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ColarAjuda ao Entendimento da Bíblia
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dos dias de Gideão colocavam colares nos pescoços de seus camelos, e, nestes colares, pelo que parece, colocavam pendentes que eram ornamentos em forma de lua. (Juí. 8:21, 26) Às vezes usavam-se correntes em estilo de colares como ornamentos, como foi feito para os pilares do templo, Jaquim e Boaz. — 2 Crô. 3:15-17.
Sobre os jactanciosos e iníquos, diz-se que “a altivez serviu-lhes de colar”. (Sal. 73:3, 6) Por outro lado, a disciplina do pai e a lei da mãe são como um excelente colar para a garganta do filho. — Pro. 1:8, 9.
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ColheitaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COLHEITA
O ato de colher as safras; uma das coisas que jamais cessarão “por todos os dias em que a terra continuar”. (Gên. 8:22) A época da colheita se revestia de grande regozijo, embora fosse necessário muito trabalho árduo para juntar as safras. (Sal. 126:5, 6; Isa. 9:3; 16:9, 10) Não era uma ocasião para se dormir, o preguiçoso sendo admoestado a aprender uma lição com a formiga, que junta seu alimento na colheita. — Pro. 6:6-11; 10:5.
SABADOS E JUBILEUS
A Lei que Deus forneceu a Israel delineava certos requisitos e certas provisões sobre a colheita. Embora importante, os israelitas não ficavam desobrigados de observar o sábado, a Lei não fazendo nenhuma provisão para colheita naquele dia, no caso duma emergência. (Êxo. 34:21; compare com Neemias 13:15.) Visto que, no ano sabático, bem como no Jubileu, nada deveria ser semeado, por certo não haveria safras a colher, exceto o que crescia dos grãos que caíram por acaso da colheita anterior. Mas o proprietário não deveria colher nem mesmo isto, embora ele, seus escravos e seus trabalhadores contratados, os colonos e os residentes forasteiros, os animais domésticos e os animais selvagens, pudessem comer dos produtos da terra. — Êxo. 23:10, 11; Lev. 25:3-7, 11, 12, 20-22.
OS CUIDADOS COM OS POBRES, E AS PRIMÍCIAS
Os israelitas não deviam ceifar totalmente os campos, nem apanhar as respigas de sua colheita, visto que tais sobras de seus campos de cereais e de seus vinhedos se destinavam ao atribulado e ao residente forasteiro. (Lev. 19:9, 10; 23:22; Deut. 24:19) As primícias de cada colheita deviam ser apresentadas a Jeová. (Lev. 23:10, 11; Deut. 26:1-4) O fruto duma árvore não devia ser colhido para uso pessoal até o seu quinto ano. (Lev. 19:23-25) Um israelita podia penetrar no campo ou no vinhedo de outrem e comer de seus produtos até ficar satisfeito, mas não podia carregar nada num receptáculo, nem usar uma foice para cortar o cereal de seu próximo. — Deut. 23:24, 25; compare com Mateus 12:1; Lucas 6:1; veja RESPIGA.
Na Terra Prometida, nos tempos antigos, assim como hoje, raramente chovia na época da colheita; com efeito, isso era tão raro que permitir Jeová que chovesse e trovejasse em resposta à oração de Samuel provou aos israelitas que eles haviam cometido grande mal em solicitar um rei humano. (1 Sam. 12:17-19; veja também Provérbios 26:1.) No início da colheita da cevada, o rio Jordão apresentava enchentes, devido às últimas chuvas do início da primavera setentrional e às neves derretidas das montanhas do Líbano. — Jos. 3:15; 5:10, 11.
Na época da colheita, o clima é quente, tornando muitíssimo refrescante uma nuvem de orvalho. (Isa. 18:4) Uma bebida gelada com neve das montanhas é algo bem acolhido, e é evidentemente a isto, ao invés de à nevasca, que se refere o paralelismo em Provérbios 25:13, visto que a neve durante a colheita seria uma calamidade.
FESTIVIDADES
As três festividades primárias de Israel estavam diretamente ligadas à colheita. (Êxo. 23:14-17) A Festividade dos Pães não Fermentados, que começava em 15 de nisã, coincidia com a colheita da cevada. Em 16 de nisã, “no dia depois do sábado” (não necessariamente um sábado semanal, visto que o dia inicial da festividade era designado como sábado, não importava em que dia da semana caísse), o sumo sacerdote devia mover um molho das primícias da colheita da cevada para a frente e para trás perante Jeová. — Lev. 23:6-11.
A Festividade das Semanas, ou Pentecostes, ocorria no 50.º dia a partir de 16 de nisã, ocasião em que o trigo era colhido. Dois pães fermentados das primícias do cereal novo eram então apresentados como oferta movida perante Jeová. (Lev. 23:15-17) É evidentemente com referência às 7 semanas de colheita entre a Festividade dos Pães não Fermentados e a Festividade de Pentecostes que Jeremias descreve Jeová como “Aquele que guarda até mesmo as semanas prescritas da colheita para nós”, preservando este período como estação seca, visto que a chuva seria prejudicial à colheita. — Jer. 5:24; compare com Amós 4:7.
A Festividade das Barracas ou do Recolhimento, que começava no 15.º dia do 7.º mês de etanim, ou tisri, concluía de modo alegre o ano agrícola, visto que a colheita já tinha geralmente terminado nessa época. —Lev. 23:33-36, 39-43; 39-43; veja FESTIVIDADE, e as respectivas festividades, sob os verbetes singulares.
USO FIGURADO
A volta do povo do exílio, e o ajuntamento de pessoas para a vida, são comparados à colheita (Osé. 6:11; Mat. 9:37, 38; Luc. 10:2; João 4:35-38), assim como o é o ajuntamento e a destruição dos iníquos. (Jer. 51:33; Rev. 14:17-20) Cristo Jesus referiu-se à “terminação [ou conclusão] do sistema de coisas” como a colheita, época em que os anjos, atuando como ceifeiros, ajuntariam todos os semelhantes ao joio e os lançariam na “fornalha ardente”, ao passo que os semelhantes ao trigo ‘brilhariam tão claramente como o sol, no reino de seu Pai’. (Mat. 13:24-30, 36-43) Esta obra de colheita é realizada sob a direção de Jesus Cristo, pois, no livro de Revelação, ele, como “alguém semelhante a um filho de homem”, é representado como tendo uma foice afiada na mão. — Rev. 14:14-16.
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Colina (Morro)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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COLINA (MORRO)
Veja MONTE, MONTANHA.
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Colina De MarteAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COLINA DE MARTE
Veja AREÓPAGO.
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ColocíntidaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COLOCÍNTIDA
A palavra hebraica paqqu‘óth, traduzida “coloquíntidas agrestes” (PIB; “bagas”, NM) só aparece na Bíblia com referência a um incidente ocorrido numa época de fome nos dias de Eliseu. Estas colocíntidas bem podem ter sido os frutos venenosos da Citrullis colocynthus (coloquíntida ou colocíntida). — 2 Reis 4:38-41.
Os ornamentos em forma de colocíntidas (Heb. , peqa‘im), que adornavam o mar de fundição e os painéis de cedro, dentro do templo de Salomão, talvez fossem arredondados como o fruto da colocíntida. — 1 Reis 6:18; 7:24; 2 Crô. 4:3.
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Colossenses, Carta AosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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COLOSSENSES, CARTA AOS
A carta inspirada do apóstolo Paulo aos cristãos em Colossos. Da forma como é geralmente colocada nas modernas versões da Bíblia em português, é o décimo segundo livro das Escrituras Gregas Cristãs.
ESCRITOR E RAZÕES PARA TAL CARTA
Paulo se identifica como o escritor desta carta inspirada por iniciá-la com as seguintes palavras: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus, e Timóteo, nosso irmão, aos santos e irmãos fiéis em união com Cristo, em Colossos.” (Col. 1:1, 2) A autoria do apóstolo também é confirmada pela saudação final, escrita do seu próprio punho. — Col. 4:18.
Além das declarações do próprio Paulo contidas na carta mesma, as obras de primitivos cristãos professos, tais como Justino Mártir, Irineu, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Orígenes fornecem testemunho externo de sua autoria. A evidência interna também é fortíssima, o estilo dela sendo certamente o de Paulo. Existe grande similaridade entre Colossenses e Efésios, outra das cartas de Paulo. Ao passo que isso talvez se deva à grande proximidade na época da escrita, e à possibilidade de circunstâncias similares prevalecerem em cada uma destas cidades, tal correspondência também significaria que, se Paulo for aceito como o escritor de Efésios, também precisa ser reconhecido como o escritor de Colossenses. (Para exemplificar, compare Colossenses 1:24-29 com Efésios 3:1-7; Colossenses 2:13, 14 com Efésios 2:1-5, 13-16; Colossenses 2:19 com Efésios 4:16; Colossenses 3:8-10, 12, 13 com Efésios 4:20-25, 31, 32; Colossenses 3:18-25; 4:1 com Efésios 5:21-23; 6:1-9.) Ademais, a inclusão da carta aos colossenses junto com outras cartas de Paulo no Papiro Chester Beatty N.° 2 (do terceiro século E.C.) mostra claramente que os primitivos cristãos consideravam Colossenses como um dos escritos inspirados de Paulo.
Dois fatores aparentemente motivaram Paulo a escrever sua carta aos colossenses. Por um lado, Epafras trouxera ao apóstolo um relato da condição espiritual daquela congregação. Certas informações causavam preocupação; mas havia boas novas também, pois Paulo disse que Epafras ‘expôs a nós o vosso amor em sentido espiritual’. (Col. 1:7, 8) Embora houvesse problemas na congregação, a situação não era crítica e havia muita coisa digna de elogios. Daí, também, Onésimo, escravo de Filêmon, estava voltando para seu senhor em Colossos. Assim, Paulo aproveitou esta circunstância para enviar sua carta à congregação ali, por meio de Onésimo e de seu companheiro, Tíquico. — Col. 4:7-9.
LOCAL E DATA DA COMPOSIÇÃO
Não se declara diretamente onde Paulo estava ao escrever aos colossenses. Alguns têm sugerido Éfeso. No entanto, a carta indica que o apóstolo estava preso (Col. 1:24; 4:10, 18), e não existe nenhum relato bíblico de ter sido preso em Éfeso. Os comentários que Paulo tece em Colossenses 4:2-4, 11, parecem ser mais compatíveis com as circunstâncias passadas pelo apóstolo durante seu primeiro encarceramento em Roma (60-61 E.C.). Realmente, Paulo esteve na prisão em Cesaréia (Atos 23:33-35), e Félix ordenou que se relaxasse um pouco a custódia sobre ele. (Atos 24:23) Mas, evidentemente, tal liberdade não era tão grande como a que Paulo usufruiu durante seu primeiro encarceramento em Roma, quando permaneceu por dois anos em sua própria casa alugada, e pôde pregar o reino de Deus àqueles que o visitavam ali. — Atos 28:16, 23, 30, 31.
Outro fator que parece apontar que o lugar da composição da carta tenha sido Roma é que Onésimo estava presente no local onde Paulo a escreveu, e iria acompanhar Tíquico em entregá-la em Colossos. Certamente Roma, com sua numerosa população, seria um refúgio mui provável para um escravo fugitivo. A carta aos colossenses foi escrita evidentemente perto do fim do primeiro encarceramento de Paulo em Roma, ou por volta de 60-61 E.C., quando também escreveu a carta a Filêmon. Tíquico e Onésimo entregaram, não só a carta aos colossenses, mas também a carta do apóstolo a Filêmon. (Filêm. 10-12) Visto que Paulo expressa a esperança de ser libertado, em Filêmon (V. 22), pode-se concluir que, como a de Filêmon, a carta aos colossenses foi escrita perto do fim do primeiro encarceramento de Paulo em Roma.
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