-
A organização teocrática no meio das democracias e do comunismoA Sentinela — 1972 | 1.° de maio
-
-
A organização teocrática no meio das democracias e do comunismo
“O próprio Deus [Theós, em grego] de toda a benignidade imerecida, que vos chamou à sua eterna glória em união com Cristo, completará o vosso treinamento; ele vos fará firmes, ele vos fará fortes. Dele seja o poderio [krátos, em grego] para sempre.” — 1 Ped. 5:10, 11.
1, 2. (a) É a palavra Teocracia hoje uma palavra nova? (b) Quem cunhou a palavra e como a explicou?
PARA muitos dos leitores talvez seja uma palavra nova — esta palavra Teocracia, mas ela tem pelo menos dezenove séculos de idade. Sim, foi usada no primeiro século de nossa Era Comum, e naquele tempo parecia ser uma palavra estranha.
2 Esta palavra foi cunhada por um historiador, a saber, Flávio Josefo, de Jerusalém. Em resposta a acusações lançadas contra seu povo, Josefo escreveu a sua obra intitulada “Contra Ápion”, em dois volumes. No volume 2, parágrafo 45, ele se refere a “Moisés, nosso excelente legislador”, e no parágrafo 52 ele introduz a palavra nova, no meio destas palavras escritas em grego: “Diversas nações têm suas diversas formas de governo e sua diversidade de leis. Alguns governos são confiados a uma só pessoa, outros, ao povo. Nosso legislador não considerou nenhuma destas formas, mas ordenou um governo que, por meio duma expressão forçada, pode ser chamado de Teocracia [theokratia, em grego], ou Comunidade Santa, por atribuir toda a autoridade e todo o poder a Deus, persuadindo o povo a considerá-lo como autor de todas as coisas boas usufruídas quer em comum por toda a humanidade, quer por cada um em particular. A ele é que nos manda que corramos em busca de socorro nas nossas aflições, visto que ele ouve as nossas orações e esquadrinha os próprios segredos de nossos corações. Ele inculca as doutrinas de um só Deus, o Ser não criado, imutável e eterno, o infinitamente glorioso e incompreensível além do que podemos saber dele por meio de suas obras.”a
3, 4. (a) A que governo aplicou Josefo o termo Teocracia? (b) A que foi aplicado este termo neste século vinte pela Torre de Vigia (Sentinela), e com que palavras?
3 De modo que a palavra Teocracia foi cunhada para significar “regência de Deus”, um governo que tem o Deus Altíssimo por Regente, em contraste com o governo ‘confiado a uma só pessoa’ (autocracia), o governo confiado “ao povo” (democracia), o governo confiado aos ricos (plutocracia) e o governo confiado a muitos bureaux (burocracia). O historiador Josefo aplica o termo Teocracia ao governo estabelecido pelo legislador Moisés às ordens de Deus, o qual disse a Moisés que Seu nome era Jeová (Javé ou Iavé). No nosso século vinte, porém, o termo Teocracia tem sido usado com relação à verdadeira igreja ou congregação cristã, num tempo em que aumentaram as democracias políticas e o comunismo político foi estabelecido à força em muitos países. Concordemente, a congregação cristã é uma organização teocrática, governada por Deus, o grande Teocrata, Jeová. Em pleno reconhecimento disso, A Torre de Vigia (Sentinela) de junho-julho de 1938, página 83, dizia:
4 “A organização de Jeová não é de modo algum democrática. Jeová é supremo, e seu governo ou organização é estritamente teocrática. Esta conclusão não pode ser contradita com êxito.”
5. Embora Josefo fizesse tal aplicação do termo Teocracia, o que temos de dizer sobre se o governo estabelecido pelos israelenses em Jerusalém é ou não uma teocracia?
5 O historiador Josefo presenciou a destruição de Jerusalém pelas legiões romanas, no ano 70 de nossa Era Comum. Ele aplicou o termo à organização nacional judaica em existência antes daquela terrível calamidade. Atualmente, desde a guerra dos seis dias, em 1967, os judeus têm a posse de tudo o que hoje se chama Jerusalém, e têm a sua capital nacional ali. Mas, podemos considerar o governo que estabeleceram na sua antiga pátria como sendo sucessor da Teocracia para cujo estabelecimento se usou Moisés, no ano 1513 A. E. C.? É o governo nacional que agora tem por capital a antiga Jerusalém uma teocracia? Como pode ser, quando é chamado de “república” e tem um presidente eleito democraticamente, sendo desde 1949 membro da organização gentia em prol de paz e segurança mundiais, a saber, das Nações Unidas? Nem mesmo o presidente da República de Israel, nem os membros do parlamento nacional, o Knesset, afirmarão que seu governo é uma teocracia, uma organização teocrática. Nas fileiras dos políticos israelenses há grande luta a respeito da questão de se aderir ou não estritamente à Lei de Moisés. O que aconteceu? O seguinte:
6. O que deixou de ser a nação judaica no primeiro século E. C., e que clamor perante o governador romano prova isso?
6 No primeiro século de nossa Era Comum, a nação judaica deixou de ser uma organização teocrática. Isto aconteceu até mesmo antes da destruição de Jerusalém no ano 70. Os acontecimentos históricos registrados apontam para este fato solene. No dia da Páscoa do ano 33 E. C., quando a multidão apinhada de gente estava diante do governador romano Pôncio Pilatos e clamava pela libertação do criminoso Barrabás, em vez de pela do homem a quem o próprio Pilatos queria libertar como inocente, o que clamava a multidão lá em Jerusalém? O seguinte: “Se livrares este homem, não és amigo de César. Todo homem que se faz rei fala contra César. . . . Não temos rei senão César.” (João 19:12-15) Este clamor se destacava em contraste chocante com o que o antigo profeta Isaías havia dito muito tempo antes: “Jeová é o nosso Juiz, Jeová é o nosso Legislador, Jeová é o nosso Rei.” — Isa. 33:22.
7, 8. Mais tarde, quem presidiu a uma sessão na sala do Sinédrio, e que resposta deram à queixa os homens em julgamento?
7 Dois meses ou mais depois ocorreu outra cena na mesma Jerusalém. Esta se deu perante o tribunal nacional chamado Sinédrio, composto de setenta e um membros. Este julgamento específico foi presidido pelo sumo sacerdote, e foram julgados doze judeus nativos pela proclamação de certos ensinos religiosos que ofendiam a este Sinédrio ou Supremo Tribunal. Lemos sobre isso:
8 “Trouxeram-nos assim e os postaram na sala do Sinédrio. E o sumo sacerdote interrogou-os, dizendo: ‘Nós vos ordenamos positivamente que não ensinásseis à base deste nome, e, ainda assim, eis que enchestes Jerusalém com o vosso ensino, e estais resolvidos a trazer sobre nós o sangue deste homem.’ Em resposta, Pedro e os outros apóstolos disseram: ‘Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens. O Deus de nossos antepassados levantou Jesus, a quem matastes por pendurá-lo num madeiro. Deus enalteceu a este, como Agente Principal e Salvador, para a sua direita, para dar a Israel arrependimento e perdão de pecados. E nós somos testemunhas destes assuntos, e assim é também o espírito santo, que Deus tem dado aos que obedecem a ele como governante.’” — Atos dos Apóstolos 5:27-32.
9. Segundo o testemunho que assim se deu, com quem se encontrava então a teocracia de Jeová?
9 Este testemunho apresentado neste julgamento revelou quem eram os que agiam de modo teocrático, reconhecendo a Deus como governante ou Teocrata. Segundo este testemunho, quem tinha a organização teocrática — o Sinédrio, os representantes da nação judaica, ou aqueles doze apóstolos de Jesus, cuja morte fora causada pouco antes por aquele Sinédrio? Além de qualquer refutação, eram os doze apóstolos de Jesus Cristo que tinham a teocracia de Jeová.
10, 11. (a) Que prova poderosa corroborou no dia de Pentecostes que a nação judaica deixou de ser a Teocracia? (b) Como deu a entender Gamaliel com o seu conselho, que houve conduta não-teocrática da parte do Sinédrio judaico?
10 Que a Teocracia divina havia deixado de existir na nação de Israel e existia então entre estes doze apóstolos e outros discípulos de Jesus Cristo fora consubstanciado por uma forte prova. Que prova? A seguinte: que Deus havia derramado seu espírito santo sobre estes discípulos de Cristo, os quais reconheciam a Deus como governante antes que os meros homens que se opunham a Deus como governante. Foi com a ajuda deste espírito derramado que Pedro e os outros onze apóstolos deram seu testemunho corajoso perante o Sinédrio judaico. Alguns dias antes, no dia festivo de Pentecostes, Deus havia derramado este espírito sobre eles em cumprimento da profecia de Joel 2:28, 29. Esta profecia foi citada naquele dia pelo apóstolo Pedro, quando ele explicou a milhares de celebrantes judaicos de Pentecostes o milagre que acabava de acontecer. Foi nesta ocasião que Pedro disse aos judeus indagadores: “Portanto, que toda a casa de Israel saiba com certeza que Deus o fez tanto Senhor como Cristo, a este Jesus, a quem pendurastes numa estaca.” (Atos 2:14-36) Que a nação judaica não mais agia de modo teocrático, foi dado a entender pelo professor de direito judaico chamado Gamaliel, quando ele disse ao Sinédrio, a respeito dos doze apóstolos no banco dos réus diante deles:
11 “Homens de Israel, prestai atenção a vós mesmos quanto ao que pretendeis fazer com respeito a estes homens. . . . Digo-vos: Não vos metais com estes homens, mas deixai-os em paz; (porque, se este desígnio ou esta obra for de homens, será derrubada; mas se for de Deus, não podereis derrubá-los;) senão podereis talvez ser realmente achados como lutadores contra Deus.” — Atos 5:34-39.
12. Mais tarde, o que provou que “este desígnio ou esta obra”, conforme o chamou Gamaliel, era “de Deus”, e, por isso, que transferência ocorreu?
12 O que este fariseu judaico Gamaliel chamou de “este desígnio ou esta obra” mostrou ser “de Deus”, pois, nem o Sinédrio, nem todo o povo judaico dentro e fora do Império Romano puderam derrubá-lo, embora perseguissem os seguidores de Jesus Cristo, os quais foram ungidos com espírito. Mas no ano 70 E. C., a capital judaica de Jerusalém foi destruída e o Sinédrio judaico, nacional, deixou de existir. E três anos depois, em 73 E. C., caiu a última fortaleza judaica na província da Judéia, a saber, Massada, no lado ocidental do Mar Morto, diante das legiões romanas. Mas, já antes disso, os cristãos judaicos fiéis haviam fugido de Jerusalém e de todas as outras partes da província da Judéia, porque Jesus Cristo lhes dissera que deviam fazer isso, ao descrever profeticamente a vindoura destruição de Jerusalém. (Mat. 24:15-22; Mar. 13:14-20; Luc. 21:20-24) Era bem evidente, pois, que a teocracia de Jeová havia sido transferida da nação do Israel natural, circunciso, para a organização cheia de espírito dos discípulos de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Estes estão pregando até hoje o reino de Deus, não a República de Israel ou qualquer outro governo humano.
A ORGANIZAÇÃO TEOCRÁTICA NO PRIMEIRO SÉCULO E. C.
13. Devemos examinar para ver se os leitores dedicados da Sentinela aderem a quê? E por que isso?
13 A revista A Sentinela tem chamado e ainda chama repetidas vezes à atenção a organização teocrática, e, para ser coerente, devemos examinar para ver se os leitores cristãos, dedicados e batizados, desta revista, aderem ou não à organização teocrática.
14. Os apóstolos sabiam que o Israel pré-cristão havia sido estruturado com que espécie de administração, e como mostraram isso aqueles a quem Moisés se apresentou ao voltar ao Egito?
14 Sem dúvida, precisamos remontar ao primeiro século, aos dias dos apóstolos de Cristo, para ver como estava estruturada a sua organização teocrática. Os apóstolos eram todos judeus ou israelitas naturais, circuncisos, assim como Jesus Cristo era. Estavam bem familiarizados com o fato de que a estrutura pré-cristã da nação teocrática de Israel havia tido certos encarregados ou administradores designados. Sabiam que Jeová, quando enviou Moisés de volta ao Egito para libertar Seu povo escravizado, dissera a Moisés: “Vai, e tens de ajuntar os homens mais maduros [zeqenim, em hebraico] de Israel e tens de dizer-lhes: ‘Apareceu-me Jeová, o Deus de vossos antepassados.’” (Êxo. 3:16) Aqueles “homens mais maduros” ou “mais idosos” não eram apenas homens de idade avançada, mas tinham a categoria de “homens mais maduros”, talvez sendo nesta ocasião os representantes de toda a casa de Israel.
15. Que categoria tinham os setenta homens que Moisés levou consigo ao monte Sinai, e como se evidencia isso?
15 Alguns meses depois, quando o profeta Moisés mediava o pacto da Lei entre Deus e a nação de Israel, Deus disse a Moisés no monte Sinai: “Sobe até Jeová, tu e Arão, Nadabe e Abiú, e setenta dos homens mais maduros [zeqenim] de Israel.” Que estes setenta “homens mais maduros” eram representantes da nação se evidencia em Êxodo 24:11, onde somos informados: “E ele [Jeová] não estendeu sua mão contra os homens distintos dos filhos de Israel, mas tiveram uma visão do verdadeiro Deus, e comeram e beberam.” De modo que eram “homens distintos”, e não apenas homens de idade avançada. (Êxo. 24:1, 14) Estavam na categoria de “homens mais maduros” ou anciãos.
16. Qual era a categoria dos setenta homens sobre os quais Jeová pôs parte do espírito que havia sobre Moisés?
16 Mais tarde, quando Jeová estava para dar parte do espírito que havia sobre Moisés a outros setenta israelitas, ele disse a Moisés: “Ajunta-me setenta homens dos homens mais maduros [zeqenim] de Israel, dos quais deveras sabes que são homens mais maduros do povo e oficiais deles, e tens de levá-los à tenda de reunião e eles têm de postar-se ali contigo.” Depois de se obedecer a esta ordem, Jeová tirou um pouco do espírito que havia sobre Moisés e “o pôs sobre cada um dos setenta homens mais maduros”, e eles “passaram então a proceder como profetas”. (Núm. 11:16-25) Aqueles setenta homens estavam associados com “oficiais” ou possivelmente, sendo “homens mais maduros”, eles mesmos eram encarregados especiais do povo.
17. Segundo as instruções que Jeová deu a Moisés, o que deviam possuir as cidades em Israel, e como se evidenciou que era assim mesmo nos dias de Jesus?
17 Segundo as instruções que Jeová deu a Moisés, quando os israelitas entrassem na Terra da Promessa, suas cidades deviam ter “homens mais maduros”, conforme fossem designados. (Deu. 19:12; 21:2-20; 22:15-18; 25:7-9) A história bíblica mostra que isto veio a ser assim nas cidades e povoações da terra de Israel. (Juí. 8:14-16; 1 Reis 21:8-11; Esd. 10:14) Era assim até mesmo nos dias de Jesus Cristo e dos seus apóstolos. Quando lhes falou sobre a sua vindoura morte violenta, disse-lhes que “ele tinha de ir a Jerusalém e sofrer muitas coisas da parte dos homens mais maduros, e dos principais sacerdotes, e dos escribas, e que tinha de ser morto”. (Mat. 16:21) Estes não eram apenas homens de idade avançada, mas eram classificados oficialmente como “homens mais maduros”. Estes homens estavam associados com os principais sacerdotes e os escribas por ocasião da prisão e do julgamento de Jesus. (Mat. 26:47 a 27:41) Estes “homens mais maduros” participaram com os principais sacerdotes em subornar os homens que haviam guardado o túmulo de Jesus, para dizer que ele não fora ressuscitado, mas que o seu cadáver fora roubado pelos seus discípulos. — Mat. 28:12.
18. (a) Assim como Jesus, às mãos de quem tinham de padecer os apóstolos dele? (b) Em que sentido eram eles “homens mais maduros”, e o que precisavam ter nas suas reuniões, e por quanto tempo?
18 Iguais a Jesus Cristo, seus apóstolos tinham de sofrer às mãos dos “homens mais maduros” associados com os principais sacerdotes. Quando os apóstolos Pedro e João foram soltos depois de seu encarceramento e julgamento, então, conforme diz a narrativa, “foram para a sua própria gente e relataram as coisas que os principais sacerdotes e os homens mais maduros lhes haviam dito”. (Atos 4:5-23) Tudo isto mostra que esses associados dos principais sacerdotes eram oficialmente “homens mais maduros”. As cidades do antigo Israel não tinham o que se chama de “prefeitos”, mas tinham uma junta de “homens mais maduros”. Tal junta teria de ter um presidente ou encarregado que presidia, e é provável que a presidência fosse exercida em rodízio entre eles, cada membro exercendo-a por sua vez por um período. Não se mostra como os habilitados eram constituídos “homens mais maduros”.
19. (a) Portanto, que pergunta surge quanto à nova teocracia de Deus desde Pentecostes de 33 E. C.? (b) Que sugestão se fez com respeito aos “anciãos”, e que perguntas suscita esta sugestão?
19 Quando o Israel natural, circunciso, deixou de ser uma teocracia e Jeová estabeleceu a sua teocracia sobre a igreja ou congregação dos discípulos de seu Filho, a partir de Pentecostes de 33 E. C., possuía esta nova organização teocrática também oficialmente “homens mais maduros”? Tem-se sugerido que, no que se refere à congregação cristã, “todos os ungidos de Deus são anciãos”.b Esta aplicação incluiria até mesmo mulheres, que por motivo de sua dedicação a Deus, seguida pelo batismo em água e pela geração por parte do espírito de Deus, foram ungidas com Seu espírito. Mas o que mostram realmente as particularidades da organização teocrática cristã no primeiro século? Mostram que nenhum homem dedicado e batizado devia ser oficialmente constituído em “homem mais maduro” na congregação cristã? Vejamos.
20. (a) Segundo a citação que Pedro fez de Joel 2:28, 29, que espécie de homens haveria na congregação cristã? (b) Segundo a palavra usada em Joel 2:28, por que podiam ser estes tanto “anciãos” oficiais como simplesmente “homens idosos”?
20 A citação que o apóstolo Pedro fez de Joel 2:28, 29, no dia de Pentecostes de 33 E. C., mostrava que haveria “anciãos” na congregação cristã, homens que ‘teriam sonhos’. Mas quando esta profecia foi vertida para o grego, a Versão dos Setenta usou a palavra grega presbýteros, que em português realmente significa “presbítero” ou “ancião”. Isto se dá porque a palavra hebraica [zaqén] usada em Joel 2:28 é a palavra regularmente aplicada a “anciãos”, tais como aqueles anciãos de cidades e assim por diante. A palavra hebraica, porém, pode referir-se também simplesmente a pessoas idosas, tais como Abraão e Sara. (Gên. 18:11; 25:8) De qualquer modo, estes presbíteros ou “anciãos” de Joel 2:28 e Atos 2:17 faziam parte de “toda sorte de carne” sobre a qual Jeová derramaria seu espírito nos “últimos dias”. Podia tratar-se de “anciãos” oficiais ou simplesmente de “homens idosos”.
21. (a) A quem é que foi mandada a “subministração de socorros” de Antioquia a Jerusalém, e o que indica isso quanto à primitiva congregação? (b) O que é um “presbítero”?
21 Houve, porém, “homens idosos”, anciãos ou presbíteros oficiais na primitiva congregação cristã? A fim de sabermos este ponto, vejamos Atos 11:30. Ágabo, o profeta cristão, havia predito que “uma grande fome estava para vir sobre toda a terra habitada”, fome que historicamente ocorreu durante o reinado do Imperador Cláudio. Por isso, os discípulos de Cristo na cidade de Antioquia da Síria decidiram enviar socorros aos seus irmãos cristãos necessitados na província romana da Judéia. Ora, a quem enviaram estes contribuintes especificamente esta subministração de socorros (diakonia, em grego)? A narrativa diz: “E isto fizeram, mandando-a aos homens mais maduros [presbíteros, anciãos] pela mão de Barnabé e Saulo.” (Atos 11:27-39; veja Almeida, tanto a edição atualizada como a revista e corrigida.) De modo que os “homens mais maduros” ou “mais idosos”, presbíteros ou anciãos foram os destinatários diretos, e estes encarregados cuidaram da sua distribuição entre as congregações da Judéia. O Terceiro Novo Dicionário Internacional de Webster (em inglês) define “presbítero” como “encarregado na primitiva igreja cristã, investido da tarefa de prover liderança como superintendente, usualmente numa congregação local”. Por intermédio das Escrituras Sagradas podemos verificar se esta definição é correta ou não.
QUEM COMPUNHA O CORPO GOVERNANTE
22. A quem apresentou a congregação de Antioquia a questão da circuncisão, quem acolheu os seus representantes e quem se reuniu depois ali para cuidar do assunto?
22 Quando o assunto da circuncisão dos conversos não-judaicos ao cristianismo se tornou uma questão acesa em Antioquia da Síria, a quem recorreu a congregação para resolver a questão? Aos “apóstolos e homens mais maduros em Jerusalém, com respeito a esta disputa”. Quando Paulo, Barnabé e outros de Antioquia chegaram a Jerusalém, por quem foram recebidos? “Pela congregação e pelos apóstolos e homens mais maduros [presbíteros ou anciãos].” Nesta narrativa, observamos que tanto os “homens mais maduros” como os apóstolos são diferenciados da congregação. Não a congregação inteira de Jerusalém, mas os apóstolos e os homens mais maduros ajuntaram-se para considerar esta questão”. — Atos 15:2, 4, 6; veja Almeida, ed. atual., e ed. rev. e corr.
23. A quem pareceu bem enviar o decreto de Jerusalém às congregações, e quem assinou a emissão do decreto?
23 Após a decisão contrária à circuncisão dos gentios recém-convertidos, então, conforme diz a narrativa, “pareceu bem aos apóstolos e aos homens mais maduros [presbíteros, anciãos], junto com toda a congregação, enviar a Antioquia homens escolhidos dentre eles, junto com Paulo e Barnabé, a saber, Judas, que era chamado Barsabás, e Silas, homens de liderança entre os irmãos; e escreveram por sua mão: ‘Os apóstolos e os irmãos mais maduros, aos irmãos em Antioquia, e Síria, e Cilícia, que são das nações [gentias]: Cumprimentos!’” — Atos 15:22, 23.
24. Quem eram estes “homens mais maduros”, e como que agiram os apóstolos e homens mais maduros? Quem foi o presidente da reunião?
24 Parece assim que os apóstolos e os “homens mais maduros” (presbíteros, anciãos) associados agiram como corpo governante para todas as congregações cristãs em toda a terra, mas tinham o apoio da congregação de Jerusalém. Entre estes “homens mais maduros”, encontrava-se Tiago, meio-irmão de Jesus Cristo, e Judas (Barsabás), e Silas (Silvano). (2 Cor. 1:19; 1 Tes. 1:1; 2 Tes. 1:1; 1 Ped. 5:12) Presume-se usualmente que nesta reunião do corpo governante, em Jerusalém, este homem mais maduro (presbítero ou ancião) chamado Tiago, filho de Maria, agiu como presidente. Mas ter ele proposto o decreto e seu conteúdo, quanto às obrigações necessárias dos gentios recém-convertidos, não assegura em si mesmo que ele ocupava a presidência. — Atos 15:13-21.
25. Nas cidades que Paulo e Silas visitaram, eles entregaram os decretos de quem, e o que se indica sobre os associados com os apóstolos na decisão do decreto?
25 Atos 16:4 relata as viagens do apóstolo Paulo e de seu companheiro Silas (membro do corpo governante), dizendo: “Ora, enquanto viajavam através das cidades [da Ásia Menor] entregavam aos que estavam ali, para a sua observância, os decretos decididos pelos apóstolos e homens mais maduros, que estavam em Jerusalém.” A associação destes “homens mais maduros” ou “mais idosos” com os apóstolos e fazerem eles parte do corpo governante cristão torna certo que eram oficialmente “homens mais maduros”, presbíteros ou anciãos.
26. Na sua viagem final a Jerusalém, com quem teve Paulo uma reunião de despedida em Mileto, e o que indica Atos 21:17, 18 quanto à constituição da congregação de Jerusalém?
26 Anos depois, o apóstolo Paulo fez a sua última viagem a Jerusalém. Ele parou no porto marítimo de Mileto e entrou em contato com a congregação vizinha de Éfeso, na Ásia Menor. Mandou chamar toda a congregação de Éfeso para um encontro de despedida com eles? Atos 20:17 nos diz o seguinte: “No entanto, de Mileto ele enviou a Éfeso e chamou os homens mais maduros [presbíteros, anciãos] da congregação.” (Almeida, ed. atual.; ed. rev. e corr.) De modo que a congregação de Éfeso tinha os seus “homens mais maduros” ou anciãos oficiais. Atos 21:17, 18, nos faz lembrar que a congregação de Jerusalém também possuía tais encarregados, pois lemos ali o relato do Doutor Lucas: “Ao chegarmos a Jerusalém, os irmãos nos receberam de bom grado. Mas no dia seguinte, Paulo foi conosco ter com Tiago; e todos os homens maduros estavam presentes.” Tiago, meio-irmão de Jesus Cristo, também era um destes “homens maduros”. Em Gálatas 2:9, Paulo fala de Tiago como sendo coluna espiritual, dizendo: “Tiago, e Cefas [Pedro], e João, os que pareciam ser colunas, deram a mim e a Barnabé a mão direita da parceria.”
27. Segundo 1 Timóteo 5:17, quem devia ser considerado como digno de dupla honra, e por quê? E as orações de quem eram especialmente proveitosas?
27 Atestando a natureza oficial de um “homem mais maduro” (ou presbítero, ancião) da congregação, o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo as seguintes instruções, por volta dos anos 61 a 64 E. C.: “Os homens mais maduros, que presidem de modo excelente, sejam contados dignos de dupla honra, especialmente os que trabalham arduamente no falar e no ensinar.” (1 Tim. 5:17) De modo que tais “homens mais maduros” ou anciãos presidiam oficialmente à congregação e trabalhavam no falar e em ensinar a Bíblia. Segundo Tiago 5:14, as orações de tais “homens mais maduros” eram especialmente proveitosas.
-
-
Os encarregados designados na organização teocráticaA Sentinela — 1972 | 1.° de maio
-
-
Os encarregados designados na organização teocrática
1. Que perguntas suscita 1 Pedro 5:1-3 quanto a se todos os membros da congregação eram “anciãos”?
POR VOLTA dos anos 62 a 64 E. C., o apóstolo Pedro, enquanto estava em Babilônia, na Mesopotâmia, escreveu alguma coisa sobre “homens mais maduros” ou anciãos. Ele disse: “Portanto dou esta exortação aos homens mais maduros [presbíteros, anciãos] entre vós, pois eu também sou homem mais maduro, igual a eles, e testemunha dos sofrimentos do Cristo, parceiro da glória que há de ser revelada: Pastoreai o rebanho de Deus que está aos vossos cuidados, não sob compulsão, mas espontaneamente; nem por amor de ganho desonesto, mas com anelo; nem como que dominando sobre os que são a herança de Deus, mas tornando-vos exemplos para o rebanho.” (1 Ped. 5:1-3) Mas então, se todos os do “rebanho de Deus” fossem considerados como “anciãos”, que sentido teria falar Pedro sobre os “homens mais maduros entre vós”? Também, como se poderia dizer que o rebanho de Deus estava “aos vossos cuidados”, quer dizer, aos cuidados dos “homens mais maduros”? Como poderiam eles ‘pastorear o rebanho’, se todo o rebanho fosse de “anciãos” e assim todos fossem pastores?
2. Por que devem ter sido oficialmente “homens mais maduros” os a quem Pedro se dirigiu ali, e com quantos “homens mais maduros” começou a congregação de Jerusalém em Pentecostes de 33 E. C.?
2 O próprio apóstolo Pedro se classificou como “homem mais maduro” junto com os “homens mais maduros” a quem se dirigiu. Portanto, se Pedro era “homem mais maduro” em sentido oficial, os a quem se dirigia também eram oficialmente “homens mais maduros” ou anciãos. Um apóstolo de Jesus Cristo, por certo, seria oficialmente “homem mais maduro”. Portanto, quando a congregação cristã teve início no dia de Pentecostes de 33 E. C., ela tinha doze “homens mais maduros” oficiais, a saber, os doze apóstolos de Jesus Cristo. (Atos 1:13 a 2:37) Estes apóstolos eram todos iguais a Pedro em serem cada um “testemunha dos sofrimentos do Cristo”, porque se haviam associado com ele desde o tempo do batismo de Jesus e até a sua ascensão ao céu. (Atos 1:21, 22; 1 Ped. 5:1) Como “homens mais maduros” oficiais, estes apóstolos ‘trabalharam arduamente no falar e no ensinar’, a partir de Pentecostes de 33 E. C. — 1 Tim. 5:17; Atos 2:37-42; 4:33; veja 2 João 1 e; 3 João 1.
COMO SÃO CONSTITUÍDOS OS “HOMENS MAIS MADUROS”
3. (a) Como foram os doze apóstolos constituídos em “homens mais maduros”? (b) Segundo Atos, capítulo 14, em relação com que ficamos sabendo como se constituíam “homens mais maduros” nas outras congregações lá naquele tempo?
3 Os onze apóstolos fiéis de Jesus Cristo haviam sido discípulos dele, alguns tanto quanto mais de um ano antes de ele os designar para serem apóstolos. (João 1:35 a 2:2; Mat. 4:12-22; 10:1-4; Luc. 6:12-16) Por conseguinte, foram constituídos “homens mais maduros” (presbíteros, anciãos) por serem designados por Jesus. O posterior décimo segundo apóstolo chamado Matias foi escolhido por sortes após a ascensão de Jesus ao céu, portanto, não por designação humana. (Atos 1:15-26) Como foram postos no cargo os posteriores “homens mais maduros” da congregação de Jerusalém, e também os “homens mais maduros” das outras congregações estabelecidas após Pentecostes de 33 E. C.? Isto vemos indicado nos Atos dos Apóstolos, capítulo quatorze. O apóstolo Paulo estava na sua primeira viagem missionária com Barnabé e chegara até Derbe, Icônio, Listra e Antioquia da Pisídia, na Ásia Menor, iniciando ali congregações. No caminho de volta visitaram estas congregações jovens.
4. Como foram constituídos “homens mais maduros” nas congregações visitadas por Paulo e Barnabé, e de que modo era teocrático este método?
4 Como obtiveram estas recém-estabelecidas congregações os seus “homens mais maduros”? Atos 14:22, 23, nos diz que Paulo e Barnabé estiveram “fortalecendo as almas dos discípulos, encorajando-os a permanecerem na fé e dizendo: ‘Temos de entrar no reino de Deus através de muitas tribulações.’ Outrossim, designaram-lhes homens mais maduros para cargos na congregação, e, oferecendo orações com jejuns, encomendaram-nos a Jeová, em quem se tinham tornado crentes”. É evidente, pois, que as congregações não constituíram os seus próprios “homens mais maduros” por meio de voto popular ou eleição entre seus membros. Não podia ser chamado de método “democrático” de empossar “homens mais maduros”. Paulo havia sido escolhido como apóstolo por Jesus Cristo, e ele e Barnabé haviam sido enviados nesta viagem missionária desde Antioquia, segundo as instruções do espírito santo de Deus. Por isso, designarem eles “homens mais maduros” nas congregações era teocrático. — Atos 13:1-4.
5. O que escreveu Paulo a Tito sobre o que devia fazer para as congregações em Creta, e que qualificações tinha de observar Tito?
5 Anos depois, por volta dos anos 61 a 64 E. C., após o livramento de Paulo de seu primeiro encarceramento em Roma, ele escreveu ao seu colaborador Tito, que então se encontrava na ilha de Creta. Paulo disse: “Por esta razão te deixei em Creta, para que corrigisses as coisas defeituosas e fizesses designações de homens mais maduros numa cidade após outra, conforme te dei ordens.” (Tito 1:5) Paulo especificou então os requisitos para alguém ser designado para “homem mais maduro”, acrescentando: “Se houver um homem livre de acusação, marido de uma só esposa, tendo filhos crentes, não acusados de devassidão nem indisciplinados. Porque o superintendente tem de estar livre de acusação como mordomo de Deus, não obstinado, não irascível, não brigão bêbado, não espancador, não ávido de ganho desonesto, mas hospitaleiro, amante da bondade, ajuizado, justo, leal, dominando a si mesmo, apegando-se firmemente à palavra fiel com respeito à sua arte de ensino, para que possa tanto exortar pelo ensino que é salutar como repreender os que contradizem.” — Tito 1:6-9.
6. De que modo usou Paulo aqui os termos “homens mais maduros” e “superintendentes”, e como é isso demonstrado?
6 Por começar a considerar os requisitos para alguém ser designado “homem mais maduro”, e depois dizer: “Porque o superintendente tem de estar livre de acusação”, e assim por diante, Paulo mostra que o “homem mais maduro” era também “superintendente” (epískopos, em grego). Portanto, ao mesmo tempo em que Tito estivesse designando “homens mais maduros”, ele estaria também designando superintendentes na congregação. De modo que Paulo usa aqui as palavras “homens mais maduros” e “superintendentes” como sinônimos, como expressando a mesma idéia e como sendo intercambiáveis. Portanto, o superintendente precisa ser “homem mais maduro” e o “homem mais maduro” precisa cumprir com os deveres dum superintendente. Paulo mostrou isso em Mileto.
7. A quem chamou Paulo de Éfeso a Mileto, e o que lhes disse?
7 Lemos: “De Mileto ele enviou a Éfeso e chamou os homens mais maduros da congregação. Quando foram ter com ele, disse-lhes: ‘. . . Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes [epískopoi, em grego] para pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue de seu próprio Filho.’” — Atos 20:17-28.
8. Como haviam sido constituídos em “homens mais maduros” os visitantes de Paulo, que serviço estavam obrigados a prestar e perante quem eram principalmente responsáveis?
8 De acordo com estas palavras, aqueles “homens mais maduros” haviam sido postos no cargo não por qualquer eleição ou voto democráticos, mas pela designação do espírito santo de Deus que agia por intermédio do corpo governante visível sobre todas as congregações. Ao serem assim designados como “homens mais maduros” (presbíteros, anciãos), foram simultaneamente designados como “superintendentes”, e os deveres de superintendente os obrigavam a agir como pastores do rebanho, da congregação de Deus. Tinham de prestar contas, não primariamente ao corpo governante, mas ao Grande Superintendente Jeová Deus. (1 Ped. 2:25; Isa. 53:6) As palavras de Paulo dirigidas aos “homens mais maduros” em Éfeso concordam com as do apóstolo Pedro, quando disse aos “homens mais maduros entre vós” que eles deviam pastorear o rebanho de Deus. — 1 Ped. 5:1, 2.
SUPERINTENDENTES E SERVOS MINISTERIAIS
9. (a) Referente ao preenchimento da vaga deixada pelo infiel Judas, como se indica que os apóstolos eram “superintendentes”? (b) Com quantos “superintendentes” começou a congregação de Jerusalém em Pentecostes de 33 E. C.?
9 O apóstolo Pedro e os outros onze apóstolos não só eram “homens mais maduros”, mas também “superintendentes”. Isto se torna evidente na ocasião em que Pedro recomendou à congregação de Jerusalém que preenchesse a vaga deixada pelo infiel apóstolo Judas. Ao recomendar isso, Pedro citou o Salmo 109:8, ao dizer: “Está escrito no livro dos Salmos: . . . ‘Tome outro seu cargo de superintendência.”‘ (Atos 1:20) A palavra hebraica para “cargo de superintendência” foi vertida na Versão dos Setenta grega pela palavra episkopé, que se refere ao cargo dum superintendente (epískopos, em grego). É lógico, pois, que o cargo dum apóstolo era o cargo dum superintendente, e que os apóstolos eram superintendentes designados por Jesus Cristo. Por este motivo, no dia de Pentecostes de 33 E. C., a congregação de Jerusalém, de cerca de cento e vinte membros, começou com doze superintendentes. (Atos 1:15 a 2:43) Depois disso, ao passo que se designaram “homens mais maduros” para ajudarem em cuidar da congregação em aumento, serviam nela mais de doze superintendentes.
10. (a) Quando Paulo, de Mileto, se comunicou com Éfeso, como se cuidava da supervisão da congregação efésia? (b) Segundo Filipenses 1:1, como estava sendo servida a congregação de Filipos?
10 Cerca de vinte e três anos depois de Pentecostes, quando Paulo estava em viagem a Jerusalém e parou em Mileto, a congregação da vizinha Éfeso tinha diversos superintendentes, pois todos os “homens mais maduros” que ele convocou eram superintendentes. (Atos 20:17-28) Quatro ou cinco anos depois, a congregação de Filipos, na Macedônia, tinha diversos superintendentes, bem como diversos servos ministeriais, que agiam como ajudantes dos superintendentes. Foi por isso que Paulo, ao escrever de Roma, iniciou a sua carta à congregação naquela cidade, dizendo: “Paulo e Timóteo, escravos de Cristo Jesus, a todos os santos em união com Cristo Jesus, os quais estão em Filipos, junto com superintendentes [epískopoi] e servos ministeriais [diákonoi, em grego].” — Fil. 1:1.
11. A julgar pela congregação filipense, de que modo eram servidas todas as outras congregações com homens suficientes, em contraste com o sistema posterior de “bispos”?
11 Isto torna inconfundivelmente claro que a congregação filipense tinha mais de um superintendente, bem como mais de um servo ministerial [diákonos]. O mesmo se dava, sem dúvida, em todas as outras congregações cristãs do primeiro século, que tivessem suficientes homens competentes para fornecer superintendentes e servos ministeriais para as suas necessidades. Foi um desenvolvimento posterior à morte dos doze apóstolos que houvesse um superintendente sobre uma congregação ou sobre diversas congregações em certa região.a
“CORPO DOS HOMENS MAIS MADUROS” (“PRESBYTÉRION”)
12. Segundo 1 Timóteo 4:14, o que constituía o grupo congregacional de “homens mais maduros”, e que comparação havia entre eles quanto à sua posição?
12 O grupo congregacional dos superintendentes constituiria “o corpo dos homens mais maduros” ou o “presbitério” (Almeida; Figueiredo), ou o “colégio de seniores” (Pontifício Instituto Bíblico), tais como o apóstolo Paulo menciona em 1 Timóteo 4:14. (Compare isso com Lucas 22:66; Atos 22:5, quanto à “assembléia dos homens mais maduros”.) Os membros de tal “corpo [ou assembléia] dos homens mais maduros”, estavam todos em igualdade, tendo a mesma posição oficial, e nenhum deles era mais importante, mais destacado e mais poderoso como membro na congregação. Cada membro assumia de bom grado a sua parte na responsabilidade de supervisionar e pastorear a congregação inteira.
13. Segundo 1 Timóteo 3:1, o que desejava ser e fazer o homem desejoso?
13 Por conseguinte, o que queria o apóstolo Paulo dizer com aquilo que escreveu em 1 Timóteo 3:19? Ele disse ali a Timóteo: “Se algum homem procura alcançar o cargo de superintendente [episkopé, em grego], está desejoso duma obra excelente.” Ele não queria dizer que tal homem cristão desejoso quisesse tornar-se o mais importante, responsável, destacado e poderoso na congregação como seu superintendente exclusivo, algo parecido a um “bispo” na cristandade, reinando sobre uma região (uma diocese) com diversas congregações. (1 Tim. 3:1, Almeida; Figueiredo; Matos Soares) Não, mas tal homem desejoso apenas gostaria de partilhar com outros superintendentes na congregação dos deveres de cuidar da condição espiritual da congregação, alimentando-a espiritualmente e orientando-a na adoração de Jeová. Esforça-se a satisfazer os requisitos da superintendência, especificados pelo apóstolo Paulo nos versículos seguintes, em 1 Timóteo 3:2-7, e que correspondem aos requisitos indicados em Tito 1:6-9. Tais requisitos provam que ele está “desejoso duma obra excelente”.
14. (a) O que precisava haver para se manter a ordem nas reuniões do “corpo dos homens mais maduros”, e como se satisfazia esta necessidade? (b) Quanto tempo permanecia alguém membro do “corpo dos homens mais maduros”, e por quê?
14 Naturalmente, em tal presbitério congregacional ou “corpo [assembléia] dos homens mais maduros” teria de haver um presidente, para manter a ordem das reuniões do “corpo dos homens mais maduros”. Exatamente como se designava um membro como presidente não é indicado nas Escrituras. Não seria uma presidência permanente, mas provavelmente era temporária, por um período de tempo e havia rodízio entre todos os membros iguais do “corpo de anciãos”. Quando um ancião chegava ao fim de sua presidência e a entregava ao próximo na ordem, não deixava de ser “homem mais maduro” ou “superintendente”. Ainda permanecia membro do “corpo dos homens mais maduros”. Visto que os membros não eram investidos no cargo por meio de eleições regulares no estilo democrático, por parte da congregação, a sua designação teocrática pelo corpo governante continuava indefinidamente, enquanto se mostrasse fiel no cargo.
15. (a) Por que não havia superintendentes ajudantes ou anciãos ajudantes nas congregações? (b) O que significa basicamente a palavra grega diákonos, e quão ampla é a sua aplicação?
15 Não havia superintendente ajudante ou ancião ajudante. O homem designado ou era superintendente ou não era. Os que ajudavam os superintendentes a cuidar de assuntos congregacionais que não eram da natureza especificamente espiritual, foram designados como “servos ministeriais” (diákonoi, em grego). Os requisitos para estes “servos ministeriais” foram especificados pelo apóstolo Paulo em 1 Timóteo 3:8-10, 12, 13. O nome “diácono” é apenas uma forma aportuguesada ou transliterada do nome grego diákonos, que ordinariamente significa “ministro” no sentido de servo. De modo que a palavra “ministro” (diákonos) pode ter um significado bem amplo e geral. Portanto, quando o apóstolo Paulo fala de sermos “ministros do novo pacto”, ou “ministros de Deus”, ou “ministros de Cristo”, ele não quer dizer que ele e seus colaboradores fossem “servos ministeriais” duma congregação, que ajudassem os “homens mais maduros” ou ‘superintendentes”. (2 Cor. 3:6; 6:4; 11:23) Contudo, tais encarregados ajudantes podiam ser “ministros” daquela responsabilidade maior de servir a Deus, a Cristo e à Palavra de Deus — Atos 6:4.
16. Que obra pública tinham de fazer os cristãos do primeiro século, e até que ponto a realizaram junto com seus anciãos, superintendentes e servos ministeriais?
16 As circunstâncias não permitem uma consideração maior da organização teocrática da congregação cristã dos tempos apostólicos, no primeiro século E. C. Entre outras coisas, a congregação cristã, lá naquele tempo, tinha uma grande obra pública a fazer. Qual era? Cumprir as palavras de Jesus: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”; e também: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei.” (Mat. 24:14; 28:19, 20) Isto fizeram com a ajuda, a orientação e a liderança dos seus “homens mais maduros” (presbíteros, anciãos), superintendentes e servos ministeriais. Mesmo antes da destruição de Jerusalém, no ano 70 E. C., as “boas novas do reino” estavam sendo pregadas dentro e fora do Império Romano, e o apóstolo Paulo podia escrever da prisão em Roma: “Boas novas que ouvistes e que foram pregadas em toda a criação debaixo do céu.” (Col. 1:2, 23) A organização teocrática, lá naquele tempo, favorecia tal realização. É um exemplo para nós hoje.
A ORGANIZAÇÃO TEOCRÁTICA NO SÉCULO VINTE
17. Segundo a Torre de Vigia de 1884, como se chamava o reino celestial dos santos de Deus, mas em que base funcionava a organização terrestre visível destes santos?
17 As ordens do Senhor Jesus Cristo, citadas no parágrafo precedente, ainda se aplicam hoje, especialmente desde que Jeová Deus estabeleceu o reino de seu Messias, Jesus, no fim dos Tempos dos Gentios em 1914 E. C. Portanto, estamos interessados em ver como a organização destes cristãos dedicados e batizados, que cumprem estas ordens, se harmoniza com o modelo apostólico do primeiro século. No número inglês da Torre de Vigia de Sião (agora A Sentinela) de agosto de 1884, na página 7, se dizia: “O reino dos santos, ao contrário, é uma Teocracia que regerá o mundo (durante o período de sua imperfeição e seu restabelecimento) sem consideração para com o seu consentimento ou sua aprovação.” Entretanto, com respeito à organização dos santos ou santificados na terra, esta organização visível, terrestre, foi dirigida na maior parte em base congregacional para estes seguidores dedicados e batizados de Jesus Cristo. Suas congregações individuais tinham os seus anciãos e diáconos, eleitos pelo menos anualmente por voto popular ou democrático da parte dos dedicados e batizados. Este proceder seguia o entendimento que havia naquele tempo a respeito de Atos 14:23.b
18. Da escolha de que encarregados das congregações tratou o artigo “Decentemente e em Ordem” de 1895, e com quem comparou este artigo a tais encarregados?
18 Por exemplo, no número inglês da Torre de Vigia de Sião de 15 de novembro de 1895, publicou-se o artigo principal intitulado “Decentemente e em Ordem”, com referência a 1 Coríntios 14:40. Este considerava a questão dos encarregados das congregações de cristãos dedicados e batizados, debaixo de subtítulos tais como “Ordem na Primitiva Igreja”, “Ordem É Necessária Hoje”, “Elogiado o Conselho Apostólico”, “A Ocasião da Escolha de Anciãos”, “As Qualificações dos Anciãos”, sendo que os parágrafos iniciais citaram 1 Timóteo 3:1-7 segundo o Novo Testamento da Diaglott Enfática (The Emphatic Diaglott New Testament), dizendo: “Se um homem desejar o cargo [serviço] de superintendente, deseja uma boa obra. [Qualquer serviço que possamos prestar ao corpo de Cristo é um serviço bendito.] O superintendente, pois, precisa ser irrepreensível”, e assim por diante. Portanto, torna-se evidente que o artigo igualava os “anciãos” com os “superintendentes”. — Veja também Zion’s Watch Tower de 15 de janeiro de 1896, página 24, publicando uma “RESPOSTA: — O artigo ‘Decentemente e em Ordem’.”
19. (a) Como se encerrou este método de se elegerem anciãos e diáconos, em 5 de outubro de 1932? (b) Até aquele tempo, que trabalho tinha realizado a congregação, adotando também que nome?
19 A investidura de anciãos (superintendentes) e de diáconos, mediante o método eletivo das congregações, continuou até 5 de outubro de 1932, quando a congregação da cidade de Nova Iorque, por meio duma resolução, pediu que o corpo governante lhe designasse um “diretor de serviço”, encarregado que teria uma comissão de ajudantes, selecionados pelo voto da maioria da congregação. Este exemplo foi seguido pelas congregações em toda a terra. (Veja The Watchtower de 15 de outubro de 1932, página 319, sob “Resolução”.) Todavia, até aquele tempo, a congregação havia realizado uma campanha impressionante de proclamação do nome de Jeová e de divulgação do Seu estabelecido reino dos céus. Também se realizou a maior parte da “colheita”, do recolhimento do restante dos herdeiros do Reino, semelhantes ao trigo. Em 26 de julho de 1931, as congregações destes herdeiros do reino de Deus começaram também a adotar o nome “testemunhas de Jeová”. (Isa. 43:10-12) — Veja Mateus 13:24-30, 37-43.
20. (a) Como se encerrou em 1938 este arranjo alterado? (b) Que relação há entre o Departamento de Serviço e o corpo governante?
20 Este arranjo alterado para as congregações das testemunhas de Jeová continuou desde outubro de 1932 até 1938. Neste último ano, o número de junho e julho de A Torre de Vigia (The Walchtower de 1.º e 15 de junho) publicou as duas partes do artigo sobre “Organização”, no que foi apresentado como organização teocrática das congregações. Depois disso, todos os encarregados da congregação foram designados pelo corpo governante na matriz. O corpo governante não é o Departamento de Serviço da Sociedade Torre de Vigia, visto que o corpo governante tem interesses maiores do que apenas a proclamação do Reino pelos proclamadores no campo. Mas o corpo governante usa o Departamento de Serviço e outros instrumentos na direção da obra no campo.
21. (a) Quem age hoje como presidente da congregação, e quais são os seus deveres? (b) Quando a presidência passa para outro membro do presbitério, o que acontece ao anterior ocupante do cargo?
21 Atualmente, nas congregações das testemunhas de Jeová, em geral, há um servo de congregação. Ele age como presidente da congregação e dirige especificamente a pregação e o ensino no campo, por parte dos membros da congregação. Segundo o modo como as Escrituras apresentam o assunto, ele é tanto “homem mais maduro” ou “ancião”, e, como tal, é superintendente. Quando, no decorrer do tempo, a presidência que ele ocupa passar em rodízio para outro membro do presbitério ou “corpo dos homens mais maduros”, ele ainda permanecerá membro deste presbitério e terá deveres apropriados designados.
22. Quais são os deveres e o cargo do servo ajudante de congregação e do servo de estudos bíblicos, e quem tem composto a comissão judicativa da congregação?
22 Há também um servo ajudante de congregação, capaz de servir como presidente em qualquer ocasião em que o servo de congregação não o puder fazer. Segundo os requisitos bíblicos, ele não é superintendente ajudante, mas é superintendente e “homem mais maduro”. Visto que há uma enorme obra de ensino a fazer por se dirigirem estudos bíblicos particulares nos lares dos interessados, as congregações têm também um servo de estudos bíblicos designado. Visto que a Bíblia exige que os superintendentes estejam ‘qualificados para ensinar’ e ‘se apeguem firmemente à palavra fiel com respeito à sua arte de ensino’, este servo de estudos bíblicos também deve ser superintendente e “homem mais maduro”. (1 Tim. 3:1, 2; Tito 1:5-9) Estes três servos têm sido usados como comissão judicativa, para cuidar de assuntos de séria preocupação espiritual.
23. Que outros na congregação são classificados como “homens mais maduros” e “superintendentes”, e por quê?
23 Depois há o servo do Estudo de A Sentinela e o servo da Escola do Ministério Teocrático. Em vista da natureza de seus deveres designados, relacionados com o ensino e a pregação, também devem ser “homens mais maduros” e superintendentes ‘qualificados a ensinar’.
24. Que outros departamentos existem na congregação atual, e como são classificados biblicamente os que servem em tais departamentos?
24 Atualmente, por causa da enorme produção de ajudas para o estudo da Bíblia e a ampla demanda destas publicações impressas, há departamentos de revistas e território e de literatura. Também é preciso cuidar das contas da congregação no que se refere às contribuições recebidas e às despesas. Mas, visto que estes assuntos nada têm a ver com os interesses puramente espirituais da congregação, o trabalho do servo de revistas e território, do servo de literatura e do servo de contas corresponderia ao trabalho atribuído, nos tempos apostólicos, aos designados “servos ministeriais” (diákonoi).
25. Quem atua como “Superintendentes Viajantes” e como são classificados biblicamente?
25 Hoje há também os chamados “Superintendentes Viajantes”, que vão de congregação em congregação, em circuitos e em distritos. Estes são designados como “Servos de Circuito” e “Servos de Distrito”. Eles também precisam ser considerados como “homens mais maduros” ou “anciãos”, por causa das exigências de seus deveres designados.
26. (a) Os serviços de quem são executados sob estas designações específicas, mas existe então uma classe clerical com títulos? (b) Que obra se realiza assim, e em que sentido abençoa Jeová os esforços de suas testemunhas?
26 De modo que hoje, sob estas designações específicas, executam-se os serviços de “homens mais maduros” (ou anciãos), superintendentes e servos ministeriais. Estes encarregados não são uma classe clerical com títulos. Mas com o benefício da sua supervisão, do seu pastorear, da sua liderança e ajuda, os membros gerais da congregação adoram agora a Jeová Deus em paz e união, e realizam a obra de fazer discípulos e pregam as boas novas do reino de salvação, de Deus, em todo o mundo, antes que sobrevenha o fim às democracias e ao comunismo político, bem como ao resto deste sistema de coisas. Jeová abençoa grandemente e prospera os esforços de suas testemunhas cristãs, de serem teocrática em organização, adoração e atividade. A ele, o poderoso Teocrata, sejam dados a glória e o louvor para todo o sempre, por intermédio de Jesus Cristo, nosso Senhor. — 1 Ped. 5:10, 11.
[Nota(s) de rodapé]
a Leia, por exemplo, o breve comentário sobre isso em The New Bible Dictionary, de J. D. Douglas, M. A., página 158, sob o título “Bispo,” modo como muitas traduções vertem epískopos: “Entre os Pais Apostólicos, Inácio é o único que insiste num episcopado monárquico, e nem mesmo ele diz que este seja de instituição divina — argumento que teria sido decisivo se ele o pudesse ter usado. Jerônimo, ao comentar Tito 1:5, observa que a supremacia de um único bispo surgiu ‘mais por costume do que pela designação real por parte do Senhor’, como meio de impedir cismas na Igreja. (cl. Ep. 146). Parece muito provável que o episcopado monárquico surgiu nas congregações locais quando alguém habilidoso obteve a presidência permanente da junta de presbíteros-bispos. . . .”
b Veja The New Creation, Estudo VI, intitulado “Ordem e Disciplina na Nova Criação”, páginas 276-278. Publicado em 1904.
-
-
Um “corpo de anciãos” com presidência em rodízioA Sentinela — 1972 | 1.° de maio
-
-
Um “corpo de anciãos” com presidência em rodízio
No discurso final em cada uma das Assembléias de Distrito “Nome Divino” das Testemunhas de Jeová falou-se muito sobre “anciãos”, ampliando a matéria impressa nos artigos precedentes de estudo. Esta informação obteve acolhida entusiástica e é publicada aqui em benefício de todos os nossos leitores:
DEVERÁ lembrar-se de que no discurso “A Organização Teocrática no Meio das Democracias e do Comunismo” declarou-se que o servo de congregação age como presidente da congregação. Muitas vezes o chamamos de ministro presidente. De acordo com a apresentação bíblica que ouvimos, o servo de congregação tanto é “homem mais maduro” ou ancião, como é superintendente. Fez-se também a declaração: “Quando, no decorrer do tempo, a presidência que ele ocupa passar em rodízio para outro membro do presbitério ou ‘corpo dos homens mais maduros’, ele ainda permanecerá membro deste presbitério e terá deveres apropriados designados.” — Página 278, parágrafo 21.
Agora, alguns dos irmãos estão perguntando sobre o que significa este rodízio, e deve existir em nossos dias?
Observamos que, segundo a Bíblia, as congregações podem ter diversos homens mais maduros, todos eles sendo superintendentes. O apóstolo Paulo menciona um “corpo de anciãos [em grego: presbytérion]”. Lemos em 1 Timóteo 4:14: “Não negligencies o dom em ti, que te foi dado por intermédio duma predição e quando o corpo dos homens mais maduros [ou: anciãos] pôs as suas mãos sobre ti.” Havia ali um “corpo dos homens mais maduros” com responsabilidades. E Paulo disse a Tito, conforme registrado no primeiro capítulo de Tito, no versículo cinco: “Por esta razão te deixei em Creta, para que corrigisses as coisas defeituosas e fizesses designações de homens mais maduros numa cidade após outra, conforme te dei ordens.” Segundo a nota ao pé da página na edição inglesa de 1971 da Tradução do Novo Mundo, Tito devia ‘designar anciãos.’ Estes homens eram designados para ser anciãos e superintendentes na congregação. Nenhum deles procurava alcançar o posto mais importante, mais responsável, mais destacado e poderoso na congregação, nem queria alguém ser tal espécie de pessoa. (1 Tim. 3:1) Todos eles constituíam um só corpo de pastores desejosos de cuidar das ovelhas, e todos trabalhavam e cooperavam como corpo de anciãos — Atos 20:17, 28.
Naturalmente, tinha de haver um presidente deste “corpo de anciãos” no desempenho da obra pastoral que tinha de ser feita na congregação. É bem provável que naqueles dias primitivos da congregação cristã a presidência fosse exercida em rodízio pelos anciãos.
RODÍZIO ANUAL
Agora, a pergunta feita pelos irmãos é: Como funcionará isso hoje em dia? Parece ser bom que o rodízio dos anciãos ocorra anualmente. Significa isso que o servo de congregação mudará cada ano? Sim! Ele ainda será ancião designado, ainda será um dos superintendentes, mas outro ancião na congregação se tornará então o servo de congregação ou o presidente do “corpo dos homens mais maduros”. Isto não fará com que novo presidente seja o ancião mais importante; significará simplesmente que ele cuidará por um tempo de responsabilidades adicionais.
A informação que recebemos sexta-feira à noite na Assembléia de Distrito salientou que poderia haver cinco homens diferentes ocupando cinco cargos básicos na congregação, a saber, o servo de congregação, o servo ajudante de congregação, o servo de estudos bíblicos, o servo do estudo da Sentinela e o servo da Escola do Ministério Teocrático. Todos estes deveriam ser “homens mais maduros” da congregação, se a congregação tiver tantos anciãos designados, e eles constituiriam o “corpo de anciãos”. Havendo rodízio deles, então, cada ano haveria um novo presidente. Sob o arranjo de rodízio, aquele que serve como presidente, o servo de congregação, deixaria o seu cargo, e, logicamente, aquele que serve como servo ajudante de congregação passaria a ser presidente ou servo de congregação durante o próximo período de um ano.
Parece ser bom, em harmonia com o que foi dito no discurso sobre a “Organização Teocrática”, que coloquemos em operação este método de rodízio a partir de 1.º de outubro de 1972. Se for da vontade de Jeová, então neste ano, em 19 de outubro de 1972, aquele que serve como servo ajudante de congregação, onde foi exeqüível, passará a ocupar o cargo de servo de congregação, e todos os outros homens mais maduros ou anciãos na congregação mudarão de cargo. De maneira lógica, o servo de estudos bíblicos tornar-se-á servo ajudante de congregação, o servo do estudo da Sentinela tornar-se-á servo de estudos bíblicos e o servo da Escola do Ministério Teocrático tornar-se-á o servo do estudo da Sentinela. O anterior servo de congregação, continuando a ser um dos do “corpo de anciãos” e ainda designado a pastorear o rebanho de Deus, (se houver apenas cinco anciãos,) preencherá a vaga remanescente dos superintendentes, que será o cargo de servo da Escola do Ministério Teocrático. Portanto, durante o próximo ano, terá este privilégio de serviço como parte de sua responsabilidade de pastorear o rebanho de Deus. Ele, junto com todo o “corpo de anciãos”, continuará a ser um dos superintendentes. Mas o presidente do “corpo de anciãos” será o novo servo de congregação, e ele cuidará da supervisão geral da obra. Se houver cinco anciãos diferentes ocupando estes cinco diferentes cargos designados, então todos eles passarão, cada um, para um cargo diferente, cada ano.
Talvez se faça a pergunta: O que acontece quando um dos anciãos não deseja assumir o cargo de presidente ou por outro motivo não o puder fazer? Então caberá ao “corpo de anciãos” fazer a recomendação de que se lhe permita ser passado por alto e que talvez o próximo na ordem do rodízio sirva como presidente. Nestas circunstâncias, o servo de estudos bíblicos poderá passar para o cargo de servo de congregação durante o ano seguinte e ser o presidente. Mas deve haver uma mudança em todos os cargos, a menos que a congregação seja pequena e haja só um ancião. Isto talvez aconteça no caso de congregações recém-formadas. Devemos lembrar-nos de que todos os homens mais maduros que foram designados como anciãos e superintendentes pelo corpo governante, na sede, assumem um cargo de responsabilidade. Portanto, cada um deles deve estar disposto a fazer o rodízio quanto ao seu cargo e ser presidente por um ano, assumindo o cargo de ministro presidente. Também, qualquer ancião que for passado por alto, ao seu pedido, não continuará a servir mais um ano no cargo que ocupa. Mas será transferido para outro cargo aceitável de responsabilidade.
É verdade que algumas congregações não têm suficientes anciãos ou superintendentes qualificados, e alguns irmãos talvez ocupem agora dois cargos. Em tais casos, o “corpo de anciãos” fará uma recomendação ao corpo governante quanto a quem deve ocupar dois cargos no próximo turno quando há um novo presidente ou ministro presidente do “corpo de anciãos”.
QUALIFICAÇÕES DE ANCIÃO
O que acontece quando a congregação não tem cinco irmãos qualificados para ser anciãos e os irmãos qualificados para ser superintendentes não têm tempo para cuidar do trabalho envolvido em mais de um cargo de servo? O que se fará então? Neste caso, pode-se usar um diákonos ou servo ministerial. Mas, só porque um servo ministerial, ou diákonos, é usado para dirigir a Escola do Ministério Teocrático, não significa que, por ocupar tal cargo, ele se torna automaticamente membro do “corpo de anciãos”. Ele precisa ter as qualificações antes de poder ser designado como ancião. Depois de ter sido designado ao “corpo de anciãos”, quer haja cinco anciãos, quer mais, na congregação, ele ocupará o seu lugar no rodízio, desempenhando as diversas funções para as quais o “corpo de anciãos” o recomendará e para as quais o corpo governante mui provavelmente o designará.
Conforme salientou o discurso sobre a “Organização Teocrática”, quando alguém se torna “homem mais maduro” ou ancião, designado pelo corpo governante, esta designação continua em vigor, não terminando após apenas um ano. Naturalmente, não continuaria no cargo de ancião se fosse colocado em prova ou fosse desassociado da congregação. Em tal caso, ele perderia este cargo excelente de ser pastor do rebanho de Deus. Se ele, por causa de doença ou por outro motivo, não puder cuidar por um período de tempo do cargo de servo designado, isto não impedirá que seja ancião.
Suponhamos que a congregação tenha seis ou mesmo sete anciãos. Isto deixaria dois anciãos sem designação de servo nos cinco cargos de servos que já mencionamos. O que acontecerá no seu caso ao se realizar a transferência de cargos em 1.º de outubro de cada ano? É provável que um poderá cuidar do cargo de servo da Escola do Ministério Teocrático, e o anterior servo de congregação se tornará então um dos dois homens mais maduros sem designação a um destes cinco cargos de servos. Mas ainda será membro do “corpo de anciãos” e certamente estará interessado na congregação. Ocupar-se-á em pastorear o rebanho. Terá prazer em tomar parte nas reuniões de serviço e poderá substituir no cargo, em qualquer tempo, um dos outros membros oficialmente designados, que talvez esteja fora ou doente.
Quer sejam designados a outro cargo de servo, quer não, os anciãos na congregação podem muito bem servir em lares escolhidos como dirigentes de estudos de livro de congregação. E muitas vezes isto será possível especialmente quando não estiverem ativos em outro cargo de servo. Precisamos ter homens bons nestes cargos, e, conforme diz a Bíblia, o superintendente precisa estar “qualificado para ensinar”. — 1 Tim. 3:2.
No entanto, só porque alguém é designado como dirigente de estudo de livro ele não se torna ancião. Talvez não tenha as qualificações para ser ancião ou “homem mais maduro”. Em muitos casos, o “corpo de anciãos” talvez ache necessário usar como dirigentes de estudos de livro os ajudantes mencionados nas Escrituras como servos ministeriais. (1 Tim. 3:8-10, 12, 13) Em outras palavras, o servo ministerial está ajudando os anciãos no ensino, porque não há suficientes anciãos na congregação para cuidar de todos estes estudos de livro de congregação.
Os irmãos designados como servos de revistas e território, servos de literatura e servos de contas devem ser pelo menos servos ministeriais conforme descritos na Bíblia. Não é necessário designar anciãos na congregação para cuidarem da literatura ou das revistas, do território ou das contas. Os homens que são servos ministeriais são ajudantes do “corpo de anciãos”.
Como poderá alguém tornar-se ancião? Lemos em 1 Timóteo 3:1: “Se algum homem procura alcançar o cargo de superintendente, está desejoso duma obra excelente.” Por certo, um homem jovem, que talvez seja designado como servo ministerial e esteja dirigindo um estudo de livro de congregação ou cuidando de outro trabalho especificado pelo presbitério, está procurando alcançar uma obra excelente. Deve ser desejoso de ser “homem mais maduro” ou superintendente, mas talvez ainda não tenha todas as qualificações para pastorear o rebanho de Deus. Todavia, quando satisfizer as qualificações especificadas em 1 Timóteo 3 e Tito 1, poderá ser recomendado ao corpo governante para ser designado como ancião. Caberá ao “corpo de anciãos” recomendar tal homem como ancião e superintendente na congregação. Como membro do “corpo de anciãos”, ele empreenderá então a obra de pastorear junto com todos os outros membros do “corpo de anciãos”, e servirá como presidente quando chegar a sua vez.
Que dizer das congregações nas quais a maioria dos publicadores do Reino são irmãs? Podem elas ser anciãs? Não, não podem ser designadas como anciãs ou servas ministeriais. Mas o corpo governante poderá pedir que certas irmãs maduras e humildes ajudem os irmãos na congregação ou os substituam em cuidar do trabalho até que esteja disponível um irmão qualificado.
Por que não se exige que os servos de contas, de literatura e de revistas e território sejam anciãos? Estes cargos na congregação envolvem trabalho que na maior parte é de natureza mecânica ou de manter registros. O “corpo de anciãos” precisa cuidar do pastoreio do rebanho ou do bem-estar espiritual de todas as pessoas, ao passo que os servos de contas, de literatura e de revistas e território estão cuidando de registros, de estoques e de suprimentos necessários aos irmãos. Portanto, tais cargos são ocupados por servos ministeriais ou diákonos. Naturalmente, se houver irmãos suficientes que tenham as qualificações de anciãos, não há objeção a que anciãos cuidem destes cargos, se os seus outros interesses o permitirem. Mas, só porque alguém faz este trabalho, não significa que ele seja ancião.
Não deviam os dirigentes de estudos de livro ser anciãos, por serem instrutores? Seria excelente se houvesse um número suficiente de “anciãos” na congregação para cuidar de todos os estudos de livro. Mas, na maioria das congregações, não mostrou ser o caso. Portanto, é preciso usar servos ministeriais até que o corpo de anciãos seja suficientemente grande para cuidar destes cargos. É por isso que se declarou que, se houver anciãos suficientes na congregação, os anciãos certamente deveriam ser dirigentes de estudos de livro de congregação, porque podem fazer muita coisa boa em pastorear esta parte do rebanho que lhes é confiada. Ser superintendente ou ancião acarreta uma responsabilidade muito séria, conforme se declara em Atos 20:28: “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes para pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio Filho.” O superintendente precisa estar vivamente interessado no bem-estar espiritual deles, porque, conforme se salienta no versículo 29, Paulo também disse: “Sei que depois de eu ter ido embora entrarão no meio de vós lobos opressivos e eles não tratarão o rebanho com ternura.” O superintendente ou ancião precisa estar realmente bem fundado na verdade, ajudando as ovelhas e estando disposto a assumir responsabilidades.
COMISSÃO JUDICATIVA OU DE SERVIÇO
Haverá ainda uma comissão de três para cuidar de alguns problemas gerais ou para atuar como comissão judicativa da congregação? Sim, e esta comissão judicativa continuará a ser composta do presidente ou servo de congregação, do servo ajudante de congregação e do servo de estudos bíblicos. Contudo, às vezes pode acontecer que um destes esteja desqualificado por causa de parentesco ou outro envolvimento. Então, naturalmente, esta comissão pode escolher qualquer um dos outros anciãos para fazer parte duma comissão para ouvir o caso. Se por algum motivo um irmão não está habilitado para servir na comissão judicativa, deve afastar-se e deixar o “corpo de anciãos” escolher outro ancião ou outros anciãos para participarem da audiência sobre os fatos do caso. Não é preciso que todos os anciãos participem da audiência, mas os irmãos que ocupam estes três cargos podem na maioria dos casos ser os que tratam dos problemas grandes durante o ano, especialmente quando se exige uma comissão judicativa.
Com relação ao exercício da propriedade e do funcionamento de alguns dos Salões do Reino, formou-se uma sociedade. Às vezes é uma pessoa jurídica. Aplica-se o arranjo do rodízio a tais sociedades? Não. O que estamos considerando aqui envolve apenas cargos nas congregações em que pessoas são designadas pelo corpo governante na sede.
DESIGNAÇÕES OFICIAIS DE ANCIÃOS
Durante os próximos meses, antes de 19 de outubro de 1972, como se selecionará em cada congregação o “corpo de anciãos”? O corpo governante, por intermédio da Sociedade Torre de Vigia, enviará uma carta pedindo que a comissão que agora cuida das atividades de cada congregação se reuna, depois de se publicar mais informação sobre o assunto nas colunas da Sentinela e esta ser assimilada espiritualmente, e considere com oração quem dentro da sua congregação realmente tem as qualificações de ancião ou superintendente. Naturalmente, lerão cuidadosamente 1 Timóteo 3:2-7, Tito 1:5-9 e; 1 Pedro 5:1-5. Os que parecem estar qualificados serão comparados com estes requisitos da Palavra de Deus. Daí se farão recomendações ao corpo governante. Entretanto, esta comissão de três talvez saiba de diversos irmãos na congregação que definitivamente estejam qualificados como anciãos, e eles talvez queiram reunir-se com estes quando consideram todos os irmãos na congregação.
Assim, em vez de três decidirem quem está qualificado como ancião, que sejam cinco, seis, sete ou oito irmãos mais maduros, se houver tantos, que já provaram durante os anos que têm estas qualificações, que se reúnam e decidam entre eles quem está biblicamente qualificado para ocupar o cargo de ancião. Nas congregações maiores, talvez recomendem tantos quantos oito, nove ou dez anciãos, porque tais irmãos têm qualificações. Ao mesmo tempo, talvez queiram decidir quem está qualificado para ser servo ministerial. Por certo, nem todos na congregação estarão qualificados como anciãos ou como servos ministeriais, porque há novatos entrando e há os que não fazem bom progresso. Ser alguém ancião não necessariamente é determinado pelo número de horas que gasta no serviço de campo. O que é de interesse vital são as suas qualificações espirituais, seu amor a Jeová Deus, seu interesse nos seus companheiros de trabalho na congregação e suas habilitações como instrutor e como alguém que pode repreender e exortar. Naturalmente, precisa ser também entusiástico quanto à pregação das boas novas. Mas terá de ser primariamente alguém que pastoreia os já existentes no rebanho de Deus, bem como os lidera no campo.
É bem provável que o corpo governante peça (1) a recomendação de anciãos pela congregação, e junto com ela, sua recomendação quanto a qual dos recomendados como anciãos deve ocupar o cargo de servo de congregação ou presidente do “corpo de anciãos” durante o ano que começa em 1.º de outubro de 1972, bem como quanto a quais devem ocupar os outros cargos básicos mencionados, que são cinco, e, (2) também, sua recomendação de servos ministeriais que poderiam ocupar os cargos de servo de contas, de literatura e de revistas e território, conforme o “corpo de anciãos” achar bom usá-los. Naturalmente, “homens mais maduros” podem também ocupar estes cargos, mas o seu trabalho principal é como pastores e instrutores.
Depois de o corpo governante ter recebido as recomendações da congregação, serão feitas as devidas designações. O corpo governante fará a designação de anciãos em cada congregação, e esta informação será enviada pelo corpo governante por intermédio dos diversos escritórios da Sociedade em todo o mundo.
ANCIÃOS DESIGNADOS A VISITAR CONGREGAÇÕES
Que dizer, então, dos servos de circuito e de distrito? Haverá um rodízio no que se refere a eles? Sim, a Sociedade espera fazer cada dois anos um rodízio para novas designações. Às vezes, servos de circuito talvez sejam até mesmo feitos servos de distrito por um período de dois anos, e depois, após serem servos de distrito, talvez sejam feitos servos de circuito, dependendo do que se achar melhor no interesse da obra em geral no país.
Estes irmãos, naturalmente, estão qualificados como anciãos; é por isso que ocupam tais cargos. Ao visitarem as congregações, cooperarão plenamente com o “corpo de anciãos” de cada congregação e participarão nas suas atividades de campo e na edificação espiritual de toda a congregação. Mas, depois de se designarem servos durante o ano ou se fazer o rodízio deles no ano seguinte, não haverá necessidade de o servo de circuito recomendar mudanças, a menos que o servo de circuito, junto com todo o “corpo de anciãos”, veja que há uma emergência que exige uma mudança.
Possui o servo de circuito, durante a sua visita à congregação, mais autoridade do que os anciãos da congregação, e pode ele mudar as coisas na congregação, tais como o horário das reuniões, o arranjo do salão ou a mudança dos irmãos nos diversos cargos de supervisão? Não! O servo de circuito não possui tal autoridade. O servo de circuito simplesmente é um ancião designado pela Sociedade a visitar congregações para edificá-las espiritualmente e tomar a dianteira no serviço de campo. Ser ele servo de circuito não significa que esteja melhor qualificado do que os anciãos locais. A Sociedade amiúde usa servos de congregação como servos de circuito em fins-de-semana para servir outras congregações na vizinhança. Usa-se tais servos de congregação ou outros servos porque estão qualificados para dar conselho espiritual. O servo de circuito ou o servo de distrito nunca deve considerar-se superior ao “corpo de anciãos” na congregação. Deve considerar-se como ancião enviado à congregação pela Sociedade para dar a ajuda e o auxílio que possa e para animar toda a congregação a prosseguir com a obra grandiosa. O “corpo de anciãos” na congregação deve aguardar duas vezes por ano a visita do servo de circuito, que é também ancião, sabendo que ele trará bom conselho espiritual da Palavra de Deus e que ele mesmo proverá boa liderança no serviço de campo.
Naturalmente, o corpo governante terá muito mais a dizer sobre isso nas publicações da Sociedade com o passar do tempo. No ínterim, as congregações funcionarão assim como até agora com os servos designados, e quando chegar o setembro de 1972, então as congregações que tiverem recebido suas designações de servos começarão a transferir o trabalho para os novos servos, durante o mês de setembro, e em 19 de outubro, o novo ministro presidente da congregação tornar-se-á o presidente do “corpo de anciãos” ou homens mais maduros, cada um deles cuidando de sua designação de superintendente. Cada ano, os irmãos na congregação farão o rodízio nos seus respectivos cargos e trabalharão juntos como corpo, tendo apenas um interesse em mente, e este é o bem-estar da própria congregação, cooperando e pastoreando o rebanho de Deus que lhes foi confiado.
Estes ajustes na organização ajudarão a fazer com que o funcionamento das congregações se conforme mais com a Palavra de Deus, e certamente resultará em maiores bênçãos da parte de Jeová. Haverá maior partilha da carga de trabalho nas congregações, e isto tornará possível que os “homens mais maduros” devotem mais atenção ao próprio ensino da Palavra de Deus e ao pastoreio do rebanho, a fim de ajudar a cada um a se manter forte na fé. Também, ao passo que obtemos uma visão mais clara do assunto dos superintendentes, seremos ajudados a concentrar nossa atenção mais em Jeová Deus, nosso Superintendente Principal, e naquele a quem Jeová designou como Cabeça de Sua congregação, e este é o Senhor Jesus Cristo, que agora reina ativamente. Ao fazermos isso, fortalecer-se-á muito nosso apreço do modo em que Jeová guia seu povo.
-
-
“Prega a Palavra” — onde e por quê?A Sentinela — 1972 | 1.° de maio
-
-
“Prega a Palavra” — onde e por quê?
A ÉPOCA era mais ou menos o ano 64 ou 65 E. C. O apóstolo Paulo estava em cadeias como prisioneiro em Roma. Nesta situação, ele escreveu a sua última carta a Timóteo. Paulo tinha por objetivo preparar Timóteo, como superintendente cristão, a resistir aos elementos apóstatas na congregação e a edificá-la como poderosa coluna e amparo da verdade”. — 1 Tim. 3:15; 2 Tim. 1:8, 16.
Paulo sabia que não estaria muito mais tempo presente para observar como Timóteo se desincumbia do ministério como superintendente
-