por Zerua, sua mãe enviuvada. — 1 Reis 11:26.
Quando Salomão observou que Jeroboão não era somente um homem valente e poderoso, mas era também um trabalhador árduo, este foi colocado como encarregado da força de trabalho compulsório da casa de José. (1 Reis 11:28) Subseqüentemente, Aijá, profeta de Deus, chegou-se a ele com notícias surpreendentes. Depois de rasgar sua roupa nova em doze pedaços, o profeta disse a Jeroboão que tomasse dez deles em símbolo de como Jeová rasgaria em duas partes o reino de Salomão e faria de Jeroboão o rei sobre dez tribos. Esta, contudo, devia ser somente uma divisão governamental e não também um afastamento da adoração verdadeira, centralizada no templo em Jerusalém, a capital do reino meridional. Assim, Jeová garantiu a Jeroboão que Ele abençoaria e faria prosperar o reinado dele, e edificaria para ele uma casa duradoura de sucessores, caso ele guardasse as leis e os mandamentos de Deus. — 1 Reis 11:29-38.
Foi possivelmente ao tomar conhecimento destes eventos que Salomão tentou matar Jeroboão. No entanto, Jeroboão fugiu para o Egito, e ali, sob a guarida do faraó Sisaque, permaneceu até a morte de Salomão. — 1 Reis 11:40.
As notícias da morte de Salomão, em 997 AEC, fizeram Jeroboão retornar prontamente à sua terra natal, onde juntou-se ao seu povo em exigir que Roboão, filho de Salomão, amainasse suas cargas, caso desejasse ter o apoio deles para sua nova realeza. Roboão, porém, rejeitou as boas recomendações dos conselheiros mais velhos em favor das oferecidas pelos seus companheiros mais jovens, que lhe disseram que devia aumentar a carga de trabalho do povo. As dez tribos responderam a tal dureza por fazerem de Jeroboão o rei delas. Em realidade, este “desenvolvimento se deu da parte de Jeová, a fim de que pudesse deveras executar a sua palavra, que Jeová falara por intermédio de Aijá”. — 1 Reis 12:1-20; 2 Crô. 10:1-19.
O Rei Jeroboão, recém-empossado, imediatamente passou a realizar muitas construções em Siquém, como sua capital real, e, a E de Siquém, do outro lado do Jordão, fortificou o povoado de Penuel (Peniel), local em que Jacó havia lutado com um anjo. (1 Reis 12:25; Gên. 32:30, 31) Ao ver seus súditos afluir ao templo de Jerusalém, para adoração, Jeroboão imaginou que, com o tempo, poderiam transferir sua lealdade para Roboão, e daí o matariam. Assim, decidiu pôr um fim a isto por estabelecer uma religião centralizada em dois bezerros de ouro, que ele colocou, um em Betei, ao S, e o outro em Dã, ao N. Também estabeleceu seu próprio sacerdócio não-arônico, composto daqueles que, dentre o povo em geral, dispunham-se a alcançar tal cargo por oferecer um touro e sete cordeiros. Estes então serviam “para os altos, e para os demônios caprinos, e para os bezerros que tinha feito”. Jeroboão também inventou ‘dias santos’ especiais, e, pessoalmente, liderou o povo em sacrificar a seus deuses recém-criados. — 1 Reis 12:26-33; 2 Reis 23:15; 2 Crô. 11: 13-17; 13:9.
Em uma de tais ocasiões, quando Jeroboão estava prestes a oferecer fumaça de incenso sacrificial em seu altar em Betel, o espírito de Jeová fez com que certo homem de Deus censurasse o rei por sua detestável idolatria, e, quando o rei ordenou que agarrassem a este servo de Deus, o altar rompeu-se em dois, espalhando suas cinzas, e a mão do rei se secou. Não foi senão depois que o homem de Deus aplacou a ira de Jeová que a mão do rei foi restaurada, mas mesmo depois disso Jeroboão continuou em seu desafio blasfemo a Jeová. (1 Reis 13:1-6, 33, 34) A introdução da adoração do bezerro, por ele promovida, constituía os “pecados de Jeroboão”, pecados dos quais outros reis israelitas se tornaram também culpados por perpetuarem esta adoração apóstata. — 1 Reis 14:16; 15:30, 34; 16:2, 19, 26, 31; 22:52; 2 Reis 3:3; 10:29, 31; 13:2, 6, 11; 14:24; 15:9, 18, 24, 28; 17:21-23.
No décimo oitavo ano do reinado de Jeroboão, morreu Roboão, mas a guerra que tinha começado entre essas duas nações prosseguiu durante o reinado de três anos do filho de Roboão, Abijão (Abias), que o sucedeu. (1 Reis 15:1, 2, 6; 2 Crô. 12:15) Em certa ocasião, Abias juntou 400.000 homens para batalhar contra as forças de Jeroboão, que tinham o dobro do seu tamanho. Apesar das forças superiores de Jeroboão, e de sua astuta estratégia de emboscadas, foi fragorosamente derrotado. Perdeu 500.000 homens e
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