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Últimos DiasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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nesta profecia específica, o “fim dos dias” começou quando Davi se tornou rei.
ÚLTIMOS DIAS DO SISTEMA JUDAICO DE COISAS
Menos de três anos e meio antes de os não-judeus se tornarem parte da congregação cristã, o espírito de Deus foi derramado sobre fiéis discípulos judeus de Jesus Cristo. Nessa ocasião, Pedro explicou que isto se dava em cumprimento da profecia de Joel, afirmando: “‘E nos últimos dias’, diz Deus, ‘derramarei do meu espírito sobre toda sorte de carne, . . . E darei portentos em cima no céu e sinais em baixo na terra: sangue, e fogo, e fumaça brumosa; o sol será transformado em escuridão e a lua em sangue, antes de chegar o grande e ilustre dia de Jeová.’” (Atos 2:16-20) Neste caso, os “últimos dias” precediam o “grande e ilustre dia de Jeová”, “dia” este que, pelo visto, levava à terminação dos “últimos dias”. (Compare com Sofonias 1:14-18; Malaquias 4:5; Mateus 11:13, 14; veja Dia de Jeová.) Uma vez que Pedro falava aos judeus naturais e a prosélitos judaicos, as palavras dele deviam referir-se especialmente a eles e, evidentemente, indicavam que eles viviam nos “últimos dias” do então existente sistema judaico de coisas, com seu centro de adoração em Jerusalém. Anteriormente, o próprio Cristo Jesus predissera a destruição de Jerusalém e de seu templo (Luc. 19:41-44; 21:5, 6), que ocorreu em 70 EC.
Deve ter sido também com relação ao fim do sistema judaico de coisas que Cristo Jesus foi mencionado como surgindo e executando sua atividade “no fim dos tempos” ou “no fim destes dias”. (1 Ped. 1:20, 21; Heb. 1:1, 2) Isto é confirmado pelas palavras de Hebreus 9:26: “Mas agora ele [Jesus] se manifestou uma vez para sempre, na terminação dos sistemas de coisas, para remover o pecado por intermédio do sacrifício de si mesmo.”
ÚLTIMOS DIAS LIGADOS À APOSTASIA
As palavras “últimos dias”, ou expressões comparáveis, são por vezes utilizadas em relação com a apostasia que deveria ocorrer dentro da congregação cristã. Escreveu o apóstolo Paulo a Timóteo: “A pronunciação inspirada diz definitivamente que nos períodos posteriores de tempo alguns se desviarão da fé, prestando atenção a desencaminhantes pro-nunciações inspiradas e a ensinos de demônios.” (1 Tim. 4:1; compare com Atos 20:29, 30.) Numa carta posterior a Timóteo, Paulo considerou novamente este ponto, e falou de “últimos dias” futuros. Devido ao abandono da conduta correta por parte das pessoas naqueles tempos, estes deveriam ser “tempos críticos, difíceis de manejar”, ou, mais literalmente, ‘violentos tempos designados’. (Int) Depois de descrever em pormenores o proceder obstinado e as atitudes pervertidas que prevaleceriam entre as pessoas que vivessem naquele tempo, Paulo continuou: “Dentre estes surgem aqueles homens que se introduzem ardilosamente nas famílias e levam cativas mulheres fracas, sobrecarregadas de pecados, levadas por vários desejos, sempre aprendendo, contudo, nunca podendo chegar a um conhecimento exato da verdade.” (2 Tim. 3:1-7) Em seguida, Paulo contrastou tais pessoas corruptas com Timóteo, que tinha seguido de perto o ensino do apóstolo, e incentivou-o a ‘continuar nas coisas que ele aprendera e que fora persuadido a crer’. (2 Tim. 3:8-17; veja também 2 Timóteo 4:3-5.) Assim, pelo contexto, torna-se claro que o apóstolo informava Timóteo, bem de antemão, sobre futuras ocorrências entre os cristãos professos.
Similarmente, o apóstolo Pedro forneceu conhecimento antecipado aos co-cristãos sobre as pressões advindas de dentro da congregação: “Haverá falsos instrutores entre vós. Estes mesmos introduzirão quietamente seitas destrutivas e repudiarão até mesmo o dono que os comprou, trazendo sobre si mesmos uma destruição veloz. Outrossim, muitos seguirão os seus atos de conduta desenfreada.” (2 Ped. 2:1, 2) Esta mesma advertência é ecoada pelas palavras de Judas, incentivando os cristãos ‘a travar uma luta árdua pela fé’: “Quanto a vós, amados, recordai-vos das declarações feitas anteriormente pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo, de como vos costumavam dizer: ‘No último tempo haverá ridicularizadores, procedendo segundo os seus próprios desejos de coisas ímpias.’” — Judas 3, 17, 18.
Perto do fim do primeiro século EC, elementos apóstatas já se evidenciavam com clareza. É por isso que o apóstolo João pôde escrever: “Criancinhas, é a última hora, e, assim como ouvistes que vem o anticristo, já está havendo agora muitos anticristos; sendo que deste fato obtemos o conhecimento de que é a última hora.” (1 João 2:18) Esta “última hora” poderia referir-se apropriadamente à breve parte final do período apostólico, depois do que a apostasia floresceria plenamente.
A COLHEITA NA “TERMINAÇÃO DO SISTEMA DE COISAS”
No entanto, conforme Jesus Cristo predissera, a apostasia não abrangeu o inteiro conjunto de cristãos; os verdadeiros e leais seriam como o “trigo” associado ao “joio”. Depois de começar a presença invisível e em espírito de Cristo, e durante a “terminação do sistema de coisas” (então existente), devia tornar-se patente uma nítida separação e demarcação. O “joio”, “os filhos do iníquo”, devia ser ‘removido do reino do Filho do homem’. Esta purificação da verdadeira congregação cristã deixaria um campo apenas composto de trigo limpo; os falsos cristãos de imitação estariam fora da verdadeira congregação cristã. Ao passo que os ‘semelhantes ao joio’ seriam, por fim, lançados na “fornalha ardente”, os ‘semelhantes ao trigo’ ‘brilhariam tão claramente como o sol, no reino de seu Pai’. (Mat. 13:24-30, 37-43) Isto apontava definitivamente para a parte final do sistema de coisas sob o governo iníquo de Satanás, que precederia a destruição desse sistema.
Ademais, a ilustração sugeria que a apostasia daria seus plenos frutos de iniqüidade durante a “terminação do sistema de coisas” sob o controle de Satanás. Razoavelmente, portanto, nessa ocasião estariam em evidência, em grande escala entre os cristãos professos, as condições descritas pelos escritores das Escrituras Gregas Cristãs como assinalando os “últimos dias”. Haveria crescente anarquia e desobediência aos pais. As pessoas seriam “mais amantes de prazeres do que amantes de Deus, tendo uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder”. (2 Tim. 3:2-5) Também, haveria “ridicularizadores com os seus escárnios, procedendo segundo os seus próprios desejos e dizendo: ‘Onde está essa prometida presença dele? Ora, desde o dia em que os nossos antepassados adormeceram na morte, todas as coisas estão continuando exatamente como desde o principio da criação.’” — 2 Ped. 3:3, 4.
A ilustração profética de Jesus também mostrava que deveria passar algum tempo antes de os ‘semelhantes ao joio’ se manifestarem por completo, para finalmente serem destruídos. Visto que os apóstolos sabiam disto, seu emprego das expressões “últimos dias”, “última hora” e outras idênticas, em relação com a apostasia, não significava que esperavam que a presença de Jesus e a destruição subseqüente dos ímpios ocorressem incontinenti. Conforme Paulo indicou aos tessalonicenses: “No entanto, irmãos, com respeito à presença de nosso Senhor Jesus Cristo e de sermos a juntados a ele, solicitamo-vos que não sejais depressa demovidos de vossa razão, nem fiqueis provocados, quer por uma expressão inspirada, quer por intermédio duma mensagem verbal, quer por uma carta, como se fosse da nossa parte, no sentido de que o dia de Jeová está aqui. Que ninguém vos seduza, de maneira alguma, porque não virá a menos que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem que é contra a lei, o filho da destruição.” — 2 Tes. 2:1-3.
“ÚLTIMO DIA”
A Bíblia também se refere a um “último dia”, durante o qual a ressurreição dos mortos deve acontecer. (João 6:39, 40, 44; 11:24; compare com Daniel 12:13.) Em João 12:48, este “último dia” está ligado ao tempo de julgamento. Obviamente, portanto, indica um tempo num futuro muito mais distante do que o do fim do período apostólico. — Compare com 1 Tessalonicenses 4:15-17; 2 Tessalonicenses 2:1-3; Revelação 20:4-6, 12.
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Ungido, UnçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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UNGIDO, UNÇÃO
Veja CRISTO.
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UngüentoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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UNGÜENTO
Instou-se com os cristãos espiritualmente cegos da congregação de Laodicéia que comprassem ‘ungüento, para passar nos olhos, para que vissem’. (Rev. 3:17, 18) O termo grego vertido por “ungüento” (kol-loúrion, colírio) significa literalmente um rolo ou bolo de pão áspero, sugerindo que o ungüento era provavelmente transformado em pequenos bolos ou rolos. Uma vez que Laodicéia era famosa por sua escola de medicina e, provavelmente, também produzia o remédio para os olhos conhecido como “pó frígio”, a recomendação de comprarem ungüento (“colírio”, Al; ALA; BV; PIB) para os olhos teria sido muitíssimo significativa para os cristãos ali.
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Ungüentos E PerfumesAjuda ao Entendimento da Bíblia
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UNGÜENTOS E PERFUMES
Os termos hebraicos relacionados com linimentos podem aplicar-se não só a preparados do tipo ungüento, que se liquefazem quando esfregados na pele, mas também compostos oleosos que permanecem em forma líquida em temperaturas normais. — Êxo. 30:25; Sal. 133:2.
No passado, como na atualidade, empregavam-se ungüentos principalmente como cosméticos e preparados medicinais, sua vantagem sendo mormente atribuída ao óleo que continham. A propriedade das gorduras e dos óleos, de absorver e de reter odores, tornava possível que o fabricante de ungüentos produzisse preparados perfumados que eram altamente apreciados por sua fragrância. (Cân. 1:3) O poder de limpeza e de amaciamento da pele característicos do óleo, além da fragrância dos aditivos, tornavam tais ungüentos muito úteis na prevenção de escoriações e de irritações da pele, e como “desodorante” corpóreo em países quentes, onde a água amiúde era escassíssima. Oferecer aos convidados tal preparado, quando eles chegavam na casa duma pessoa, era certamente uma demonstração de hospitalidade, conforme observado pelo que Jesus disse quando alguém untou seus pés com óleo perfumado. — Luc. 7:37-46.
Quando ungüentos perfumados de fabricação especial eram empregados na preparação dum cadáver para sepultamento, eles sem dúvida serviam primariamente quais desinfetantes e desodorantes. (2 Crô. 16:14; Luc. 23:56) Tendo presente tal utilização, Jesus explicou que a unção que ele recebeu na casa de Simão, o leproso, consistindo em óleo perfumado caríssimo, cuja fragrância encheu a casa toda, era, em sentido figurado, “em preparação para o meu enterro”. (Mat. 26:6-12; João 12:3) Perfumes preciosos, tais como o nardo empregado nesta ocasião, eram geralmente colocados em lindos estojos ou frascos vedados de alabastro, parecido ao mármore. — Mar. 14:3; veja ALABASTRO; AZEITE (ÓLEO); INCENSO.
IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
Os ungüentos, perfumes e incenso não se limitavam aos produtos sagrados que eram utilizados no santuário. (Êxo. 30:22-25, 34, 35)
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