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SicômoroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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sicômoros (sicômoros-figueiras) eram evidentemente abundantes no Egito, por ocasião das dez pragas, e continuam sendo uma fonte de alimento ali, hoje em dia. (Sal. 78:47) A madeira é um tanto macia e porosa, e bem inferior à do cedro, mas era muito durável e muito usada em construção. (Isa. 9:10) Têm-se encontrado caixões de múmias, feitos de sicômoros, nos túmulos egípcios, e ainda se acham em boas condições, depois de cerca de 3.000 anos.
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Sicômoro-figueiraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SICÔMORO-FIGUEIRA
Veja SICÔMORO.
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SidimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SIDIM
[vale dos campos], BAIXADA DE. Um vale vinculado na Escritura com o mar Salgado (Morto). (Gên. 14:3) Ali, nos dias de Abraão, os reis rebeldes de Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Zoar batalharam com o elamita Rei Quedorlaomer e seus três aliados mesopotâmios. Derrotados, os reis de Sodoma e Gomorra fugiram, apenas para ver algumas de suas tropas caírem nos “poços e mais poços de betume” que permeavam a área. — Gên. 14:4, 8-10.
A baixada de Sidim é geralmente identificada com a seção parecida a uma baia do mar Morto ao S da península de Lisan. Tendo sido provavelmente outrora um vale fértil, pelo visto foi mais tarde submersa, talvez devido a uma atividade sísmica ou devido à alterações topográficas que resultaram da destruição, por parte de Deus, de Sodoma, Gomorra e do inteiro distrito. (Gên. 19:24, 25) De tempos a tempos, pedaços de matéria betuminosa ainda sobem à superfície das águas rasas dali. — Veja MAR SALGADO.
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Sídon, SidôniosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SÍDON, SIDÔNIOS
O primogênito de Canaã, Sídon, foi o progenitor dos sidônios. A cidade portuária de Sídon recebeu tal nome por causa do seu antepassado, e por muitos anos constituía a principal cidade dos fenícios, como os gregos chamavam os sidônios. Atualmente a cidade é conhecida como Saída.
Uma colônia de sidônios também se fixou a c. 35 km ao S de Sídon e chamou o local de Tiro. Com o tempo, Tiro ultrapassou Sídon em muitos sentidos, mas ela jamais perdeu inteiramente sua identidade como povoado sidônio. O rei de Tiro era às vezes chamado de “rei dos sidônios” (1 Reis 16:31) e, com frequência, Tiro e Sídon são mencionadas juntas nas profecias. (Jer. 25:22; 27:3; 47:4; Joel 3:4; Zac. 9:2) Entre as duas cidades situava-se Sarefá, “que pertence a Sídon”, e onde Elias foi alimentado por uma viúva durante um período prolongado de fome. — 1 Reis 17:9; Luc. 4:25, 26.
Originalmente, Sídon era considerada o limite N das nações cananéias. (Gên. 10:19) Depois de Josué ter vencido os reis da Canaã setentrional (que foram perseguidos tão ao N quanto a “populosa Sídon”), a terra foi dividida entre as nove tribos e meia que ainda não tinham recebido nenhuma consignação. Naquela época, a terra sob o controle de Sídon ainda precisava ser tomada. (Jos. 11:8; 13:2, 6, 7; Núm. 32:33) Aser recebeu as planícies costeiras logo ao S de Sídon, e, conforme tinha sido profetizado, o território de Zebulão jazia ‘com sua parte remota voltada para Sídon’, isto é, na parte N da Terra Prometida. (Jos. 19:24, 28; Gên. 49:13) Os aseritas, contudo, em vez de expulsarem os sidônios do território que Deus lhes dera, contentaram-se em fixar-se entre eles. (Juí. 1:31, 32; 3:1, 3) No período dos juízes, a tribo de Dã anexou Laís, possivelmente uma colônia sidônia, e lhe deu o nome de Dã. A conquista foi realizada com aparente facilidade, pois o povo se manteve “sossegado e insuspeitoso”, assim sendo, despreparado para tal ataque. (Juí. 18:7, 27-29) Sídon também é mencionada em conexão com o recenseamento feito nos dias de Davi. — 2 Sam. 24:6.
Uma cidade portuária favorecida com dois dos poucos portos da costa fenícia, Sídon tornou-se um grande centro de intercâmbio comercial em que caravanas terrestres se encontravam e trocavam suas mercadorias por itens trazidos em navios que singravam pelas rotas marítimas do Mediterrâneo. Entre os sidônios havia ricos mercadores, marujos peritos e robustos remadores. (Isa. 23:2; compare com Ezequiel 27:8, 9.) Os sidônios também eram famosos por sua arte na fabricação de vidros e perfumes, em sua tecelagem e no tingimento de tecidos. Também eram famosos por sua habilidade como cortadores e transportadores de madeira. — 1 Reis 5:6; 1 Crô. 22:4; Esd. 3:7.
A RELIGIÃO SIDÔNIA E SUAS CONSEQUÊNCIAS
Quanto à religião, os sidônios eram depravados, sendo parte destacada de sua adoração as orgias sexuais lascivas relacionadas com a deusa Astorete. Os israelitas, ao permitirem que os sidônios continuassem entre eles, foram por fim enlaçados a adorar os deuses falsos deles. (Juí. 10:6, 7, 11-13) Algumas das esposas estrangeiras com que Salomão se casou eram sidônias, e elas fizeram com que o rei fosse atrás da repugnante deusa da fertilidade, Astorete. (1 Reis 11:1, 4-6; 2 Reis 23:13) O Rei Acabe também fez o que era mau aos olhos de Jeová por se casar com Jezabel, a filha dum rei sidônio. Jezabel, por sua vez, promoveu zelosamente a adoração falsa em Israel. — 1 Reis 16:29-33; 18:18, 19.
Fez-se que os sidônios bebessem do furor de Jeová, primeiro por ouvirem as pronunciações de Seus profetas, e, mais tarde, por sofrerem a destruição às mãos dos babilônios e de outros. (Isa. 23:4, 12; Jer. 25:17, 22; 27:1-8; 47:4; Eze. 28:20-24; 32:30; Joel 3:4-8; Zac. 9:1-4) A história secular relata que os impérios de Babilônia, da Pérsia, da Grécia e de Roma dominaram, cada um por sua vez, a Sídon.
A HISTÓRIA DOS SIDÔNIOS DURANTE O PRIMEIRO SÉCULO EC
Não obstante todas as formas corruptas de adoração dos sidônios, eles não eram tão repreensíveis como o obstinado Israel. Assim sendo, Jesus disse que haveria mais tolerância, no Dia do Juízo, para o povo de Sídon do que para aqueles judeus de Corazim e Betsaida, que rejeitaram a Jesus como o Messias. (Mat. 11:20-22; Luc. 10:13, 14) Algum tempo depois, quando Jesus percorria o distrito em torno de Sídon, uma mulher fenícia demonstrou fé nele. (Mat. 15:21-28; Mar. 7:24-31) Contudo, as ‘multidões’ que Jesus tinha curado anteriormente, entre as quais havia alguns das redondezas de Tiro e Sídon, se constituíam sem dúvida, em sua maioria, de judeus ou de prosélitos. (Mar. 3:7, 8; Luc. 6:17) Em sua primeira viagem a Roma como detento, Paulo obteve permissão de visitar os irmãos em Sídon. — Atos 27:1, 3.
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SifráAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SIFRÁ
Veja PARTEIRA.
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Silas, SilvanoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SILAS, SILVANO
Um membro destacado da congregação cristã do primeiro século em Jerusalém, sendo um profeta e um companheiro de Paulo em sua segunda viagem missionária. Pelo visto, era cidadão romano. (Atos 15:22, 26, 27, 32, 40; 16:19, 25, 37, 38) Provavelmente o nome “Silvano”, que é encontrado nas cartas de Paulo e de Pedro, era a forma latinizada do nome grego “Silas”, empregado por Lucas nos Atos.
A congregação em Jerusalém escolheu Silas para acompanhar Barnabé e Paulo em sua volta a Antioquia, na Síria, a fim de levarem para a congregação ali situada a decisão a respeito da circuncisão. — Atos 15:22, 30-32.
Não se tem certeza se Silas permaneceu na vizinhança de Antioquia, ou se retornou a Jerusalém. [Alguns manuscritos incluem Atos 15:34, que reza: “Mas pareceu bem a Silas ficar ali.” (Al) Mas os manuscritos mais destacados (Mss. Sinaítico, Vaticano N.° 1209 e Alexandrino) omitem este versículo.] (Atos 15:33, nota da NM, ed. 1950, em inglês) De qualquer forma, Silas estava em Antioquia no começo da segunda viagem missionária de Paulo. A partir dali, ele e Paulo viajaram para a Síria, daí para a Cilícia e para outras regiões da Ásia Menor, Timóteo se juntando a eles em Listra, e Lucas em Trôade.
Tendo Paulo sido convidado num sonho para passar à Macedônia, eles primeiro permaneceram em Filipos. Num mercado ali, Silas e Paulo foram espancados com varas, por ordem dos magistrados civis, e foram colocados em troncos, mas, enquanto oravam e entoavam cânticos durante a noite, foram libertos das correntes por meio dum terremoto, e as portas da prisão se abriram. O carcereiro ficou muito atemorizado e, ao escutar a Paulo e Silas, tornou-se cristão, cuidando dos ferimentos deles, resultantes do espancamento. — Atos 15:41 a 16:40.
Seu ministério obteve êxito em Tessalônica e em Beréia, onde Silas e Timóteo permaneceram temporariamente, enquanto Paulo prosseguia viagem para Atenas e Corinto. (Atos 17:1, 10, 14-16; 18:1) Quando Silas e Timóteo finalmente alcançaram Paulo em Corinto, eles continuaram a ajudar Paulo. Enquanto estavam ali, juntaram-se a Paulo na escrita das duas cartas para Tessalônica. (1 Tes. 1:1; 2 Tes. 1:1) Silas não é novamente mencionado na narrativa histórica das viagens de Paulo.
Alguns anos depois, por volta de 62-64 EC, Pedro escreveu sua primeira carta de Babilônia “por intermédio de Silvano”, querendo dizer evidentemente que Silvano atuava como secretário de Pedro. Ele foi ali descrito como “irmão fiel” e era, provavelmente, o Silvano que antes se associava com Paulo. — 1 Ped. 5:12.
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SiloAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SILO
Cidade situada no território de Efraim e ao “norte de Betel, para o leste da estrada principal que sobe de Betel a Siquém, e para o sul de Lebona”. (Juí. 21:19) A identificação sugerida de Silo (Khirbet Seilun, a c. 16 km ao NE de Betel) enquadra-se na descrição bíblica. O sítio ocupa uma colina e, excetuando-se um vale ao SO, é cercado por colinas mais elevadas.
Depois de o tabernáculo ser fixado em Silo (Jos. 18:1), dali se completou a consignação da terra aos israelitas. (Jos. 18:1 a 21:42) Depois da divisão da terra, as tribos a E do Jordão ergueram um altar junto àquele rio. Encarando isto como ato de apostasia, as demais tribos se reuniram em Silo para combatê-las. No entanto, quando foi explicado que o altar devia constituir-se num marco comemorativo de fidelidade a Jeová, mantiveram-se as relações pacificas entre elas. — Jos. 22:10-34.
Mais tarde, 12.000 valentes guerreiros de Israel empreenderam uma ação punitiva contra os habitantes de Jabes-Gileade por estes terem deixado de participar da luta contra os benjamitas. No entanto, 400 virgens de Jabes-Gileade foram trazidas a Silo, e, posteriormente, entregues aos benjamitas. Os benjamitas também foram instruídos a obter outras esposas dentre as filhas de Silo, levando-as à força, na ocasião em que tais mulheres participavam em danças de roda ligadas à festividade anual para Jeová, realizada em Silo. — Juí. 21:8-23.
Durante a maior parte do período abrangido no livro de Juízes — senão em todo ele — o tabernáculo permaneceu em Silo. (Juí. 18:31; 1 Sam. 1:3, 9, 24; 2:14; 3:21; 1 Reis 2:27) Pouco antes da morte do sumo sacerdote Eli, os israelitas, enquanto lutavam com os filisteus, removeram a Arca do tabernáculo e a transferiram para o campo de batalha, confiando que a presença dela lhes daria a vitória. Jeová, porém, permitiu que os filisteus capturassem a Arca. Como jamais voltou a Silo,
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